Caracterização dendrométrica e estudos dendrocronológicos de remanescentes primários e antropizados de floresta de araucária, em Santa Catarina.
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22907 |
Resumo: | A Floresta de Araucária é uma das fisionomias mais ameaçadas do Brasil devido à extração seletiva de madeira e ao desmatamento, principalmente durante o século XX. A maioria dos seus remanescentes são florestas secundárias com menos de 50 ha, o que corrobora, para que florestas de crescimento-antigo sejam extremamente raras. Ao apresentar a caracterização de florestas raras de crescimento-antigo em comparação com florestas secundárias, o presente estudo apresenta resultados quanto a sua composição, estrutura e caracterização dendrométricas dos cenários estudados. No total, 22 conglomerados foram instalados: 12 conglomerados (37 unidades de parcela, 37.000 m²) em floresta de crescimento-antigo e 10 conglomerados (38 unidades de parcela, 38.000 m²) em floresta secundária. As análises incluíram uma caracterização dendrométrica (N, d, ddom, h, hdom, G, V e IPA), uma classificação fitossociológica e análises multivariadas. Os resultados indicaram que as florestas de crescimento-antigo e secundárias apresentam diferenças relevantes nos níveis dendrométrico e fitossociológico. O volume de florestas de crescimento-antigo, 582 m3 ha-1 (362–893 m3 ha-1 ), é substancialmente superior ao observado para florestas secundárias, 334 m3 ha-1 (193–501 m3 ha-1 ). A. angustifolia responde por 55% (6–90%) do volume nas florestas de crescimento-antigo, mas 21% (0– 52%) nas secundárias, mesmo as florestas secundárias apresentando uma maior taxa de ingresso de indivíduos de A. angustifolia após a sua extração seletiva. A taxa de crescimento (IP) dos indivíduos é similar nos dois tipos de florestas, apresentando uma média de 0,2 cm ano-1 . A análise multivariada mostrou que as florestas de crescimento antigo estão positivamente correlacionadas com d, h e G, mas negativamente correlacionadas com a riqueza de espécies (S) e o índice de Shannon. |
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Caracterização dendrométrica e estudos dendrocronológicos de remanescentes primários e antropizados de floresta de araucária, em Santa Catarina.Araucaria angustifoliaCaracterização florestalEstudos dendrométricosFitossociologiaCrescimento-antigoSecundáriasA Floresta de Araucária é uma das fisionomias mais ameaçadas do Brasil devido à extração seletiva de madeira e ao desmatamento, principalmente durante o século XX. A maioria dos seus remanescentes são florestas secundárias com menos de 50 ha, o que corrobora, para que florestas de crescimento-antigo sejam extremamente raras. Ao apresentar a caracterização de florestas raras de crescimento-antigo em comparação com florestas secundárias, o presente estudo apresenta resultados quanto a sua composição, estrutura e caracterização dendrométricas dos cenários estudados. No total, 22 conglomerados foram instalados: 12 conglomerados (37 unidades de parcela, 37.000 m²) em floresta de crescimento-antigo e 10 conglomerados (38 unidades de parcela, 38.000 m²) em floresta secundária. As análises incluíram uma caracterização dendrométrica (N, d, ddom, h, hdom, G, V e IPA), uma classificação fitossociológica e análises multivariadas. Os resultados indicaram que as florestas de crescimento-antigo e secundárias apresentam diferenças relevantes nos níveis dendrométrico e fitossociológico. O volume de florestas de crescimento-antigo, 582 m3 ha-1 (362–893 m3 ha-1 ), é substancialmente superior ao observado para florestas secundárias, 334 m3 ha-1 (193–501 m3 ha-1 ). A. angustifolia responde por 55% (6–90%) do volume nas florestas de crescimento-antigo, mas 21% (0– 52%) nas secundárias, mesmo as florestas secundárias apresentando uma maior taxa de ingresso de indivíduos de A. angustifolia após a sua extração seletiva. A taxa de crescimento (IP) dos indivíduos é similar nos dois tipos de florestas, apresentando uma média de 0,2 cm ano-1 . A análise multivariada mostrou que as florestas de crescimento antigo estão positivamente correlacionadas com d, h e G, mas negativamente correlacionadas com a riqueza de espécies (S) e o índice de Shannon.2025-09-04T14:00:32Z2022info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis86application/pdfVAZ, Douglas Rufino. <b>Caracterização dendrométrica e estudos dendrocronológicos de remanescentes primários e antropizados de floresta de araucária, em Santa Catarina.</b>. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal) - Udesc, Lages SC, 2022. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22907. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22907ark:/33523/001300000vqb8Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessVaz, Douglas Rufinoporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-09-10T21:13:37Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/22907Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-09-10T21:13:37Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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A Floresta de Araucária é uma das fisionomias mais ameaçadas do Brasil devido à extração seletiva de madeira e ao desmatamento, principalmente durante o século XX. A maioria dos seus remanescentes são florestas secundárias com menos de 50 ha, o que corrobora, para que florestas de crescimento-antigo sejam extremamente raras. Ao apresentar a caracterização de florestas raras de crescimento-antigo em comparação com florestas secundárias, o presente estudo apresenta resultados quanto a sua composição, estrutura e caracterização dendrométricas dos cenários estudados. No total, 22 conglomerados foram instalados: 12 conglomerados (37 unidades de parcela, 37.000 m²) em floresta de crescimento-antigo e 10 conglomerados (38 unidades de parcela, 38.000 m²) em floresta secundária. As análises incluíram uma caracterização dendrométrica (N, d, ddom, h, hdom, G, V e IPA), uma classificação fitossociológica e análises multivariadas. Os resultados indicaram que as florestas de crescimento-antigo e secundárias apresentam diferenças relevantes nos níveis dendrométrico e fitossociológico. O volume de florestas de crescimento-antigo, 582 m3 ha-1 (362–893 m3 ha-1 ), é substancialmente superior ao observado para florestas secundárias, 334 m3 ha-1 (193–501 m3 ha-1 ). A. angustifolia responde por 55% (6–90%) do volume nas florestas de crescimento-antigo, mas 21% (0– 52%) nas secundárias, mesmo as florestas secundárias apresentando uma maior taxa de ingresso de indivíduos de A. angustifolia após a sua extração seletiva. A taxa de crescimento (IP) dos indivíduos é similar nos dois tipos de florestas, apresentando uma média de 0,2 cm ano-1 . A análise multivariada mostrou que as florestas de crescimento antigo estão positivamente correlacionadas com d, h e G, mas negativamente correlacionadas com a riqueza de espécies (S) e o índice de Shannon. |
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