Aplicativos móveis para reabilitação de membros superiores após AVC: uma revisão sistemática com meta-análise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Simone Teresinha da
Orientador(a): Michaelsen, Stella Maris
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/21742
Resumo: Introdução: Presume-se que a reabilitação por aplicativos móveis tem o potencial de monitorar e ampliar a intensidade de intervenção, promover a motivação e o engajamento e aumentar a aderência no processo de reabilitação, além de ser do interesse de pessoas após um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Porém, seu efeito na recuperação da função motora ainda não é conhecido. Evidências demonstram que, independentemente da intervenção, a recuperação de membros superiores (MMSS) ocorre com elevadas intensidades de treinamento e o uso de aplicativos móveis pode ser um meio de aumentar a motivação, adesão e a intensidade da intervenção. Objetivo: Analisar a eficácia e a superioridade da reabilitação usando aplicativos móveis para melhorar a recuperação motora, capacidade, força e / ou destreza do membro superior (MS) parético após o AVC. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise, relatada conforme a declaração Itens de Relatório Preferidos para Revisões Sistemáticas e Meta-análises (PRISMA) e registrada no Registro Internacional Prospectivo de Revisões Sistemáticas (PROSPERO). Uma pesquisa bibliográfica foi realizada até maio de 2021 nas bases de dados MEDLINE/PubMed, CINAHL, Embase, Scopus, Web of Science e PEDro. Os estudos envolveram participantes adultos a qualquer momento após o AVC, que realizaram reabilitação de MMSS utilizando aplicativos móveis que tiveram como desfechos recuperação motora, capacidade, força e destreza. A extração de dados foi conduzida por dois revisores independentes e discrepâncias foram discutidas com um terceiro revisor. A qualidade metodológica dos artigos selecionados foi avaliada pela Escala Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Resultados: Os seis estudos incluídos envolveram 163 participantes de 28 a 85 anos. A pontuação PEDro média foi de 4,5 (intervalo de 3 a 7). Os resultados dos ensaios clínicos sugerem que a reabilitação usando aplicativos móveis pode ter um efeito positivo na recuperação motora do MS (MD 12 pontos de 66; IC 95% -6 a 31), mas pode ter efeito insignificante na capacidade do MS (MD 2 pontos em 32; IC 95% -1.5 a 5.7), força (MD 0.4 pontos em 5; IC 95% -0.3 a 1.2) e destreza (MD 2 pinos; IC 95% -2 a 6). Além disso, evidências de muito baixa qualidade sugerem que a reabilitação por meio de aplicativos móveis pode ter efeitos semelhantes à reabilitação sem aplicativos móveis na recuperação motora do MS (SMD 0.4; IC 95% -0.3 a 1.2), capacidade (SMD 0.1; IC 95% -0.4 a 0.6) e força (MD 0 Kg; IC 95% -4.3 a 4.3). Conclusão: Esta revisão sistemática sugere que a reabilitação usando aplicativos móveis pode melhorar a recuperação motora do MS após o AVC. Além disso, os efeitos da reabilitação usando aplicativos móveis parecem semelhantes aos da reabilitação sem aplicativos móveis em relação à recuperação motora, capacidade e força do MS.
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Evidências demonstram que, independentemente da intervenção, a recuperação de membros superiores (MMSS) ocorre com elevadas intensidades de treinamento e o uso de aplicativos móveis pode ser um meio de aumentar a motivação, adesão e a intensidade da intervenção. Objetivo: Analisar a eficácia e a superioridade da reabilitação usando aplicativos móveis para melhorar a recuperação motora, capacidade, força e / ou destreza do membro superior (MS) parético após o AVC. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise, relatada conforme a declaração Itens de Relatório Preferidos para Revisões Sistemáticas e Meta-análises (PRISMA) e registrada no Registro Internacional Prospectivo de Revisões Sistemáticas (PROSPERO). Uma pesquisa bibliográfica foi realizada até maio de 2021 nas bases de dados MEDLINE/PubMed, CINAHL, Embase, Scopus, Web of Science e PEDro. 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Além disso, evidências de muito baixa qualidade sugerem que a reabilitação por meio de aplicativos móveis pode ter efeitos semelhantes à reabilitação sem aplicativos móveis na recuperação motora do MS (SMD 0.4; IC 95% -0.3 a 1.2), capacidade (SMD 0.1; IC 95% -0.4 a 0.6) e força (MD 0 Kg; IC 95% -4.3 a 4.3). Conclusão: Esta revisão sistemática sugere que a reabilitação usando aplicativos móveis pode melhorar a recuperação motora do MS após o AVC. Além disso, os efeitos da reabilitação usando aplicativos móveis parecem semelhantes aos da reabilitação sem aplicativos móveis em relação à recuperação motora, capacidade e força do MS.88 f.Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAcidente Vascular CerebralAplicativos móveisReabilitaçãoMembro superiorAplicativos móveis para reabilitação de membros superiores após AVC: uma revisão sistemática com meta-análiseinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis-1porreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESCFlorianópolisPrograma de Pós-Graduação em FisioterapiaCEFIDPrograma de Pós-Graduação em FisioterapiaAcesso restritoCiências da SaúdeIntroduction: It is assumed that rehabilitation using mobile application has the potential to monitor and expand the intensity of intervention, promote motivation and engagement, and increase adherence in the rehabilitation process, in addition to being of interest to people after a stroke. However, its effect on motor and functional recovery is not yet known. Evidence shows that, regardless of the intervention, upper limb recovery occurs with high training intensities and the use of mobile applications can be a means of increasing motivation, adherence and the intensity of intervention. Aim: To analyze the efficacy and the superiority of rehabilitation using mobile applications to improve motor recovery, capacity, strength, and/or dexterity on paretic upper limb in people after stroke. Methods: This is a systematic review with meta-analysis, reported according to the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA) statement and registered to the Prospective International Registry of Systematic Reviews (PROSPERO). Bibliographic research was carried out until May 2021 in the MEDLINE/PubMed, CINAHL, Embase, Scopus, Web of Science, and PEDro databases. The studies involved adult participants at any time after stroke who participated in upper limb rehabilitation using mobile applications that had motor recovery, capacity, strength, and dexterity as outcomes. Two independent reviewers conducted the data extraction, and a third reviewer discussed discrepancies. The PEDro Scale assessed the methodological quality of the selected articles. Results: The six studies included involved 163 participants from 28 to 85 years old. The average PEDro score was 4.5 (range of 3 to 7). Results from clinical trials suggest that rehabilitation using mobile applications may have a positive effect on upper limb motor recovery (MD 12 points out of 66; 95% CI -6 to 31) but may have a negligible effect on upper limb capacity (MD 2 points out of 32; 95% CI -1.5 a 5.7), strength (MD 0.4 points out of 5; 95% CI -0.3 to 1.2) and dexterity (MD 2 pins; 95% CI -2 to 6). In addition, very low-quality evidences suggest that rehabilitation using mobile applications may have similar effects to rehabilitation without mobile applications on upper limb motor recovery (SMD 0.4; 95% CI -0.3 to 1.2), capacity (SMD 0.1; 95% CI -0.4 to 0.6) and strength (MD 0 kg; 95% CI -4.3 to 4.3). Conclusion: This systematic review suggests that rehabilitation using mobile applications might improve upper limb motor recovery after stroke. Furthermore, the effects of rehabilitation using mobile applications seem similar to the rehabilitation without mobile applications related to upper limb motor recovery, capacity, and strength.a4e96267-54cd-4d8e-b1c1-bdb7b61aaf77virtual::16787-1a4e96267-54cd-4d8e-b1c1-bdb7b61aaf77virtual::16787-1ORIGINALSimone Teresinha da Silva - Dissertação.pdfSimone Teresinha da Silva - Dissertação.pdfapplication/pdf1155775https://repositorio.udesc.br/bitstreams/119f86ae-d46d-41a6-a870-3cf267b62999/download623e100ab75ad312251ded0277001c81MD51trueAdministratorREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-81601https://repositorio.udesc.br/bitstreams/11eb77a0-1e59-4c4c-8eaf-7995cbbefb71/download7e7f8753bca4ca4a71293e48cccc5abfMD52falseAnonymousREADTEXTSimone Teresinha da Silva - Dissertação.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2025-06-28T06:01:50Z (GMT).Extracted texttext/plain102188https://repositorio.udesc.br/bitstreams/27b672f4-6a5d-46cb-862c-afbe886f8c56/download349c26cb2252eec3062a5987f9c01f3cMD53falseAdministratorREADTHUMBNAILSimone Teresinha da Silva - Dissertação.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2025-06-28T06:01:50Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg2767https://repositorio.udesc.br/bitstreams/b5a2de09-4a42-44a2-9fa8-4851c737f5f6/download4d8542847885961ecafe0a514c1c0762MD54falseAdministratorREADUDESC/217422026-04-08T18:37:56.277700Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilrestrictedoai:repositorio.udesc.br:UDESC/21742https://repositorio.udesc.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912026-04-08T18:37:56Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)falseSMOhIHVtIMO6bHRpbW8gcGFzc286IGNvbmNvcmRhciBjb20gbyBUZXJtbyBkZSBBdXRvcml6YcOnw6NvLgoKU2VsZWNpb25lICJFdSBjb25jb3JkbyBjb20gbyBUZXJtbyBkZSBBdXRvcml6YcOnw6NvIiBlIGNsaXF1ZSBlbSAiRmluYWxpemFyIHN1Ym1pc3PDo28iLgoKQW8gZGVwb3NpdGFyIGVzdGEgb2JyYSBubyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgZG8gRXN0YWRvIGRlIFNhbnRhIENhdGFyaW5hIChVZGVzYyksIGRlY2xhcm8gcXVlIGVzdG91IGNpZW50ZSBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gYXMgc2VndWludGVzIGFmaXJtYXRpdmFzOgpJIC0gRGVjbGFybyBxdWUgc291IGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkZXN0YSBvYnJhLCBzZW5kbyBkZSBtaW5oYSByZXNwb25zYWJpbGlkYWRlIHF1YWlzcXVlciBtZWRpZGFzIGp1ZGljaWFpcyBvdSBleHRyYWp1ZGljaWFpcyBjb25jZXJuZW50ZXMgYW8gc2V1IGNvbnRlw7pkby4gCklJIC0gRW0gY2FzbyBkZSBhdXRvcmlhIGNvbXBhcnRpbGhhZGEsIGRlY2xhcm8gcXVlIHBvc3N1byBhdXRvcml6YcOnw6NvIGRvcyBkZW1haXMgZGV0ZW50b3JlcyBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhIHByZXNlbnRlIGxpY2Vuw6dhLiAKSUlJLSBBdXRvcml6byBhIFVkZXNjIGEgaW5jbHVpciBlc3RhIG9icmEgbm8gc2V1IFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGUgZGlzdHJpYnXDrS1sYSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgbmEgaW50ZXJuZXQsIGNvbmZvcm1lIGxpY2Vuw6dhIHDDumJsaWNhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgYXRyaWJ1w61kYcK4IGEgdMOtdHVsbyBkZSBkaXZ1bGdhw6fDo28gZGEgcHJvZHXDp8OjbyBjaWVudMOtZmljYSBicmFzaWxlaXJhLCBhIHBhcnRpciBkZXN0YSBkYXRhLgpJViDigJMgRXN0b3UgY2llbnRlIHF1ZSBwYXJhIFRyYWJhbGhvcyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvIChUQ0MpLCBhIGxpY2Vuw6dhIHDDumJsaWNhIGF0cmlidcOtZGEgw6kgPGEgaHJlZj0iaHR0cDovL2NyZWF0aXZlY29tbW9ucy5vcmcvbGljZW5zZXMvYnktbmMtc2EvNC4wL2JyLyIgdGFyZ2V0PSJfYmxhbmsiPkNyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgQXRyaWJ1acOnw6NvLU7Do29Db21lcmNpYWwtQ29tcGFydGlsaGFJZ3VhbCA0LjAgSW50ZXJuYWNpb25hbDwvYT4uIFBhcmEgb3MgZGVtYWlzIGl0ZW5zLCBhIGxpY2Vuw6dhIGF0cmlidcOtZGEgc2Vyw6EgYXF1ZWxhIGRlZmluaWRhIHBlbG8gYXV0b3Igbm8gYXRvIGRvIGRlcMOzc2l0by4KVkkgLSBBIFVkZXNjIMOpIHByZXZpYW1lbnRlIGF1dG9yaXphZGEgcGVsbyBkZXBvc2l0YW50ZSBhIHJlYWxpemFyIGEgb2N1bHRhw6fDo28sIGEgbXVkYW7Dp2EgZG8gbG9jYWwgZGUgYXJtYXplbmFtZW50byBlIGEgZXhjbHVzw6NvIGRvcyBpdGVucyBhcm1hemVuYWRvcyBubyByZXBvc2l0w7NyaW8uClZJSSAtIExpIGUgZXN0b3UgZGUgYWNvcmRvIGNvbSBhcyByZWdyYXMgcHJldmlzdGFzIG5hIEluc3RydcOnw6NvIE5vcm1hdGl2YSBxdWUgcmVndWxhbWVudGEgbyBmdW5jaW9uYW1lbnRvIGRvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVkZXNjLgo=
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