Caracterização farmacológica e identificação de possíveis alvos biológicos envolvidos na atividade gastroprotetora de Chresta martii (DC.) H. Rob. (Asteraceae) em camundongos Swiss
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FERERAL DE PERNANBUCO
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=91477 |
Resumo: | Introdução: Muitas espécies da flora medicinal da caatinga são utilizadas na medicina <br/>popular e na fabricação comercial de produtos fitoterapêuticos. Chresta martii <br/>(Asteraceae) é uma espécie encontrada na região do Xingó (semiárido do nordeste <br/>brasileiro), utilizada pelas comunidades locais no tratamento de disfunções gástricas. <br/>Objetivos: estudar a toxicidade e o efeito gastroprotetor do extrato hidroalcoólico <br/>(EHA) de Chresta martii (DC.) H. Rob. em camundongos Swiss, nos modelos de lesão <br/>gástrica induzida por indometacina e lesão gástrica induzida por etanol absoluto. O <br/>estudo buscou também evidenciar os principais constituintes do extrato e estabelecer o <br/>mecanismo de ação molecular do efeito gastroprotetor. Materiais e métodos: <br/>toxicidade aguda camundongos em jejum receberam EHA em diferentes doses, ou <br/>salina e foram observados por um período de 48 h para verificação de mortalidade e/ou <br/>sinais de toxicidade; toxicidade subcrônica foi avaliada após administração diária do <br/>EHA durante 14 dias, seguida por avaliação de parâmetros hematológicos, enzimas <br/>hepáticas e pancreáticas; efeito gastroprotetor EHA foi testado nos modelos de lesões <br/>gástricas induzidas por indometacina ou por etanol. Como controles foram utilizados <br/>salina, omeprazol e ranitidina, além de N-acetilcisteína para possibilitar a análise <br/>subsequente da atividade antioxidante do extrato. Os estômagos foram analisados macro <br/>e microscopicamente. Para o modelo etanol-induzido procedeu-se a determinação dos <br/>grupamentos sulfidrílicos não proteicos e hemoglobina teciduais para caracterizar <br/>completamente o efeito gastroprotetor do EHA. Adicionalmente, neste modelo, foram <br/>utilizadas diferentes ferramentas farmacológicas (naloxona, morfina, misoprostol, <br/>indometacina, L-NAME, L-arginina, clonidina ou ioimbina) em diferentes ensaios, para <br/>tentar esclarecer o(s) possível(is) mecanismo(s) de ação do EHA; a análise fitoquímica <br/>do EHA por HPLC/UV/MS foi feita em cooperação com a Universidade de Lausanne, <br/>Genebra, Suíça, onde também foi testada a capacidade inibitória sobre a migração de <br/>neutrófilos em câmara de Boyden. Resultados: o EHA mostrou-se seguro administrado <br/>aguda ou cronicamente por via oral; o efeito gastroprotetor macro e microscópico do <br/>EHA foi comparado ao omeprazol no modelo indometacina-induzido (p < 0,001) e à <br/>ranitidina no modelo etanol-induzido (p < 0,05); a análise fitoquímica (HPLC/UV/MS) <br/>revelou a predominância de duas sesquiterpenolactonas, sendo possível a purificação de <br/>uma delas (composto 1); tanto o EHA quanto o composto 1 exerceram ação inibitória (p <br/>< 0,05 e p< 0,001 respectivamente) sobre a migração de neutrófilos pelo método de <br/>Boyden; a utilização de ferramentas farmacológicas revelou que o efeito protetor do <br/>EHA no modelo etanol-induzido depende da ativação de receptores α2-adrenérgicos, <br/>mas independe do envolvimento de receptores opioides, óxido nítrico ou <br/><br/><br/> <br/><br/> <br/><br/>prostaglandinas. Conclusões: o EHA possui efeito gastroprotetor nos dois modelos de <br/>lesão gástrica, corroborando com seu uso tradicional. Seu efeito é mediado por <br/>receptores α2-adrenérgicos, mas não por liberação de óxido nítrico, ativação de <br/>receptores opioides ou síntese de prostaglandinas. O EHA possui também atividade <br/>antioxidante e efeito anti-quimiotáxico que podem ser outros fatores envolvidos em sua <br/>atividade ou um produto resultante da ativação dos receptores α2-adrenérgicos. O <br/>extrato hidroalcoólico de Chresta martii e o composto 1 mostram-se fortes candidatos à <br/>pesquisa clínica para o desenvolvimento de alternativas terapêuticas para gastrite e <br/>outras afecções gástricas. <br/><br/> <br/><br/>Palavras-chave: Chresta martii, Asteraceae, sesquiterpenolactonas, doenças gástricas, <br/>receptores α2-adrenérgicos. <br/> |
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Caracterização farmacológica e identificação de possíveis alvos biológicos envolvidos na atividade gastroprotetora de Chresta martii (DC.) H. Rob. (Asteraceae) em camundongos Swiss BiotecnologiaIntrodução: Muitas espécies da flora medicinal da caatinga são utilizadas na medicina <br/>popular e na fabricação comercial de produtos fitoterapêuticos. Chresta martii <br/>(Asteraceae) é uma espécie encontrada na região do Xingó (semiárido do nordeste <br/>brasileiro), utilizada pelas comunidades locais no tratamento de disfunções gástricas. <br/>Objetivos: estudar a toxicidade e o efeito gastroprotetor do extrato hidroalcoólico <br/>(EHA) de Chresta martii (DC.) H. Rob. em camundongos Swiss, nos modelos de lesão <br/>gástrica induzida por indometacina e lesão gástrica induzida por etanol absoluto. O <br/>estudo buscou também evidenciar os principais constituintes do extrato e estabelecer o <br/>mecanismo de ação molecular do efeito gastroprotetor. Materiais e métodos: <br/>toxicidade aguda camundongos em jejum receberam EHA em diferentes doses, ou <br/>salina e foram observados por um período de 48 h para verificação de mortalidade e/ou <br/>sinais de toxicidade; toxicidade subcrônica foi avaliada após administração diária do <br/>EHA durante 14 dias, seguida por avaliação de parâmetros hematológicos, enzimas <br/>hepáticas e pancreáticas; efeito gastroprotetor EHA foi testado nos modelos de lesões <br/>gástricas induzidas por indometacina ou por etanol. Como controles foram utilizados <br/>salina, omeprazol e ranitidina, além de N-acetilcisteína para possibilitar a análise <br/>subsequente da atividade antioxidante do extrato. Os estômagos foram analisados macro <br/>e microscopicamente. Para o modelo etanol-induzido procedeu-se a determinação dos <br/>grupamentos sulfidrílicos não proteicos e hemoglobina teciduais para caracterizar <br/>completamente o efeito gastroprotetor do EHA. Adicionalmente, neste modelo, foram <br/>utilizadas diferentes ferramentas farmacológicas (naloxona, morfina, misoprostol, <br/>indometacina, L-NAME, L-arginina, clonidina ou ioimbina) em diferentes ensaios, para <br/>tentar esclarecer o(s) possível(is) mecanismo(s) de ação do EHA; a análise fitoquímica <br/>do EHA por HPLC/UV/MS foi feita em cooperação com a Universidade de Lausanne, <br/>Genebra, Suíça, onde também foi testada a capacidade inibitória sobre a migração de <br/>neutrófilos em câmara de Boyden. Resultados: o EHA mostrou-se seguro administrado <br/>aguda ou cronicamente por via oral; o efeito gastroprotetor macro e microscópico do <br/>EHA foi comparado ao omeprazol no modelo indometacina-induzido (p < 0,001) e à <br/>ranitidina no modelo etanol-induzido (p < 0,05); a análise fitoquímica (HPLC/UV/MS) <br/>revelou a predominância de duas sesquiterpenolactonas, sendo possível a purificação de <br/>uma delas (composto 1); tanto o EHA quanto o composto 1 exerceram ação inibitória (p <br/>< 0,05 e p< 0,001 respectivamente) sobre a migração de neutrófilos pelo método de <br/>Boyden; a utilização de ferramentas farmacológicas revelou que o efeito protetor do <br/>EHA no modelo etanol-induzido depende da ativação de receptores α2-adrenérgicos, <br/>mas independe do envolvimento de receptores opioides, óxido nítrico ou <br/><br/><br/> <br/><br/> <br/><br/>prostaglandinas. Conclusões: o EHA possui efeito gastroprotetor nos dois modelos de <br/>lesão gástrica, corroborando com seu uso tradicional. Seu efeito é mediado por <br/>receptores α2-adrenérgicos, mas não por liberação de óxido nítrico, ativação de <br/>receptores opioides ou síntese de prostaglandinas. O EHA possui também atividade <br/>antioxidante e efeito anti-quimiotáxico que podem ser outros fatores envolvidos em sua <br/>atividade ou um produto resultante da ativação dos receptores α2-adrenérgicos. O <br/>extrato hidroalcoólico de Chresta martii e o composto 1 mostram-se fortes candidatos à <br/>pesquisa clínica para o desenvolvimento de alternativas terapêuticas para gastrite e <br/>outras afecções gástricas. <br/><br/> <br/><br/>Palavras-chave: Chresta martii, Asteraceae, sesquiterpenolactonas, doenças gástricas, <br/>receptores α2-adrenérgicos. <br/>Introduction: Many species of caatinga are used in popular medicine and in <br/>manufacturing of phytotherapeutic products. Chresta martii (Asteraceae) is a plant <br/>found in the Xingó region (semi-arid area) in Northeast, Brazil, and is traditionally used <br/>by the local population to treat gastric diseases. Aims: To study the toxicity and the <br/>gastroprotective effect of the hydro alcoholic extract (HAE) of Chresta martii (DC.) H. <br/>Rob. in Swiss mice in ethanol- and indomethacin-induced gastric lesions models. This <br/>work also sought to highlight the main constituents of the extract and establish the <br/>action mechanism of the gastroprotective effect. Materials and methods: acute toxicity <br/> fasted mice received HAE in different doses, or saline (5 ml/kg, p.o.) and were <br/>observed over 48 h for toxicity signs and mortality; sub-chronic toxicity was <br/>evaluated through 14 days treatment with once-daily HAE oral doses, followed by <br/>blood parameters, liver and pancreatic enzymes; gastroprotective effect HAE was <br/>evaluated in gastric lesions models indomethacin-induced or ethanol-induced model. As <br/>control, there were used saline, N-Acetyl-cysteine, ranitidine or omeprazole. The <br/>stomachs were removed for macro or microscopic (H&E) analyses; in the ethanol-<br/>induced model was determined the tissue non-protein sulfhydryl groups and <br/>hemoglobin to fully characterize the gastroprotective effect of HAE. Additionally, in <br/>this model, we used different pharmacological tools (naloxone, morphine, misoprostol, <br/>indomethacin, L-NAME, L-arginine, clonidine or yohimbine) in different tests to clarify <br/>possible mechanisms of action of the extract; HAE phytochemical analysis by <br/>HPLC/UV/MS was done in cooperation with the University of Lausanne, Geneva, <br/>Switzerland, where was also tested the inhibitory capacity on neutrophils migration in <br/>Boyden chamber. Results: Oral administration of HAE was acutely or chronically safe; <br/>the macroscopic and microscopic gastroprotective effect of HAE was compared to <br/>omeprazole (indomethacin-induced model, P < 0.001) and ranitidine (ethanol-induced <br/>model, P < 0.05); phytochemical analysis (HPLC/UV/MS) revealed the predominance <br/>of two sesquiterpene lactones, and it was possible to purify one of them (compound 1); <br/>both HAE and compound 1inhibited (P < 0.05 and P < 0.001 respectively) neutrophil <br/>migration in Boyden method; the use of pharmacological tools revealed that the <br/>protective effect of HAE is mediated by α2-adrenoceptors, and does not involve nitric <br/>oxide, opioid receptors or prostaglandins. Conclusions: HAE possesses gastroprotective <br/>effects in both ethanol and indomethacin-induced gastropathy models, corroborating the <br/>traditional use of this species to treat gastric disorders. This activity is mediated by <br/>alpha-2 adrenoceptors activation, but not by nitric oxide release, opioid receptor <br/>activation or prostaglandin synthesis. HAE also has antioxidant and antichemotatic <br/><br/><br/> <br/><br/> <br/><br/>activity that is thought to either play a role in this biological activity or to be a <br/>byproduct of alpha-2 adrenergic complex activation. The HAE and Compound 1 are <br/>strong candidates for clinical research and for the development of therapeutic <br/>alternatives for gastritis and other gastric disorders. <br/><br/> <br/><br/>Keywords: Chresta martii, Asteraceae, sesquiterpene lactones, gastropathy, alpha-2 <br/>adrenoceptors. <br/>UNIVERSIDADE FERERAL DE PERNANBUCONICODEMOS TELES DE PONTES FILHOSILVA, ANTONIO ALFREDO RODRIGUES E2019-09-17T16:00:07Z2012info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=91477info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2019-09-17T16:00:07Zoai:uece.br:91477Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2019-09-17T16:00:07Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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Introdução: Muitas espécies da flora medicinal da caatinga são utilizadas na medicina <br/>popular e na fabricação comercial de produtos fitoterapêuticos. Chresta martii <br/>(Asteraceae) é uma espécie encontrada na região do Xingó (semiárido do nordeste <br/>brasileiro), utilizada pelas comunidades locais no tratamento de disfunções gástricas. <br/>Objetivos: estudar a toxicidade e o efeito gastroprotetor do extrato hidroalcoólico <br/>(EHA) de Chresta martii (DC.) H. Rob. em camundongos Swiss, nos modelos de lesão <br/>gástrica induzida por indometacina e lesão gástrica induzida por etanol absoluto. O <br/>estudo buscou também evidenciar os principais constituintes do extrato e estabelecer o <br/>mecanismo de ação molecular do efeito gastroprotetor. Materiais e métodos: <br/>toxicidade aguda camundongos em jejum receberam EHA em diferentes doses, ou <br/>salina e foram observados por um período de 48 h para verificação de mortalidade e/ou <br/>sinais de toxicidade; toxicidade subcrônica foi avaliada após administração diária do <br/>EHA durante 14 dias, seguida por avaliação de parâmetros hematológicos, enzimas <br/>hepáticas e pancreáticas; efeito gastroprotetor EHA foi testado nos modelos de lesões <br/>gástricas induzidas por indometacina ou por etanol. Como controles foram utilizados <br/>salina, omeprazol e ranitidina, além de N-acetilcisteína para possibilitar a análise <br/>subsequente da atividade antioxidante do extrato. Os estômagos foram analisados macro <br/>e microscopicamente. Para o modelo etanol-induzido procedeu-se a determinação dos <br/>grupamentos sulfidrílicos não proteicos e hemoglobina teciduais para caracterizar <br/>completamente o efeito gastroprotetor do EHA. Adicionalmente, neste modelo, foram <br/>utilizadas diferentes ferramentas farmacológicas (naloxona, morfina, misoprostol, <br/>indometacina, L-NAME, L-arginina, clonidina ou ioimbina) em diferentes ensaios, para <br/>tentar esclarecer o(s) possível(is) mecanismo(s) de ação do EHA; a análise fitoquímica <br/>do EHA por HPLC/UV/MS foi feita em cooperação com a Universidade de Lausanne, <br/>Genebra, Suíça, onde também foi testada a capacidade inibitória sobre a migração de <br/>neutrófilos em câmara de Boyden. Resultados: o EHA mostrou-se seguro administrado <br/>aguda ou cronicamente por via oral; o efeito gastroprotetor macro e microscópico do <br/>EHA foi comparado ao omeprazol no modelo indometacina-induzido (p < 0,001) e à <br/>ranitidina no modelo etanol-induzido (p < 0,05); a análise fitoquímica (HPLC/UV/MS) <br/>revelou a predominância de duas sesquiterpenolactonas, sendo possível a purificação de <br/>uma delas (composto 1); tanto o EHA quanto o composto 1 exerceram ação inibitória (p <br/>< 0,05 e p< 0,001 respectivamente) sobre a migração de neutrófilos pelo método de <br/>Boyden; a utilização de ferramentas farmacológicas revelou que o efeito protetor do <br/>EHA no modelo etanol-induzido depende da ativação de receptores α2-adrenérgicos, <br/>mas independe do envolvimento de receptores opioides, óxido nítrico ou <br/><br/><br/> <br/><br/> <br/><br/>prostaglandinas. Conclusões: o EHA possui efeito gastroprotetor nos dois modelos de <br/>lesão gástrica, corroborando com seu uso tradicional. Seu efeito é mediado por <br/>receptores α2-adrenérgicos, mas não por liberação de óxido nítrico, ativação de <br/>receptores opioides ou síntese de prostaglandinas. O EHA possui também atividade <br/>antioxidante e efeito anti-quimiotáxico que podem ser outros fatores envolvidos em sua <br/>atividade ou um produto resultante da ativação dos receptores α2-adrenérgicos. O <br/>extrato hidroalcoólico de Chresta martii e o composto 1 mostram-se fortes candidatos à <br/>pesquisa clínica para o desenvolvimento de alternativas terapêuticas para gastrite e <br/>outras afecções gástricas. <br/><br/> <br/><br/>Palavras-chave: Chresta martii, Asteraceae, sesquiterpenolactonas, doenças gástricas, <br/>receptores α2-adrenérgicos. <br/> |
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