Análise dialógica dos signos ideológicos verbovisuais em poesias da obra n. D. A., de Arnaldo Antunes
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82972 |
Resumo: | <div style="">Objetivamos analisar em poesias de n. d. a., de Arnaldo Antunes (2010), como são redimensionadas relações hierárquicas, como as posições de dominância entre narrador e personagem, letra e imagem, poesia e prosa, erudição e coloquialismo. Para tanto, questionamos como as relações de autoria se apropriam de signos alheios a sua esfera, desconstruindo redes de sentidos que acentuam negativamente as particularidades constitutivas do signo ordinário. Defendemos que efeitos de sentido dessa obra são estabelecidos segundo uma tessitura textual em que signos ideológicos transitam subversivamente de diferentes esferas para a poesia, ressignificando suas axiologias. Tal tessitura é analisada por conceitos da Análise Dialógica do Discurso: diálogo; esfera discursiva; ideologia; prosa; poesia; dimensão verbo-visual do enunciado; signo ideológico; tema; significação; índice de valor; horizonte social. Fundamentamo-nos, pois, em Bakhtin (2015; 2014; 2011; 2010; 2008), Bakhtin/Volochínov (2014) e autores que discutem a obra círculo-bakhtiniana: Brait (2014; 2013), Fiorin (2014), Gonçalves e Alves (2016), Grillo (2014), Marchezan (2014), Miotello (2014), Silva, (2013), Sobral (2014; 2008) e Tezza (2014; 2003). Operacionalizamos nossa análise aplicando as categorias bivocalidade e dialogismo interno, que, neste caso, organizam relações de sentido relacionadas a usos do signo, em sua constitutividade situada historicamente. Metodologicamente, discutimos como esse discurso antuniano está sensível às vicissitudes da organização social contraditória, destacando de que maneira ele se organiza por reisncrições sígnicas verbo-visuais. Consideramos a organização da forma composicional dessas poesias que se apropria de signos da cidade reconhecendo-lhe, positivamente, as particularidades da interação discursiva cotidiana, para, então, nos concentrarmos na posição autoral que delineia a relação autor-herói-destinatário como um acordo de confiança a autoridade poética , por fim, discutindo a constituição da forma poética, da cultura do cotidiano e do engendramento de posições axiológicas e de relações de abuso de poder. A partir desse estudo, percebeu-se que a bivovalidade e o dialogismo interno da poesia de n. d. a. orquestram diversidades contraditórias, que desafiam conservadores limites dos objetos e funções poéticas e ético-políticas, rearticulando formas materiais e simbólicas que indiciam modos de agir a favor do diálogo criativo de vozes cotidianas marginais.</div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Análise dialógica do Discurso. Signo ideológico. Bivocalidade. n. d. a. Arnaldo Antunes.</span></font></div> |
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Análise dialógica dos signos ideológicos verbovisuais em poesias da obra n. D. A., de Arnaldo Antunes Análise dialógica do Discurso Linguistica Aplicada Signo ideológico<div style="">Objetivamos analisar em poesias de n. d. a., de Arnaldo Antunes (2010), como são redimensionadas relações hierárquicas, como as posições de dominância entre narrador e personagem, letra e imagem, poesia e prosa, erudição e coloquialismo. Para tanto, questionamos como as relações de autoria se apropriam de signos alheios a sua esfera, desconstruindo redes de sentidos que acentuam negativamente as particularidades constitutivas do signo ordinário. Defendemos que efeitos de sentido dessa obra são estabelecidos segundo uma tessitura textual em que signos ideológicos transitam subversivamente de diferentes esferas para a poesia, ressignificando suas axiologias. Tal tessitura é analisada por conceitos da Análise Dialógica do Discurso: diálogo; esfera discursiva; ideologia; prosa; poesia; dimensão verbo-visual do enunciado; signo ideológico; tema; significação; índice de valor; horizonte social. Fundamentamo-nos, pois, em Bakhtin (2015; 2014; 2011; 2010; 2008), Bakhtin/Volochínov (2014) e autores que discutem a obra círculo-bakhtiniana: Brait (2014; 2013), Fiorin (2014), Gonçalves e Alves (2016), Grillo (2014), Marchezan (2014), Miotello (2014), Silva, (2013), Sobral (2014; 2008) e Tezza (2014; 2003). Operacionalizamos nossa análise aplicando as categorias bivocalidade e dialogismo interno, que, neste caso, organizam relações de sentido relacionadas a usos do signo, em sua constitutividade situada historicamente. Metodologicamente, discutimos como esse discurso antuniano está sensível às vicissitudes da organização social contraditória, destacando de que maneira ele se organiza por reisncrições sígnicas verbo-visuais. Consideramos a organização da forma composicional dessas poesias que se apropria de signos da cidade reconhecendo-lhe, positivamente, as particularidades da interação discursiva cotidiana, para, então, nos concentrarmos na posição autoral que delineia a relação autor-herói-destinatário como um acordo de confiança a autoridade poética , por fim, discutindo a constituição da forma poética, da cultura do cotidiano e do engendramento de posições axiológicas e de relações de abuso de poder. A partir desse estudo, percebeu-se que a bivovalidade e o dialogismo interno da poesia de n. d. a. orquestram diversidades contraditórias, que desafiam conservadores limites dos objetos e funções poéticas e ético-políticas, rearticulando formas materiais e simbólicas que indiciam modos de agir a favor do diálogo criativo de vozes cotidianas marginais.</div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Análise dialógica do Discurso. Signo ideológico. Bivocalidade. n. d. a. Arnaldo Antunes.</span></font></div><div style="">We aim to analyze in poetry of n. d. a. Arnaldo Antunes (2010), how hierarchical relations are resized, such as the positions of dominance between narrator and character, letter and image, poetry and prose, erudition and colloquialism. To this end, we question how authorial relations take hold of signs alien to their sphere, deconstructing networks of meanings that negatively accentuate the constitutive particularities of the ordinary sign. We defend that effects of sense of the work are established according to a textual tessitura in which ideological signs subversive transit from different spheres to a poetry, resignifying its axiologies. Such a structure is analyzed by concepts of Dialogical Analysis of Discourse: dialogue; discursive sphere; ideology; prose; poetry; verb-visual dimension of the utterance; ideological sign; theme; significance; index of value; social horizon. We are therefore based in Bakhtin (2015; 2014; 2011; 2010; 2008), Bakhtin/Volochínov (2014) and authors who discuss the circle-Bakhtinian work: Brait (2014; 2013), Fiorin (2014), Gonçalves e Alves (2016), Grillo (2014), Marchezan (2014), Miotello (2014), Silva, (2013), Sobral (2014; 2008) e Tezza (2014; 2003). We operate our analysis applying the categories bivocality and internal dialogism, which, in this case, organize relations of meaning related to uses of the sign, in its constitutivity situated historically. Methodologically, we discuss how this antuniano discourse is sensible to the vicissitudes of social struggle, highlighting how it lost its organization through verbal-visual signistical reisncriptions. We consider the organization of the compositional form of these poems that appropriates signs of the city, recognizing, positively, the daily particularities of discursive interaction, in order to locus on the authorial position that delineates the author-hero- recipient relationship as a trust agrément poetic authority -, finally, discussing the constitution of the poetic form, the culture of daily life and the generation of axiological positions and relations of abuse of power. From this study, it was realized that the bivovalidade and the internal dialogism of the poetry of n. d. a. orchestrate</div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">contradictory diversities that challenge conservative boundaries of poetic functions and ethical-political objects, rearranging material and symbolic forms that indicate ways of acting</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">in favor of the creative dialogue of marginal everyday voices.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Key words: Dialogical Analysis of Discourse. Ideological sign. Bivocality. n. d. a. Arnaldo Antunes.</span></font></div>Universidade Estadual do CearáJOAO BATISTA COSTA GONCALVESAmaral, Marcos Roberto dos Santos2019-04-23T15:35:39Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82972info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2019-04-23T15:35:39Zoai:uece.br:82972Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2019-04-23T15:35:39Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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