Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil
| Ano de defesa: | 2012 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=72335 |
Resumo: | Estudos sobre morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas ainda são pouco discutidos na América do Sul, em especial no Brasil. Considerando a relevância do tema o trabalho propõe contribuir para o saber sobre o comportamento de canais nestas áreas, avaliando a dinâmica fluvial do rio Jaguaribe-Ce-Brasil, à jusante da Barragem do Castanhão e as possíveis alterações (1) hidrológicas, (2) sedimentológicas e (3) morfológicas, analisando dados no período anterior e posterior a construção da mesma. A metodologia contou com a análise de dados históricos de vazão (7 estações) e sedimento (4 estações), além de coletas diretas em campo durante os anos de 2009 e 2010, em que foram coletados dados de perfilagem topográfica no canal, vazão, sedimento (suspensão e fundo) e erosão de margens (pinos de erosão) em 11 estações distribuídas à jusante da Barragem do Castanhão. Análises comparativas de fotografias aéreas e imagens de diferentes anos possibilitaram observações quanto às variações morfológicas do canal e áreas potenciais a erosão de margens, bem como à evolução do uso e ocupação da planície. Os resultados hidrológicos mostraram (1) redução ~76% nas médias de vazões diárias e ~80% nos picos de descarga após a construção da barragem. Por outro lado, baixos fluxos (<<span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">10 m</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">³</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> s</span><sup><span style="font-family: Arial; vertical-align: super;">-1</span></sup>), comuns em cerca de 70-90% do ano, foram aumentados após a construção da barragem. Na análise dos sedimentos (2), observou-se que os valores de concentração de sedimentos foram reduzidos em 41%, estimando-se uma diminuição em mais de 50% nas taxas de transporte em suspensão. De acordo com dados de transporte de fundo acredita-se que este possa representar 68% do total transportado, sendo necessário maiores estudos. A análise morfológica (3) evidenciou pontos de erosão com recuo de margens da ordem de 1-7 m <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ano</span><sup><span style="font-family: Arial; vertical-align: super;">-1</span></sup> no período analisado (1958-2010). Entretanto, o trecho de 23 km a jusante da barragem demonstrou aceleração no recuo de margens (2x) entre 2003 e 2010 em relação ao período anterior a construção da Barragem. Em suma, as evidências da pesquisa indicaram que o rio tende a passar por uma lenta, mas progressiva redução de seu nível de base, uma vez que a redução da capacidade e competência do rio foi causada pela regularização dos picos de descarga. Assim, a inserção da barragem do Castanhão em 2002, aparece como um marco alterando a dinâmica hidrológica, sedimentológica e morfológica do canal do Jaguaribe que agora busca outras formas de equilíbrio. Ademais, estudos como o realizado no Jaguaribe, enfocando o comportamento de canais a jusante de barramentos são necessários no planejamento e gestão dos recursos hídricos, de modo essencial no Ceará, onde o Governo do Estado tem priorizado e investido numa forte política de açudagem. |
| id |
UECE-0_9076723940fd9d32b153db7a96aaed8f |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:uece.br:72335 |
| network_acronym_str |
UECE-0 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UECE |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - BrasilGeografia Geomorfologia Impacto de Barragem SemiáridoEstudos sobre morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas ainda são pouco discutidos na América do Sul, em especial no Brasil. Considerando a relevância do tema o trabalho propõe contribuir para o saber sobre o comportamento de canais nestas áreas, avaliando a dinâmica fluvial do rio Jaguaribe-Ce-Brasil, à jusante da Barragem do Castanhão e as possíveis alterações (1) hidrológicas, (2) sedimentológicas e (3) morfológicas, analisando dados no período anterior e posterior a construção da mesma. A metodologia contou com a análise de dados históricos de vazão (7 estações) e sedimento (4 estações), além de coletas diretas em campo durante os anos de 2009 e 2010, em que foram coletados dados de perfilagem topográfica no canal, vazão, sedimento (suspensão e fundo) e erosão de margens (pinos de erosão) em 11 estações distribuídas à jusante da Barragem do Castanhão. Análises comparativas de fotografias aéreas e imagens de diferentes anos possibilitaram observações quanto às variações morfológicas do canal e áreas potenciais a erosão de margens, bem como à evolução do uso e ocupação da planície. Os resultados hidrológicos mostraram (1) redução ~76% nas médias de vazões diárias e ~80% nos picos de descarga após a construção da barragem. Por outro lado, baixos fluxos (<<span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">10 m</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">³</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> s</span><sup><span style="font-family: Arial; vertical-align: super;">-1</span></sup>), comuns em cerca de 70-90% do ano, foram aumentados após a construção da barragem. Na análise dos sedimentos (2), observou-se que os valores de concentração de sedimentos foram reduzidos em 41%, estimando-se uma diminuição em mais de 50% nas taxas de transporte em suspensão. De acordo com dados de transporte de fundo acredita-se que este possa representar 68% do total transportado, sendo necessário maiores estudos. A análise morfológica (3) evidenciou pontos de erosão com recuo de margens da ordem de 1-7 m <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ano</span><sup><span style="font-family: Arial; vertical-align: super;">-1</span></sup> no período analisado (1958-2010). Entretanto, o trecho de 23 km a jusante da barragem demonstrou aceleração no recuo de margens (2x) entre 2003 e 2010 em relação ao período anterior a construção da Barragem. Em suma, as evidências da pesquisa indicaram que o rio tende a passar por uma lenta, mas progressiva redução de seu nível de base, uma vez que a redução da capacidade e competência do rio foi causada pela regularização dos picos de descarga. Assim, a inserção da barragem do Castanhão em 2002, aparece como um marco alterando a dinâmica hidrológica, sedimentológica e morfológica do canal do Jaguaribe que agora busca outras formas de equilíbrio. Ademais, estudos como o realizado no Jaguaribe, enfocando o comportamento de canais a jusante de barramentos são necessários no planejamento e gestão dos recursos hídricos, de modo essencial no Ceará, onde o Governo do Estado tem priorizado e investido numa forte política de açudagem.Ver documento original.UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSESandra Baptista da CunhaCavalcante, Andrea Almeida2012-08-09T00:00:00Z2012info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=72335info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2012-08-09T00:00:00Zoai:uece.br:72335Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2012-08-09T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| title |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| spellingShingle |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil Cavalcante, Andrea Almeida Geografia Geomorfologia Impacto de Barragem Semiárido |
| title_short |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| title_full |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| title_fullStr |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| title_full_unstemmed |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| title_sort |
Morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas: o Rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão - CE - Brasil |
| author |
Cavalcante, Andrea Almeida |
| author_facet |
Cavalcante, Andrea Almeida |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Sandra Baptista da Cunha |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Cavalcante, Andrea Almeida |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Geografia Geomorfologia Impacto de Barragem Semiárido |
| topic |
Geografia Geomorfologia Impacto de Barragem Semiárido |
| description |
Estudos sobre morfodinâmica fluvial em áreas semiáridas ainda são pouco discutidos na América do Sul, em especial no Brasil. Considerando a relevância do tema o trabalho propõe contribuir para o saber sobre o comportamento de canais nestas áreas, avaliando a dinâmica fluvial do rio Jaguaribe-Ce-Brasil, à jusante da Barragem do Castanhão e as possíveis alterações (1) hidrológicas, (2) sedimentológicas e (3) morfológicas, analisando dados no período anterior e posterior a construção da mesma. A metodologia contou com a análise de dados históricos de vazão (7 estações) e sedimento (4 estações), além de coletas diretas em campo durante os anos de 2009 e 2010, em que foram coletados dados de perfilagem topográfica no canal, vazão, sedimento (suspensão e fundo) e erosão de margens (pinos de erosão) em 11 estações distribuídas à jusante da Barragem do Castanhão. Análises comparativas de fotografias aéreas e imagens de diferentes anos possibilitaram observações quanto às variações morfológicas do canal e áreas potenciais a erosão de margens, bem como à evolução do uso e ocupação da planície. Os resultados hidrológicos mostraram (1) redução ~76% nas médias de vazões diárias e ~80% nos picos de descarga após a construção da barragem. Por outro lado, baixos fluxos (<<span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">10 m</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">³</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> s</span><sup><span style="font-family: Arial; vertical-align: super;">-1</span></sup>), comuns em cerca de 70-90% do ano, foram aumentados após a construção da barragem. Na análise dos sedimentos (2), observou-se que os valores de concentração de sedimentos foram reduzidos em 41%, estimando-se uma diminuição em mais de 50% nas taxas de transporte em suspensão. De acordo com dados de transporte de fundo acredita-se que este possa representar 68% do total transportado, sendo necessário maiores estudos. A análise morfológica (3) evidenciou pontos de erosão com recuo de margens da ordem de 1-7 m <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ano</span><sup><span style="font-family: Arial; vertical-align: super;">-1</span></sup> no período analisado (1958-2010). Entretanto, o trecho de 23 km a jusante da barragem demonstrou aceleração no recuo de margens (2x) entre 2003 e 2010 em relação ao período anterior a construção da Barragem. Em suma, as evidências da pesquisa indicaram que o rio tende a passar por uma lenta, mas progressiva redução de seu nível de base, uma vez que a redução da capacidade e competência do rio foi causada pela regularização dos picos de descarga. Assim, a inserção da barragem do Castanhão em 2002, aparece como um marco alterando a dinâmica hidrológica, sedimentológica e morfológica do canal do Jaguaribe que agora busca outras formas de equilíbrio. Ademais, estudos como o realizado no Jaguaribe, enfocando o comportamento de canais a jusante de barramentos são necessários no planejamento e gestão dos recursos hídricos, de modo essencial no Ceará, onde o Governo do Estado tem priorizado e investido numa forte política de açudagem. |
| publishDate |
2012 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2012-08-09T00:00:00Z 2012 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=72335 |
| url |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=72335 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE |
| publisher.none.fl_str_mv |
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UECE instname:Universidade Estadual do Ceará instacron:UECE |
| instname_str |
Universidade Estadual do Ceará |
| instacron_str |
UECE |
| institution |
UECE |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UECE |
| collection |
Repositório Institucional da UECE |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Ceará |
| repository.mail.fl_str_mv |
|
| _version_ |
1828296361663004672 |