Verdade e saber: gnoseologia e ética no prefácio de origem do drama barroco alemão de Walter Benjamin

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Medeiros, Mateus Gonçalves de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=64910
Resumo: A diferenciação entre saber e verdade em Questões Introdutórias de Crítica do Conhecimento, prefácio da obra Origem do Drama Barroco Alemão de Walter Benjamin, mostra que o primeiro pode ser possuído na consciência enquanto a verdade esquiva-se a qualquer tentativa de apropriação. Apenas o saber responde a uma questão de caráter intencional. Enquanto Ser indefinível, a verdade não entra em nenhum tipo de relação. Ela se auto-representa. Na ordem do fenômeno, “reino do particular”, pode-se vislumbrar a essência da verdade de forma fugaz como um relâmpago. Essa reflexão repercute no modo como o autor pensa uma filosofia da história. Benjamin nega a possibilidade de apoderar-se do fato histórico. O conhecimento causal e linear do historicismo não apresenta a história em seu movimento universal, mas apenas o ponto de vista de quem venceu - ideologia que expressa a intenção de quem está no poder. A proposta de Walter Benjamin articula o ocorrido com o agora (Jetztzeit), ao perceber no que é hodierno, o fragmento do que passou. Esse mesmo caráter de linearidade criticado na historiografia caracteriza o more geometrico presente na metodologia das ciências humanas. A noção de sistema, com sua pretensão universalizante, é criticada por Benjamin na medida em que o ato de tecer uma linha contínua e fechada de argumentos não é suficiente para dar conta da realidade. O método da representação encontra, no mosaico, a alternativa para valorizar a unidade do singular, e na contemplação do tratado, o fôlego infatigável que caracteriza o movimento do pensamento. Essa metodologia evita a intencionalidade do modo causal de investigação, no sistema. Como exemplo do desvio do caráter intencional temos a alegoria, a obra de arte e a experiência. Cada uma delas esquiva-se da ideologia, salvando o particular para a totalidade.
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