Hierarquizacao da Assistencia a Saude: Estudo dos Pacientes Hipertensos Atendidos em Um Hospital ...

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Barbosa, Niobe Maria Ribeiro Furtado
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=37218
Resumo: Desde a criacao no Brasil do Sistema Unico de Saude (SUS), pela Constituicao Federal de 1988, o modelo de assistencia a saude sofreu mudancas na logica da organizacao da atencao. As acoes e servicos de saude passaram a ser estruturados de forma regionalizada e hierarquizada, em niveis de complexidade crescente, de acordo com as necessidades da populacao. Esta investigacao objetivou analisar o principio da hierarquizacao da assistencia, a partir do estudo de pacientes hipertensos de um hospital terciario, levando-se em consideracao que a hipertensao arterial e um problema de saude publica, cujo controle e factivel no ambito da atencao primaria; apenas devendo ser referenciada a hipertensao severa ou complicada. O estudo descritivo foi realizado na Unidade de Hipertensao do Hospital Geral de Fortaleza, pela analise de 379 prontuarios e entrevistas com alguns pacientes no periodo de janeiro de 1997 a maio de 2004. O perfil sociodemografico, as caracteristicas clinicas (por parametros da IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensao Arterial e Organizacao Mundial de Saude)e variantes relacionadas a organizacao da atencao foram analisados. Em relacao ao perfil sociodemografico, 270 (71%) eram do sexo feminino, 247 (65,2%) casados, 164 (43,5%) domesticas e 123 (53,7%) de baixo nivel de escolaridade. A faixa etaria variou de 18 a 87 anos. Quanto as caracteristicas clinicas, o nivel de hipertensao severa foi de 43,3%, moderada 37,2% e leve 17,1%. Nove pacientes (2,4%) nao eram hipertensos. A etiologia primaria representou 93% (n=354). Os fatores de risco associados estiveram presentes em 374 pacientes (98%) - tabagismo em 66 (17,6%), diabetes em 75 (20%), obesidade em 160 (42,3%) e hipercolesterolemia em 192 (51,3%). A evidencia de lesao em orgao-alvo esteve presente em 143 pacientes (38%), sendo a hipertrofia ventricular esquerda a alteracao mais importante (25,6%). Na estratificacao do risco quanto ao prognostico, 267 (70,4%) eram de alto risco, 87(23%) de medio e 25(6,6%) de baixo risco. Em relacao ao esquema terapeutico iniciado, a monoterapia representou 30,1%(n=114), duas drogas 51,7%(n=196) e tres ou mais drogas 16,4%(n=62). Quanto a organizacao da atencao, 328 (86,6%) eram procedentes de Fortaleza e 70,4% preenchiam o perfil de acompanhamento no hospital. No tocante ao modo de acesso a consulta, 170 (51,5%) foram referenciados, 124 (37,5%) vieram por demanda espontanea e 36 (11%) fizeram marcacao atraves de amizades com funcionarios do hospital. Dos referenciados, 123 (72,4%) eram de alto risco. Nao houve associacao estatisticamente significante entre a classificacao da hipertensao e a procedencia (p=0,603); O modo de acesso (p=0,666); a estratificacao do risco e a procedencia (p=0,936) e entre o modo de acesso e a estratificacao do risco (p=0,154). Houve associacao entre a idade e o risco cardiovascular (p=0,001). Os dados demonstram que o principio da hierarquizacao nao foi cumprido dentro dos preceitos legais da organizacao da atencao.
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