PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE USUÁRIOS DE CRACK EM TRATAMENTO ESPECIALIZADO E DE SUAS REDES SOCIAIS EM FORTALEZA-CE
| Ano de defesa: | 2016 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=86217 |
Resumo: | <div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">RESUMO</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Nas últimas décadas, com o aumento considerável do consumo de crack,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">principalmente em populações marginalizadas e vulneráveis socialmente, o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">fenômeno do uso dessa substância tem se destacado no cenário nacional,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">percebido pelos serviços especializados e pela mídia leiga. Outros estudos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">nacionais, apesar do rigor de sua metodologia, não obrigatoriamente representam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">características dos habitantes do município de Fortaleza, ou mesmo da população</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de usuários de crack, devido às próprias limitações desta metodologia em alcançar</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">esses sujeitos ocultos espacialmente. Este estudo buscou compreender, pela</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">análise de rede social, o perfil de usuários de crack em tratamento no município de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Fortaleza. Foi utilizada a triangulação métodos interpretativos, com uma tentativa de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">intersecção de entre bases teóricas de diferentes correntes de pensamento como o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">materialismo histórico, teoria do apego, teoria do aprendizado social, teoria</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">cognitiva, análise de redes e estatística. Esta metodologia avança ao compartilhar</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">uma visão holística e sistêmica da realidade e sua mutação permanente, nega a</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">independência dos atores e utiliza relações além de sujeito-sujeito, ganhando</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">complexidade, diversidade e adequabilidade. Os sujeitos pesquisados foram</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">compostos por homens e mulheres, com 16 anos completos ou mais, que residiam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">em Fortaleza e que buscaram os serviços especializados em dependência química</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">deste município de janeiro a junho de 2015 para tratamento de uso de cocaína ou</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">crack. A rede social pessoal foi construída a partir das informações colhidas pelos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">sujeitos da pesquisa. Foram investigados dados sociodemográficos dos egos, dos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">alters, tipo de relação (amigo, familiar, etc), o grau de proximidade, a identificação de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">quem havia usado álcool, cocaína ou crack, o suporte social pelo Questionário de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Suporte Social, SSQ6, o diagnóstioc de uso de substâncias pelo SCID-I, presença</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">do uso de outras substâncias, violência como vítima ou agressor, tipo de criação,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">auto estima pela escala de Rosenberg, EER, e características estruturais das redes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">como grau, densidade, hierarquia, grau de intermediação. Também foram utilizados</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">dados das entrevistas formativas e do diário de campo. Em consonância com os</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">dados da literatura, a maioria dos usuários de crack que procuram o sistema único</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de saúde são homens, 86%; adultos jovens, média de idade 33,7 anos; solteiros,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">37%, ou separado, 32%; com baixa escolaridade, 76% não completaram ensino</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">médio; baixa renda, 60% nos estratos D e E do Critério Brasil; e desempregados,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">96%. Apresentam alta vulnerabilidade, com 20% em situação de rua. Apresentam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">uma taxa extremamente elevada de uso de outras substâncias em comparação com</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">a população geral, com mais de 60% tendo usado maconha e cocaína no último mês</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e mais de 80% usado álcool e cigarro. O uso regular destas substancias parece ser</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">estratégia para redução do consumo do uso de crack, com drogas mais ansiolíticas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e/ou de maiores tempo de ação. O preço da unidade pedra foi referido por 96% dos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">entrevistados ser R$ 5,00. Este preço se mantém a pelo menos 8 anos,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">evidenciando o fracasso das ações de redução de demanda. A curva de prevalência</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">do uso de crack parece estar em declínio, ou se deslocando para direita em relação</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">à idade, diferente do que ocorre com a cocaína. Em Fortaleza praticamente inexiste</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">grandes cenas públicas de consumo, divulgadas nas mídias como cracolândia. Os</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">locais de uso são em sua maioria a própria casa, 60%, ou um barraco, 54%.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Usuários são mais vítimas de agressão do que são agressores. Existe uma história</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de violência frequente na infância, seja verbal, 42%, seja física, 60%, e uma baixa</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">chance de ser protagonista de violência no último ano, com 28% referindo pelo</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">menos um episódio de agressão, sendo outros usuários a maioria das vítimas.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Autoestima e suporte social são categorias que dividem determinantes semelhantes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e se estruturam em redes de sentido formadas na infância. A autoestima é menor</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">em mulheres, em quem tem baixa renda, em quem está em situação de rua, e</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">naqueles que não apresentam tipo de criação participativo. Tem correlação com o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">suporte social, com a presença dos pais na rede social, com o grau e a densidade</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">da rede social. O uso de substâncias ocorre de forma escalonada e o crack é o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">degrau após a cocaína. O uso crack não é o mesmo que uso pesado de cocaína.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">São fenômenos sociais diversos e não podem ser agrupados em mesma análise. As</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">regressões multivariadas, comparando o desfecho uso de crack e o desfecho uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">diário, mostraram determinações incongruentes. O principal determinante da</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">migração ao uso de crack é a negligência/perda/abandono de suporte na infância.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Quando ajustado para vários determinantes que divergiam entre os grupos de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">usuários de cocaína e crack em análises bivariadas, os usuários de crack possuem</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">maior idade e padrão de uso mais pesado, com maior freqüência de uso, maior</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">número de sintomas e maior uso de múltiplas substancias. A baixa escolaridade, o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">tipo de criação negligente e o falecimento de pelo menos um dos pais, por suas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">características de historicidade, são determinantes causais para a migração ao uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de crack. Concluindo, a ausência dos pais e a escolaridade são fatores importantes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">para a migração do uso de cocaína ao crack. A implementação de ações e políticas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">que modifiquem estes fenômenos podem resultar em redução da prevalência do uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">desta droga.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Epidemiologia. Epidemiologia Crítica. Uso de crack. Análise de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">rede social. Suporte social.</span></font></div> |
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE USUÁRIOS DE CRACK EM TRATAMENTO ESPECIALIZADO E DE SUAS REDES SOCIAIS EM FORTALEZA-CESaúde coletiva<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">RESUMO</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Nas últimas décadas, com o aumento considerável do consumo de crack,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">principalmente em populações marginalizadas e vulneráveis socialmente, o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">fenômeno do uso dessa substância tem se destacado no cenário nacional,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">percebido pelos serviços especializados e pela mídia leiga. Outros estudos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">nacionais, apesar do rigor de sua metodologia, não obrigatoriamente representam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">características dos habitantes do município de Fortaleza, ou mesmo da população</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de usuários de crack, devido às próprias limitações desta metodologia em alcançar</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">esses sujeitos ocultos espacialmente. Este estudo buscou compreender, pela</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">análise de rede social, o perfil de usuários de crack em tratamento no município de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Fortaleza. Foi utilizada a triangulação métodos interpretativos, com uma tentativa de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">intersecção de entre bases teóricas de diferentes correntes de pensamento como o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">materialismo histórico, teoria do apego, teoria do aprendizado social, teoria</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">cognitiva, análise de redes e estatística. Esta metodologia avança ao compartilhar</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">uma visão holística e sistêmica da realidade e sua mutação permanente, nega a</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">independência dos atores e utiliza relações além de sujeito-sujeito, ganhando</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">complexidade, diversidade e adequabilidade. Os sujeitos pesquisados foram</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">compostos por homens e mulheres, com 16 anos completos ou mais, que residiam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">em Fortaleza e que buscaram os serviços especializados em dependência química</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">deste município de janeiro a junho de 2015 para tratamento de uso de cocaína ou</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">crack. A rede social pessoal foi construída a partir das informações colhidas pelos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">sujeitos da pesquisa. Foram investigados dados sociodemográficos dos egos, dos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">alters, tipo de relação (amigo, familiar, etc), o grau de proximidade, a identificação de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">quem havia usado álcool, cocaína ou crack, o suporte social pelo Questionário de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Suporte Social, SSQ6, o diagnóstioc de uso de substâncias pelo SCID-I, presença</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">do uso de outras substâncias, violência como vítima ou agressor, tipo de criação,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">auto estima pela escala de Rosenberg, EER, e características estruturais das redes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">como grau, densidade, hierarquia, grau de intermediação. Também foram utilizados</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">dados das entrevistas formativas e do diário de campo. Em consonância com os</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">dados da literatura, a maioria dos usuários de crack que procuram o sistema único</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de saúde são homens, 86%; adultos jovens, média de idade 33,7 anos; solteiros,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">37%, ou separado, 32%; com baixa escolaridade, 76% não completaram ensino</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">médio; baixa renda, 60% nos estratos D e E do Critério Brasil; e desempregados,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">96%. Apresentam alta vulnerabilidade, com 20% em situação de rua. Apresentam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">uma taxa extremamente elevada de uso de outras substâncias em comparação com</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">a população geral, com mais de 60% tendo usado maconha e cocaína no último mês</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e mais de 80% usado álcool e cigarro. O uso regular destas substancias parece ser</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">estratégia para redução do consumo do uso de crack, com drogas mais ansiolíticas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e/ou de maiores tempo de ação. O preço da unidade pedra foi referido por 96% dos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">entrevistados ser R$ 5,00. Este preço se mantém a pelo menos 8 anos,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">evidenciando o fracasso das ações de redução de demanda. A curva de prevalência</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">do uso de crack parece estar em declínio, ou se deslocando para direita em relação</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">à idade, diferente do que ocorre com a cocaína. Em Fortaleza praticamente inexiste</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">grandes cenas públicas de consumo, divulgadas nas mídias como cracolândia. Os</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">locais de uso são em sua maioria a própria casa, 60%, ou um barraco, 54%.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Usuários são mais vítimas de agressão do que são agressores. Existe uma história</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de violência frequente na infância, seja verbal, 42%, seja física, 60%, e uma baixa</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">chance de ser protagonista de violência no último ano, com 28% referindo pelo</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">menos um episódio de agressão, sendo outros usuários a maioria das vítimas.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Autoestima e suporte social são categorias que dividem determinantes semelhantes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e se estruturam em redes de sentido formadas na infância. 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O uso crack não é o mesmo que uso pesado de cocaína.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">São fenômenos sociais diversos e não podem ser agrupados em mesma análise. As</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">regressões multivariadas, comparando o desfecho uso de crack e o desfecho uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">diário, mostraram determinações incongruentes. 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A baixa escolaridade, o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">tipo de criação negligente e o falecimento de pelo menos um dos pais, por suas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">características de historicidade, são determinantes causais para a migração ao uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de crack. Concluindo, a ausência dos pais e a escolaridade são fatores importantes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">para a migração do uso de cocaína ao crack. A implementação de ações e políticas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">que modifiquem estes fenômenos podem resultar em redução da prevalência do uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">desta droga.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Epidemiologia. Epidemiologia Crítica. Uso de crack. Análise de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">rede social. Suporte social.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">In recent decades, crack use increased considerably, particularly in marginalized and</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">socially vulnerable populations The phenomenon of the use of this substance has</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">been prominent on the national scene, perceived by specialized services and the</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">media. Other national studies, despite the rigor of their methodology, do not</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">necessarily represent characteristics of Fortalezas inhabitants, even crack users</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">population, due to the limitations of this approach in achieving these subjects</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">spatially hidden. This study aims to understand, by social network analysis, the</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">profile of crack users under treatment in Fortaleza city. Triangulation, as</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">interpretative methods, was used with an attempt of intersection between theoretical</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">bases of different schools of thought as historical materialism, attachment theory,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">social learning theory, cognitive theory, network analysis and statistics. This</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">methodology advances to share a holistic and systemic view of reality and its everchanging,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">denies the independence of actors and uses relationships as well as</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">subject-subject, gaining complexity, diversity and suitability. Study subjects were</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">composed of men and women, 16 years or older, residents of Fortaleza and who</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">sought addiction specialized services from January to June 2015 to treat cocaine or</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">crack abuse. The personal social network was built from the information gathered by</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">the research subjects. This study has investigated sociodemographic data of egos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">and alters, the type of relationship (friend, family member, etc.), the degree of</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">proximity, who had used alcohol, cocaine or crack, social support by the Social</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Support Questionnaire, SSQ6, the diagnostic of abuse of substances by the SCID-I,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">the use of other substances, violence as victim or aggressor, type of parenting, self</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">esteem by Rosenberg scale, EER, and structural characteristics of networks as</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">grade, density, hierarchy, degree of intermediation. Data from formative interviews</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">and field diary were also used. In line with literature, most crack users who looked</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">for specialized service are men, 86%; young adults, average age 33.7 years; single,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">37%, or separated, 32%; with low education, 76% have not completed high school;</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">low income, 60% in the strata D and E of Criterion Brazil; and unemployed, 96%.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">They have high vulnerability, with 20% living on the street. Have an extremely high</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">rate of use of other substances compared to the general population, with over 60%</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">having used marijuana and cocaine in the last month and more than 80% used</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">alcohol and cigarettes. Regular use of these substances appears to be strategy to</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">reduce the use of crack consumption, more anxiolytic and / or longer periods of</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">action drugs. The price of the unit stone was reported by 96% of respondents being</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">R $ 5.00. This price remains at least eight years, demonstrating the failure of demand</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">reduction actions. The prevalence curve of crack cocaine use appears to be</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">declining, or moving to the right in relation to age, unlike what happens with cocaine.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">In Fortaleza practically nonexistent large public scenes of consumption, reported in</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">the media as "cracolândia". The use of sites are mostly homeowners, 60%, or</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">"shack", 54%. Users are more victims of aggression than they are perpetrators.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">There is a history of violence common in childhood, whether verbal, 42% is physical,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">60%, and a low chance of being protagonist of violence in the last year, with 28%</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">referring at least one episode of aggression, and other users most victims. Selfesteem</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">and social support are categories that share similar determinants and are</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">structured in order to networks formed in childhood. Self-esteem is lower in women,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">in those with low income, on who is in the streets, and those who do not have kind of</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">participatory creation. Correlates with social support, with the presence of parents in</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">the social network, with the extent and density of the social network. The use of</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">substances occurs in stages and the crack is the step after cocaine. Crack use is not</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">the same as heavy cocaine use. There are several social phenomena and can not be</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">grouped into the same analysis. Multivariate regressions, comparing the use of crack</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">outcome and the outcome everyday use, showed inconsistent determinations. The</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">main determinant of migration to crack use is the neglect / loss / support</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">abandonment in childhood. When adjusted for various determinants that differed</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">among cocaine users groups and crack in bivariate analyzes, crack users have a</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">higher age and pattern of heavier use, with higher frequency of use, increased</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">symptoms and greater use of multiple substances . The low level of education, type</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">of negligent creation and the death of at least one of the parents, their historicity</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">characteristics are causal determinants for migration to the use of crack. In</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">conclusion, the absence of parents and education are important factors for the</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">migration of cocaine to crack. The implementation of actions and policies to change</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">these phenomena may result in reducing the prevalence of use of this drug.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Keywords: Epidemiology. Critical Epidemiology. Crack use. Social network analysis.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Social support.</span></font></div>Universidade Estadual do CearáJose Jackson Coelho SampaioSAMPAIO, ALEXANDRE MENEZES2019-06-28T14:17:09Z2016info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=86217info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2019-06-28T14:17:09Zoai:uece.br:86217Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2019-06-28T14:17:09Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">RESUMO</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Nas últimas décadas, com o aumento considerável do consumo de crack,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">principalmente em populações marginalizadas e vulneráveis socialmente, o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">fenômeno do uso dessa substância tem se destacado no cenário nacional,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">percebido pelos serviços especializados e pela mídia leiga. Outros estudos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">nacionais, apesar do rigor de sua metodologia, não obrigatoriamente representam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">características dos habitantes do município de Fortaleza, ou mesmo da população</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de usuários de crack, devido às próprias limitações desta metodologia em alcançar</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">esses sujeitos ocultos espacialmente. Este estudo buscou compreender, pela</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">análise de rede social, o perfil de usuários de crack em tratamento no município de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Fortaleza. Foi utilizada a triangulação métodos interpretativos, com uma tentativa de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">intersecção de entre bases teóricas de diferentes correntes de pensamento como o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">materialismo histórico, teoria do apego, teoria do aprendizado social, teoria</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">cognitiva, análise de redes e estatística. Esta metodologia avança ao compartilhar</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">uma visão holística e sistêmica da realidade e sua mutação permanente, nega a</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">independência dos atores e utiliza relações além de sujeito-sujeito, ganhando</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">complexidade, diversidade e adequabilidade. Os sujeitos pesquisados foram</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">compostos por homens e mulheres, com 16 anos completos ou mais, que residiam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">em Fortaleza e que buscaram os serviços especializados em dependência química</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">deste município de janeiro a junho de 2015 para tratamento de uso de cocaína ou</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">crack. A rede social pessoal foi construída a partir das informações colhidas pelos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">sujeitos da pesquisa. Foram investigados dados sociodemográficos dos egos, dos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">alters, tipo de relação (amigo, familiar, etc), o grau de proximidade, a identificação de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">quem havia usado álcool, cocaína ou crack, o suporte social pelo Questionário de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Suporte Social, SSQ6, o diagnóstioc de uso de substâncias pelo SCID-I, presença</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">do uso de outras substâncias, violência como vítima ou agressor, tipo de criação,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">auto estima pela escala de Rosenberg, EER, e características estruturais das redes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">como grau, densidade, hierarquia, grau de intermediação. Também foram utilizados</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">dados das entrevistas formativas e do diário de campo. Em consonância com os</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">dados da literatura, a maioria dos usuários de crack que procuram o sistema único</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de saúde são homens, 86%; adultos jovens, média de idade 33,7 anos; solteiros,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">37%, ou separado, 32%; com baixa escolaridade, 76% não completaram ensino</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">médio; baixa renda, 60% nos estratos D e E do Critério Brasil; e desempregados,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">96%. Apresentam alta vulnerabilidade, com 20% em situação de rua. Apresentam</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">uma taxa extremamente elevada de uso de outras substâncias em comparação com</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">a população geral, com mais de 60% tendo usado maconha e cocaína no último mês</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e mais de 80% usado álcool e cigarro. O uso regular destas substancias parece ser</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">estratégia para redução do consumo do uso de crack, com drogas mais ansiolíticas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e/ou de maiores tempo de ação. O preço da unidade pedra foi referido por 96% dos</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">entrevistados ser R$ 5,00. Este preço se mantém a pelo menos 8 anos,</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">evidenciando o fracasso das ações de redução de demanda. A curva de prevalência</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">do uso de crack parece estar em declínio, ou se deslocando para direita em relação</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">à idade, diferente do que ocorre com a cocaína. Em Fortaleza praticamente inexiste</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">grandes cenas públicas de consumo, divulgadas nas mídias como cracolândia. Os</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">locais de uso são em sua maioria a própria casa, 60%, ou um barraco, 54%.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Usuários são mais vítimas de agressão do que são agressores. Existe uma história</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de violência frequente na infância, seja verbal, 42%, seja física, 60%, e uma baixa</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">chance de ser protagonista de violência no último ano, com 28% referindo pelo</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">menos um episódio de agressão, sendo outros usuários a maioria das vítimas.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Autoestima e suporte social são categorias que dividem determinantes semelhantes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">e se estruturam em redes de sentido formadas na infância. A autoestima é menor</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">em mulheres, em quem tem baixa renda, em quem está em situação de rua, e</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">naqueles que não apresentam tipo de criação participativo. Tem correlação com o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">suporte social, com a presença dos pais na rede social, com o grau e a densidade</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">da rede social. O uso de substâncias ocorre de forma escalonada e o crack é o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">degrau após a cocaína. O uso crack não é o mesmo que uso pesado de cocaína.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">São fenômenos sociais diversos e não podem ser agrupados em mesma análise. As</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">regressões multivariadas, comparando o desfecho uso de crack e o desfecho uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">diário, mostraram determinações incongruentes. O principal determinante da</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">migração ao uso de crack é a negligência/perda/abandono de suporte na infância.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Quando ajustado para vários determinantes que divergiam entre os grupos de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">usuários de cocaína e crack em análises bivariadas, os usuários de crack possuem</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">maior idade e padrão de uso mais pesado, com maior freqüência de uso, maior</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">número de sintomas e maior uso de múltiplas substancias. A baixa escolaridade, o</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">tipo de criação negligente e o falecimento de pelo menos um dos pais, por suas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">características de historicidade, são determinantes causais para a migração ao uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">de crack. Concluindo, a ausência dos pais e a escolaridade são fatores importantes</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">para a migração do uso de cocaína ao crack. A implementação de ações e políticas</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">que modifiquem estes fenômenos podem resultar em redução da prevalência do uso</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">desta droga.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Epidemiologia. Epidemiologia Crítica. Uso de crack. Análise de</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">rede social. Suporte social.</span></font></div> |
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