As ocupações estudantis nas escolas públicas paulistas : análise de processos de resistência (2015-2018)
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Resumo: O capitalismo passa por um processo de expansão que tem modificado a posição dos territórios no contexto da Divisão Internacional do Trabalho (DIT), gerando uma crise que se espalha por todos os espaços da sociedade Na educação paulista essa crise se inscreve na precarização dos ambientes escolares mediante cortes de gastos sob o discurso da melhoria da qualidade de ensino e na dinamização da gestão Tais fatos geram aspectos de polarização ideológica que vão desembocar na prática das ocupações de escola em 215, oriundas de experiências como a Revolução dos Pinguins, no Chile e das jornadas de 213, em contrapartida ao apronfudamento da crise que se expressa na política neoliberal de reorganização escolar em São Paulo O objetivo principal deste trabalho é demonstrar e analisar o alcance dos processos de resistência e também seus limites práticos e ideológicos Para alcançar tal objetivo o caráter qualitativo e participativo no contexto metodológico é marcante, buscando na leitura de conceitos como Ideologia, Aparelhos Ideológicos de Estado e auto organização as lentes necessárias à interpretação do fenômeno de ocupações A busca por dados junto ao Sindicato dos Professores, a Secretaria de Educação e o Portal da Transparência bem como a aplicação de questionários e entrevistas junto aos estudantes da Escola Estadual Professora Maria do Carmo Arruda da Silva foram essenciais para o desvendamento das possibilidades e limites do movimento Como resultados entede-se que as ocupações representam o desenvolvimento de ideologias coletivas que espelham na auto organização horizontal e autônoma, impressa nas assembleias e comissões organizativas trazendo novas maneiras de luta e contestação da classe trabalhadora Como limites entende-se que a não centralidade organizativa dispersa o movimento nos períodos de refluxo dando espaço para a Repressão do Estado de forma direta e jurídica contra professores e e estudantes, e a continuada às políticas neoliberais e os projetos de reestruturação da escola, bem como o corte de gastos e o enxugamento na gestão O movimento de ocupações, suas possibilidade e limites trazem uma rica experiência de análise para os próximos levantes da classe trabalhadora frente a expansão capitalista |
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Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em GeografiaAbstract: Capitalism is undergoing an expansion process that has changed the position of the territories in the context of the International Labor Division (DIT), generating a crisis that spreads across all areas of society In São Paulo education, this crisis is inscribed in the precariousness of school environments by cutting spending under the discourse of improving the quality of teaching and streamlining management Such facts generate aspects of ideological polarization that will lead to the practice of school occupations in 215, arising from experiences such as the Penguin Revolution in Chile and the 213 days, in contrast to the deepening of the crisis that is expressed in the neoliberal reorganization policy school in São Paulo The main objective of this work is to demonstrate and analyze the scope of the resistance processes and also their practical and ideological limits To achieve this goal, the qualitative and participatory character in the methodological context is striking, seeking in the reading of concepts such as Ideology, State Ideological Apparatus and self-organization the necessary lenses for the interpretation of the phenomenon of occupations The search for data from the Teachers' Union, the Department of Education and the Transparency Portal, as well as the application of questionnaires and interviews with students from the State School Professor Maria do Carmo Arruda da Silva were essential to unveil the possibilities and limits of the movement As a result, it is understood that the occupations represent the development of collective ideologies that mirror the horizontal and autonomous self-organization, printed in the assemblies and organizational commissions, bringing new ways of struggle and contestation of the working class As limits, it is understood that the nonorganizational centrality disperses the movement in periods of reflux, giving space to the State's Repression in a direct and legal way against teachers and students, and the continuation of neoliberal policies and school restructuring projects, as well as cutting costs and reducing management The occupation movement, its possibilities and limits bring a rich experience of analysis to the next upheavals of the working class in the face of capitalist expansionporGeografiaIdeologiaMovimentos estudantisNeoliberalismoGeographyIdeologyStudent movementsNeoliberalismAs ocupações estudantis nas escolas públicas paulistas : análise de processos de resistência (2015-2018)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMestradoGeografiaCentro de Ciências ExatasPrograma de Pós-Graduação em Geografia-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess3994vtls000231382SIMvtls000231382http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls00023138264.00SIMhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls0002313827445.pdf123456789/5302 - 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