Comparação entre o monitor não invasivo de pressão intracraniana Braincare® e a ressonância magnética de alto campo para presumir hipertensão intracraniana em cães

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santos, Iago Smaili
Orientador(a): Arias, Mônica Vicky Bahr
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18755
Resumo: A pressão intracraniana (PIC) é a soma das pressões exercidas no interior do eixo cranioespinhal. O crânio contém três componentes: parênquima encefálico, sangue e líquido cefalorraquidiano (LCR). A complacência intracraniana é a capacidade de acomodação entre essas estruturas a partir das mudanças de volume interno e o padrão ouro de avaliação da PIC é a monitorização invasiva, porém na medicina veterinária ainda é pouco utilizada na rotina clínica, devido aos riscos de infecção, hemorragias e custo elevado. Dessa forma, abre espaço para os métodos não invasivos, como a fundoscopia ocular, diâmetro da bainha do nervo óptico (DBNO), ultrassom ocular e transcraniano, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e, mais recentemente, a elasticidade craniana. Visto isso, o objetivo desse estudo foi comparar duas técnicas não invasivas, a RM de alto campo e o monitor de elasticidade craniana Braincare®, em cães com afecções encefálicas submetidos ao exame de RM. Foram incluídos 43 cães encaminhados para a realização do exame de RM e, previamente ao exame de imagem, foram submetidos à anestesia geral com utilização de propofol para indução anestésica por via intravenosa (dose-efeito) e manutenção anestésica por via inalatória com isofluorano 100%. Foram monitorados entre 3 a 8 minutos com o monitor não invasivo e, posteriormente, encaminhados para o exame de RM. Os animais foram classificados em 2 grupos, tanto pelo monitor quanto pelo conjunto de alterações pela RM, sendo eles: hipertensão intracraniana (HIC) presumida e PIC normal. Pelo monitor Braincare®, a média geral da razão P2/P1 nos 43 cães foi 0,95 ± 0,30. Destes, 29 (59,2%) apresentaram razão P2/P1 > 0,8 com mediana de 1,02 [0,93 – 1,23], sugerindo perda da complacência intracraniana. Nos 14 cães (40,8%) com relação P2/P1 < 0,8, sugerindo complacência intracraniana preservada, a mediana foi de 0,65 [0,54 – 0,75]. Houve diferença estatística significativa entre os grupos em relação a razão P2/P1 (p<0,001). Adicionalmente, foi realizada a comparação destes dois grupos em relação ao DBNO/peso, sendo demonstrada diferença estatística entre eles, com valores significativamente maiores da razão DBNO/peso no grupo com P2/P1 > 0,8. Já pela RM, 19 cães (44,2 %) foram classificados com HIC presumida e 24 (55,8%) com PIC preservada, não havendo diferença estatística quanto à razão P2/P1 nesses grupos. Portanto, foi possível realizar a monitoração não invasiva das ondas da PIC com o monitor Braincare® em cães anestesiados na rotina clínica veterinária, no entanto, não houve associação significativa entre as modalidades utilizadas. Já a correlação do parâmetro DBNO/peso com a razão P2/P1, pode auxiliar na classificação em provável HIC.
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Já pela RM, 19 cães (44,2 %) foram classificados com HIC presumida e 24 (55,8%) com PIC preservada, não havendo diferença estatística quanto à razão P2/P1 nesses grupos. Portanto, foi possível realizar a monitoração não invasiva das ondas da PIC com o monitor Braincare® em cães anestesiados na rotina clínica veterinária, no entanto, não houve associação significativa entre as modalidades utilizadas. Já a correlação do parâmetro DBNO/peso com a razão P2/P1, pode auxiliar na classificação em provável HIC.Intracranial pressure (ICP) is the sum of pressures within the craniospinal axis. The skull contains three components: brain parenchyma, blood, and cerebrospinal fluid (CSF). Intracranial compliance is the ability to accommodate these structures based on changes in internal volume and the gold standard for evaluating ICP is invasive monitoring, but in veterinary medicine it is still under applied in clinical routine, due to the risks of infection, hemorrhages and high cost. Thus, it opens space for non-invasive methods, such as ocular fundoscopy, optic nerve sheath diameter (ONSD), ocular and transcranial ultrasound, computed tomography (CT), magnetic resonance imaging (MRI) and, more recently, cranial elasticity. Therefore, the aim of this study was to compare two non-invasive techniques, high-field MRI and the cranial elasticity monitor (Braincare®), in dogs with intracranial disorders submitted to MRI examination. Forty-three dogs referred for MRI exam were included and, prior to MRI, submitted to general anesthesia using propofol for intravenous anesthetic induction (dose-effect) and anesthetic maintenance via inhalation with 100% isoflurane. They were monitored between 3 and 8 minutes with the non-invasive monitor and subsequently referred for MRI examination. The animals were classified into 2 groups, both by the monitor and by the set of MRI changes (presumed ICH and normal ICP). Using the Braincare® monitor, the overall mean P2/P1 ratio in the 43 dogs was 0.95 ± 0.30. Of these, 29 (59.2%) had a P2/P1 ratio > 0.8 with a median of 1.02 [0.93 – 1.23], suggesting loss of intracranial compliance. In the 14 dogs (40.8%) with P2/P1 ratio < 0.8, suggesting preserved intracranial compliance, the median was 0.65 [0.54 – 0.75]. There was a statistically significant difference between the groups regarding the P2/P1 ratio (p<0.001). Additionally, these groups were compared in terms of DBNO/weight, demonstrating a statistical difference between them, with significantly higher values of the ratio DBNO/weight in the group with P2/P1 > 0.8. By MRI, 19 dogs (44.2%) were classified with presumed ICH and 24 (55.8%) with preserved ICP. There was no statistical difference regarding the P2/P1 ratio in these groups. Therefore, it was possible to perform non-invasive monitoring of ICP waves with the Braincare® monitor in anesthetized dogs in the veterinary clinical routine, however, there was no significant association between the modalities used. The correlation of the DBNO/weight parameter with the P2/P1 ratio, on the other hand, may help in the classification of probable ICH.porCiências Agrárias - Medicina VeterináriaCiências Agrárias - Medicina VeterináriaCanis familiarisIntracranial hypertensionNeuroimagingIntracranial complianceBrain diseasesDogsBrain diseases (BIREME)Intracranial pressureMagnetic resonanceCanis familiarisHipertensão intracranianaNeuroimagemComplacência intracranianaEncefalopatiasCãesPressão intracranianaRessonância magnéticaComparação entre o monitor não invasivo de pressão intracraniana Braincare® e a ressonância magnética de alto campo para presumir hipertensão intracraniana em cãesComparison between a non-invasive intracranial pressure monitor (Braincare®) and high-field magnetic resonance to presume intracranial hypertension in dogsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCCA - Departamento de Clínicas VeterináriasPrograma de Pós-Graduação em Ciência AnimalUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Ciências AgráriasORIGINALCA_ANI_Me_2023_Santos_Iago_S.pdfCA_ANI_Me_2023_Santos_Iago_S.pdfTexto completo. 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