Indicadores de qualidade de um serviço de atendimento móvel de urgência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ludwig, Erika Fernanda dos Santos Bezerra
Orientador(a): Haddad, Maria do Carmo Fernandez Lourenço
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18019
Resumo: Introdução: Os indicadores são representações quantificáveis para avaliação de qualidade dos serviços de saúde, porém são subutilizados nos sistemas de atendimento às urgências e emergências Objetivo: analisar os indicadores de qualidade de um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), referente aos chamados para motivos clínicos e traumáticos demandados à Central de Regulação de Urgências (CRU). Método: estudo analítico, transversal, retrospectivo, realizado em um SAMU, situado no Estado do Paraná, que presta atendimento a 21 municípios, regionalizado em Polo A e B. A coleta de dados foi realizada em 13.326 Relatórios de Atendimento do Socorrista (RAS), referentes aos anos de 2019 e 2020. Adotou-se como referencial metodológico, a tríade de Donabedian - estrutura, processo e resultado, considerando indicadores de estrutura o RAS, o número de recursos móveis e o dimensionamento de recursos humanos; indicadores de processo a quantidade de chamadas, o número geral de ocorrências, os horários e dias da semana com maior demanda, o sexo e faixa etária dos pacientes, os motivos dos chamados para atendimento, a taxa de saída dos recursos móveis, a localização do atendimento e o tempo de resposta; indicador de resultado o desfecho do atendimento. As variáveis foram associadas pelo teste de Qui-Quadrado de Pearson, as funções de sobrevida foram calculadas com estimador de Kaplan-Meier, utilizando o teste de Log-rank para comparação e Regressão de Cox para análise do risco de óbito. Resultados: O indicador RAS demonstrou ausência no padrão de comunicação e incompletude de dados (35,5%); o número de recursos móveis totalizou 16 Unidades de Suporte Básico (USB) e quatro Unidades de Suporte Avançado (USA), quantitativo superior ao preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), mas com falhas mecânicas de veículos (36), equipamentos (17) e de macas (20). O dimensionamento de recursos humanos identificou baixa rotatividade, pois os profissionais eram estatutários (92,3%). A taxa média de chamadas foi 168,2 por mil habitantes, destas 70,67% culminaram com despacho de recurso móvel, predomínio no turno da manhã (p=0,002), para homens (p<0,001), idosos (p<0,001), chamados por motivos clínicos (86,3%) e atendidos prioritariamente pela USB (78,9%). O indicador tempo de resposta do atendimento teve média de 58,7 minutos e o desfecho demonstrou maior número (83,2%) e razão de risco (HR=4.26) de óbitos no Polo B por limitação na equidade de acesso ao serviço. A razão de risco para óbito foi maior para os motivos de solicitação sensíveis ao tempo em comparação com outras causas (HR=0.17), no ano de 2020 (HR=2.09) e em atendimento pela USA (HR=21.51). Conclusão: É imprescindível equalizar o acesso ao SAMU em estudo, bem como reduzir o tempo de resposta do atendimento, com revisão do sistema regional, que culmine com a diminuição de óbitos às causas sensíveis ao tempo.
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Método: estudo analítico, transversal, retrospectivo, realizado em um SAMU, situado no Estado do Paraná, que presta atendimento a 21 municípios, regionalizado em Polo A e B. A coleta de dados foi realizada em 13.326 Relatórios de Atendimento do Socorrista (RAS), referentes aos anos de 2019 e 2020. Adotou-se como referencial metodológico, a tríade de Donabedian - estrutura, processo e resultado, considerando indicadores de estrutura o RAS, o número de recursos móveis e o dimensionamento de recursos humanos; indicadores de processo a quantidade de chamadas, o número geral de ocorrências, os horários e dias da semana com maior demanda, o sexo e faixa etária dos pacientes, os motivos dos chamados para atendimento, a taxa de saída dos recursos móveis, a localização do atendimento e o tempo de resposta; indicador de resultado o desfecho do atendimento. As variáveis foram associadas pelo teste de Qui-Quadrado de Pearson, as funções de sobrevida foram calculadas com estimador de Kaplan-Meier, utilizando o teste de Log-rank para comparação e Regressão de Cox para análise do risco de óbito. Resultados: O indicador RAS demonstrou ausência no padrão de comunicação e incompletude de dados (35,5%); o número de recursos móveis totalizou 16 Unidades de Suporte Básico (USB) e quatro Unidades de Suporte Avançado (USA), quantitativo superior ao preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), mas com falhas mecânicas de veículos (36), equipamentos (17) e de macas (20). O dimensionamento de recursos humanos identificou baixa rotatividade, pois os profissionais eram estatutários (92,3%). A taxa média de chamadas foi 168,2 por mil habitantes, destas 70,67% culminaram com despacho de recurso móvel, predomínio no turno da manhã (p=0,002), para homens (p<0,001), idosos (p<0,001), chamados por motivos clínicos (86,3%) e atendidos prioritariamente pela USB (78,9%). O indicador tempo de resposta do atendimento teve média de 58,7 minutos e o desfecho demonstrou maior número (83,2%) e razão de risco (HR=4.26) de óbitos no Polo B por limitação na equidade de acesso ao serviço. A razão de risco para óbito foi maior para os motivos de solicitação sensíveis ao tempo em comparação com outras causas (HR=0.17), no ano de 2020 (HR=2.09) e em atendimento pela USA (HR=21.51). Conclusão: É imprescindível equalizar o acesso ao SAMU em estudo, bem como reduzir o tempo de resposta do atendimento, com revisão do sistema regional, que culmine com a diminuição de óbitos às causas sensíveis ao tempo.Introduction: The indicators are quantifiable representations for assessing the quality of healthcare services, but they are underutilized in emergency care systems. Objective: To analyze the quality indicators of an Emergency Mobile Care Service (SAMU), concerning calls for clinical and traumatic reasons addressed to the Emergency Regulation Center (ERC). Method: An analytical, cross-sectional, retrospective study was conducted in a SAMU (Emergency Mobile Care Service) located in the state of Paraná, which provides care to 21 municipalities, regionally divided into Polo A and B. Data collection was carried out on 13,326 Paramedic Service Reports (PMR) for the years 2019 and 2020. The Donabedian triad - structure, process, and outcome - was adopted as the methodological framework. Structural indicators included PMR, the number of mobile resources, and the dimensioning of human resources. Process indicators encompassed the quantity of calls, the overall number of incidents, peak demand hours and days of the week, patient gender and age groups, reasons for emergency calls, mobile resource dispatch rate, incident location, and response times. The outcome indicator focused on the resolution of the emergency. Variables were associated using Pearson's Chi-Square test, survival functions were calculated with Kaplan-Meier estimator, and Log-rank test was used for comparison. Cox Regression was employed to analyze the risk of mortality. Results: The PMR indicator showed a lack of communication standard and data incompleteness (35.5%). The total number of mobile resources included 16 Basic Support Units (USB) and four Advanced Support Units (USA), which exceeded the recommendations of the Ministry of Health (MS). However, there were vehicle mechanical failures (36), equipment issues (17), and stretcher problems (20). Human resource allocation identified low turnover, as most professionals held statutory positions (92.3%). The average call rate was 168.2 per thousand inhabitants, with 70.67% of them resulting in mobile resource dispatch. There was a predominance of calls during the morning shift (p=0.002), for males (p<0.001), elderly patients (p<0.001), for clinical reasons (86.3%), and mainly handled by USB (78.9%). The average response time indicator for the service was 58.7 minutes, and the outcome showed a higher number (83.2%) and hazard ratio (HR=4.26) of deaths in Polo B due to limited equity of access to the service. The hazard ratio for death was higher for time-sensitive request reasons compared to other causes (HR=0.17), in the year 2020 (HR=2.09), and when attended by USA (HR=21.51). Conclusion: It is essential to balance access to the SAMU under study and reduce the response time for assistance, with a review of the regional system that results in a reduction in deaths due to time-sensitive causes.porCiências da Saúde - EnfermagemCiências da Saúde - EnfermagemEmergency medical servicesAmbulanceManagement indicatorsHealth managementSurvival analysisMortalityEmergency medical services (SAMU) - Quality of serviceServiços médicos de emergênciaAmbulânciaIndicadores de gestãoGestão em saúdeAnálise de sobrevidaMortalidadeEnfermagemPrograma de Pós-graduação em EnfermagemServiços médicos de emergência (SAMU) - Qualidade dos serviçosServiços médicos de emergência (SAMU) - Serviços - AvaliaçãoIndicadores de qualidade de um serviço de atendimento móvel de urgênciaQuality indicators of an emergency mobile care serviceinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCCS - Departamento de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoutoradoCentro de Ciências da SaúdeORIGINALCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB.pdfCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB.pdfTexto completo. id 191991application/pdf701675https://repositorio.uel.br/bitstreams/0564a7a0-3267-4218-bccc-53971b3aebdf/download9ca746151365a221e1c924e56213c2b6MD51CS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB_TERMO.pdfCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB_TERMO.pdfTermo de autorizaçãoapplication/pdf314199https://repositorio.uel.br/bitstreams/13498217-6e45-4e7d-9403-c00186c52400/download667b689df4d5816dbb674623214c70f9MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/8d324c0c-ee1a-48b5-b816-5468044047cc/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB.pdf.txtCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB.pdf.txtExtracted texttext/plain142970https://repositorio.uel.br/bitstreams/3325dbc9-5c44-4939-be06-824ee129f4c6/downloadbd2fb1c2155d347b0508c15caef7ca73MD54CS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB_TERMO.pdf.txtCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain2https://repositorio.uel.br/bitstreams/2463ee49-d720-4430-a80d-669a1372aebc/downloade1c06d85ae7b8b032bef47e42e4c08f9MD56THUMBNAILCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB.pdf.jpgCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3547https://repositorio.uel.br/bitstreams/0eecbaec-9143-4655-8716-0acdcccc4416/download2d8f880496e4d53bb487d653cc2ec204MD55CS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB_TERMO.pdf.jpgCS_ENF_Dr_2024_Ludwig_Erika_FSB_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg4745https://repositorio.uel.br/bitstreams/2478fa36-8d6e-4c6a-900f-f60d533fdaf4/downloade0ba9cba427321c90221c91310b8c9e1MD57123456789/180192024-11-11 08:37:22.669open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18019https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-11-11T11:37:22Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K
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