Indicador tempo de resposta no atendimento ao trauma em um Serviço Móvel de Urgência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Furquim, Ricardo de Jesus
Orientador(a): Haddad, Maria do Carmo Fernandez Lourenço
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18453
Resumo: Objetivo: analisar o indicador tempo de resposta no atendimento ao trauma em um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Método: Estudo descritivo, transversal e quantitativo, fundamentado na análise de um banco de dados dos Relatórios de Atendimentos do Socorrista (RAS) para vítimas de agravos traumáticos, atendidas pela Central de Regulação de Urgências (CRU) de um SAMU no sul do Brasil, que atende 21 municípios. Foram avaliados os atendimentos realizados em 2019 e 2020 pelas Unidades de Suporte Básico e Avançado de Vida. Os dados foram codificados e categorizados usando Excel 365® (versão 2023) e analisados por meio de estatística descritiva no programa R (versão 4.3.1 - 2023), com frequências simples para variáveis nominais e categóricas, e média ou mediana para variáveis contínuas, conforme a distribuição dos dados. Resultados: O tempo médio entre a chamada da ocorrência e o acionamento da ambulância foi de 20 minutos para socorros e 61 minutos para transferências (TEMPO 1). O tempo médio entre o acionamento da ambulância e a chegada à cena foi de 11 minutos para socorros e 17 minutos para transferências (TEMPO 2). O tempo médio entre a chegada à cena e a saída foi de 17 minutos para socorros e 24 minutos para transferências (TEMPO 3). O tempo médio entre a chegada à cena e a liberação no destino foi de 27 minutos para socorros e 51 minutos para transferências (TEMPO 4). O intervalo entre a hora da chamada da ocorrência e a hora de chegada à cena (TEMPO 5), indicou que o SAMU teve um tempo de resposta médio de 31 minutos para socorros e 78 para transferências. Predominaram os atendimentos aos traumas entre os homens, com destaque para quedas (59,95%) e acidentes de trânsito (67,06%). Lesões autoprovocadas foram mais frequentes entre mulheres (54,81%). A maior parte das ocorrências ocorreu no período da tarde (34,91%). Houve uma demanda maior por socorro (67,17%) em comparação as transferências. As Unidades de Suporte Básico foram as mais utilizadas, representando 75,15% das ocorrências. 39,64% dos pacientes foram encaminhados para hospitais secundários. A idade também foi um fator importante, destacando a vulnerabilidade dos idosos a quedas e a propensão dos adultos jovens a comportamentos de risco. Conclusão: Os resultados demonstraram a necessidade de implementar melhorias operacionais no SAMU em estudo, especialmente na redução dos intervalos entre o chamado e a chegada da equipe no atendimento ao trauma.
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Os dados foram codificados e categorizados usando Excel 365® (versão 2023) e analisados por meio de estatística descritiva no programa R (versão 4.3.1 - 2023), com frequências simples para variáveis nominais e categóricas, e média ou mediana para variáveis contínuas, conforme a distribuição dos dados. Resultados: O tempo médio entre a chamada da ocorrência e o acionamento da ambulância foi de 20 minutos para socorros e 61 minutos para transferências (TEMPO 1). O tempo médio entre o acionamento da ambulância e a chegada à cena foi de 11 minutos para socorros e 17 minutos para transferências (TEMPO 2). O tempo médio entre a chegada à cena e a saída foi de 17 minutos para socorros e 24 minutos para transferências (TEMPO 3). O tempo médio entre a chegada à cena e a liberação no destino foi de 27 minutos para socorros e 51 minutos para transferências (TEMPO 4). O intervalo entre a hora da chamada da ocorrência e a hora de chegada à cena (TEMPO 5), indicou que o SAMU teve um tempo de resposta médio de 31 minutos para socorros e 78 para transferências. Predominaram os atendimentos aos traumas entre os homens, com destaque para quedas (59,95%) e acidentes de trânsito (67,06%). Lesões autoprovocadas foram mais frequentes entre mulheres (54,81%). A maior parte das ocorrências ocorreu no período da tarde (34,91%). Houve uma demanda maior por socorro (67,17%) em comparação as transferências. As Unidades de Suporte Básico foram as mais utilizadas, representando 75,15% das ocorrências. 39,64% dos pacientes foram encaminhados para hospitais secundários. A idade também foi um fator importante, destacando a vulnerabilidade dos idosos a quedas e a propensão dos adultos jovens a comportamentos de risco. Conclusão: Os resultados demonstraram a necessidade de implementar melhorias operacionais no SAMU em estudo, especialmente na redução dos intervalos entre o chamado e a chegada da equipe no atendimento ao trauma.Objective: to analyze the response time indicator in trauma care provided by a Mobile Emergency Care Service (SAMU). Method: A descriptive, cross-sectional, and quantitative study, based on the analysis of a database of the Emergency Responder Reports (RAS) for victims of traumatic injuries attended by the Emergency Regulation Center (CRU) of a SAMU in southern Brazil, which serves 21 municipalities. The services provided in 2019 and 2020 by Basic and Advanced Life Support Units were evaluated. The data were coded and categorized using Excel 365® (2023 version) and analyzed through descriptive statistics in the R program (version 4.3.1 - 2023), with simple frequencies for nominal and categorical variables, and mean or median for continuous variables, depending on the data distribution. Results: The average time between the call for the incident and the dispatch of the ambulance was 20 minutes for emergencies and 61 minutes for transfers (TIME 1). The average time between the ambulance being dispatched and its arrival at the scene was 11 minutes for emergencies and 17 minutes for transfers (TIME 2). The average time between arrival at the scene and departure was 17 minutes for emergencies and 24 minutes for transfers (TIME 3). The average time between arrival at the scene and release at the destination was 27 minutes for emergencies and 51 minutes for transfers (TIME 4). The interval between the time of the incident call and the time of arrival at the scene (TIME 5) indicated that SAMU had an average response time of 31 minutes for emergencies and 78 minutes for transfers. Trauma care was predominantly provided to men, with a significant proportion of falls (59.95%) and traffic accidents (67.06%). Self-inflicted injuries were more frequent among women (54.81%). Most incidents occurred in the afternoon (34.91%). There was a higher demand for emergency responses (67.17%) compared to transfers. Basic Life Support Units were the most utilized, representing 75.15% of the cases. 39.64% of the patients were referred to secondary hospitals. Age was also a significant factor, highlighting the vulnerability of the elderly to falls and the propensity of young adults toward risky behaviors. Conclusion: The results demonstrated the need to implement operational improvements in the studied SAMU, particularly in reducing the intervals between the call and the arrival of the team for trauma care.porCiências da Saúde - EnfermagemCiências da Saúde - EnfermagemPre-hospital indicatorsTrauma careEmergency medical servicesPatient transportAmbulancesMobile Emergency Care Service (SAMU)Indicadores pré-hospitalaresAtendimento ao traumaServiços médicos de emergênciaTransporte de pacientesAmbulânciasServiço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)Indicador tempo de resposta no atendimento ao trauma em um Serviço Móvel de UrgênciaResponse time indicator in trauma care in a Mobile Emergency Serviceinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCCS - Departamento de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessMestrado AcadêmicoCentro de Ciências da SaúdeORIGINALCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J.pdfCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J.pdfTexto completo. id 192933application/pdf701612https://repositorio.uel.br/bitstreams/f4d8ed4c-ea37-456f-a3ef-1467103f5ec2/downloada96d0da9b40578712599d5eab783e2b0MD51CS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J_TERMO.pdfCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J_TERMO.pdfTermo de autorizaçãoapplication/pdf679768https://repositorio.uel.br/bitstreams/eb283b66-0ea4-4e78-b758-5b92c650b0ef/downloadaafb76163580b7b9f7927f39754c80e1MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8555https://repositorio.uel.br/bitstreams/5241654f-d699-4162-a735-707a81c69d2b/downloadb0875caec81dd1122312ab77c11250f1MD53TEXTCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J.pdf.txtCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J.pdf.txtExtracted texttext/plain108434https://repositorio.uel.br/bitstreams/641b86e2-57e0-41b2-9f62-d124be93a9ea/download750b5dc9111d1d4297f28910c63e2599MD54CS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J_TERMO.pdf.txtCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J_TERMO.pdf.txtExtracted texttext/plain2761https://repositorio.uel.br/bitstreams/197966f9-4cd6-4078-99df-1b6320d66acb/download99745a609d316deddb2c26be16e8030aMD56THUMBNAILCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J.pdf.jpgCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3552https://repositorio.uel.br/bitstreams/603702c7-67e5-459f-9246-29c41ac5340d/downloadd4c1fd85cad3a01d74551123d1a6f2a9MD55CS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J_TERMO.pdf.jpgCS_ENF_Me_2024_Furquim_Ricardo_J_TERMO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5378https://repositorio.uel.br/bitstreams/02cd6f56-6977-4d57-a7e7-6b7f1d71f6fe/downloade3b122d74bdb9c31f617fad0acf7cc49MD57123456789/184532024-11-14 11:26:38.852open.accessoai:repositorio.uel.br:123456789/18453https://repositorio.uel.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-11-14T14:26:38Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)falseQXV0b3Jpem8gYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBkZSBMb25kcmluYSAocmVwb3NpdG9yaW8udWVsLmJyKSwgZSBwZXJtaXRvIGEgcmVwcm9kdcOnw6NvIHRvdGFsIHBvciBtZWlvIGVsZXRyw7RuaWNvLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgT2JyYSwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBpbmRpY2FkYSBubyBhcnF1aXZvIChiaXRzdHJlYW0pLCBvdSBhdMOpIHF1ZSBtYW5pZmVzdGHDp8OjbyBlbSBzZW50aWRvIGNvbnRyw6FyaW8gZGUgbWluaGEgcGFydGUgZGV0ZXJtaW5lIGEgY2Vzc2HDp8OjbyBkZXN0YSBhdXRvcml6YcOnw6NvLiBEZWNsYXJvLCB0YW1iw6ltLCBxdWUgbWUgcmVzcG9uc2FiaWxpem8gcGVsbyBjb250ZcO6ZG8gZGEgb2JyYSBvYmpldG8gZGVzdGEgYXV0b3JpemHDp8Ojbywgc2VuZG8gZGUgbWluaGEgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBxdWFpc3F1ZXIgbWVkaWRhcyBqdWRpY2lhaXMgb3UgZXh0cmFqdWRpY2lhaXMgY29uY2VybmVudGVzIGFvIGNvbnRlw7pkby4K
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