Os impactos de agrotóxicos e da espécie introduzida Apis mellifera sobre as abelhas-sem-ferrão (Apidae, Meliponini)
| Ano de defesa: | 2022 |
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Resumo: | O declínio em populações de abelhas e outros polinizadores tem atraído a atenção de pesquisadores e órgãos governamentais e não-governamentais no mundo todo. Várias são as causas atribuídas a este declínio, dentre as quais está o uso de agrotóxicos. No caso das abelhas-sem-ferrão (Apidae, Meliponini), pesquisas realizadas principalmente no Brasil, um dos países detentores da maior diversidade de espécies deste grupo, indicam os efeitos negativos de diversos agrotóxicos para várias espécies, mesmo quando usado em doses recomendadas pelo fabricante. Além dos agrotóxicos, o desmatamento e perda de hábitats são causas também apontadas para o declínio dos polinizadores. No estado do Paraná, que originalmente era recoberto em quase 100% de seu território pela Mata Atlântica, a devastação foi severa, restando hoje cerca de 5% da vegetação original. No norte do estado, a substituição da floresta por cultivos do café ocorreu abruptamente. Embora seja uma espécie autogâmica, os polinizadores, principalmente abelhas, acarretam ganhos diretos na produção e qualidade dos grãos produzidos. Contudo, ainda faltam estudos investigando a diversidade de abelhas visitantes das flores do cafeeiro no Paraná. Apesar de Apis mellifera L., uma espécie introduzida, ser comum nas flores do cafeeiro, alguns estudos mostram que abelhas-sem-ferrão estão também entre os visitantes e polinizadores importantes deste cultivo. Neste contexto, este trabalho teve como objetivos investigar: i) os possíveis efeitos dos principais agrotóxicos usados na cafeicultura para espécies de abelhas nativas sem ferrão; ii) a abundância, riqueza e diversidade de espécies de abelhas em áreas de cultivo do café no norte do Paraná. Para a análise dos efeitos dos agrotóxicos foi realizada uma revisão bibliográfica sobre as metodologias desenvolvidas para análise dos efeitos subletais de herbicidas, inseticidas e fungicidas sobre diferentes espécies de abelhas-sem-ferrão. Foi realizada ainda, uma meta-análise da mortalidade causada por inseticidas sobre este grupo de abelhas. Nas análises de campo, as abelhas foram amostradas com rede entomológica, durante a floração do café em cinco áreas deste cultivo agrícola, no norte do estado do Paraná. Os resultados da meta-análise obtidos a partir de dados de 25 estudos revelaram maior mortalidade para as abelhas expostas a diferentes inseticidas quando comparadas ao grupo controle, mesmo quando consideradas as doses recomendadas pelo fabricante, ambientalmente relevantes ou ainda nas mais baixas doses testadas nos estudos. Em avaliações dos efeitos subletais nos artigos avaliados, foi observado maior efeito negativo de agrotóxicos sobre o comportamento, a morfologia e a histologia das abelhas do grupo experimental em relação ao controle. O levantamento de espécies de abelhas em cultivos agrícolas revelou a presença de 13 espécies identificadas, com elevada dominância de Apis mellifera (62% a 91%) nas cinco áreas amostradas. A abundância de abelhas amostradas nas areas variou de 318 a 3644 indivíduos. A riqueza de Melipinini variou de duas a oito espécies por área e a abundância relativa do grupo por área variou de menos de 2% a 34,9%. Sugere-se que fatores como a perda de vegetação nativa e a presença da abelha melífera respondam, pelo menos, em parte pela baixa a riqueza e abundância de abelhas-sem-ferrão na maioria das áreas. |
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No caso das abelhas-sem-ferrão (Apidae, Meliponini), pesquisas realizadas principalmente no Brasil, um dos países detentores da maior diversidade de espécies deste grupo, indicam os efeitos negativos de diversos agrotóxicos para várias espécies, mesmo quando usado em doses recomendadas pelo fabricante. Além dos agrotóxicos, o desmatamento e perda de hábitats são causas também apontadas para o declínio dos polinizadores. No estado do Paraná, que originalmente era recoberto em quase 100% de seu território pela Mata Atlântica, a devastação foi severa, restando hoje cerca de 5% da vegetação original. No norte do estado, a substituição da floresta por cultivos do café ocorreu abruptamente. Embora seja uma espécie autogâmica, os polinizadores, principalmente abelhas, acarretam ganhos diretos na produção e qualidade dos grãos produzidos. Contudo, ainda faltam estudos investigando a diversidade de abelhas visitantes das flores do cafeeiro no Paraná. Apesar de Apis mellifera L., uma espécie introduzida, ser comum nas flores do cafeeiro, alguns estudos mostram que abelhas-sem-ferrão estão também entre os visitantes e polinizadores importantes deste cultivo. Neste contexto, este trabalho teve como objetivos investigar: i) os possíveis efeitos dos principais agrotóxicos usados na cafeicultura para espécies de abelhas nativas sem ferrão; ii) a abundância, riqueza e diversidade de espécies de abelhas em áreas de cultivo do café no norte do Paraná. Para a análise dos efeitos dos agrotóxicos foi realizada uma revisão bibliográfica sobre as metodologias desenvolvidas para análise dos efeitos subletais de herbicidas, inseticidas e fungicidas sobre diferentes espécies de abelhas-sem-ferrão. Foi realizada ainda, uma meta-análise da mortalidade causada por inseticidas sobre este grupo de abelhas. 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A riqueza de Melipinini variou de duas a oito espécies por área e a abundância relativa do grupo por área variou de menos de 2% a 34,9%. Sugere-se que fatores como a perda de vegetação nativa e a presença da abelha melífera respondam, pelo menos, em parte pela baixa a riqueza e abundância de abelhas-sem-ferrão na maioria das áreas.The decline in populations of bees and other pollinators has attracted the attention of researchers and governmental and non-governmental bodies around the world. There are several causes attributed to this decline, among which is the use of pesticides. In the case of stingless bees (Apidae, Meliponini), research carried out mainly in Brazil, one of the countries with the greatest diversity of species in this group, indicates the negative effects of several pesticides for several species, even when used in doses recommended by the manufacturer. In addition to pesticides, deforestation and loss of habitats are also cited as causes for the decline of pollinators. In the state of Paraná, which was originally covered in almost 100% of its territory by the Atlantic Forest, the devastation was severe, leaving today about 5% of the original vegetation. In the north of the state, the replacement of the forest by coffee plantations occurred abruptly. Although it is an autogamous species, pollinators, mainly bees, cause direct gains in the production and quality of the grains produced. However, there is still a lack of studies investigating the diversity of bees visiting coffee flowers in Paraná. Although Apis mellifera L., an introduced species, is common in coffee flowers, some studies show that stingless bees are also among the important visitors and pollinators of this crop. In this context, this study aimed to investigate: i) the possible effects of the main pesticides used in coffee growing on native stingless bee species; ii) the abundance, richness and diversity of bee species in coffee growing areas in northern Paraná. To analyze the effects of pesticides, a literature review was carried out on the methodologies developed to analyze the sublethal effects of herbicides, insecticides and fungicides on different species of stingless bees. A meta-analysis of mortality caused by insecticides on this group of bees was also performed. In field analyses, bees were sampled with an entomological net during coffee flowering in five areas of this agricultural crop, in the north of the state of Paraná. The results of the meta-analysis obtained from data from 25 studies revealed higher mortality for bees exposed to different insecticides when compared to the control group, even when considering the doses recommended by the manufacturer, environmentally relevant or even at the lowest doses tested in the studies . In evaluations of the sublethal effects in the evaluated articles, a greater negative effect of pesticides on the behavior, morphology and histology of bees in the experimental group was observed in relation to the control. The survey of bee species in agricultural crops revealed the presence of 13 identified species, with a high dominance of Apis mellifera (62% to 91%) in the five sampled areas. The abundance of bees sampled in the areas ranged from 318 to 3644 individuals. Melipinini richness ranged from two to eight species per area and the relative abundance of the group per area ranged from less than 2% to 34.9%. It is suggested that factors such as the loss of native vegetation and the presence of the honey bee account at least in part for the low richness and abundance of stingless bees in most areas.porCiências Biológicas - Biologia GeralApoideaCoffeeInsecticidesMeta-analysisPesticidesPollination by beesStingless bees (Apidae, Meliponini)ApoideaCaféPolinizadoresInseticidasMeta-análiseAgrotóxicosPolinização por abelhasApis melliferaAbelhas-sem-ferrão (Apidae, Meliponini)Os impactos de agrotóxicos e da espécie introduzida Apis mellifera sobre as abelhas-sem-ferrão (Apidae, Meliponini)The impacts of pesticides and the introduced species Apis mellifera on stingless bees (Apidae, Meliponini)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCCB - Departamento de Biologia GeralPrograma de Pós-Graduação em Ciências BiológicasUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoutoradoCentro de Ciências BiológicasORIGINALCB_BIO_Dr_2022_Uemura_Natália.pdfCB_BIO_Dr_2022_Uemura_Natália.pdfTexto completo. 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