Uso do monitor Brain4care BCMM/2000 na avaliação das ondas da pressão intracraniana não invasiva em cães com trauma craniano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Weizenmann, Thyara Caroline
Orientador(a): Arias, Mônica Vicky Bahr
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18751
Resumo: O traumatismo craniano em cães é uma condição clínica grave que pode resultar em lesões secundárias, aumento da pressão intracraniana (PIC), sequelas neurológicas e até mesmo óbito. Há controvérsias quanto ao diagnóstico e manejo da hipertensão intracraniana (HIC) na espécie, pois a monitoração invasiva da pressão intracraniana não é um procedimento realizado rotineiramente na medicina veterinária. Recentemente, foi desenvolvido um monitor não invasivo das ondas da PIC (PIC-Ni) para uso em seres humanos, cuja técnica baseia-se no uso de um sensor de deformação óssea colocado sobre a pele do crânio do paciente. O resultado é apresentado em forma de ondas não invasivas da PIC. As principais ondas são a P1 e a P2, sendo que em condições normais, P1 é maior que P2 e a razão P2/P1 é menor que 0,8. Assim, os objetivos do presente estudo foram utilizar o monitor da PIC-Ni em cães com TCE para verificar sua eficácia na detecção de alterações no traçado das ondas de PIC compatíveis com HIC, se ocorria normalização do traçado após o tratamento e verificar se as alterações clínicas e do traçado das ondas indicativas de HIC se correlacionavam com o desfecho clínico. Além disso, devido às dificuldades relativas ao uso do monitor na espécie, no segundo artigo será descrita a metodologia utilizada com mais detalhes. Foram avaliados parâmetros físicos como a Escala de Coma de Glasgow Modificada (ECGM); frequência cardíaca (FC); frequência respiratória (FR); pressão arterial (PA); temperatura (ToC); e laboratoriais como glicemia em amostras de soro sanguíneo; lactato, bem como o tempo até a alta, óbito ou eutanásia, além das ondas da PIC e a razão P2/P1 antes e após o tratamento. Foram avaliados 11 cães com idade média de 5,6 anos (3 meses a 13 anos), peso médio de 9,53 kg (2,4 a 23 kg), sendo 54,54% (6) machos. O tempo decorrido entre o trauma e o atendimento clínico variou de 1 hora a 5 dias (mediana = 5,2 horas) e o atropelamento foi a causa mais comum (81,82%) de TCE. Oito cães receberam alta entre 1 e 14 dias após o atendimento, dois cães foram submetidos à eutanásia e um cão veio a óbito. A ECGM no atendimento inicial variou de oito a 18 (mediana = 13) e após o tratamento variou de seis a 18 (mediana = 17). Em seis casos com relação P2/P1 > 1,25 no período pós-tratamento e ECGM < 8, houve correlação diretamente relacionada a desfecho clínico desfavorável (r = -0,816). Entretanto, em três cães com ECGM > 15 constatou-se P2>P1, com normalização desta relação logo após o uso de agentes hiperosmolares. Embora tenha havido correlação moderada da ECGM com a P2/P1, ainda assim foi observado uma ECGM favorável com P2/P1 alterada em alguns casos. O uso do monitor de PIC-Ni em cães com traumatismo craniano foi promissor na avaliação das alterações nas ondas de pressão intracraniana e auxílio na decisão terapêutica, inclusive o uso de agentes hiperosmolares nos cães do presente estudo, mas é importante reconhecer que a eficácia definitiva ainda não pode ser totalmente afirmada pois há influência de vários fatores sistêmicos nos resultados clínicos.
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Recentemente, foi desenvolvido um monitor não invasivo das ondas da PIC (PIC-Ni) para uso em seres humanos, cuja técnica baseia-se no uso de um sensor de deformação óssea colocado sobre a pele do crânio do paciente. O resultado é apresentado em forma de ondas não invasivas da PIC. As principais ondas são a P1 e a P2, sendo que em condições normais, P1 é maior que P2 e a razão P2/P1 é menor que 0,8. Assim, os objetivos do presente estudo foram utilizar o monitor da PIC-Ni em cães com TCE para verificar sua eficácia na detecção de alterações no traçado das ondas de PIC compatíveis com HIC, se ocorria normalização do traçado após o tratamento e verificar se as alterações clínicas e do traçado das ondas indicativas de HIC se correlacionavam com o desfecho clínico. Além disso, devido às dificuldades relativas ao uso do monitor na espécie, no segundo artigo será descrita a metodologia utilizada com mais detalhes. 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Em seis casos com relação P2/P1 > 1,25 no período pós-tratamento e ECGM < 8, houve correlação diretamente relacionada a desfecho clínico desfavorável (r = -0,816). Entretanto, em três cães com ECGM > 15 constatou-se P2>P1, com normalização desta relação logo após o uso de agentes hiperosmolares. Embora tenha havido correlação moderada da ECGM com a P2/P1, ainda assim foi observado uma ECGM favorável com P2/P1 alterada em alguns casos. O uso do monitor de PIC-Ni em cães com traumatismo craniano foi promissor na avaliação das alterações nas ondas de pressão intracraniana e auxílio na decisão terapêutica, inclusive o uso de agentes hiperosmolares nos cães do presente estudo, mas é importante reconhecer que a eficácia definitiva ainda não pode ser totalmente afirmada pois há influência de vários fatores sistêmicos nos resultados clínicos.Brain injury is a serious clinical condition that can lead to secondary injuries, increased intracranial pressure (ICP), neurological sequelae, and even death. However, there are controversies regarding the diagnosis and management of intracranial hypertension (ICH), as invasive monitoring of intracranial pressure is not routinely performed in veterinary medicine. Recently, a non-invasive monitor of ICP waves (PICNi) has been developed for use in humans, which utilizes a bone deformation sensor positioned on the patient's cranial skin. The results are displayed in the form of noninvasive ICP waves. In normal conditions, the P1 wave is greater than P2, and the P2/P1 ratio is less than 0.8. Thus, the objectives of this study were to employ the PICNi monitor in dogs with TBI to ascertain its effectiveness in detecting alterations in ICP wave patterns consistent with ICH, determining if there was waves normalization posttreatment, and to verify which indicators of ICH correlated with clinical outcomes. Furthermore, due to the challenges associated with using the monitor in dogs, the second article will provide a more detailed description of the methodology employed. Physical parameters, including the Modified Glasgow Coma Scale (MGCS), heart rate (HR), respiratory rate (RR), blood pressure (BP), temperature (Temp), and laboratory parameters such as blood serum glucose and lactate levels, were evaluated. Additionally, the time to discharge, death, or euthanasia, along with ICP waves and the P2/P1 ratio before and after treatment were analysed. Eleven dogs were evaluated, with an average age of 5.6 years (3 months to 13 years), an average weight of 9.53 kg (2.4 to 23 kg), of which 54.54% (6) were males. The time elapsed between trauma and clinical care ranged from 1 hour to 5 days (median = 5.2 hours), with vehicular accidents being the most common cause (81.82%) of TBI. Eight dogs were discharged within 1 to 14 days after care, two dogs were euthanized, and one dog died. The MGCS at initial care ranged from eight to 18 (median = 13), and after treatment, it ranged from six to 18 (median = 17). In six cases with a P2/P1 ratio > 1.25 in the post-treatment period and MGCS < 8, there was a directly correlated unfavourable clinical outcome (r = -0.816). However, in three dogs with MGCS > 15, P2>P1 was observed, with the normalization of this ratio shortly after the use of hyperosmolar agents. Although there was a moderate correlation between MGCS and P2/P1, normal MGCS with altered P2/P1 was still observed in some cases. The use of the PIC-Ni monitor in dogs with traumatic brain injury was promising in evaluating changes in intracranial pressure waveform and aiding in therapeutic decisions, including the use of hyperosmolar agents in the dogs of this study. Nevertheless, it's important to acknowledge that definitive efficacy cannot yet be fully asserted due to the influence of various systemic factors on clinical outcomes.porporCiências Agrárias - Medicina VeterináriaCiências Agrárias - Medicina VeterináriaTraumaSkullIntracranial hypertensionIntracranial hypotensionMonitoringDogsCraniocerebral trauma (Bireme (DeCS)Veterinary medicineTraumatismoCrânioHipertensão intracranianaHipotensão intracranianaMonitoraçãoCãesTraumatismos craniocerebraisMedicina veterináriaUso do monitor Brain4care BCMM/2000 na avaliação das ondas da pressão intracraniana não invasiva em cães com trauma cranianoUse of the Brain4care BcMM/2000 monitor in the assessment of non-invasive intracranial pressure waves in dogs with head traumainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCCA - Departamento de Clínicas VeterináriasPrograma de Pós-Graduação em Ciência AnimalUniversidade Estadual de Londrina - UEL-1-1reponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoutoradoCentro de Ciências AgráriasORIGINALCA_ANI_Dr_2023_Weizenmann_Thyara_C.pdfCA_ANI_Dr_2023_Weizenmann_Thyara_C.pdfTexto completo. 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