Ostras do gênero Crassostrea como bioindicadores de poluição aquática na Ilha de São Luís – MA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Ribeiro, Eliane Braga
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UEMA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.uema.br/handle/123456789/274
Resumo: 77 f.Dissertação (Mestrado) – Curso de Ciência Animal, Universidade Estadual do Maranhão,São Luís,2015.Orientador: Profa. Dra. Francisca Neide Costa
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spelling Ostras do gênero Crassostrea como bioindicadores de poluição aquática na Ilha de São Luís – MAMolusco bivalveBiomarcadoresMarisqueirosQualidade microbiológica77 f.Dissertação (Mestrado) – Curso de Ciência Animal, Universidade Estadual do Maranhão,São Luís,2015.Orientador: Profa. Dra. Francisca Neide CostaO presente estudo teve como objetivo utilizar biomarcadores bioquímicos associados à análise microbiológica para avaliar ostras do gênero Crassostrea como indicador de poluição aquática, além de analisar a qualidade microbiológica da água e questões socioeconômicas e higienicossanitárias sobre os marisqueiros de ostras. Para tanto, foram analisadas no período de dezembro de 2013 a janeiro de 2015, 64 amostras de água dos locais de extração de ostras e 64 amostras de ostras do gênero Crassostrea coletadas em municípios da Ilha de São Luís - MA para quantificação da atividade enzimática dos biomarcadores bioquímicos glutationa-stransferase (GST) e catalase (CAT) por meio de espectrofotometria. Para avaliação da qualidade higienicossanitária das ostras foram utilizados métodos analíticos oficiais para determinação do Número Mais Provável - NMP de Coliformes totais e termotolerantes, quantificação de bactérias aeróbias mesófilas e pesquisa de Aeromonas spp. Para a determinação de Coliformes totais e E. coli nas amostras de água foi utilizada a técnica do substrato enzimático cromogênico e fluorogênico ONPG/MUG. Paralelamente, foram entrevistados 19 marisqueiros utilizando-se questionário semiestruturado abordando questões socioeconômicas e de percepção higienicossanitária. Os resultados indicaram que no período chuvoso e de estiagem a atividade da enzima glutationa s-transferase foi maior nas ostras do Porto do Cumbique. Enquanto para as ostras da área do Porto do Pau Deitado, essa atividade foi quase nula no período chuvoso. Para a atividade da enzima catalase os maiores níveis ocorreram nas ostras do Porto do Cumbique, nos dois períodos (chuvoso e estiagem), Cais da Raposa no período chuvoso, seguido de Porto do Braga no período de estiagem. Em relação a água, 100% das amostras analisadas, em ambos os períodos, apresentaram contaminação por Coliformes totais (Ct) e E. coli, 69% das amostras de ostras apresentaram Ct, 47% Coliformes termotolerantes (CT) e 8,33% de E. coli no período chuvoso. Enquanto no período de estiagem 57% das ostras apresentaram Ct, 39% CT e 21,42% E. coli. Além disso, 47% das amostras de ostras estavam contaminadas por bactérias do gênero Aeromonas, sendo todas confirmadas para a espécie A. hydrophila. As contagens de bactérias heterotróficas mesófilas variaram de 8 x 102 ± 6 x 102 a 2,8 x 104 ± 4,7 x 104 . Quanto a aplicação dos questionários observou-se que os marisqueiros pertenciam exclusivamente ao sexo masculino com média estimada de 33 anos de idade, sendo a maior parte proveniente de outros municípios maranhenses que não fazem parte da Ilha de São Luís. A maioria possui ensino fundamental incompleto, são casados ou possuem união estável. Possuem pouca noção sobre os cuidados higiênicos que devem ser adotados para a comercialização das ostras. Os dados obtidos sugerem que a alteração da atividade enzimática da glutationa s-transferase nas ostras analisadas é um indicativo de efeito adverso de contaminantes carreados para os corpos hídricos na Ilha de São Luís, principalmente na área do Porto do Pau Deitado. Essas ostras estão com a qualidade higienicossanitária inadequada para o consumo e podem ser um importante veículo de patógenos de origem alimentar, como A. hydrophila e E. coli. A água dos locais de coleta de ostras está dentro dos padrões microbiológicos estabelecidos pela legislação vigente. A atividade extrativista de coleta de ostra representa uma importante fonte de renda para a comunidade, entretanto é realizada sem recursos tecnológicos e por método artesanal.UEMA2018-03-05T19:08:32Z2018-03-05T19:08:32Z2015-02-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://repositorio.uema.br/handle/123456789/274D 594.11:578.63Ribeiro, Eliane Bragaporreponame:Repositório da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)instname:Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)instacron:UEMAinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-08-24T16:02:45Zoai:repositorio.uema.br:123456789/274Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.uema.br/driverepositoriouema@gmail.comopendoar:2024-08-24T16:02:45Repositório da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) - Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)false
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