A exploração do trabalho e a feminização da pobreza das mulheres motoristas em plataformas digitais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Krüger, Hanna Caroline lattes
Orientador(a): Stefaniak, Jeaneth Nunes lattes
Banca de defesa: Fogaça, Vitor Hugo Bueno lattes, Nicoladeli, Sandro Lunard lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Ponta Grossa
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós - Graduação em Direito Mestrado Profissional
Departamento: Setor de Ciências Jurídicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4674
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo analisar o processo de feminização da pobreza, compreendido como o fenômeno social no qual as mulheres, especialmente aquelas que são chefes de família, assumem, de forma isolada, tanto o trabalho remunerado quanto o não remunerado, destinado à própria subsistência e à de seus dependentes. O estudo concentra-se na análise do processo de empobrecimento feminino associado ao aumento de lares monoparentais femininos, nos quais há exclusivamente a presença de mulheres adultas responsáveis economicamente, sem corresponsabilidade masculina. Nesse contexto, investiga-se de que forma as novas formas de organização do trabalho, em especial o trabalho mediado por plataformas digitais, impactaram a realidade dessas mulheres, com recorte específico nas motoristas de aplicativos. O objetivo geral consiste em verificar como o processo de feminização da pobreza das motoristas de plataformas digitais, chefes de família, foi impactado pelas novas formas de organização do trabalho, considerando, especialmente, os efeitos do trabalho de cuidado na atividade produtiva dessas mulheres. Parte-se da hipótese de que a Reforma Trabalhista de 2017, ao flexibilizar direitos e promover a intensificação da informalidade e da precarização, associada aos efeitos econômicos e sociais decorrentes da pandemia de Covid-19, contribuiu de maneira significativa para o aprofundamento da feminização da pobreza, sobretudo entre as mulheres chefes de família inseridas no trabalho plataformizado. Essa realidade manifesta-se de forma acentuada entre as mulheres motoristas de aplicativos, que, pressionadas pela sobrecarga do trabalho de cuidado, pela redução de oportunidades no mercado formal e pela ausência de proteção social efetiva, recorrem ao trabalho por plataformas como estratégia de sobrevivência. Contudo, essa inserção não representa efetiva inclusão social, mas sim a reprodução de dinâmicas históricas de precarização, subordinação econômica e exclusão social. A pesquisa sustenta que, longe de configurar uma alternativa emancipatória, o trabalho mediado por plataformas reforça os mecanismos de exploração, aprofunda as desigualdades de gênero, classe e raça e desloca os custos e riscos da atividade para as próprias trabalhadoras, que enfrentam instabilidade econômica, dupla ou tripla jornada e ausência de garantias trabalhistas mínimas. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem interdisciplinar, de natureza exploratória, desenvolvida a partir do método hipotético-dedutivo, utilizando como instrumentos de coleta de dados a pesquisa bibliográfica, documental e questionário.
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Dissertação (Mestrado Profissional em Direito) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2025.http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4674Esta pesquisa tem como objetivo analisar o processo de feminização da pobreza, compreendido como o fenômeno social no qual as mulheres, especialmente aquelas que são chefes de família, assumem, de forma isolada, tanto o trabalho remunerado quanto o não remunerado, destinado à própria subsistência e à de seus dependentes. O estudo concentra-se na análise do processo de empobrecimento feminino associado ao aumento de lares monoparentais femininos, nos quais há exclusivamente a presença de mulheres adultas responsáveis economicamente, sem corresponsabilidade masculina. Nesse contexto, investiga-se de que forma as novas formas de organização do trabalho, em especial o trabalho mediado por plataformas digitais, impactaram a realidade dessas mulheres, com recorte específico nas motoristas de aplicativos. O objetivo geral consiste em verificar como o processo de feminização da pobreza das motoristas de plataformas digitais, chefes de família, foi impactado pelas novas formas de organização do trabalho, considerando, especialmente, os efeitos do trabalho de cuidado na atividade produtiva dessas mulheres. Parte-se da hipótese de que a Reforma Trabalhista de 2017, ao flexibilizar direitos e promover a intensificação da informalidade e da precarização, associada aos efeitos econômicos e sociais decorrentes da pandemia de Covid-19, contribuiu de maneira significativa para o aprofundamento da feminização da pobreza, sobretudo entre as mulheres chefes de família inseridas no trabalho plataformizado. Essa realidade manifesta-se de forma acentuada entre as mulheres motoristas de aplicativos, que, pressionadas pela sobrecarga do trabalho de cuidado, pela redução de oportunidades no mercado formal e pela ausência de proteção social efetiva, recorrem ao trabalho por plataformas como estratégia de sobrevivência. Contudo, essa inserção não representa efetiva inclusão social, mas sim a reprodução de dinâmicas históricas de precarização, subordinação econômica e exclusão social. A pesquisa sustenta que, longe de configurar uma alternativa emancipatória, o trabalho mediado por plataformas reforça os mecanismos de exploração, aprofunda as desigualdades de gênero, classe e raça e desloca os custos e riscos da atividade para as próprias trabalhadoras, que enfrentam instabilidade econômica, dupla ou tripla jornada e ausência de garantias trabalhistas mínimas. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem interdisciplinar, de natureza exploratória, desenvolvida a partir do método hipotético-dedutivo, utilizando como instrumentos de coleta de dados a pesquisa bibliográfica, documental e questionário.This research aims to analyze the process of feminization of poverty, understood as the social phenomenon in which women, especially those who are heads of households, independently undertake both paid and unpaid work for their own subsistence and that of their dependents. The study focuses on analyzing the process of female impoverishment associated with the increase in single-parent households, in which there is exclusively the presence of economically responsible adult women, without male co-responsibility. In this context, it investigates how new forms of work organization, especially work mediated by digital platforms, have impacted the reality of these women, with a specific focus on app-based drivers. The overall objective is to verify how the process of feminization of poverty among digital platform drivers, who are heads of households, has been impacted by new forms of work organization, considering, especially, the effects of care work on the productive activity of these women. The hypothesis is that the 2017 Labor Reform, by loosening rights and promoting the intensification of informality and precariousness, combined with the economic and social effects of the COVID-19 pandemic, contributed significantly to the deepening of the feminization of poverty, especially among female heads of households engaged in platform work. This reality is particularly evident among female app drivers, who, pressured by the overload of care work, the reduction of opportunities in the formal market, and the lack of effective social protection, resort to platform work as a survival strategy. However, this inclusion does not represent effective social inclusion, but rather the reproduction of historical dynamics of precariousness, economic subordination, and social exclusion. The research argues that, far from representing an emancipatory alternative, platform-mediated work reinforces mechanisms of exploitation, deepens gender, class, and racial inequalities, and shifts the costs and risks of the activity to the workers themselves, who face economic instability, double or triple shifts, and the absence of minimum labor guarantees. Methodologically, an interdisciplinary, exploratory approach was adopted, developed using the hypothetical-deductive method, using bibliographical, documentary, and questionnaire research as data collection tools.Submitted by Angela Maria de Oliveira (amolivei@uepg.br) on 2025-09-18T15:59:11Z No. of bitstreams: 1 Hanna Caroline Krüger.pdf: 5709267 bytes, checksum: d615a23360ad15d5af5c0d3844bf5e99 (MD5)Made available in DSpace on 2025-09-18T15:59:11Z (GMT). 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