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Efeitos do extrato da <i>Euterpe oleracea</i> Mart. (Açaí) sobre o treinamento físico aeróbico de ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Soares, Ricardo de Andrade
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Biociências
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/16218
Resumo: O treinamento físico crônico resulta em adaptação do músculo esquelético que melhora a resposta à demanda metabólica aumentada. Neste contexto, adaptações nos mecanismos de controle vascular, como o aumento da vasodilatação dependente de endotélio, exercem um importante papel no aumento do fluxo sanguíneo para o músculo durante e após o exercício. Sendo assim, o aumento na produção de espécies reativas de oxigênio pode ocorrer como consequência da maior captação de oxigênio. Estudos prévios do nosso grupo demonstraram que o extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE), rico em polifenóis, possui propriedades vasodilatadoras e antioxidantes. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar se o tratamento com ASE melhora o desempenho do exercício físico em ratos. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos: Sedentário (dieta padrão), Sedentário + ASE (dieta padrão + ASE 200mg/kg), Treino (dieta padrão + treinamento físico) e Treino + ASE (dieta padrão + ASE 200mg/kg e treinamento físico). O teste de esforço máximo consistiu em um protocolo de exercício físico escalonado em esteira rolante, iniciando em 3m/min, incrementado de 4m/min a cada três minutos até a exaustão do animal. O treinamento físico crônico foi realizado em esteira rolante, durante quatro semanas, cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos cada sessão. A intensidade do treinamento foi estabelecida em 60% da velocidade máxima atingida no teste de esforço máximo. Foram avaliados os níveis de glicemia e lactato no plasma, assim como a reatividade vascular em leito arterial mesentérico (LAM), o dano oxidativo e a atividade antioxidante em homogenato de músculo soleus e plasma, e os níveis proteicos em homogenato de músculo. A distância (m) e o tempo (s) foram maiores (p≤0.05) no grupo Treino + ASE comparados ao grupo Treino. Os níveis de lactato (mmol/L) estavam reduzidos (p≤0.05) no grupo Treino + ASE em relação aos grupos Treino e sedentário. Os níveis de glicose (mg/DL) não diferiram entre os grupos. O treino reduziu (p≤0.05) a resposta vasoconstritora à noradrenalina (NA) em relação ao grupo sedentário, apenas em doses baixas, já a associação de ASE ao exercício potencializou esta redução. O relaxamento em resposta à ACh foi maior (p≤0.05) nos grupos que praticaram exercício físico em relação ao grupo sedentário. Em doses baixas a associação do ASE ao exercício potencializou a resposta à ACh. Os níveis de malondialdeído não alteraram entre os grupos nos tecidos analisados, assim como a carbonilação de proteínas. A atividade da enzima superóxido dismutase foi maior no grupo Treino + ASE em relação aos grupos Treino e Sedentário em tecido muscular e da glutationa peroxidase foi maior no plasma dos grupos suplementados com ASE em relação aos controles. Os níveis da proteína PGC1α foram maiores no grupo Treino em relação aos sedentários. Portanto, o ASE aumentou a distância e o tempo de exercício em ratos submetidos a treinamento físico, sugerindo um efeito benéfico importante do extrato sobre o desempenho desses animais. A redução da resistência vascular e o aumento da capacidade antioxidante provavelmente podem promover uma melhor oxigenação do músculo, reduzindo a produção de lactato e a fadiga muscular.
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Estudos prévios do nosso grupo demonstraram que o extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE), rico em polifenóis, possui propriedades vasodilatadoras e antioxidantes. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar se o tratamento com ASE melhora o desempenho do exercício físico em ratos. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos: Sedentário (dieta padrão), Sedentário + ASE (dieta padrão + ASE 200mg/kg), Treino (dieta padrão + treinamento físico) e Treino + ASE (dieta padrão + ASE 200mg/kg e treinamento físico). O teste de esforço máximo consistiu em um protocolo de exercício físico escalonado em esteira rolante, iniciando em 3m/min, incrementado de 4m/min a cada três minutos até a exaustão do animal. O treinamento físico crônico foi realizado em esteira rolante, durante quatro semanas, cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos cada sessão. A intensidade do treinamento foi estabelecida em 60% da velocidade máxima atingida no teste de esforço máximo. Foram avaliados os níveis de glicemia e lactato no plasma, assim como a reatividade vascular em leito arterial mesentérico (LAM), o dano oxidativo e a atividade antioxidante em homogenato de músculo soleus e plasma, e os níveis proteicos em homogenato de músculo. A distância (m) e o tempo (s) foram maiores (p≤0.05) no grupo Treino + ASE comparados ao grupo Treino. Os níveis de lactato (mmol/L) estavam reduzidos (p≤0.05) no grupo Treino + ASE em relação aos grupos Treino e sedentário. Os níveis de glicose (mg/DL) não diferiram entre os grupos. O treino reduziu (p≤0.05) a resposta vasoconstritora à noradrenalina (NA) em relação ao grupo sedentário, apenas em doses baixas, já a associação de ASE ao exercício potencializou esta redução. O relaxamento em resposta à ACh foi maior (p≤0.05) nos grupos que praticaram exercício físico em relação ao grupo sedentário. Em doses baixas a associação do ASE ao exercício potencializou a resposta à ACh. Os níveis de malondialdeído não alteraram entre os grupos nos tecidos analisados, assim como a carbonilação de proteínas. A atividade da enzima superóxido dismutase foi maior no grupo Treino + ASE em relação aos grupos Treino e Sedentário em tecido muscular e da glutationa peroxidase foi maior no plasma dos grupos suplementados com ASE em relação aos controles. Os níveis da proteína PGC1α foram maiores no grupo Treino em relação aos sedentários. Portanto, o ASE aumentou a distância e o tempo de exercício em ratos submetidos a treinamento físico, sugerindo um efeito benéfico importante do extrato sobre o desempenho desses animais. A redução da resistência vascular e o aumento da capacidade antioxidante provavelmente podem promover uma melhor oxigenação do músculo, reduzindo a produção de lactato e a fadiga muscular.The chronic exercise training results in adaptation of skeletal muscle to the increased metabolic demand. Adjustments in vascular control mechanisms plays an important role in increasing blood flow to the muscle during and after exercise. On the other hand, the increase in reactive oxygen species may occur as a result of increased oxygen uptake. Previous studies from our group demonstrated that the hydroalcoholic extract from the seeds of açaí (ASE) has antioxidant and vasodilator properties. Thus, the aim of this study was to evaluate if treatment with ASE, rich in polyphenols improves chronic exercise training. Wistar rats were divided in four groups: Sedentary (standard diet), Sedentary+ASE (standard diet + ASE 200mg/kg), Training (standard diet and, subjected to exercise training) and Training+ASE (standard diet + ASE 200 mg/kg subjected to exercise training). The test consisted of an exercise protocol on a treadmill, with initial speed of 3 m/min, increased to 4m/min every three minutes until exhaustion of the animal, at which no longer maintains the racing standard. The animals trained for 4 weeks, 5 times per week with duration of 30 minutes per session. The training intensity was 60% of the maximum speed reached during maximal incremental test. Blood glucose and lactate were measured in plasma by glucose and lactate meter, the vascular reactivity was studied in perfused mesenteric arterial bed (MAB). Oxidative damage, and antioxidant enzymatic activity were measured in muscle skeletal tissue homogenates and plasma. Western blotting was evaluated in in muscle skeletal tissue homogenates. The distance (m) and exercise time (min) were significantly increased in the Trainings in relation to the training group. The lactate levels were reduced in Training + ASE ASE. The glucose levels were not different between groups. The vascular reactivity to small doses of NOR was reduced in relation to Sedentay group and the vasodilator effect of ACh was increase in training groups. The malondialdehyde level did not change between groups as well as the carbonylation of proteins. The activity of the enzyme superoxide dismutase was significantly higher in the Training + ASE group compared to the Training and Sedentary groups in muscle tissue and the GPx was significant higher in the supplemented groups with ASE compared to the control groups in plasma. The protein expression of PGC1α was higher in the Training group compared to the sedentary groups. Therefore, ASE increased the distance and exercise time in rats subjected to exercise training, suggesting an important beneficial effect of the extract on the performance of this animals. The reduction of vascular resistance and the increased antioxidant capacity may probably promote better oxygenation of the muscle, reducing the production of lactate and muscle fatigue.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e TecnológicoUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara GomesBRUERJPrograma de Pós-Graduação em BiociênciasResende, Angela de Castrohttp://lattes.cnpq.br/2483198584037482Ognibene, Dayane Teixeirahttp://lattes.cnpq.br/9852299863664667Matsuura, Cristianehttp://lattes.cnpq.br/3670182857944646Coimbra, Renata Frauches Medeiroshttp://lattes.cnpq.br/8648541756911153Soares, Ricardo de Andrade2021-04-26T01:14:47Z2019-01-032017-07-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSOARES, Ricardo de Andrade. Efeitos do extrato da <i>Euterpe oleracea</i> Mart. (Açaí) sobre o treinamento físico aeróbico de ratos. 2017. 85 f. Dissertação (Mestrado em Biociências Nucleares; Ecologia) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/16218porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T14:39:27Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/16218Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T14:39:27Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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description O treinamento físico crônico resulta em adaptação do músculo esquelético que melhora a resposta à demanda metabólica aumentada. Neste contexto, adaptações nos mecanismos de controle vascular, como o aumento da vasodilatação dependente de endotélio, exercem um importante papel no aumento do fluxo sanguíneo para o músculo durante e após o exercício. Sendo assim, o aumento na produção de espécies reativas de oxigênio pode ocorrer como consequência da maior captação de oxigênio. Estudos prévios do nosso grupo demonstraram que o extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE), rico em polifenóis, possui propriedades vasodilatadoras e antioxidantes. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar se o tratamento com ASE melhora o desempenho do exercício físico em ratos. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos: Sedentário (dieta padrão), Sedentário + ASE (dieta padrão + ASE 200mg/kg), Treino (dieta padrão + treinamento físico) e Treino + ASE (dieta padrão + ASE 200mg/kg e treinamento físico). O teste de esforço máximo consistiu em um protocolo de exercício físico escalonado em esteira rolante, iniciando em 3m/min, incrementado de 4m/min a cada três minutos até a exaustão do animal. O treinamento físico crônico foi realizado em esteira rolante, durante quatro semanas, cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos cada sessão. A intensidade do treinamento foi estabelecida em 60% da velocidade máxima atingida no teste de esforço máximo. Foram avaliados os níveis de glicemia e lactato no plasma, assim como a reatividade vascular em leito arterial mesentérico (LAM), o dano oxidativo e a atividade antioxidante em homogenato de músculo soleus e plasma, e os níveis proteicos em homogenato de músculo. A distância (m) e o tempo (s) foram maiores (p≤0.05) no grupo Treino + ASE comparados ao grupo Treino. Os níveis de lactato (mmol/L) estavam reduzidos (p≤0.05) no grupo Treino + ASE em relação aos grupos Treino e sedentário. Os níveis de glicose (mg/DL) não diferiram entre os grupos. O treino reduziu (p≤0.05) a resposta vasoconstritora à noradrenalina (NA) em relação ao grupo sedentário, apenas em doses baixas, já a associação de ASE ao exercício potencializou esta redução. O relaxamento em resposta à ACh foi maior (p≤0.05) nos grupos que praticaram exercício físico em relação ao grupo sedentário. Em doses baixas a associação do ASE ao exercício potencializou a resposta à ACh. Os níveis de malondialdeído não alteraram entre os grupos nos tecidos analisados, assim como a carbonilação de proteínas. A atividade da enzima superóxido dismutase foi maior no grupo Treino + ASE em relação aos grupos Treino e Sedentário em tecido muscular e da glutationa peroxidase foi maior no plasma dos grupos suplementados com ASE em relação aos controles. Os níveis da proteína PGC1α foram maiores no grupo Treino em relação aos sedentários. Portanto, o ASE aumentou a distância e o tempo de exercício em ratos submetidos a treinamento físico, sugerindo um efeito benéfico importante do extrato sobre o desempenho desses animais. A redução da resistência vascular e o aumento da capacidade antioxidante provavelmente podem promover uma melhor oxigenação do músculo, reduzindo a produção de lactato e a fadiga muscular.
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