Travestilidade, transexualidade e interseccionalidade: o gênero, cor e classe como questões de saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Alcântara, Dandara Costa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19074
Resumo: Objetivo analisar os efeitos da intersecção das discriminações (por cor/etnia, classe e gênero) sobre a autoavaliação de saúde e estimar a prevalência e a tipificação das discriminações vividas por travestis e mulheres transexuais do Rio de Janeiro. Método: estudo transversal da análise de um estudo observacional intitulado “EVAS: Estudo Sobre Violências E Autoavaliação De Saúde De Travestis E Mulheres Transexuais Do Rio De Janeiro”. Os dados foram coletados por meio de entrevistas face a face com 139 mulheres que se identificaram como travestis, transgênero ou transexual em um formulário estruturado e multidimensional com respostas em múltiplas opções, durante julho de 2019 á agosto de 2020, sendo interrompida por conta da pandemia da COVID19. Foram realizados os testes de hipótese Chi-quadrado e modelo de regressão logística. Resultados demonstram a prevalência da autoavaliação de saúde positiva (73,19%), onde 26,81% a consideraram ruim ou regular. A prevalência de se sentir saudável foi de 84,89% (IC95% = 1.47-10.06; p: 0.006) onde aproximadamente 52% das entrevistadas alegou ter melhor saúde ao compara-la com a de outras pessoas da mesma idade (IC95% = 3.08 – 48.20; p<0,05), apenas 8,76% afirmou ter pior saúde se comparada. Conclusão: A prevalência global de autoavaliação da saúde boa, muito boa e excelente foi prevalente, estando muito próxima a da população geral brasileira, onde observamos que este achado se estende a populações transexuais também de outros territórios e países. Se mostra necessário inclusão da diversidade de gênero em censos assim como a necessidade de mais pesquisas de cunho epidemiológico acerca desta população.
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