A luta dos sem-teto pelo direito à cidade na área central da cidade do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Silva, Marcelo Quintino da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Instituto de Geografia
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13348
Resumo: Esta pesquisa busca ampliar o debate sobre os movimentos sociais de luta por moradia no contexto da cidade capitalista. Embasados no conceito de direito à cidade, objetivamos analisar as espacialidades dos movimentos sociais de luta por moradia na primeira década do século XXI, na área central do Rio de Janeiro. A presença de terrenos e edifícios vazios públicos ou privados suscita questionamentos pelo fato de um município com elevado déficit habitacional possuir tantos espaços vazios. Contradições que resultam da negação do direito à cidade a todos os cidadãos. Assim, a expansão das lutas por moradia na nossa sociedade expressa o profundo agravamento da denominada: questão social. Na atual conjuntura e ao mesmo tempo, revela a capacidade de organização de segmentos da classe trabalhadora extremamente pauperizada. A partir do estudo do processo de luta protagonizada pelos moradores das ocupações: Chiquinha Gonzaga, Manoel Congo e Regente Feijó. Analisamos como essa prática social produz uma nova espacialidade na área central, da cidade do Rio de Janeiro. Essa dinâmica não indica apenas o momento de luta pela moradia, mas também como os movimentos sociais se organizam a partir desse espaço. Movimentos sociais urbanos que, no embate da vida cotidiana, produzem espaços e relações sociais alternativos ao modelo vigente de desenvolvimento geográfico desigual. A espacialidade das ocupações simboliza uma resistência e uma ação criativa ao demonstrar ao poder público que é possível transformar os espaços vazios na cidade em moradia popular, proporcionando, dessa maneira, melhora em termos de qualidade de vida dos seus moradores. O direito à cidade significa estar na cidade e vivenciá-la na sua plenitude, ou seja, fazendo uso de todas as suas benesses, participando ativamente da sua construção e reconstrução. Porém, a ação contrária dos agentes que se beneficiam da ordem vigente é imediata, e várias são as estratégias para desmobilizar os movimentos sociais. Nesse sentido, a formação de uma rede de resistência solidária dos movimentos sociais pela moradia busca: promover o fortalecimento da luta pelo direito à cidade.
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Assim, a expansão das lutas por moradia na nossa sociedade expressa o profundo agravamento da denominada: questão social. Na atual conjuntura e ao mesmo tempo, revela a capacidade de organização de segmentos da classe trabalhadora extremamente pauperizada. A partir do estudo do processo de luta protagonizada pelos moradores das ocupações: Chiquinha Gonzaga, Manoel Congo e Regente Feijó. Analisamos como essa prática social produz uma nova espacialidade na área central, da cidade do Rio de Janeiro. Essa dinâmica não indica apenas o momento de luta pela moradia, mas também como os movimentos sociais se organizam a partir desse espaço. Movimentos sociais urbanos que, no embate da vida cotidiana, produzem espaços e relações sociais alternativos ao modelo vigente de desenvolvimento geográfico desigual. A espacialidade das ocupações simboliza uma resistência e uma ação criativa ao demonstrar ao poder público que é possível transformar os espaços vazios na cidade em moradia popular, proporcionando, dessa maneira, melhora em termos de qualidade de vida dos seus moradores. O direito à cidade significa estar na cidade e vivenciá-la na sua plenitude, ou seja, fazendo uso de todas as suas benesses, participando ativamente da sua construção e reconstrução. Porém, a ação contrária dos agentes que se beneficiam da ordem vigente é imediata, e várias são as estratégias para desmobilizar os movimentos sociais. Nesse sentido, a formação de uma rede de resistência solidária dos movimentos sociais pela moradia busca: promover o fortalecimento da luta pelo direito à cidade.This research seeks to broaden the debate on social movements fighting for housing in the context of the capitalist city. Grounded in the concept of right to the city, we aimed to analyze the spatialities of social movements fighting for housing in the first decade of this century, in the central area of Rio de Janeiro. The presence of land and empty buildings public or private raises questions because a municipality with high housing deficit has many empty spaces. Contradictions that result from the denial of the right to the city for all citizens. Thus, the expansion of the struggles for housing in our society expresses profound worsening called social question at this juncture and at the same time reveals the organizational capacity of the working class segments of extremely impoverished. From the study of the struggle carried out by the occupations of residents homeless, Chiquinha Gonzaga, Manoel Congo and Regent Feijó, we analyze how this social practice produces a new spatiality in the central area of the city of Rio de Janeiro. This dynamic not only indicates the time to fight for housing, but also how social movements are organized from this space. Urban social movements that, in the struggle of everyday life, producing spaces and social relations alternative to the current model of uneven geographical development. The spatiality of occupations symbolize resistance and creative action to demonstrate to the government that it is possible to transform the empty spaces in the city on affordable housing, providing, in this way, in terms of improved quality of life for its residents. The right to the city means being in the city and living there, in its fullness, that is, making use of all its blessings, actively participating in its construction and reconstruction. But counteraction of agents who benefit from the existing order is immediate, there are several strategies to demobilize social movements. In this sense, the formation of a network of solidarity resistance movements struggling for housing seeks to promote the strengthening of the fight right to the city through a training policy grounded in the experience of struggle.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Tecnologia e Ciências::Instituto de GeografiaBRUERJPrograma de Pós-Graduação em GeografiaPacheco, Susana Mara Mirandahttp://lattes.cnpq.br/7551196337522945Ferreira, Alvaro Henrique de Souzahttp://lattes.cnpq.br/6413910572689546Vaz, Lilian Fesslerhttp://lattes.cnpq.br/1992208829900917Silva, Marcelo Quintino da2021-01-07T00:03:24Z2015-03-182012-03-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Marcelo Quintino da. A luta dos sem-teto pelo direito à cidade na área central da cidade do Rio de Janeiro. 2012. 146 f. 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