Capitão América, fascismo e conservadorismo: reflexões sobre a Marvel, quadrinhos e História dos Estados Unidos entre 2015–2021
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em História |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23774 |
Resumo: | Essa dissertação problematizou a ideia de que a Marvel é uma editora liberal/progressista devido a posições recentes da empresa. Concluímos que a editora procurou e procura colocar-se como apartidária desde os tempos em que Stan Lee era o editor-chefe, adotando uma postura antiguerra e tolerante, fugindo de polêmicas e buscando agradar fãs. Apesar de abraçar a noções liberais de irmandade e posteriormente o multiculturalismo, muitas inovações da editora surgiram graças às crenças das equipes criativas e não de uma iniciativa editorial própria. Os quadrinhos da Marvel também empregam narrativas históricas estadunidenses como a do Excepcionalismo e o Sonho Americano. Selecionamos alguns quadrinhos do Capitão América lançados entre 2015 e 2021 e discutimos sobre o personagem e os conservadores dos Estados Unidos, que aparecem nessas histórias por meio dos personagens Ariella Conner e Caveira Vermelha/ Aleksander Lukin, que guardam similaridades com Ann Coulter e Jordan Peterson. O trabalho lançou mão das obras “Adios, America” e “12 regras para a vida” para analisar o pensamento dos dois autores conservadores. Como resultado encontramos que a figuração de Coulter condiz com a sua posição anti-imigração e que a de Peterson faz sentido somente se consideramos o Caveira Vermelha como um YouTuber que contribuiu para a radicalização de indivíduos para a Direita Alternativa, algo que o conteúdo de Peterson pode fazer por conta de tópicos em comum que ele possui com esses grupos, como o masculinismo, antifeminismo, crítica a Escola de Frankfurt e a geração de 1960. |
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Capitão América, fascismo e conservadorismo: reflexões sobre a Marvel, quadrinhos e História dos Estados Unidos entre 2015–2021Captain America, fascism and conservatives: Thoughts about Marvel Comic Books and History of the United States between 2015–2021Estados UnidosGuerra culturalQuadrinhosCapitão AméricaUnited StatesCultural warComic booksCaptain AmericaCIENCIAS HUMANAS::HISTORIACIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DA AMERICA::HISTORIA DOS ESTADOS UNIDOSEssa dissertação problematizou a ideia de que a Marvel é uma editora liberal/progressista devido a posições recentes da empresa. Concluímos que a editora procurou e procura colocar-se como apartidária desde os tempos em que Stan Lee era o editor-chefe, adotando uma postura antiguerra e tolerante, fugindo de polêmicas e buscando agradar fãs. Apesar de abraçar a noções liberais de irmandade e posteriormente o multiculturalismo, muitas inovações da editora surgiram graças às crenças das equipes criativas e não de uma iniciativa editorial própria. Os quadrinhos da Marvel também empregam narrativas históricas estadunidenses como a do Excepcionalismo e o Sonho Americano. Selecionamos alguns quadrinhos do Capitão América lançados entre 2015 e 2021 e discutimos sobre o personagem e os conservadores dos Estados Unidos, que aparecem nessas histórias por meio dos personagens Ariella Conner e Caveira Vermelha/ Aleksander Lukin, que guardam similaridades com Ann Coulter e Jordan Peterson. O trabalho lançou mão das obras “Adios, America” e “12 regras para a vida” para analisar o pensamento dos dois autores conservadores. Como resultado encontramos que a figuração de Coulter condiz com a sua posição anti-imigração e que a de Peterson faz sentido somente se consideramos o Caveira Vermelha como um YouTuber que contribuiu para a radicalização de indivíduos para a Direita Alternativa, algo que o conteúdo de Peterson pode fazer por conta de tópicos em comum que ele possui com esses grupos, como o masculinismo, antifeminismo, crítica a Escola de Frankfurt e a geração de 1960.This dissertation problematized the idea that Marvel is a liberal/progressive publisher due to the company's recent positions. We conclude that the publisher has sought and continues to seek to position itself as non-partisan since the times when Stan Lee was editor-in-chief, adopting an anti-war and tolerant stance, avoiding controversy and seeking to please fans. Despite embracing liberal notions of brotherhood and later multiculturalism, many of the publisher's innovations arose thanks to the beliefs of the creative teams and not from its own editorial initiative. Marvel Comics also employ American historical narratives such as Exceptionalism and the American Dream. We selected some Captain America comics released between 2015 and 2021 and discussed the character and the conservatives of the United States, which appear in these stories through the characters Ariella Conner and Red Skull/ Aleksander Lukin, who share similarities with Ann Coulter and Jordan Peterson. The work used the works “Adios, America” and “12 rules for life” to analyze the thoughts of these two conservative authors. As a result, we found that Coulter's figuration is consistent with his anti-immigration position and that Peterson's makes sense only if we consider Red Skull as a YouTuber who contributed to the radicalization of individuals towards the Alternative Right, something that Peterson's content can do so because of common topics he shares with these groups, such as masculinism, anti-feminism, criticism of the Frankfurt School and the 1960s generation.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências HumanasBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em HistóriaFelippe, Eduardo Ferrazhttps://orcid.org/0000-0001-5116-6156http://lattes.cnpq.br/3416044945425984Isolan, Flaviano Bugattihttp://lattes.cnpq.br/5309266321409561Bueno, André da Silvahttps://orcid.org/0000-0003-4479-4407http://lattes.cnpq.br/4958851883736557Franzini, Fabiohttp://lattes.cnpq.br/3058395202773677Freixo, Andre de Lemoshttps://orcid.org/0000-0003-4185-5331http://lattes.cnpq.br/2755854448571670Marques, Guilherme Freire2025-04-17T22:03:43Z2024-08-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMARQUES, G.F. Capitão América, fascismo e conservadorismo: reflexões sobre a Marvel, quadrinhos e História dos Estados Unidos entre 2015–2021. 2024. 151 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23774porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2025-04-17T22:03:43Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/23774Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032025-04-17T22:03:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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