Cartas para pensar: quem protege crianças e adolescentes trans e travestis nos serviços de acolhimento?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Alvarenga, Júlia Muniz de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22991
Resumo: A questão principal da tese foi motivada pela provocação de Paul Preciado na crônica “Quem defende a criança queer?”. Este trabalho utiliza a escrita epistolar, por isso é composto inteiramente por cartas direcionadas a diferentes destinos: pessoas leitoras, o Cistema de Justiça, crianças e adolescentes trans, personagens importantes na história dos transfeminismos brasileiros e profissionais do campo dos direitos de crianças e adolescentes. A pesquisa é fruto da análise de implicação das minhas experiências profissionais como psicóloga na rede de proteção de crianças e adolescentes, especialmente no Cistema de Justiça. O objetivo principal desta tese é convidar profissionais deste campo a refletir sobre como a cisgeneridade influencia os serviços de acolhimento, especialmente nos abrigos. Inspirada pelas contribuições valiosas de pessoas trans, a partir dos debates transfeministas que buscam romper com o modelo branco colonial capitalístico da binariedade de gênero, e com o diálogo interseccional entre raça, gênero e geração, a proposta é repensar o acolhimento de crianças e adolescentes trans e travestis e ampliar as perspectivas sobre infâncias e adolescências (no plural, devido às suas múltiplas vivências). Destaco ainda a importância da despatologização da experiência trans, defendendo uma abordagem da Psicologia alinhada aos princípios dos transfeminismos. Este estudo aposta na criação de práticas nos serviços de acolhimento mais inclusivas e respeitosas para crianças e adolescentes trans, promovendo uma abordagem sensível às suas necessidades.
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