O direito à escolarização: aventuras e desventuras no trabalho socioeducativo em uma unidade de semiliberdade durante a pandemia por covid 19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ramos Junior, Pedro de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22935
Resumo: A experiência de 25 anos no sistema socioeducativo do Estado do Rio de Janeiro, 12 deles dedicados ao Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD) Teresópolis, foi o que motivou este estudo, que trata da garantia do direito à escolarização dos adolescentes que cumprem medida socioeducativa de semiliberdade neste Centro. Sabemos que a garantia de direitos dos adolescentes autores de ato infracional tem ensejado debates sempre muito polarizados, havendo quem defenda e quem negue seus direitos, estes preferindo o rebaixamento da maioridade penal, o aumento dos anos de cumprimento das medidas restritivas de liberdade, e/ou mesmo a transferência do adolescente para unidades prisionais. Em se tratando do direito à escolarização, é importante assinalar que o CRIAAD Teresópolis recebe adolescentes de todas as partes da região serrana, tanto os que moram em Petrópolis ou Nova Friburgo como os adolescentes residentes em Teresópolis, o que dificulta e traz questões específicas para o cumprimento deste direito. Ressalta-se também que antes de entrar no sistema socioeducativo, vários adolescentes chegam ao CRIAAD Teresópolis não sabendo ler ou escrever, ou mesmo mencionar os meses do ano ou os dias da semana, constatando-se defasagem idade x série e o afastamento do ambiente escolar. Desta forma, os problemas com a escolarização precedem a entrada do adolescente no CRIAAD Teresópolis. E quando estes adolescentes são recebidos na unidade, o que se busca fazer é aproximá-los da escola, tentar criar ou restabelecer esse vínculo. Quanto ao contexto sócio político, no período de realização deste estudo, cabe destacar tanto a letalidade do SARS-CoV-2, vírus responsável pela pandemia da covid-19, quanto o gerenciamento inadequado da mesma pelo governo federal que, à época, menosprezou a gravidade da doença, tratando-a como sendo uma “gripezinha”. Neste cenário, em meio a um turbilhão de sentimentos de perdas, revolta, impotência, tristeza, luto e luta, foi desafiador atuar no sistema socioeducativo, cercado de incertezas e medos.
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spelling O direito à escolarização: aventuras e desventuras no trabalho socioeducativo em uma unidade de semiliberdade durante a pandemia por covid 19The Right to Schooling: Adventures and Misfortunes in Socioeducational Work at a Semi-Liberty InstitutionAdolescente em conflito com a leiDireito à escolarizaçãoMedida socioeducativa de semiliberdadePandemia da covid-19Adolescent in conflict with the lawRight to educationSemi-liberty socio-educational measureCOVID-19 pandemicCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::FUNDAMENTOS DA EDUCACAOA experiência de 25 anos no sistema socioeducativo do Estado do Rio de Janeiro, 12 deles dedicados ao Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD) Teresópolis, foi o que motivou este estudo, que trata da garantia do direito à escolarização dos adolescentes que cumprem medida socioeducativa de semiliberdade neste Centro. Sabemos que a garantia de direitos dos adolescentes autores de ato infracional tem ensejado debates sempre muito polarizados, havendo quem defenda e quem negue seus direitos, estes preferindo o rebaixamento da maioridade penal, o aumento dos anos de cumprimento das medidas restritivas de liberdade, e/ou mesmo a transferência do adolescente para unidades prisionais. Em se tratando do direito à escolarização, é importante assinalar que o CRIAAD Teresópolis recebe adolescentes de todas as partes da região serrana, tanto os que moram em Petrópolis ou Nova Friburgo como os adolescentes residentes em Teresópolis, o que dificulta e traz questões específicas para o cumprimento deste direito. Ressalta-se também que antes de entrar no sistema socioeducativo, vários adolescentes chegam ao CRIAAD Teresópolis não sabendo ler ou escrever, ou mesmo mencionar os meses do ano ou os dias da semana, constatando-se defasagem idade x série e o afastamento do ambiente escolar. Desta forma, os problemas com a escolarização precedem a entrada do adolescente no CRIAAD Teresópolis. E quando estes adolescentes são recebidos na unidade, o que se busca fazer é aproximá-los da escola, tentar criar ou restabelecer esse vínculo. Quanto ao contexto sócio político, no período de realização deste estudo, cabe destacar tanto a letalidade do SARS-CoV-2, vírus responsável pela pandemia da covid-19, quanto o gerenciamento inadequado da mesma pelo governo federal que, à época, menosprezou a gravidade da doença, tratando-a como sendo uma “gripezinha”. Neste cenário, em meio a um turbilhão de sentimentos de perdas, revolta, impotência, tristeza, luto e luta, foi desafiador atuar no sistema socioeducativo, cercado de incertezas e medos.The principal motivation for this study stemmed from 25 years of experience in the socio-educational system of the State of Rio de Janeiro, 12 of which were dedicated to the Integrated Resource Center for Adolescent Assistance (CRIAAD) in Teresópolis; and deals with guaranteeing the right to schooling for adolescents serving a semi-liberty socio-educational measure in this center. We know that guaranteeing the rights of adolescents who have committed an offence has given rise to polarized debates, with those who defend and those who deny their rights preferring to lower the age of criminal responsibility, increase the number of years they have to comply with restrictive measures, and/or even transfer adolescents to prisons. When it comes to the right to schooling, it's important to note that CRIAAD Teresópolis receives adolescents from all over the mountainous region, both those who live in Petrópolis or Nova Friburgo and those who live in Teresópolis, which makes it difficult to fulfill this right and brings up specific issues. It should also be pointed out that before entering the socio-educational system, many adolescents arrive at CRIAAD Teresópolis not knowing how to read or write, or even mention the months of the year or the days of the week, with an age x grade gap and a lack of contact with the school In this way, problems with schooling precede the adolescent's entry into CRIAAD Teresópolis. And when these adolescents are received at the unit, the aim is to bring them closer to school, to try to create or re-establish this link. As for the socio-political context, during the period in which this study was carried out, it is worth highlighting both the lethality of SARS-CoV-2, the virus responsible for the Covid-19 pandemic, and the inadequate management of it by the federal government, which, at the time, downplayed the seriousness of the disease, treating it as a “little flu”. In this scenario, amid a whirlwind of feelings of loss, revolt, impotence, sadness, mourning and struggle, it was challenging to work in the socio-educational system, surrounded by uncertainties and fears.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e HumanidadesBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação HumanaArantes, Esther Maria de Magalhães ArantesSaléh, Luiz AntônioPereira, Pedro Roberto da SilvaViana, Paulo Armando Esteves MartinsRamos Junior, Pedro de Oliveira2024-10-10T22:49:49Z2024-08-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfRAMOS JUNIOR, Pedro de Oliveira. O direito à escolarização: aventuras e desventuras no trabalho socioeducativo em uma unidade de semiliberdade. 200 f. 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