Ações no pré-natal para a prevenção da violência obstétrica: contribuições das enfermeiras à luz de Hildegard Peplau

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Wanessa Candioto Barbalho de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22860
Resumo: Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, cujo objeto são as ações no pré-natal para a prevenção da violência obstétrica: contribuições das enfermeiras à luz de Hildegard Peplau.Foram elaborados os seguintes objetivos: conhecer as percepções das enfermeiras pré-natalistas acerca da violência contra a mulher; identificar as ações para a prevenção da violência obstétrica desenvolvidas pelas enfermeiras durante o processo de cuidar no pré-natal e discutir, à luz da Teoria das Relações Interpessoais, o processo de cuidar das enfermeiras pré-natalistas, com foco na prevenção da violência obstétrica. Para o tratamento dos dados foi utilizada a análise temática, no método de conteúdo de Bardin. A pesquisa teve como participantes quinze enfermeiras pré-natalistas da Atenção Primária da Saúde, do Estado do Rio de Janeiro. Os resultados foram agrupados em duas categorias: “percepção das enfermeiras pré-natalistas sobre violência contra as mulheres” e “ações desenvolvidas pelas enfermeiras no processo de cuidar no âmbito do pré-natal”. A primeira categoria desvelou as manifestações da violência obstétrica no contexto do trabalho de parto e no ciclo gravídico puerperal, bem como apontou as vulnerabilidades das gestantes em relação ao gênero, raça/cor e classe. Neste sentido, as enfermeiras consideraram como violência obstétrica as ofensas verbais que afetam o emocional, privação do acompanhante, violação do direito de escolhas e desrespeito ao protagonismo com práticas e atitudes invasivas. As enfermeiras também reconheceram que mulheres negras, mulheres que pertencem a um contexto familiar e territorial violento e que possuem relações de submissão ao parceiro são mais vulneráveis às violências. A segunda categoria apresentou as ações das enfermeiras na prevenção da violência obstétrica no processo de cuidar, as quais perpassam pelo estabelecimento da relação interpessoal para identificar as necessidades através do acolhimento, vínculo e escuta, e assim, através das consultas individuais e coletivas, implementam protocolos, esclarecem dúvidas específicas, incentivam o parto normal, incentivam a construção do plano de parto e a participação do acompanhante. Desse modo, desempenham os papéis de especialista, educadora, líder e provedora de recursos. Conclui-se que as enfermeiras percebem que a violência obstétrica é uma forma específica de violência contra as mulheres, que acontece não só durante o parto, mas também durante a gestação. E ainda, reconhecem que as violências contra as mulheres estão relacionadas com as vulnerabilidades de raça/cor, gênero e classe das mulheres. A relação interpessoal enfermeira/gestante com acolhimento e empatia, proporciona um vínculo de confiança que permite identificar as necessidades, e que a comunicação e escuta possibilita compreender as possíveis violências sofridas pelas mulheres.
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Para o tratamento dos dados foi utilizada a análise temática, no método de conteúdo de Bardin. A pesquisa teve como participantes quinze enfermeiras pré-natalistas da Atenção Primária da Saúde, do Estado do Rio de Janeiro. Os resultados foram agrupados em duas categorias: “percepção das enfermeiras pré-natalistas sobre violência contra as mulheres” e “ações desenvolvidas pelas enfermeiras no processo de cuidar no âmbito do pré-natal”. A primeira categoria desvelou as manifestações da violência obstétrica no contexto do trabalho de parto e no ciclo gravídico puerperal, bem como apontou as vulnerabilidades das gestantes em relação ao gênero, raça/cor e classe. Neste sentido, as enfermeiras consideraram como violência obstétrica as ofensas verbais que afetam o emocional, privação do acompanhante, violação do direito de escolhas e desrespeito ao protagonismo com práticas e atitudes invasivas. As enfermeiras também reconheceram que mulheres negras, mulheres que pertencem a um contexto familiar e territorial violento e que possuem relações de submissão ao parceiro são mais vulneráveis às violências. A segunda categoria apresentou as ações das enfermeiras na prevenção da violência obstétrica no processo de cuidar, as quais perpassam pelo estabelecimento da relação interpessoal para identificar as necessidades através do acolhimento, vínculo e escuta, e assim, através das consultas individuais e coletivas, implementam protocolos, esclarecem dúvidas específicas, incentivam o parto normal, incentivam a construção do plano de parto e a participação do acompanhante. Desse modo, desempenham os papéis de especialista, educadora, líder e provedora de recursos. Conclui-se que as enfermeiras percebem que a violência obstétrica é uma forma específica de violência contra as mulheres, que acontece não só durante o parto, mas também durante a gestação. E ainda, reconhecem que as violências contra as mulheres estão relacionadas com as vulnerabilidades de raça/cor, gênero e classe das mulheres. A relação interpessoal enfermeira/gestante com acolhimento e empatia, proporciona um vínculo de confiança que permite identificar as necessidades, e que a comunicação e escuta possibilita compreender as possíveis violências sofridas pelas mulheres.This is research, with a qualitative approach, whose object is nurses' care actions to prevent obstetric violence in prenatal care. The following objectives were developed: to understand the meanings of violence against women for nurses who work in prenatal care at basic health units; discuss the process of caring for nurses who work in prenatal care at basic health units considering the Theory of Interpersonal Relations and discuss how the care actions developed by prenatal nurses prevent obstetric violence during childbirth. Bardin's thematic/categorical content analysis was used to process the data. The participants of the research were prenatal nurses from the city of the State of Rio de Janeiro who work to assist pregnant women. The results were grouped into two categories: “Violence against women from the perspective of prenatal nurses” and “Actions to prevent obstetric violence carried out in the process of caring for prenatal nurses in basic health care”. The first category resulted in two subcategories, where there was an intersectional view of nurses on violence against women and the vulnerabilities and meaning of obstetric violence. The second category presented nurses' actions in preventing obstetric violence in the care process, which were the establishment of interpersonal relationships to identify needs, care actions and roles established to meet needs and prevent obstetric violence and empowerment and female independence after actions with the interface in preventing obstetric violence. We conclude that prenatal nurses develop interpersonal relationships through welcoming, bonding and listening, and thus, favors care actions in the care process, so that obstetric violence can be prevented.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de EnfermagemBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemProgianti, Jane Marciahttp://lattes.cnpq.br/4859733823910398Pereira, Audrey Vidalhttps://orcid.org/0000-0002-6570-9016http://lattes.cnpq.br/2510148795147954Prata, Juliana Amaralhttps://orcid.org/0000-0003-1315-7595http://lattes.cnpq.br/1463072430181712Souza, Wanessa Candioto Barbalho de2024-09-26T17:32:49Z2024-07-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSOUZA, Wanessa Candioto Barbalho de. Ações no pré-natal para a prevenção da violência obstétrica: contribuições das enfermeiras à luz de Hildegard Peplau. 2024. 113 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Enfermagem, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22860porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-10-23T19:54:08Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/22860Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-10-23T19:54:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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