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Associação entre queima de biomassa e baixo peso ao nascer: Uma análise de tendência espacial e temporal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Marques, Márcio Candeias
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23421
Resumo: Este estudo foi conduzido para investigar a relação entre a exposição da queima de biomassa e o baixo peso ao nascer (BPN), uma condição que pode ter consequências duradouras para o desenvolvimento e saúde infantil. Dada a frequência das queimadas no Brasil, especialmente no bioma Cerrado, uma compreensão mais profunda dessa associação é crucial para o desenvolvimento de políticas de saúde materno-infantil e estratégias de mitigação ambiental que possam proteger as gestantes e seus fetos dos efeitos deletérios da poluição do ar resultante de incêndios florestais. Foi utilizado dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para avaliar a associação entre a exposição a queimadas de biomassa no estado do Mato Grosso, de 2010 a 2021, e o baixo peso ao nascer (BPN) em nível municipal. Durante o período estudado, foram registrados 660.795 nascidos vivos no estado do Mato Grosso. Às queimadas foram monitoradas por imagens de satélite Landsat 7 e 8. Foi empregado modelo misto binomial longitudinal para estimar o risco de BPN por trimestre de gestação a exposição das queimadas de biomassa. Foi realizada uma análise espacial descritiva por meio do Índice de Moran Local (LISA) entre as áreas queimadas que mostrou a formação de clusters. Foram propostos modelos mistos para áreas de queimadas de 450 km², 400 km² e 350 km² por município de residência da gestante, ajustados por confundidores (covariáveis) disponíveis no SINASC, além de mês e ano. Uma associação significativa foi encontrada apenas no primeiro trimestre de gestação, com uma razão de chance (OR) para BPN de 1,063 (IC 95% 1,006;1,123) para o modelo de 400 km² e de 1,061 (IC 95% 1,001;1,123) para o modelo de 450 km². O modelo para a área de queimada de 350 km² apresentou razão de chance de 1,044 (IC 95% 0,991; 1,100), o qual não foi estatisticamente significativo. Para o intercepto aleatório no nível do município, o maior risco estimado foi de 0,375 (IC 95% 0,215;0,535). A análise da autocorrelação espacial pelo Índice de Moran não mostrou significância para as taxas padronizadas de BPN nos anos de 2010, 2015 e 2021, com valores de -0,015 (p-valor 0,472), 0,138 (p-valor 0,05) e 0,023 (p-valor 0,275), respectivamente. Para a área de queimada (exposição), a correlação espacial foi de 0,492 (p-valor 0,001) em 2010, 0,387 (p-valor 0,001) em 2015 e 0,263 (p-valor 0,001) em 2021. Os resultados deste estudo indicam que o entendimento dos efeitos das queimadas de biomassa sobre o baixo peso ao nascer (BPN), destacando uma correlação entre a exposição a queimadas no primeiro trimestre da gestação e um aumento no risco de BPN. Os resultados destacam a importância da qualidade do ar para a saúde neonatal e pode servir de base para políticas públicas mais eficazes de saúde materna e ambiental, buscando reduzir a exposição a poluentes durante períodos críticos da gestação
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spelling Associação entre queima de biomassa e baixo peso ao nascer: Uma análise de tendência espacial e temporalAssociation between biomass and low weight nascer: An analysis of spatial and temporal tendenciesSaúde Materno-InfantilRecém-Nascido de Baixo PesoBiomassaIncêndios FlorestaisPoluição do ArPolítica PúblicaBaixo Peso ao NascerModelo Misto BinomialCorrelação EspacialLow Birth WeightForest FiresBiomassBinomial Mixed ModelSpatial CorrelationCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVAEste estudo foi conduzido para investigar a relação entre a exposição da queima de biomassa e o baixo peso ao nascer (BPN), uma condição que pode ter consequências duradouras para o desenvolvimento e saúde infantil. Dada a frequência das queimadas no Brasil, especialmente no bioma Cerrado, uma compreensão mais profunda dessa associação é crucial para o desenvolvimento de políticas de saúde materno-infantil e estratégias de mitigação ambiental que possam proteger as gestantes e seus fetos dos efeitos deletérios da poluição do ar resultante de incêndios florestais. Foi utilizado dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para avaliar a associação entre a exposição a queimadas de biomassa no estado do Mato Grosso, de 2010 a 2021, e o baixo peso ao nascer (BPN) em nível municipal. Durante o período estudado, foram registrados 660.795 nascidos vivos no estado do Mato Grosso. Às queimadas foram monitoradas por imagens de satélite Landsat 7 e 8. Foi empregado modelo misto binomial longitudinal para estimar o risco de BPN por trimestre de gestação a exposição das queimadas de biomassa. Foi realizada uma análise espacial descritiva por meio do Índice de Moran Local (LISA) entre as áreas queimadas que mostrou a formação de clusters. Foram propostos modelos mistos para áreas de queimadas de 450 km², 400 km² e 350 km² por município de residência da gestante, ajustados por confundidores (covariáveis) disponíveis no SINASC, além de mês e ano. Uma associação significativa foi encontrada apenas no primeiro trimestre de gestação, com uma razão de chance (OR) para BPN de 1,063 (IC 95% 1,006;1,123) para o modelo de 400 km² e de 1,061 (IC 95% 1,001;1,123) para o modelo de 450 km². O modelo para a área de queimada de 350 km² apresentou razão de chance de 1,044 (IC 95% 0,991; 1,100), o qual não foi estatisticamente significativo. Para o intercepto aleatório no nível do município, o maior risco estimado foi de 0,375 (IC 95% 0,215;0,535). A análise da autocorrelação espacial pelo Índice de Moran não mostrou significância para as taxas padronizadas de BPN nos anos de 2010, 2015 e 2021, com valores de -0,015 (p-valor 0,472), 0,138 (p-valor 0,05) e 0,023 (p-valor 0,275), respectivamente. Para a área de queimada (exposição), a correlação espacial foi de 0,492 (p-valor 0,001) em 2010, 0,387 (p-valor 0,001) em 2015 e 0,263 (p-valor 0,001) em 2021. Os resultados deste estudo indicam que o entendimento dos efeitos das queimadas de biomassa sobre o baixo peso ao nascer (BPN), destacando uma correlação entre a exposição a queimadas no primeiro trimestre da gestação e um aumento no risco de BPN. Os resultados destacam a importância da qualidade do ar para a saúde neonatal e pode servir de base para políticas públicas mais eficazes de saúde materna e ambiental, buscando reduzir a exposição a poluentes durante períodos críticos da gestaçãoThis study investigated the relationship between exposure to biomass burning and low birth weight (LBW). This condition can have long-lasting consequences for child development and health. Given the frequency of wildfires in Brazil, especially in the Cerrado biome, a deeper understanding of this association is crucial for developing maternal and child health policies and environmental mitigation strategies that can protect pregnant women and their fetuses from the harmful effects of air pollution resulting from forest fires. Data from the Live Birth Information System (SINASC) were used to assess the association between exposure to biomass burning in Mato Grosso from 2010 to 2021 and low birth weight (LBW) at the municipal level. During the study period, 660,795 live births were recorded in Mato Grosso. The wildfires were monitored by Landsat 7 and 8 satellite images. A longitudinal binomial mixed model was employed to estimate the risk of LBW per gestation trimester due to biomass burning exposure. A descriptive spatial analysis was performed using the Local Moran Index (LISA) among the burned areas, which showed the formation of clusters. Mixed models were proposed for burned areas of 450 km², 400 km², and 350 km² by the municipality of the pregnant woman's residence, adjusted for confounders (covariates) available in SINASC and month and year. A significant association was found only in the first trimester of gestation, with an odds ratio (OR) for LBW of 1.063 (95% CI 1.006;1.123) for the 400 km² model and 1.061 (95% CI 1.001;1.123) for the 450 km² model. The model for the burned area of 350 km² showed an odds ratio of 1.044 (95% CI 0.991; 1.100), which was not statistically significant. For the random intercept at the municipal level, the highest estimated risk was 0.375 (95% CI 0.215;0.535). The analysis of spatial autocorrelation using the Moran Index did not show significance for standardized LBW rates in the years 2010, 2015, and 2021, with values of -0.015 (p-value 0.472), 0.138 (p-value 0.05), and 0.023 (p-value 0.275), respectively. For the burned area (exposure), the spatial correlation was 0.492 (p-value 0.001) in 2010, 0.387 (p-value 0.001) in 2015, and 0.263 (p-value 0.001) in 2021. The results of this study indicate the understanding of the effects of biomass burning on low birth weight (LBW), highlighting a correlation between exposure to burning in the first trimester of gestation and an increased risk of LBW. The results underscore the importance of air quality for neonatal health. They can serve as a basis for more effective maternal and environmental health public policies, aiming to reduce exposure to pollutants during critical gestation periodsUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio CordeiroBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em Saúde ColetivaLeon, Antonio Carlos Monteiro Ponce deBraga, Jose UeleresJacobson, Ludmilla da Silva VianaRoss, Steven DuttMarques, Márcio Candeias2025-02-12T15:48:05Z2023-12-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMARQUES, Márcio Candeias. Associação entre queima de biomassa e baixo peso ao nascer: Uma análise de tendência espacial e temporal. 2023. 85 f. 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