Fatores associados ao escore-z de peso em prematuros de muito baixo peso e extremo baixo peso ao nascer durante a internação hospitalar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Nunes, Eduarda Couto Plácido
Orientador(a): Valle, Sandra Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16189
Resumo: Introdução: a prematuridade é um problema de saúde pública em nível global, correspondendo a 9,9% dos nascimentos em 2020. No Brasil, a taxa é semelhante, sendo a prematuridade a principal causa de mortalidade em crianças menores de cinco anos. Os recém-nascidos prematuros (RNPT) com muito baixo peso ao nascer (MBPN) e extremo baixo peso ao nascer (EBPN) representam 15% desta taxa e requerem mais atenção sobre seu crescimento e fatores associados, especialmente no início da vida pós-natal. Objetivo: investigar o comportamento do escore-z (e-z) de peso e fatores associados RNPT com MBPN e EBPN, comparando-os aqueles com baixo peso ao nascer (BPN), durante quatro semanas de internação, em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Métodos: estudo longitudinal, com dados de registros de RNPT da UTIN, de um hospital universitário no sul do Brasil. Foram obtidos dados de pacientes admitidos dentro das primeiras 48h de vida, no período de janeiro de 2017 a dezembro de 2020. Foram incluídos RNPT de ambos os sexos, não gemelares, com idade gestacional ≥24 e <37 semanas, com peso ao nascer (PN) ≥500g, recebendo nutrientes por via parenteral/enteral. No total, foram obtidos registros de 558 RNPT, dos quais 297 foram excluídos, se observou 29 óbitos e 261 foram incluídos neste estudo. Os dados dos prematuros elegíveis foram categorizados em cinco fases, conforme o número de dias de internação, atendendo aos seguintes critérios: Admissão) do nascimento até 48 horas de vida; Semana 1) 5 a 7 dias; Semana 2) 12 a 14 dias; Semana 3) 19 a 21 dias e Semana 4) 26 a 28 dias. Dentre os RNPT incluídos 213, 125, 82 e 54 permaneceram internados na UTIN nas semanas 1, 2, 3 e 4, respectivamente. O desfecho foi o e-z de peso, a exposição foi o PN do RNPT, categorizados em: 1) MBPN e EBPN: < 1500g e 2) BPN: ≥1500g até 2500g. Avaliou-se os aportes de energia (kcal/kg/dia) e proteína (g/kg/dia). As análises foram realizadas no JAMOVI, versão 2.5. ANOVA de dois fatores e regressão linear múltipla avaliaram associação entre fatores demográficos, clínicos e nutricionais e o comportamento do e-z de peso. Resultados: dentre os RNPT, 60% eram do sexo masculino, 65% tinham peso ≥1500g, 80% síndrome da angústia respiratória, 41% e 27% tiveram sepse e icterícia, respectivamente. observou-se interação significativa entre a categoria de PN e o tempo de internação sobre o e-z (F=4,0; p=0,003). No grupo MBPN e EBPN o e-z de peso foi significativamente menor na primeira semana de internação, comparado ao grupo BPN [-1,05 (-1,34;-0,75) vs -0,34 (-0,49;- 0,18), e-z]. Os fatores associados foram o sexo masculino, sepse, início da nutrição enteral (NE), aporte de proteína (F=9,19; p<0,001). Conclusão: o comportamento descendente da curva de e-z de peso foi associada a interação entre PN e tempo de hospitalização em RNPT com MBPN e EBPN. Além disso, fatores como o sexo masculino e a presença de sepse contribuíram para o declínio observado. Por outro lado, o início da NE antes de 24h de internação e o aporte de proteína acima 2,0g/kg/dia nos primeiros dias de vida, mitigaram a queda do e-z. Contudo, esses fatores não foram suficientes para coibir o déficit nutricional em RNPT com MBPN e EBPN, comparados ao com BPN.
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spelling 2025-06-16T23:34:54Z2025-06-16T23:34:54Z2025-03-13NUNES, Eduarda Couto Plácido. Fatores associados ao escore-z de peso em prematuros de extremo/muito baixo peso durante a internação hospitalar. Orientadora: Sandra Costa Valle. 2025. 72 f. Dissertação (Mestrado em Nutrição e Alimentos) – Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos, Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16189Introdução: a prematuridade é um problema de saúde pública em nível global, correspondendo a 9,9% dos nascimentos em 2020. No Brasil, a taxa é semelhante, sendo a prematuridade a principal causa de mortalidade em crianças menores de cinco anos. Os recém-nascidos prematuros (RNPT) com muito baixo peso ao nascer (MBPN) e extremo baixo peso ao nascer (EBPN) representam 15% desta taxa e requerem mais atenção sobre seu crescimento e fatores associados, especialmente no início da vida pós-natal. Objetivo: investigar o comportamento do escore-z (e-z) de peso e fatores associados RNPT com MBPN e EBPN, comparando-os aqueles com baixo peso ao nascer (BPN), durante quatro semanas de internação, em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Métodos: estudo longitudinal, com dados de registros de RNPT da UTIN, de um hospital universitário no sul do Brasil. Foram obtidos dados de pacientes admitidos dentro das primeiras 48h de vida, no período de janeiro de 2017 a dezembro de 2020. Foram incluídos RNPT de ambos os sexos, não gemelares, com idade gestacional ≥24 e <37 semanas, com peso ao nascer (PN) ≥500g, recebendo nutrientes por via parenteral/enteral. No total, foram obtidos registros de 558 RNPT, dos quais 297 foram excluídos, se observou 29 óbitos e 261 foram incluídos neste estudo. Os dados dos prematuros elegíveis foram categorizados em cinco fases, conforme o número de dias de internação, atendendo aos seguintes critérios: Admissão) do nascimento até 48 horas de vida; Semana 1) 5 a 7 dias; Semana 2) 12 a 14 dias; Semana 3) 19 a 21 dias e Semana 4) 26 a 28 dias. Dentre os RNPT incluídos 213, 125, 82 e 54 permaneceram internados na UTIN nas semanas 1, 2, 3 e 4, respectivamente. O desfecho foi o e-z de peso, a exposição foi o PN do RNPT, categorizados em: 1) MBPN e EBPN: < 1500g e 2) BPN: ≥1500g até 2500g. Avaliou-se os aportes de energia (kcal/kg/dia) e proteína (g/kg/dia). As análises foram realizadas no JAMOVI, versão 2.5. ANOVA de dois fatores e regressão linear múltipla avaliaram associação entre fatores demográficos, clínicos e nutricionais e o comportamento do e-z de peso. Resultados: dentre os RNPT, 60% eram do sexo masculino, 65% tinham peso ≥1500g, 80% síndrome da angústia respiratória, 41% e 27% tiveram sepse e icterícia, respectivamente. observou-se interação significativa entre a categoria de PN e o tempo de internação sobre o e-z (F=4,0; p=0,003). No grupo MBPN e EBPN o e-z de peso foi significativamente menor na primeira semana de internação, comparado ao grupo BPN [-1,05 (-1,34;-0,75) vs -0,34 (-0,49;- 0,18), e-z]. Os fatores associados foram o sexo masculino, sepse, início da nutrição enteral (NE), aporte de proteína (F=9,19; p<0,001). Conclusão: o comportamento descendente da curva de e-z de peso foi associada a interação entre PN e tempo de hospitalização em RNPT com MBPN e EBPN. Além disso, fatores como o sexo masculino e a presença de sepse contribuíram para o declínio observado. Por outro lado, o início da NE antes de 24h de internação e o aporte de proteína acima 2,0g/kg/dia nos primeiros dias de vida, mitigaram a queda do e-z. Contudo, esses fatores não foram suficientes para coibir o déficit nutricional em RNPT com MBPN e EBPN, comparados ao com BPN.Introduction: Prematurity is a global public health problem, accounting for 9.9% of births in 20201. In Brazil, the rate is similar, with prematurity being the leading cause of mortality in children under five. Preterm newborns (PTNB) with very low birth weight (VLBW) and extremely low birth weight (ELBW) account for 15% of this rate and require more attention regarding their growth and related factors, especially in early postnatal life. Objective: To investigate the behaviour of the z-score (z-s) of weight and associated factors of PTNBs with VLBW and ELBW, comparing them with those with low birth wheigt (LBW), during a four-week hospitalisation in a neonatal intensive care unit (NICU). Methods: A longitudinal study using data from the NICU PTNB records of a university hospital in southern Brazil. Data were obtained from patients admitted within the first 48 hours of life, from January 2017 to December 2020. PTNB of both sexes, non-twin, with gestational age ≥24 and <37 weeks, with birth weight (BW) ≥500g, receiving parenteral/enteral nutrients were included. In total, records were obtained for 558 PTNB, of which 297 were excluded, 29 deaths were observed, and 261 were included in this study. The data of eligible preterm infants were categorised into five phases according to the number of days of hospitalisation and met the following criteria Week 1) 5 to 7 days; Week 2) 12 to 14 days; Week 3) 19 to 21 days and Week 4) 26 to 28 days. Of the 213 PTNB included, 125, 82 and 54 remained in the NICU at weeks 1, 2, 3 and 4 respectively. The outcome was z-s weight, the exposure was the BW of the PTNB, categorised as 1) VLBW and ELBW: < 1500 g and 2) LBW: ≥1500 g to 2500 g. Energy (kcal/kg/day) and protein (g/kg/day) intakes were assessed. Analyses were performed in JAMOVI version 2.5. Two-factor ANOVA and multiple linear regression were used to evaluate the association between demographic, clinical and nutritional factors and weight z-s behaviour. Results: Among PTNB, 60% were male, 65% weighed ≥1500g, 80% had respiratory distress syndrome, 41% and 27% had sepsis and jaundice respectively.There was a significant interaction between BW category and length of stay on z-s (F=4.0; p=0.003). In the VLBW and ELBW groups, weight z-s was significantly lower in the first week of hospitalisation compared to the LBW group [-1.05 (-1.34; -0.75) vs -0.34 (-0.49; -0.18), z-s]. Associated factors were male gender, sepsis, start of enteral nutrition (EN), protein intake (F=9.19; p<0.001). Conclusion: The downward behaviour of the weight z-s curve was associated with the interaction between BW and length of hospital stay in PTNBs with VLBW and ELBW. In addition, factors such as male sex and the presence of sepsis contributed to the observed decline. On the other hand, starting EN before 24 hours of hospitalisation and providing more than 2.0 g/kg/day of protein in the first days of life attenuated the decrease in z-s. However, these factors were not sufficient to limit the nutritional deficit in PTNB with VLBW and ELBW compared to those with LBW.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em Nutrição e AlimentosUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS DA SAUDENUTRICAORecém-nascido prematuroRecém-Nascido de muito baixo pesoRecém-nascido de extremo baixo pesoTrajetória de ganho de pesoEnergiaProteínaPreterm newbornVery low birth weight newbornExtremely low birth weight newbornWeight gain trajectoryEnergyProteinFatores associados ao escore-z de peso em prematuros de muito baixo peso e extremo baixo peso ao nascer durante a internação hospitalarFactors associated with weight z-score in extremely low birth weight premature infants during hospitalizationinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://lattes.cnpq.br/4930988548989493https://orcid.org/0000-0003-1176-7402http://lattes.cnpq.br/3126369067313569Valle, Sandra CostaNunes, Eduarda Couto Plácidoreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALDissertação_Eduarda Couto Plácido Nunes.pdfDissertação_Eduarda Couto Plácido Nunes.pdfapplication/pdf4104464http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16189/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Eduarda%20Couto%20Pl%c3%a1cido%20Nunes.pdf8efe248ada9555acf614b307d2cfd19dMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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