Tendência e preditores de anticoagulação oral em pacientes com fibrilação atrial entre 2011-2016
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Faculdade de Medicina da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30961 |
Resumo: | INTRODUÇÃO: Embora anticoagulação oral com antagonistas da vitamina K (AVK) proteja contra AVC em pacientes com fibrilação atrial (FA), a subutilização desta terapia está bem documentada. Os anticoagulantes orais de ação direta (DOAC) podem contribuir para mudar este cenário. OBJETIVO PRINCIPAL: Avaliar a tendência de utilização de anticoagulantes orais em portadores de FA, em um hospital terciário, privado, de Salvador-BA, entre maio de 2011 e junho de 2016. DESENHO DO ESTUDO: Estudo observacional, retrospectivo, baseado em revisão de prontuário eletrônico, com cortes transversais anuais, durante cinco anos consecutivos, permitindo realizar um estudo de tendências. MATERIAL E MÉTODOS: Foram incluídos todos os pacientes internados com FA, a partir da data de aprovação do primeiro DOAC até 5 anos depois. Os dados sobre utilização de anticoagulantes foram obtidos da prescrição de alta hospitalar. Para a comparação entre os grupos foram utilizados os testes t de Student ou Mann-Whitney (variáveis contínuas) e Qui-quadrado (variáveis categóricas). Para a análise de preditores, foi construído um modelo de regressão logística multivariada. RESULTADOS: Foram analisados 377 pacientes. A média de idade foi de 70 anos; 52% eram do sexo masculino e 75% foram anticoagulados (20% com AVK e 55% com DOAC). Ao longo de 5 anos, houve um aumento na frequência de anticoagulação de 22,4%. O uso de DOACs aumentou de 29% para 70%, enquanto o uso de AVK caiu de 36 % para 17%. A utilização de antiplaquetários isoladamente também caiu de 21% para 6%. Os preditores de anticoagulação foram episódios prévios de FA (RC 3,1; IC 95% 1,8 a 5,4; p<0,001), HAS (RC 3,0; IC 95% 1,7 a 5,6; p< 0,001) e HASBLED (RC 0,5; IC 95% 0,4 a 0,7; p<0,001). Os preditores de uso de DOAC foram creatinina sérica (RC 0,2; IC 95% 0,1 a 0,5; p=0,002), tamanho do átrio esquerdo (RC 0,9; IC 95% 0,9 a 1,0; p=0,003) e prótese valvar biológica (RC 0,1; IC 95% 0 a 0,6; p=0,007). CONCLUSÕES: Após seu lançamento no mercado, os DOAC foram rapidamente incorporados na prática clínica, substituindo os AVK e antiplaquetários, contribuindo para uma maior utilização de anticoagulação em pacientes com FA. Os DOACs foram apropriadamente evitados em pacientes com disfunção renal e portadores de próteses valvares. |
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Geraldes, Maria de Fátima de AraújoGeraldes, Maria de Fátima de AraújoRocha, Paulo NovisDarze, Eduardo SahadeRocha, Paulo NovisMelo, Rodrigo Morel Vieira deLatado, Adriana LopesRitt, Luiz Eduardo Fonteles2019-11-29T14:05:34Z2019-11-292018http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30961INTRODUÇÃO: Embora anticoagulação oral com antagonistas da vitamina K (AVK) proteja contra AVC em pacientes com fibrilação atrial (FA), a subutilização desta terapia está bem documentada. Os anticoagulantes orais de ação direta (DOAC) podem contribuir para mudar este cenário. OBJETIVO PRINCIPAL: Avaliar a tendência de utilização de anticoagulantes orais em portadores de FA, em um hospital terciário, privado, de Salvador-BA, entre maio de 2011 e junho de 2016. DESENHO DO ESTUDO: Estudo observacional, retrospectivo, baseado em revisão de prontuário eletrônico, com cortes transversais anuais, durante cinco anos consecutivos, permitindo realizar um estudo de tendências. MATERIAL E MÉTODOS: Foram incluídos todos os pacientes internados com FA, a partir da data de aprovação do primeiro DOAC até 5 anos depois. Os dados sobre utilização de anticoagulantes foram obtidos da prescrição de alta hospitalar. Para a comparação entre os grupos foram utilizados os testes t de Student ou Mann-Whitney (variáveis contínuas) e Qui-quadrado (variáveis categóricas). Para a análise de preditores, foi construído um modelo de regressão logística multivariada. RESULTADOS: Foram analisados 377 pacientes. A média de idade foi de 70 anos; 52% eram do sexo masculino e 75% foram anticoagulados (20% com AVK e 55% com DOAC). Ao longo de 5 anos, houve um aumento na frequência de anticoagulação de 22,4%. O uso de DOACs aumentou de 29% para 70%, enquanto o uso de AVK caiu de 36 % para 17%. A utilização de antiplaquetários isoladamente também caiu de 21% para 6%. Os preditores de anticoagulação foram episódios prévios de FA (RC 3,1; IC 95% 1,8 a 5,4; p<0,001), HAS (RC 3,0; IC 95% 1,7 a 5,6; p< 0,001) e HASBLED (RC 0,5; IC 95% 0,4 a 0,7; p<0,001). Os preditores de uso de DOAC foram creatinina sérica (RC 0,2; IC 95% 0,1 a 0,5; p=0,002), tamanho do átrio esquerdo (RC 0,9; IC 95% 0,9 a 1,0; p=0,003) e prótese valvar biológica (RC 0,1; IC 95% 0 a 0,6; p=0,007). CONCLUSÕES: Após seu lançamento no mercado, os DOAC foram rapidamente incorporados na prática clínica, substituindo os AVK e antiplaquetários, contribuindo para uma maior utilização de anticoagulação em pacientes com FA. Os DOACs foram apropriadamente evitados em pacientes com disfunção renal e portadores de próteses valvares.Submitted by Flávia Ferreira (flaviaccf@yahoo.com.br) on 2019-11-29T14:05:34Z No. of bitstreams: 1 Dissert_ICS Maria de Fátima de Araújo Geraldes.pdf: 595155 bytes, checksum: 3c3304755d1f4c22d1bb37163fd32b63 (MD5)Made available in DSpace on 2019-11-29T14:05:34Z (GMT). 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