Detecção de infecção por Leishmania infantum em felinos domésticos no estado da Bahia
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
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| Departamento: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41161 |
Resumo: | As leishmanioses apresentam um ciclo epidemiológico complexo com a participação de hospedeiros diversos, o que torna necessário investigar e ampliar o conhecimento sobre a infecção em animais que vivem em áreas endêmicas. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar a ocorrência da infecção por Leishmania infantum em gatos domésticos oriundos de regiões endêmicas para leishmaniose zoonótica do estado da Bahia, além de caracterizar os casos positivos segundo aspectos clínicos, sorologia para anticorpos anti Leishmania e presença de coinfecções comuns em felinos. Realizou-se, por meio de busca ativa nos municípios baianos de Muritiba, São Félix, Simões Filho, Camaçari e Feira de Santana, a avaliação clínica de 104 gatos e a colheita de amostras biológicas (sangue periférico e aspirados de medula óssea) para realização de teste sorológico imunocromatográfico TR-DPP® (Biomanguinhos), exame citológico para investigação de formas amastigotas de Leishmania sp., PCR convencional qualitativa para detecção de DNA de Leishmania infantum, FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), FeLV (Vírus da Leucemia Felina) e Mycoplasma sp. e exames de patologia clínica. Dos 104 gatos avaliados, 14 foram excluídos do estudo. As análises das amostras de 90 gatos revelaram que a infecção por L.infantum foi confirmada em 7,8% (7/90) dos gatos examinados pela PCR, três residentes no município de Muritiba, dois no município de Camaçari e dois no município de São Félix. Um (01) gato apresentou-se positivo à PCR para L. infantum, à pesquisa de formas amastigotas em exame citológico de aspirados de medula óssea e ao TR-DPP® , simultaneamente, embora tenha se apresentado sem alterações ao exame físico à primeira colheita (T1) e com exames hematológicos e bioquímicos dentro da faixa de normalidade na segunda colheita (T2), 22 dias após T1. Entretanto, aos 82 dias após T2 (T3) esse gato desenvolveu leishmaniose felina (LFe), caracterizada por linfadenomegalia, conjuntivite, e afta em cavidade oral, associadas a linfocitose, hiperproteinemia com hiperglobulinemia e elevação da fosfatase alcalina no soro, além de presença abundante de amastigotas em citologia de linfonodos e conjuntivas palpebrais; entretanto, o teste TR-DPP® resultou negativo em T3. Dos sete gatos positivos à PCR, apenas um apresentou positividade no teste TR-DPP® , perfazendo 1,1% de soropositividade confirmada. As alterações clínicas encontradas nos gatos positivos à PCR foram emagrecimento, desidratação, lesões crostosas em pontas de orelhas, alopecia, linfadenomegalia, espirros e complexo gengivite-estomatite. Houve apenas um gato 1,1% (1/90) coinfectado com L. infantum e FeLV, apresentando leve desidratação e áreas de alopecia circulares em região cervical ventral. Com base nos dados obtidos, podemos afirmar que infecção por L. infantum ocorre também em gatos nos municípios baianos Muritiba, São Félix e Camaçari. Os gatos infectados por L. infantum no presente estudo foram classificados como portadores de doença discreta. Mais estudos são necessários para um dimensionamento abrangente do número de gatos acometidos e estabelecimento da caracterização clínica e fisiopatológica desses hospedeiros em outros municípios do Estado da Bahia. |
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Realizou-se, por meio de busca ativa nos municípios baianos de Muritiba, São Félix, Simões Filho, Camaçari e Feira de Santana, a avaliação clínica de 104 gatos e a colheita de amostras biológicas (sangue periférico e aspirados de medula óssea) para realização de teste sorológico imunocromatográfico TR-DPP® (Biomanguinhos), exame citológico para investigação de formas amastigotas de Leishmania sp., PCR convencional qualitativa para detecção de DNA de Leishmania infantum, FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), FeLV (Vírus da Leucemia Felina) e Mycoplasma sp. e exames de patologia clínica. Dos 104 gatos avaliados, 14 foram excluídos do estudo. As análises das amostras de 90 gatos revelaram que a infecção por L.infantum foi confirmada em 7,8% (7/90) dos gatos examinados pela PCR, três residentes no município de Muritiba, dois no município de Camaçari e dois no município de São Félix. 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As alterações clínicas encontradas nos gatos positivos à PCR foram emagrecimento, desidratação, lesões crostosas em pontas de orelhas, alopecia, linfadenomegalia, espirros e complexo gengivite-estomatite. Houve apenas um gato 1,1% (1/90) coinfectado com L. infantum e FeLV, apresentando leve desidratação e áreas de alopecia circulares em região cervical ventral. Com base nos dados obtidos, podemos afirmar que infecção por L. infantum ocorre também em gatos nos municípios baianos Muritiba, São Félix e Camaçari. Os gatos infectados por L. infantum no presente estudo foram classificados como portadores de doença discreta. Mais estudos são necessários para um dimensionamento abrangente do número de gatos acometidos e estabelecimento da caracterização clínica e fisiopatológica desses hospedeiros em outros municípios do Estado da Bahia.Leishmaniasis has a complex epidemiological cycle with participation of different hosts, reason why it is necessary to investigate and increase knowledge about animals’s infections living in endemic areas. Thus, the objective of this study was to determine the occurrence of infection by Leishmania infantum in domestic cats from endemic regions for zoonotic leishmaniasis in the state of Bahia, in addition characterize positive cases according to clinical aspects, serology for anti-Leishmania antibodies and the presence of common co-infections in felines. An active search was conducted in cities of Muritiba, São Félix, Simões Filho, Camaçari and Feira de Santana, also clinical evaluation of 104 cats and the collection of biological samples (peripheral blood and bone marrow aspirates), immunochromatographic serological test TR-DPP® (Biomanguinhos), cytological examination to investigate amastigote forms of Leishmania sp., qualitative conventional PCR for DNA detection of Leishmania infantum, FIV (Feline Immunodeficiency Virus), FeLV (Feline Leukemia Virus) and Mycoplasma sp. and clinical pathology exams were performed. Of the 104 cats evaluated, 14 were excluded from this study. Analyzes of samples from 90 cats revealed that L. infantum infection was confirmed in 7.8% (7/90) of the cats examined by PCR, three of them were residents in Muritiba, two in Camaçari and two in São Félix. One cat that was positive for PCR for L. infantum, also presence of amastigote forms detection in cytological examination of bone marrow aspirates and for TR-DPP® . Interesting, this cat did not present any alterations in physical examination at the first clinical exam (T1), as well as hematological and biochemical laboratorial tests were in the normal range at the second clinical exam (T2), 22 days after T1. However, 82 days after T2 (T3) the cat developed feline leishmaniasis (LFe), characterized by lymphadenomegaly, conjunctivitis, and ulcers located in oral cavity, associated with lymphocytosis, hyperproteinemia with hyperglobulinemia and elevated serum alkaline phosphatase, in addition to abundant presence of amastigotes in lymph node and eyelid conjunctiva cytology; however, the TR-DPP® test performed was negative at T3. Of the seven cats positive for PCR, only one was positive for TR-DPP® test, confirming 1.1% seropositivity. The clinical observations found in cats positive for PCR were weight loss, dehydration, crusted lesions on the tips of ears, alopecia, lymphadenomegaly, sneezing and gingivitis-stomatitis complex. There was only one 1.1% cat (1/90) co-infected with L. infantum and FeLV, it showed mild dehydration and circular alopecia areas at ventral cervical region. Based on the data obtained, we can say that infection by L. infantum also occurs in cats at Muritiba, São Félix and Camaçari cities. Cats infected with L. infantum at the present study were classified as showing mild disease. Further studies are necessary for a comprehensive dimensioning of the number of affected cats and establishment of the clinical and pathophysiological characterization of these hosts in other cities at the State of Bahia.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)UFBABrasilEscola de Medicina Veterinária e ZootecniaCatsCytologyFeline leishmaniasisPCRSorologyCNPQ::CIENCIAS AGRARIASCitologiaGatosLeishmaniose felinaPCRSorologiaDetecção de infecção por Leishmania infantum em felinos domésticos no estado da BahiaMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionMelo, Stella Maria BarrouinPinho, Flaviane Alves dePinto, Luiz Fernando BatistaGondim, Luís Fernando PitaUzêda, Rosângela SoaresFonseca, Maísa Santos daSilva, Heloisa Cristina daMelo, Stella Maria Barrouinhttp://lattes.cnpq.br/9512617169077281Santos, Nara Santos dosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALD-Nara Santos.pdfD-Nara Santos.pdfD-Nara Santosapplication/pdf2538655https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41161/1/D-Nara%20Santos.pdf3d37d19c7ec08910433c287653c96ad3MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41161/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/411612025-02-10 14:55:22.162open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/41161TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-02-10T17:55:22Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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