Terapia fotodinâmica associada a quercetina microemulsionada como alternativa para o controle de infecções causadas por Staphylococcus aureus resistentes a meticilina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Galantini, Maria Poliana Leite lattes
Orientador(a): da Silva, Robson Amaro Augusto lattes
Banca de defesa: Amaral, Juliano Geraldo, da Silva, Robson Amaro Augusto, Soares, Telma de Jesus, Freitas, Leandro Martins, Rosa, Luciano Pereira, Damasceno, Gabriel Azevedo de Brito
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PMPGCF) 
Departamento: Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42560
Resumo: Objetivos: O objetivo do estudo foi avaliar o efeito antimicrobiano mediada pela quercetina na terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFA) e seus efeitos em camundongos infectados intradermicamente com Staphyococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Além disso, o estudo envolveu o desenvolvimento de uma microemulsão contendo quercetina para avaliação da eficácia antimicrobiana após a aplicação da TFA para a inativação de MRSA. Materiais e Métodos: Inicialmente, foram realizados estudos in vitro para se avaliar o potencial fotodinâmico e antimicrobiano da quercetina. Para tal, realizou-se espectrometria de varredura para avaliar os comprimentos de onda com potencial para ativar a quercetina. Posteriormente, a cepa de referência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA ATCC 43300) foi exposta a concentrações variadas de quercetina: 100µg/mL, 300µg/mL, 400µg/mL e 500µg/mL e foram estimuladas por luz LED azul. Em seguida, avaliou-se a produção de oxigênio singlete e o potencial zeta das bactérias expostas à quercetina a fim de caracterizar um possível local de ação da quercetina nas bactérias. Finalmente, foram realizadas análises de citotoxicidade em células nucleadas HUVEC. Após essa etapa, avaliou-se os efeitos antimicrobianos da quercetina como fotossensibilizador contra S. aureus in vivo, em modelo de infecção intradérmica em camundongos por 72 horas e durante 17 dias. Nesse momento, 48 camundongos Balb/c foram infectados por via intradérmica nas orelhas com 1,5x108 unidades formadoras de colônias de MRSA 43300. Após a infecção, foram separados em 4 grupos (12 animais por grupo): (1) tratados com o veículo, (2) apenas quercetina, (3) somente luz LED azul e (4) com protocolo aPDT (quercetina + luz LED azul). Por fim, desenvolveu-se microemulsão como um sistema de entrega da quercetina, caracterizando-se o sistema microemulsionado e realizando os testes de estabilidade acelerada e avaliação antimicrobiana frente a cepa de MRSA 43300. Resultados: A análise da espectrofotometria de varredura apresentou um pico de absorção pronunciado quando exposta à luz azul na faixa próxima de 400nm. Esta característica permitiu a condução dos testes in vitro e revelou atividade fotodinâmica significativa contra MRSA em concentrações a partir de 100 µg/mL. O composto apresentou indicativo de produção de oxigênio singlete pelo decaimento da absorção do ácido úrico, bem como indicativo de ação na parede celular bacteriana, pelo teste do potencial zeta. Além disso, a quercetina não apresentou toxicidade em células HUVEC sem e após fotoativação. Somado a isso, observou-se in vivo a que TFA com a quercetina reduziu a carga bacteriana no linfonodo drenante após 72 horas. Apesar da sua eficácia em reduzir a carga bacteriana no linfonodo, a área de lesão foi maior nos grupos tratados com a quercetina e com maior recrutamento de células polimorfonucleadas após 17 dias da infecção. Os animais que receberam o tratamento com a quercetina apresentaram uma imunomodulação com forte interação do TNF-α e IL-12p70. Por fim, a microemulsão com a quercetina apresentou aspecto líquido translúcido e valores de tamanho de gotícula, índice de polidispersividade e potencial zeta característicos de microemulsão, além de possuir estabilidade após 90 dias, em condições de estresse, e atividade inibitória do crescimento bacteriano quando fotoativada por luz LED azul. Conclusões: A quercetina mostra-se promissora como fotossensibilizante na Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (TFA), demonstrando atividade fotodinâmica eficaz quando ativada por luz LED azul e induzindo a morte de Staphylococcus aureus tanto in vitro quanto in vivo em um modelo murino de infecção intradérmica. Além disso, o desenvolvimento de um sistema microemulsionado contendo quercetina também se destaca devido às suas características físico-químicas favoráveis, estabilidade a longo prazo e atividade antimicrobiana eficaz contra MRSA. Esse sistema oferece a possibilidade de desenvolver protocolos terapêuticos sem a necessidade de injeção local do fotossensibilizante, reduzindo a dor e o desconforto associados e, assim, potencialmente diminuindo o abandono do tratamento.
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Posteriormente, a cepa de referência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA ATCC 43300) foi exposta a concentrações variadas de quercetina: 100µg/mL, 300µg/mL, 400µg/mL e 500µg/mL e foram estimuladas por luz LED azul. Em seguida, avaliou-se a produção de oxigênio singlete e o potencial zeta das bactérias expostas à quercetina a fim de caracterizar um possível local de ação da quercetina nas bactérias. Finalmente, foram realizadas análises de citotoxicidade em células nucleadas HUVEC. Após essa etapa, avaliou-se os efeitos antimicrobianos da quercetina como fotossensibilizador contra S. aureus in vivo, em modelo de infecção intradérmica em camundongos por 72 horas e durante 17 dias. Nesse momento, 48 camundongos Balb/c foram infectados por via intradérmica nas orelhas com 1,5x108 unidades formadoras de colônias de MRSA 43300. 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Além disso, a quercetina não apresentou toxicidade em células HUVEC sem e após fotoativação. Somado a isso, observou-se in vivo a que TFA com a quercetina reduziu a carga bacteriana no linfonodo drenante após 72 horas. Apesar da sua eficácia em reduzir a carga bacteriana no linfonodo, a área de lesão foi maior nos grupos tratados com a quercetina e com maior recrutamento de células polimorfonucleadas após 17 dias da infecção. Os animais que receberam o tratamento com a quercetina apresentaram uma imunomodulação com forte interação do TNF-α e IL-12p70. Por fim, a microemulsão com a quercetina apresentou aspecto líquido translúcido e valores de tamanho de gotícula, índice de polidispersividade e potencial zeta característicos de microemulsão, além de possuir estabilidade após 90 dias, em condições de estresse, e atividade inibitória do crescimento bacteriano quando fotoativada por luz LED azul. Conclusões: A quercetina mostra-se promissora como fotossensibilizante na Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (TFA), demonstrando atividade fotodinâmica eficaz quando ativada por luz LED azul e induzindo a morte de Staphylococcus aureus tanto in vitro quanto in vivo em um modelo murino de infecção intradérmica. Além disso, o desenvolvimento de um sistema microemulsionado contendo quercetina também se destaca devido às suas características físico-químicas favoráveis, estabilidade a longo prazo e atividade antimicrobiana eficaz contra MRSA. Esse sistema oferece a possibilidade de desenvolver protocolos terapêuticos sem a necessidade de injeção local do fotossensibilizante, reduzindo a dor e o desconforto associados e, assim, potencialmente diminuindo o abandono do tratamento.Objectives: The study aimed to evaluate the antimicrobial effect of quercetin combined with antimicrobial photodynamic therapy (aPDT) and its impact on mice intradermally infected with methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA). Additionally, the study involved the standardization of a microemulsion containing quercetin and the assessment of its antimicrobial efficacy after TFA application for MRSA inactivation. Materials and Methods: Initially, in vitro studies were conducted to evaluate the antimicrobial photodynamic potential of quercetin. For this purpose, scanning spectrometry was performed to determine the wavelengths capable of activating quercetin. Subsequently, reference strains of Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus (MRSA ATCC 43300) were exposed to various concentrations of quercetin: 100 µg/mL, 300 µg/mL, 400 µg/mL, and 500 µg/mL, and stimulated by blue LED light. The production of singlet oxygen and the zeta potential of bacteria exposed to quercetin were then evaluated to characterize a potential site of action of quercetin on the bacteria. Finally, cytotoxicity analyses were performed on nucleated HUVEC cells. Following these steps, the antimicrobial effects of quercetin as a photosensitizer against S. aureus were evaluated in vivo using a murine model of intradermal infection over 72 hours and 17 days. At this stage, 48 Balb/c mice were intradermally infected in their ears with 1.5x108 colony-forming units of MRSA 43300. After infection, they were divided into four groups (12 animals per group) (1) treated with the vehicle, (2) quercetin alone, (3) blue LED light alone, or (3) with the aPDT protocol (quercetin + blue LED light). Lastly, a microemulsion was developed as a transdermal delivery system for quercetin, with the characterization of the microemulsion system, accelerated stability testing, and antimicrobial evaluation against the MRSA 43300 strain. Results: The scanning spectrophotometry analysis showed a pronounced absorption peak when exposed to blue light in the 400 nm to 450 nm range. This characteristic enabled the conduction of in vitro tests, which revealed significant photodynamic activity against MRSA at concentrations starting from 100 µg/mL. The compound showed an indication of singlet oxygen production by the decrease in uric acid absorption and an indication of action on the bacterial cell wall through the zeta potential test. Furthermore, quercetin did not exhibit toxicity in HUVEC cells before or after photoactivation. In addition, in vivo observations indicated that aPDT with quercetin reduced the bacterial load in the draining lymph node after 72 hours. Despite its efficacy in reducing the bacterial load in the lymph node, the lesion area was more extensive in the groups treated with quercetin, with increased recruitment of polymorphonuclear cells 17 days post-infection. The animals that received treatment with quercetin exhibited immunomodulation with a strong interaction between TNF-α and IL-12p70. Finally, the microemulsion containing quercetin presented a translucent liquid appearance and characteristic particle size, polydispersity index, and zeta potential values of a microemulsion, as well as good stability after 90 days and inhibitory activity against bacterial growth at concentrations of 0.312 mg/mL when photoactivated by blue LED light. Conclusions: Quercetin appears to be a promising photosensitizer in Antimicrobial Photodynamic Therapy (TFA) demonstrating effective photodynamic activity when activated by blue LED light and inducing the death of Staphylococcus aureus both in vitro and in vivo in a murine model of intradermal infection. Furthermore, developing a microemulsion system containing quercetin also stands out due to its favorable physicochemical characteristics, long-term stability, and effective antimicrobial activity against MRSA. This system can develop therapeutic protocols without needing a local photosensitizer injection, reducing associated pain and discomfort and thus potentially decreasing treatment abandonment.porUniversidade Federal da BahiaPrograma Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PMPGCF) UFBABrasilInstituto Multidisciplinar em Saúde (IMS)QuercetinStaphylococcus aureusAntimicrobial Photodynamic TherapyMicroemulsionCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FISIOLOGIAQuercetinaStaphylococcus aureusTerapia Fotodinâmica AntimicrobianaMicroemulsãoTerapia fotodinâmica associada a quercetina microemulsionada como alternativa para o controle de infecções causadas por Staphylococcus aureus resistentes a meticilinaDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionda Silva, Robson Amaro Augustohttp://lattes.cnpq.br/2338026579762914Amaral, Juliano Geraldohttp://lattes.cnpq.br/0143283758300972Amaral, Juliano Geraldoda Silva, Robson Amaro AugustoSoares, Telma de JesusFreitas, Leandro MartinsRosa, Luciano PereiraDamasceno, Gabriel Azevedo de Britohttp://lattes.cnpq.br/2760664045802389Galantini, Maria Poliana Leiteinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALTESE MARIA GALANTINI.pdfTESE MARIA GALANTINI.pdfapplication/pdf10603085https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42560/1/TESE%20MARIA%20GALANTINI.pdf73ff1623806ef51163fb4d3e26c8b0e3MD51embargoed access|||2026-07-21LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42560/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/425602025-07-21 12:49:29.473embargoed access|||2026-07-21oai:repositorio.ufba.br:ri/42560TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-07-21T15:49:29Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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