Empatia e personalidade: uma análise do comportamento dos motoristas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Ribeiro, Lidiane Bento Dourado lattes
Orientador(a): Lima, Thatiana Helena de lattes
Banca de defesa: Barros, Leonardo de Oliveira lattes, Simões, Natália Costa, Lima, Thatiana Helena de
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI) 
Departamento: Instituto de Psicologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39848
Resumo: O trânsito é um contexto dinâmico composto por vias, veículos e pessoas. Entretanto, a maioria dos problemas no trânsito, incluindo acidentes, são decorrentes do fator humano. Muitos estudos têm sido realizados sobre empatia, personalidade e comportamento, mas não abordando a relação entre eles no contexto de mobilidade. Assim, com o intuito de dar maior visibilidade às discussões sobre o trânsito no interior do estado da Bahia e contribuir para eventuais intervenções sociais e/ou educativas futuras, buscou-se analisar a possível relação entre empatia, personalidade e o comportamento de erros, lapsos e violações dos condutores habilitados, conhecer o perfil destes sujeitos e buscar possíveis diferenças entre sexo, idade, escolaridade e envolvimento em acidentes. Foram utilizados os seguintes instrumentos impressos, a saber: o Interpersonal Reactivity Index (IRI); a Escala de Personalidade para Motoristas (EPM); o Questionário do Comportamento do Motorista (QCM); e um Questionário Sociodemográfico elaborado pela autora. A amostra foi não probabilística por conveniência, composta por pessoas habilitadas, obedecendo todos os aspectos éticos. Dos 189 sujeitos a maioria era do sexo masculino, com média de 38,8 anos, ensino médio completo, habilitados para carro e moto (AB), sem histórico de acidente, com alta pró- sociabilidade e consideração empática e com mais comportamentos de lapsos que erros e violações. Os condutores mais jovens apresentaram mais violação e menos consideração empática quando comparado aos condutores mais velhos. As mulheres apresentaram mais empatia que os homens e indivíduos que declararam já ter se envolvido em acidentes pontuaram alto em busca por sensação e violação. Foi verificada correlação negativa entre instabilidade emocional e tomada de perspectiva; e entre tomada de perspectiva e consideração empática e o fator violação. Houve correlação positiva entre comportamentos de erros, lapsos e violações e os fatores instabilidade emocional e busca por sensações; e entre impulsividade e lapsos. Pró-sociabilidade e violações se correlacionaram negativamente, o que sugere que as pessoas que mais violam as leis de trânsito são aquelas mais instáveis e que tendem a se colocar menos no lugar dos outros. Os resultados sugerem a necessidade de se intensificar os estudos no contexto do trânsito, principalmente com relação à personalidade (pró-sociabilidade, instabilidade emocional e busca por sensação), comportamentos de violação, empatia e acidentes de trânsito.
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Foram utilizados os seguintes instrumentos impressos, a saber: o Interpersonal Reactivity Index (IRI); a Escala de Personalidade para Motoristas (EPM); o Questionário do Comportamento do Motorista (QCM); e um Questionário Sociodemográfico elaborado pela autora. A amostra foi não probabilística por conveniência, composta por pessoas habilitadas, obedecendo todos os aspectos éticos. Dos 189 sujeitos a maioria era do sexo masculino, com média de 38,8 anos, ensino médio completo, habilitados para carro e moto (AB), sem histórico de acidente, com alta pró- sociabilidade e consideração empática e com mais comportamentos de lapsos que erros e violações. Os condutores mais jovens apresentaram mais violação e menos consideração empática quando comparado aos condutores mais velhos. As mulheres apresentaram mais empatia que os homens e indivíduos que declararam já ter se envolvido em acidentes pontuaram alto em busca por sensação e violação. Foi verificada correlação negativa entre instabilidade emocional e tomada de perspectiva; e entre tomada de perspectiva e consideração empática e o fator violação. Houve correlação positiva entre comportamentos de erros, lapsos e violações e os fatores instabilidade emocional e busca por sensações; e entre impulsividade e lapsos. Pró-sociabilidade e violações se correlacionaram negativamente, o que sugere que as pessoas que mais violam as leis de trânsito são aquelas mais instáveis e que tendem a se colocar menos no lugar dos outros. Os resultados sugerem a necessidade de se intensificar os estudos no contexto do trânsito, principalmente com relação à personalidade (pró-sociabilidade, instabilidade emocional e busca por sensação), comportamentos de violação, empatia e acidentes de trânsito.Traffic is a dynamic context made up of roads, vehicles and people. However, most traffic problems, including accidents, are due to the human factor. Many studies have been carried out on empathy, personality and behavior, but not addressing the relationship between them in the context of mobility. Thus, with the aim of giving greater visibility to discussions about traffic in the interior of the state of Bahia and contributing to possible future social and/or educational interventions, we sought to analyze the possible relationship between empathy, personality and the behavior of errors, lapses and violations by licensed drivers, know the profile of these subjects and look for possible differences between gender, age, education and involvement in accidents. The following printed instruments were used, namely: the Interpersonal Reactivity Index (IRI); the Personality Scale for Drivers (EPM); the Driver Behavior Questionnaire (QCM); and a Sociodemographic Questionnaire prepared by the author. The sample was non-probabilistic for convenience, composed of qualified people, complying with all ethical aspects. Among the 189 subjects, the majority were male, with an average of 38.8 years old, completed high school, licensed to drive a car and motorcycle (AB), with no accidents history, with high pro-sociality and empathic consideration and with more lapse behaviors than errors and violations. Younger drivers showed more violations and less empathetic consideration when compared to older drivers. Women showed more empathy than men, and individuals who reported having been involved in accidents scored high in sensation-seeking and violation. There was a negative correlation between emotional instability and perspective taking; and between perspective taking and empathic consideration and the violation factor. There was a positive correlation between errors, lapses and violations and the factors emotional instability and sensation-seeking; and between impulsivity and lapses. Pro-sociability and violations were negatively correlated, suggesting that the people who most violate traffic laws are those who are more unstable and tend to put themselves less in the shoes of others. The results suggest the need to intensify studies in the context of traffic, especially in relation to personality (pro-sociability, emotional instability and sensation-seeking), violation behavior, empathy and traffic accidents.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI) UFBABrasilInstituto de PsicologiaPsychological assessmentTrafficAccidentsCNPQ::CIENCIAS HUMANASAvaliação psicológicaTrânsitoacidentesEmpatia e personalidade: uma análise do comportamento dos motoristasMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionLima, Thatiana Helena dehttp://lattes.cnpq.br/8893474219361074Barros, Leonardo de OliveiraSimões, Natália CostaLima, Thatiana Helena dehttp://lattes.cnpq.br/8893474219361074http://lattes.cnpq.br/8080562599952686Ribeiro, Lidiane Bento DouradoAguiar, C. S. de. (2015). Análise da associação entre empatia e personalidade em estudantes de medicina da Universidade Federal de Pernambuco. 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description O trânsito é um contexto dinâmico composto por vias, veículos e pessoas. Entretanto, a maioria dos problemas no trânsito, incluindo acidentes, são decorrentes do fator humano. Muitos estudos têm sido realizados sobre empatia, personalidade e comportamento, mas não abordando a relação entre eles no contexto de mobilidade. Assim, com o intuito de dar maior visibilidade às discussões sobre o trânsito no interior do estado da Bahia e contribuir para eventuais intervenções sociais e/ou educativas futuras, buscou-se analisar a possível relação entre empatia, personalidade e o comportamento de erros, lapsos e violações dos condutores habilitados, conhecer o perfil destes sujeitos e buscar possíveis diferenças entre sexo, idade, escolaridade e envolvimento em acidentes. Foram utilizados os seguintes instrumentos impressos, a saber: o Interpersonal Reactivity Index (IRI); a Escala de Personalidade para Motoristas (EPM); o Questionário do Comportamento do Motorista (QCM); e um Questionário Sociodemográfico elaborado pela autora. A amostra foi não probabilística por conveniência, composta por pessoas habilitadas, obedecendo todos os aspectos éticos. Dos 189 sujeitos a maioria era do sexo masculino, com média de 38,8 anos, ensino médio completo, habilitados para carro e moto (AB), sem histórico de acidente, com alta pró- sociabilidade e consideração empática e com mais comportamentos de lapsos que erros e violações. Os condutores mais jovens apresentaram mais violação e menos consideração empática quando comparado aos condutores mais velhos. As mulheres apresentaram mais empatia que os homens e indivíduos que declararam já ter se envolvido em acidentes pontuaram alto em busca por sensação e violação. Foi verificada correlação negativa entre instabilidade emocional e tomada de perspectiva; e entre tomada de perspectiva e consideração empática e o fator violação. Houve correlação positiva entre comportamentos de erros, lapsos e violações e os fatores instabilidade emocional e busca por sensações; e entre impulsividade e lapsos. Pró-sociabilidade e violações se correlacionaram negativamente, o que sugere que as pessoas que mais violam as leis de trânsito são aquelas mais instáveis e que tendem a se colocar menos no lugar dos outros. Os resultados sugerem a necessidade de se intensificar os estudos no contexto do trânsito, principalmente com relação à personalidade (pró-sociabilidade, instabilidade emocional e busca por sensação), comportamentos de violação, empatia e acidentes de trânsito.
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