Fatores associados ao retardo na chegada ao hospital para pessoas com acidente vascular cerebral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Ana Carolina Ayres Silva lattes
Orientador(a): Mussi, Fernanda Carneiro
Banca de defesa: Mussi, Fernanda Carneiro, Coelho, Ana Carla Carvalho, Carvalho, Rafael Lima Rodrigues de
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF)
Departamento: Escola de Enfermagem
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42069
Resumo: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade que podem ser minimizadas pela chegada precoce da pessoa acometida ao hospital. Entretanto, pouco se conhece sobre o retardo pré-hospitalar e os fatores associados. Verificar os fatores sociodemográficos, clínicos e ambientais associados retardo na chegada ao hospital para pessoas que sofreram AVCI. Estudo transversal realizado em um Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia. Os dados foram coletados entre março de 2019 a fevereiro de 2021. Constituíram a amostra 1289 pessoas com diagnóstico médico de AVC hemorrágico ou isquêmico, com idade ≥ a 18 anos. Foram excluídas aquelas com acidente isquêmico transitório ou outra doença cerebrovascular. Os dados foram coletados nos prontuários por meio de instrumento específico. A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética em Pesquisa sob n° de parecer CAAE: 55068121.4.0000.5028. Dados analisados descritivamente, pelo teste Qui-quadrado de Pearson ou Exato de Fisher e pelo Modelo de Regressão de Poisson. Adotou-se significância estatística de 5%. Predominaram na amostra, idade ≥60 anos (68,3%), sexo masculino (50,2%), viver com companheiro (57,2%), raça/cor negra (97,4%), procedência de Salvador (81,9%), hipertensão arterial (81,2%), hemiparesia (62,2%), alteração da fala (62,1%), desvio de comissura labial (29,5%), déficit neurológico de moderado a grave (75,8%), uso do SAMU-192 (51,6%) e ocorrência do evento no turno matutino (45,1%). Na análise multivariada, autodeclarados pardos e pretos apresentaram 1,91 vezes mais tempo de chegada ao hospital (TCH) >4,5 h comparados aos brancos, amarelos e indígenas (RP 1,91; IC 95% 1,01-3,60). Aqueles que residiam na Região Metropolitana e em outras regiões da Bahia apresentaram, respectivamente, 1,38 (IC 95% 0,95-2,01) e 1,90 (IC 95% 1,38-2,62) vezes mais TCH >4,5 h em relação aos que moravam em Salvador. Quanto ao tipo de transporte, os participantes que se deslocaram de ambulância e carro particular apresentaram, respectivamente, 1,97 (IC 95% 1,45-2,68) e 1,51 (IC 95% 1,15-1,99) vezes mais TCH >4,5 h comparados aos que acionaram o SAMU-192. Referente a gravidade do déficit neurológico, ter pontuação na NHISS de 6 a13 e ≥14 reduziu, respectivamente, em 35,0% e 48,0% o TCH >4,5 h comparada a pontuação de 0 a 5. Os participantes não hipertensos e não diabéticos apresentaram, respectivamente, 28,0% e 34,0% menos chegada ao hospital >4,5 h em relação aos que tinham esses agravos. Já aqueles que não tinham fibrilação atrial apresentaram 1,58 (IC 95% 0,97-2,50) vezes mais TCH >4,5 h. Referente aos sinais e sintomas do AVC, participantes que não tiveram desvio de comissura labial e alteração da fala, apresentaram, respectivamente, 1,23 (IC 95% 0,95-1,93) e 1,35 (IC95% 0,95-1,93) mais vezes TCH >4,5 h. Não houve associação entre o turno de ocorrência do AVC e o TCH, todavia essa variável manteve-se no modelo para melhor ajuste. As variáveis que mais contribuíram para TCH >4,5 h foram raça/cor negra, residir em locais mais distantes do centro de referência em neurologia, deslocamento de ambulância e carro, ter fibrilação atrial e ausência de desvio de comissura labial e alteração da fala. A maior gravidade do déficit neurológico, não ter hipertensão arterial e diabetes reduziu o TCH >4,5 h. O estudo contribui para o desenvolvimento de programas de educação em saúde visando reduzir o tempo de apresentação ao hospital e pode orientar gestores de saúde e políticas públicas para ampliar a rede de oferta de serviços de saúde.
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A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética em Pesquisa sob n° de parecer CAAE: 55068121.4.0000.5028. Dados analisados descritivamente, pelo teste Qui-quadrado de Pearson ou Exato de Fisher e pelo Modelo de Regressão de Poisson. Adotou-se significância estatística de 5%. Predominaram na amostra, idade ≥60 anos (68,3%), sexo masculino (50,2%), viver com companheiro (57,2%), raça/cor negra (97,4%), procedência de Salvador (81,9%), hipertensão arterial (81,2%), hemiparesia (62,2%), alteração da fala (62,1%), desvio de comissura labial (29,5%), déficit neurológico de moderado a grave (75,8%), uso do SAMU-192 (51,6%) e ocorrência do evento no turno matutino (45,1%). Na análise multivariada, autodeclarados pardos e pretos apresentaram 1,91 vezes mais tempo de chegada ao hospital (TCH) >4,5 h comparados aos brancos, amarelos e indígenas (RP 1,91; IC 95% 1,01-3,60). Aqueles que residiam na Região Metropolitana e em outras regiões da Bahia apresentaram, respectivamente, 1,38 (IC 95% 0,95-2,01) e 1,90 (IC 95% 1,38-2,62) vezes mais TCH >4,5 h em relação aos que moravam em Salvador. Quanto ao tipo de transporte, os participantes que se deslocaram de ambulância e carro particular apresentaram, respectivamente, 1,97 (IC 95% 1,45-2,68) e 1,51 (IC 95% 1,15-1,99) vezes mais TCH >4,5 h comparados aos que acionaram o SAMU-192. Referente a gravidade do déficit neurológico, ter pontuação na NHISS de 6 a13 e ≥14 reduziu, respectivamente, em 35,0% e 48,0% o TCH >4,5 h comparada a pontuação de 0 a 5. Os participantes não hipertensos e não diabéticos apresentaram, respectivamente, 28,0% e 34,0% menos chegada ao hospital >4,5 h em relação aos que tinham esses agravos. Já aqueles que não tinham fibrilação atrial apresentaram 1,58 (IC 95% 0,97-2,50) vezes mais TCH >4,5 h. 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O estudo contribui para o desenvolvimento de programas de educação em saúde visando reduzir o tempo de apresentação ao hospital e pode orientar gestores de saúde e políticas públicas para ampliar a rede de oferta de serviços de saúde.Stroke is one of the leading causes of morbidity and mortality, which can be minimized by the early arrival of the affected person at the hospital. However, little is known about prehospital delay and associated factors. To investigate sociodemographic, clinical, and environmental factors associated with delays in hospital arrival for individuals who suffered an ischemic stroke (AVCI). A cross-sectional study was conducted at a High Complexity Neurology Reference Center. Data were collected between March 2019 and February 2021. The sample consisted of 1,289 individuals diagnosed with hemorrhagic or ischemic stroke aged ≥18 years. Those with transient ischemic attacks or other cerebrovascular diseases were excluded. Data were collected from medical records using a specific instrument. The study was approved by the Research Ethics Committee (Opinion CAAE: 55068121.4.0000.5028). Data were analyzed descriptively, using Pearson’s Chi-square or Fisher’s Exact test and the Poisson Regression Model. Statistical significance was set at 5%. The sample predominantly included individuals aged ≥60 years (68.3%), male (50.2%), living with a partner (57.2%), of black race/color (97.4%), from Salvador (81.9%), with hypertension (81.2%), hemiparesis (62.2%), speech impairment (62.1%), facial asymmetry (29.5%), moderate to severe neurological deficit (75.8%), using SAMU-192 (51.6%), and experiencing the event in the morning (45.1%). In multivariate analysis, self-declared brown and black individuals had 1.91 times longer hospital arrival times (HAT) >4.5 hours compared to white, Asian, and indigenous individuals (PR 1.91; 95% CI 1.01–3.60). Those residing in the metropolitan region and other regions of Bahia had, respectively, 1.38 (95% CI 0.95–2.01) and 1.90 (95% CI 1.38–2.62) times more HAT >4.5 hours than those living in Salvador. Regarding transport type, participants using ambulances and private cars had, respectively, 1.97 (95% CI 1.45–2.68) and 1.51 (95% CI 1.15–1.99) times more HAT >4.5 hours compared to those who used SAMU-192. Regarding the severity of the neurological deficit, having an NHISS score of 6–13 and ≥14 reduced HAT >4.5 hours by 35.0% and 48.0%, respectively, compared to a score of 0–5. Participants without hypertension and diabetes had, respectively, 28.0% and 34.0% fewer hospital arrivals >4.5 hours than those with these conditions. Those without atrial fibrillation had 1.58 (95% CI 0.97–2.50) times more HAT >4.5 hours. Regarding stroke signs and symptoms, participants without facial asymmetry and speech impairment had, respectively, 1.23 (95% CI 0.95–1.93) and 1.35 (95% CI 0.95–1.93) more HAT >4.5 hours. There was no association between the stroke occurrence time and HAT, but this variable remained in the model for better adjustment. Variables most associated with HAT >4.5 hours included black race/color, living in areas farther from the neurology reference center, using ambulances and private cars for transportation, having atrial fibrillation, and lacking facial asymmetry and speech impairment. Greater neurological deficit severity and absence of hypertension and diabetes reduced HAT >4.5 hours. The study contributes to the development of health education programs aimed at reducing hospital arrival times and may guide health managers and public policies chrometo expand healthcare service networks.porUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIAPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF)UFBABrasilEscola de EnfermagemPrehospital delayStrokeRisk factorCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEAtraso pré-hospitalarAcidente vascular cerebralFator de riscoFatores associados ao retardo na chegada ao hospital para pessoas com acidente vascular cerebralFactors influencing delays in hospital arrival for people with strokeMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionMussi, Fernanda CarneiroPereira e Silva, ElieusaMussi, Fernanda CarneiroCoelho, Ana Carla CarvalhoCarvalho, Rafael Lima Rodrigues de0000-0001-5775-395Xhttps://lattes.cnpq.br/4468235260952709Santos, Ana Carolina Ayres Silvainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALDISSERTAÇÃO DE MESTRADO ANA CAROLINA AYRES SILVA SANTOS (1).pdfDISSERTAÇÃO DE MESTRADO ANA CAROLINA AYRES SILVA SANTOS (1).pdfDissertação de mestrado Ana Carolina Ayres Silva Santosapplication/pdf565335https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42069/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20DE%20MESTRADO%20ANA%20CAROLINA%20AYRES%20SILVA%20SANTOS%20%281%29.pdfb18e6339db698507d226fba6803d6a7aMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42069/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/420692025-05-20 12:08:56.989open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/42069TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-05-20T15:08:56Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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