Dos números às pessoas: sociabilidade, violências e vulnerabilidades no cotidiano de famílias, crianças pobres e em situação de rua na cidade de Salvador- Bahia.
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto de Saúde Coletiva
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32163 |
Resumo: | A pesquisa objetiva analisar a distribuição espacial da violência intrafamiliar no segmento infantil em bairros de Salvador – BA e as imbricações da violência e da vulnerabilidade social nas experiências de sociabilidade de famílias e crianças pobres e em situação de rua. A tese caracteriza-se por um método misto. No domínio quantitativo, foi realizado um estudo descritivo, exploratório com os casos de violência notificados pelas as unidades públicas de saúde do Sistema Único de Saúde – SUS, obtidos do segmento infantil do componente contínuo do Sistema Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA). Os resultados mostraram que as crianças foram vítimas de diversas violências principalmente física e sexual, envolvendo aquelas do sexo feminino, no ambiente domiciliar, praticada por familiar e pessoas conhecidas da vítima. Com os dados dos casos de violência, um estudo ecológico foi possível, tendo como unidade de análise espacial os bairros de Salvador, georreferenciados pelos endereços de residência das crianças vítimas de violência. A distribuição espacial da violência intrafamiliar no segmento infantil foi associada a variáveis determinantes das condições de vida. Dentre os aglomerados, os bairros Calabar, Alto das Pombas, Comércio, Centro Histórico, Liberdade e Uruguai apresentaram clusters espaciais de alto risco (alto – alto) para a violência infantil e na modelagem espacial, as variáveis: homens no domicílio e receber até ½ salário apresentaram um efeito de aumento na taxa de violência infantil. Identificadas as áreas de risco (bairros) para este tipo de violência determinou-se o campo qualitativo da pesquisa. Os bairros escolhidos foram: Alto das Pombas, Comércio e Calçada. Nos bairros do Comércio e Calçada, nas Praças das Mãos e dos Mares respectivamente foi realizada uma etnografia. As experiências cotidianas de famílias em situação de rua foram analisadas tendo em foco a violência estrutural e a vulnerabilidade social, por meio de categorias narrativas: o encontro com as famílias; a relação com as drogas; com o medo e com a proteção social. Oportunizou compreender e discutir os processos de ruptura, rualização, comportamentos e sentimentos mobilizados em situações cotidianas da vida na rua. No bairro Alto das Pombas por intermédio da Escola Municipal, as experiências de crianças (8 a 11 anos) sobre violência e família foram observadas por meio de desenhos, falas do “Jogo das Sentenças Incompletas” e observação participante em dinâmicas interativas. Ao reportarem sobre família evocaram atributos positivos e relataram ser uma família infeliz aquela onde a violência está presente. Quanto aos desenhos foi possível verificar diferentes tipos de famílias (nucleares, monoparentais femininas) e nos contextos infantis de violência intrafamiliar foram retratados nos desenhos: como a força do pai, autor da agressão e o sentimento de não pertença à família, excluindo-se do desenho. Nesta mesma localidade uma narrativa familiar foi analisada à luz da vulnerabilidade social de Kaztman (1999). Nos três níveis (macro, médio e micro) da estrutura de oportunidades pôde-se observar que o acesso ao Bolsa Família, escola, Estratégia de Saúde da Família, ONG, rede de vizinhos e a busca por emprego são elementos positivos para a redução da vulnerabilidade porém insuficientes para a mobilidade social e boa qualidade de vida. Reconhecidamente, a violência e a vulnerabilidade social produzem consequências sociais e rupturas no cotidiano e nas experiências destes sujeitos, cujos desdobramentos e implicações reverberam nas interações, nos cuidados entre os membros familiares, especialmente crianças, nas redes de proteção e por fim na sociabilidade. |
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Os resultados mostraram que as crianças foram vítimas de diversas violências principalmente física e sexual, envolvendo aquelas do sexo feminino, no ambiente domiciliar, praticada por familiar e pessoas conhecidas da vítima. Com os dados dos casos de violência, um estudo ecológico foi possível, tendo como unidade de análise espacial os bairros de Salvador, georreferenciados pelos endereços de residência das crianças vítimas de violência. A distribuição espacial da violência intrafamiliar no segmento infantil foi associada a variáveis determinantes das condições de vida. Dentre os aglomerados, os bairros Calabar, Alto das Pombas, Comércio, Centro Histórico, Liberdade e Uruguai apresentaram clusters espaciais de alto risco (alto – alto) para a violência infantil e na modelagem espacial, as variáveis: homens no domicílio e receber até ½ salário apresentaram um efeito de aumento na taxa de violência infantil. 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