Política de abastecimento e economia mercantil: celeiro público da Bahia (1785-1866)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Simões Filho, Afrânio Mário
Orientador(a): Mascarenhas, Maria José Rapassi
Banca de defesa: Ricupero, Rodrigo, Souza, Avanete Pereira, Araújo, Luiz Antônio Silva, Aras, Lina Maria Brandão de
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17604
Resumo: O Celeiro Público da Bahia, concebido pelo governo colonial para solucionar as crises constantes que abalavam o concorrido mercado de abastecimento da cidade de Salvador, foi instrumento para regular a ampla rede de distribuição de farinha de mandioca, elemento essencial ao funcionamento da empresa colonial. Instituído em 1785, apesar de inúmeras críticas, funcionou em um armazém do Arsenal da Marinha até 1870: depois de 1822, administrado pelo governo provincial, e, com poderes reduzidos, foi assumido pela Câmara Câmara Municipal, de 1856 em diante. Cobrava um vintém por cada alqueire de farinha, arroz, feijão e milho que entrava pelo mar, e, com o seu lucro líquido sustentava o lazareto. O exame da documentação relativa ao Celeiro Público da Bahia permite identificar as relações entre o mercado de farinha de mandioca da cidade de Salvador e os interesses da economia mercantil escravista. Designed by the colonial government as a solution to the constant crises that shook the competitive market to supply the city of Salvador, the Public Granary of Bahia was the regulatory instrument of an extensive distribution network of cassava flour, an essential element for the operation of the colonial enterprise. Established in 1785 despite widespread criticism, the granary functioned in a warehouse of the Navy Arsenal until 1870: after 1822, administrated by the provincial government and with reduced powers, it was assumed by the City Council from 1856 onwards. The Granary charged a penny for every bushel of flour, rice, beans and corn that entered by sea, and its net income supported the leper hospital. The exam of documentation relating to the Public Granary of Bahia allows to identify the relationship between the market of cassava flour in the city of Salvador and the interests of slavery mercantile economy.
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O exame da documentação relativa ao Celeiro Público da Bahia permite identificar as relações entre o mercado de farinha de mandioca da cidade de Salvador e os interesses da economia mercantil escravista. Designed by the colonial government as a solution to the constant crises that shook the competitive market to supply the city of Salvador, the Public Granary of Bahia was the regulatory instrument of an extensive distribution network of cassava flour, an essential element for the operation of the colonial enterprise. Established in 1785 despite widespread criticism, the granary functioned in a warehouse of the Navy Arsenal until 1870: after 1822, administrated by the provincial government and with reduced powers, it was assumed by the City Council from 1856 onwards. The Granary charged a penny for every bushel of flour, rice, beans and corn that entered by sea, and its net income supported the leper hospital. 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