Antibacterianos β-lactâmicos e vancomicina como agentes potenciadores do crescimento e virulência de candida spp.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Evangelista, Antônio José de Jesus
Orientador(a): Cordeiro, Rossana de Aguiar
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/36545
Resumo: A antibioticoterapia prolongada pode alterar a composição da microbiota das mucosas, aumentando o risco de surgimento de infecções oportunistas em pacientes imunocomprometidos. Ademais, o uso de antibacterianos de amplo espectro pode interferir na relação de Candida com bactérias da microbiota favorecendo o estabelecimento de coinfecções que, por vezes, estão associadas ao surgimento de biofilmes. Nesse contexto, investigou-se o efeito de antibacterianos β-lactâmicos e vancomicina sobre o crescimento planctônico e virulência de Candida spp., bem como a ação de cefepime e amoxicilina e extratos de biofilme de Escherichia coli ATCC 25922 tratados com cefepime ou amoxicilina sobre o biofilme produzido por C. albicans ATCC 10231. Para tanto, foram utilizados os antibacterianos β-lactâmicos cefepime, imipenem, meropenem e amoxicilina e o glicopeptídeo vancomicina. Os antibacterianos foram testados nas concentrações correspondentes ao pico plasmático e duas vezes o pico plasmático de cada um, para o crescimento planctônico e, na concentração de pico plasmático para os testes com biofilme. Inicialmente, investigou-se o efeito dos antibacterianos sobre o crescimento planctônico de C. albicans ATCC 10231, C. parapsilosis ATCC 22019, C. krusei ATCC 6258 e C. tropicalis CEMM 03-6-070 por meio de contagem de Unidades Formadoras de Colônia por mL (UFC/mL) e citometria de fluxo. Além disso, foi analisado o efeito dos antibacterianos sobre a produção de fatores de virulência in vitro (atividade proteolítica e fosfolipídica) bem como sobre a virulência in vivo das estirpes de Candida spp. usando Caenorhabditis elegans como modelo. Por fim, investigou-se o efeito de cefepime e amoxicilina e de extratos de biofilme de E. coli ATCC 25922 tratados com os antibacterianos citados sobre o biofilme de C. albicans ATCC 10231 formado em placas de poliestireno. Foram analisadas a produção de biomassa dos biofilmes (coloração por cristal violeta), atividade metabólica (redução do XTT), contagem de células viáveis (UFC/mL), ultraestrutura dos biofilmes (microscopia eletrônica de varredura), determinação do biovolume e espessura (microscopia confocal), atividade proteolítica das células sésseis (azoalbumina como substrato), quantificação de carboidratos e proteínas (coloração com calcoflúor-white, vermelho do Congo, safranina e SYPRO® Ruby), composição da matriz (espectrometria de massas) e tolerância a antifúngicos (anfotericina B, fluconazol, itraconazol, voriconazol e caspofungina). Os resultados revelaram que os antibacterianos β-lactâmicos e vancomicina estimulam o crescimento planctônico e a atividade proteolítica, sem modificar a atividade fosfolipídica de Candida spp. Além disso, a vancomicina diante C. parapsilosis e amoxicilina face à C. tropicalis alteram o volume celular. Ademais, amoxicilina potencializa a virulência in vivo de C. krusei e C. tropicalis frente à C. elegans. Adicionalmente, amoxicilina e cefepime intensificam a produção de biofilme por C. albicans estimulando a produção de biomassa, atividade metabólica, contagem de células viáveis, biovolume, espessura, atividade proteolítica e quantificação de carboidratos dos biofilmes produzidos. Ainda, amoxicilina altera a composição da matriz do biofilme induzindo a síntese de Hsp70, em comparação ao controle. Porém, os extratos de biofilme de E. coli tratados com cefepime ou amoxicilina não interferem na produção de biofilme de C. albicans, quando comparado com os antibacterianos testados isoladamente. Por fim, a adição de amoxicilina torna o biofilme de C. albicans mais tolerante à caspofungina. Portanto, conclui-se que antibacterianos β-lactâmicos e vancomicina estimulam o crescimento planctônico e virulência de Candida spp. Além disso, cefepime e amoxicilina potencializam a produção de biofilme por C. albicans, além de a amoxicilina proporcionar aumento da tolerância do biofilme de C. albicans à caspofungina. Dessa maneira, essas descobertas podem ter impacto direto na fisiopatologia das infecções fúngicas invasivas em pacientes em risco.
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