Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Favarello, Larissa Molina [UNIFESP]
Orientador(a): Melo, Analy Salles De Azevedo [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002s8w0
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7892271
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59289
Resumo: Objetivo: Avaliar isolados de Candida tropicalis provenientes de infecção de corrente sanguínea, oriundas de centros médicos brasileiros incluídos em estudos de vigilância (2007-2018), quanto ao perfil de suscetibilidade a azólicos e caracterizar o potencial de virulência em modelo “in vivo” com o nematódeo Caenorhabditis elegans. Material e Métodos: Foram selecionados isolados clínicos armazenados no Banco de Micro-organismos do LEMI previamente identificados por métodos fenotípicos como Candida tropicalis. Os isolados foram descongelados e semeados nos meios ágar Sabouraud dextrose e em CHROMagar® Candida, para reativação e avaliação da pureza; A confirmação de espécie foi realizada através do método Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization - Time of Flight Mass (MALDI-TOF MS, Bruker®)utilizando protocolo de extração proteica com ácido fórmico a 25%; A suscetibilidade in vitro foi realizada com os antifúngicos: anfotericina B, fluconazol, voriconazol e anidulafungina através do método de microdiluição em caldo preconizado pelo Clinical & Laboratory Standards Institute (CLSI) utilizando o documento M27ED4. Concomitantemente, foi observada a prevalência de trailing com fenótipo low-high para os antifúngicos azólicos; A virulência foi avaliada utilizando a curva de sobrevida em exemplares de C. elegans infectados com cepas referência de C. tropicalis, C. albicans, C. auris e isolados clínicos de C. tropicalis de acordo com perfis de resistência aos azólicos. Resultados: Foram recuperados 200 isolados sequenciais de pacientes hospitalizados com hemoculturas positivas, os quais foram previamente identificados por métodos fenotípicos como C. tropicalis ao longo do período de 2007 a 2018; Foi realizado o sequenciamento de 21 isolados clínicos (10,5%) e da cepa referência C. tropicalis ATCC 750 para ampliação do banco proteico in-house; Os outros 179 isolados de C. tropicalis (89,5%) foram devidamente identificados utilizando o banco in house (MALDI-TOF MS); Quanto ao perfil de suscetibilidade, todos os isolados foram suscetíveis a anfotericina B, um isolado foi resistente a anidulafungina e foi constatado que 3,5% dos isolados presentes neste estudo eram não-suscetíveis aos azólicos; Para facilitar a análise, dividimos os isolados em dois períodos: P1 (2007-2012) e P2 (2013-2018). Em P1 (2007-2012) a taxa de resistência foi de 1,9% para fluconazol e 0% para voriconazol, sendo encontrado para P2 (2013-2018) taxa de resistência de 3,2% para fluconazol e 1% para voriconazol, não sendo observada diferença estatística (p=0.42); No ensaio de virulência em C. elegans, observou-se no segundo dia após a infecção que a sobrevida foi de 90% para C. auris, 50% para C. albicans, para C. tropicalis observou-se 20% de sobrevida com a cepa referência e 0% com o isolado clínico resistente (1534/17). Conclusões: (i) Foi possível identificar com acurácia pelo método proteico MALDI-TOF MS os isolados de C. tropicalis, depois de enriquecer o banco in-house; (ii) Foram encontrados 5 isolados de C. tropicalis com perfil de resistência aos antifúngicos azólicos; (iii) Comparando os períodos P1 e P2, observou-se tendência de aumento da taxa de resistência aos azólicos, porém não houve diferença estatística; (iv) Foi encontrado um isolado de C. tropicalis resistente a anidulafungina; (v) As curvas de sobrevida com C. elegans sugeriram que C. tropicalis, independente do perfil de suscetibilidade, foi mais virulenta que C. auris (P < 0.05).
id UFSP_506b928b41591a65d9e54c4eb65e7f27
oai_identifier_str oai:repositorio.unifesp.br:11600/59289
network_acronym_str UFSP
network_name_str Repositório Institucional da UNIFESP
repository_id_str
spelling Mestradohttp://lattes.cnpq.br/8922840487452492Favarello, Larissa Molina [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0360899625657312Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Melo, Analy Salles De Azevedo [UNIFESP]2021-01-19T16:32:05Z2021-01-19T16:32:05Z2019-12-18Objetivo: Avaliar isolados de Candida tropicalis provenientes de infecção de corrente sanguínea, oriundas de centros médicos brasileiros incluídos em estudos de vigilância (2007-2018), quanto ao perfil de suscetibilidade a azólicos e caracterizar o potencial de virulência em modelo “in vivo” com o nematódeo Caenorhabditis elegans. Material e Métodos: Foram selecionados isolados clínicos armazenados no Banco de Micro-organismos do LEMI previamente identificados por métodos fenotípicos como Candida tropicalis. Os isolados foram descongelados e semeados nos meios ágar Sabouraud dextrose e em CHROMagar® Candida, para reativação e avaliação da pureza; A confirmação de espécie foi realizada através do método Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization - Time of Flight Mass (MALDI-TOF MS, Bruker®)utilizando protocolo de extração proteica com ácido fórmico a 25%; A suscetibilidade in vitro foi realizada com os antifúngicos: anfotericina B, fluconazol, voriconazol e anidulafungina através do método de microdiluição em caldo preconizado pelo Clinical & Laboratory Standards Institute (CLSI) utilizando o documento M27ED4. Concomitantemente, foi observada a prevalência de trailing com fenótipo low-high para os antifúngicos azólicos; A virulência foi avaliada utilizando a curva de sobrevida em exemplares de C. elegans infectados com cepas referência de C. tropicalis, C. albicans, C. auris e isolados clínicos de C. tropicalis de acordo com perfis de resistência aos azólicos. Resultados: Foram recuperados 200 isolados sequenciais de pacientes hospitalizados com hemoculturas positivas, os quais foram previamente identificados por métodos fenotípicos como C. tropicalis ao longo do período de 2007 a 2018; Foi realizado o sequenciamento de 21 isolados clínicos (10,5%) e da cepa referência C. tropicalis ATCC 750 para ampliação do banco proteico in-house; Os outros 179 isolados de C. tropicalis (89,5%) foram devidamente identificados utilizando o banco in house (MALDI-TOF MS); Quanto ao perfil de suscetibilidade, todos os isolados foram suscetíveis a anfotericina B, um isolado foi resistente a anidulafungina e foi constatado que 3,5% dos isolados presentes neste estudo eram não-suscetíveis aos azólicos; Para facilitar a análise, dividimos os isolados em dois períodos: P1 (2007-2012) e P2 (2013-2018). Em P1 (2007-2012) a taxa de resistência foi de 1,9% para fluconazol e 0% para voriconazol, sendo encontrado para P2 (2013-2018) taxa de resistência de 3,2% para fluconazol e 1% para voriconazol, não sendo observada diferença estatística (p=0.42); No ensaio de virulência em C. elegans, observou-se no segundo dia após a infecção que a sobrevida foi de 90% para C. auris, 50% para C. albicans, para C. tropicalis observou-se 20% de sobrevida com a cepa referência e 0% com o isolado clínico resistente (1534/17). Conclusões: (i) Foi possível identificar com acurácia pelo método proteico MALDI-TOF MS os isolados de C. tropicalis, depois de enriquecer o banco in-house; (ii) Foram encontrados 5 isolados de C. tropicalis com perfil de resistência aos antifúngicos azólicos; (iii) Comparando os períodos P1 e P2, observou-se tendência de aumento da taxa de resistência aos azólicos, porém não houve diferença estatística; (iv) Foi encontrado um isolado de C. tropicalis resistente a anidulafungina; (v) As curvas de sobrevida com C. elegans sugeriram que C. tropicalis, independente do perfil de suscetibilidade, foi mais virulenta que C. auris (P < 0.05).Objective: To evaluate isolates of Candida tropicalis from bloodstream infections from Brazilian medical centers included in surveillance studies (2007-2018) to evaluate susceptibility to azoles and to characterize potential virulence in vivo model with the nematode Caenorhabditis elegans. Material and Methods: Clinical isolates stored in the LEMI Microorganism Bank previously identified by phenotypic methods such as Candida tropicalis were selected. The isolates were thawed and seeded on Sabouraud dextrose agar and CHROMagar® Candida media for reactivation and purity evaluation; Species were confirmed by the Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization - Time of Flight Mass (MALDI-TOF MS, Bruker®) method using 25% formic acid in a protein extraction protocol; In vitro susceptibility was performed with the antifungals: amphotericin B, fluconazole, voriconazole and anidulafungin using the broth microdilution method recommended by the Clinical & Laboratory Standards Institute (CLSI), document M27ED4. Concomitantly, the prevalence of trailing with low-high phenotype was observed for azole antifungals; virulence was evaluated using the survival curve in C. elegans specimens infected with C. tropicalis, C. albicans, C. auris reference strains and clinical isolates of C. tropicalis according to azole resistance profiles. Results: 200 sequential isolates were recovered from hospitalized patients with positive blood cultures, which were previously identified by phenotypic methods as C. tropicalis over the period of 2007 to 2018. The sequencing of 21 clinical isolates (10.5%) and the reference strain C. tropicalis ATCC 750 was performed to improve the in-house protein database. The other 179 C. tropicalis isolates (89.5%) were properly identified using the in-house database (MALDI-TOF MS). Regarding the susceptibility profile, all isolates were susceptible to amphotericin B, one isolate was resistant to anidulafungin. It was found that 3.5% of the isolates were non-susceptible to azoles. To facilitate the analysis, we divided the isolates into two periods: P1 (2007-2012) and P2 (2013-2018). In P1 (2007-2012) the resistance rate was 1.9% for fluconazole and 0% for voriconazole, being found for P2 (2013-2018) resistance rate of 3.2% for fluconazole and 1% for voriconazole, no statistical difference was observed (p = 0.42). The virulence assay with C. elegans was observed on the second day after infection, the survival rate for C. auris was 90%; 50% for C. albicans; and 0%\20% for the clinical isolate (1534/17) and reference strains (ATCC 750) of C. tropicalis respectively. Conclusions: (i) It was possible to accurately identify by the MALDI-TOF MS method the isolates of C. tropicalis, after enriching the in house database; (ii) Five isolates of C. tropicalis with resistance profile to azole antifungals were found; (iii) Comparing the periods P1 and P2, there was an increase tendency in the rate of azoles resistance, but there was no statistical difference; (iv) One anidulafungin resistant C. tropicalis isolate was found; (v) Survival curves with C. elegans suggested that C. tropicalis, regardless of susceptibility profile, was more virulent than C. auris (P <0.05).Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2019)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2017/02203-7111 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7892271FAVARELLO, Larissa Molina. Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea. 2019. 111f. Dissertação (Mestrado em Medicina translacional) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2019.Larissa Molina Favarello-A.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59289ark:/48912/001300002s8w0porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCandida TropicalisMALDI-TOF MSResistência A AzólicosCaenorhabditis ElegansVirulênciaCandida TropicalisMALDI-TOF MSAzole ResistanceCaenorhabditis ElegansVirulenceAvaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguíneaEvaluation of resistance to antifungals and virulence in Candida tropicalis isolates from bloodstream infectionsinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de MedicinaMedicina TranslacionalIdentificação E Monitoração De Processos PatológicosIdentificação Molecular De Espécies De LevedurasORIGINALLarissa Molina Favarello-A.pdfapplication/pdf2044139https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ebce8301-529f-43b0-a3fc-71acc4766d92/downloade0e75bd2d003b44f525e88f72717ef51MD51TEXTLarissa Molina Favarello-A.pdf.txtLarissa Molina Favarello-A.pdf.txtExtracted texttext/plain115918https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/0c2eb4d4-0666-45f6-a943-a6198932500d/download8d3a3288de89b463d19b0d2cb5cc8c40MD52THUMBNAILLarissa Molina Favarello-A.pdf.jpgLarissa Molina Favarello-A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2595https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/278700e7-772d-4a28-9d81-2df987c0ed4d/download5e4f61e1a673718326bf84edc554e7cbMD5311600/592892024-08-14 10:10:19.545oai:repositorio.unifesp.br:11600/59289https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-14T10:10:19Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Evaluation of resistance to antifungals and virulence in Candida tropicalis isolates from bloodstream infections
title Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
spellingShingle Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
Favarello, Larissa Molina [UNIFESP]
Candida Tropicalis
MALDI-TOF MS
Resistência A Azólicos
Caenorhabditis Elegans
Virulência
Candida Tropicalis
MALDI-TOF MS
Azole Resistance
Caenorhabditis Elegans
Virulence
title_short Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
title_full Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
title_fullStr Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
title_full_unstemmed Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
title_sort Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea
author Favarello, Larissa Molina [UNIFESP]
author_facet Favarello, Larissa Molina [UNIFESP]
author_role author
dc.contributor.advisorLattes.none.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8922840487452492
dc.contributor.authorLattes.none.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0360899625657312
dc.contributor.institution.pt_BR.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.contributor.author.fl_str_mv Favarello, Larissa Molina [UNIFESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Melo, Analy Salles De Azevedo [UNIFESP]
contributor_str_mv Melo, Analy Salles De Azevedo [UNIFESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Candida Tropicalis
MALDI-TOF MS
Resistência A Azólicos
Caenorhabditis Elegans
Virulência
topic Candida Tropicalis
MALDI-TOF MS
Resistência A Azólicos
Caenorhabditis Elegans
Virulência
Candida Tropicalis
MALDI-TOF MS
Azole Resistance
Caenorhabditis Elegans
Virulence
dc.subject.eng.fl_str_mv Candida Tropicalis
MALDI-TOF MS
Azole Resistance
Caenorhabditis Elegans
Virulence
description Objetivo: Avaliar isolados de Candida tropicalis provenientes de infecção de corrente sanguínea, oriundas de centros médicos brasileiros incluídos em estudos de vigilância (2007-2018), quanto ao perfil de suscetibilidade a azólicos e caracterizar o potencial de virulência em modelo “in vivo” com o nematódeo Caenorhabditis elegans. Material e Métodos: Foram selecionados isolados clínicos armazenados no Banco de Micro-organismos do LEMI previamente identificados por métodos fenotípicos como Candida tropicalis. Os isolados foram descongelados e semeados nos meios ágar Sabouraud dextrose e em CHROMagar® Candida, para reativação e avaliação da pureza; A confirmação de espécie foi realizada através do método Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization - Time of Flight Mass (MALDI-TOF MS, Bruker®)utilizando protocolo de extração proteica com ácido fórmico a 25%; A suscetibilidade in vitro foi realizada com os antifúngicos: anfotericina B, fluconazol, voriconazol e anidulafungina através do método de microdiluição em caldo preconizado pelo Clinical & Laboratory Standards Institute (CLSI) utilizando o documento M27ED4. Concomitantemente, foi observada a prevalência de trailing com fenótipo low-high para os antifúngicos azólicos; A virulência foi avaliada utilizando a curva de sobrevida em exemplares de C. elegans infectados com cepas referência de C. tropicalis, C. albicans, C. auris e isolados clínicos de C. tropicalis de acordo com perfis de resistência aos azólicos. Resultados: Foram recuperados 200 isolados sequenciais de pacientes hospitalizados com hemoculturas positivas, os quais foram previamente identificados por métodos fenotípicos como C. tropicalis ao longo do período de 2007 a 2018; Foi realizado o sequenciamento de 21 isolados clínicos (10,5%) e da cepa referência C. tropicalis ATCC 750 para ampliação do banco proteico in-house; Os outros 179 isolados de C. tropicalis (89,5%) foram devidamente identificados utilizando o banco in house (MALDI-TOF MS); Quanto ao perfil de suscetibilidade, todos os isolados foram suscetíveis a anfotericina B, um isolado foi resistente a anidulafungina e foi constatado que 3,5% dos isolados presentes neste estudo eram não-suscetíveis aos azólicos; Para facilitar a análise, dividimos os isolados em dois períodos: P1 (2007-2012) e P2 (2013-2018). Em P1 (2007-2012) a taxa de resistência foi de 1,9% para fluconazol e 0% para voriconazol, sendo encontrado para P2 (2013-2018) taxa de resistência de 3,2% para fluconazol e 1% para voriconazol, não sendo observada diferença estatística (p=0.42); No ensaio de virulência em C. elegans, observou-se no segundo dia após a infecção que a sobrevida foi de 90% para C. auris, 50% para C. albicans, para C. tropicalis observou-se 20% de sobrevida com a cepa referência e 0% com o isolado clínico resistente (1534/17). Conclusões: (i) Foi possível identificar com acurácia pelo método proteico MALDI-TOF MS os isolados de C. tropicalis, depois de enriquecer o banco in-house; (ii) Foram encontrados 5 isolados de C. tropicalis com perfil de resistência aos antifúngicos azólicos; (iii) Comparando os períodos P1 e P2, observou-se tendência de aumento da taxa de resistência aos azólicos, porém não houve diferença estatística; (iv) Foi encontrado um isolado de C. tropicalis resistente a anidulafungina; (v) As curvas de sobrevida com C. elegans sugeriram que C. tropicalis, independente do perfil de suscetibilidade, foi mais virulenta que C. auris (P < 0.05).
publishDate 2019
dc.date.issued.fl_str_mv 2019-12-18
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2021-01-19T16:32:05Z
dc.date.available.fl_str_mv 2021-01-19T16:32:05Z
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.pt_BR.fl_str_mv https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7892271
dc.identifier.citation.fl_str_mv FAVARELLO, Larissa Molina. Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea. 2019. 111f. Dissertação (Mestrado em Medicina translacional) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2019.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59289
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/48912/001300002s8w0
dc.identifier.file.none.fl_str_mv Larissa Molina Favarello-A.pdf
url https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7892271
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59289
identifier_str_mv FAVARELLO, Larissa Molina. Avaliação de resistência aos antifúngicos e virulência em isolados de Candida tropicalis provenientes de infecções de corrente sanguínea. 2019. 111f. Dissertação (Mestrado em Medicina translacional) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2019.
Larissa Molina Favarello-A.pdf
ark:/48912/001300002s8w0
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 111 f.
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNIFESP
instname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron:UNIFESP
instname_str Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron_str UNIFESP
institution UNIFESP
reponame_str Repositório Institucional da UNIFESP
collection Repositório Institucional da UNIFESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ebce8301-529f-43b0-a3fc-71acc4766d92/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/0c2eb4d4-0666-45f6-a943-a6198932500d/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/278700e7-772d-4a28-9d81-2df987c0ed4d/download
bitstream.checksum.fl_str_mv e0e75bd2d003b44f525e88f72717ef51
8d3a3288de89b463d19b0d2cb5cc8c40
5e4f61e1a673718326bf84edc554e7cb
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.csp@unifesp.br
_version_ 1866180583621656576