O Uso de Literatura de Base Africana e Afrodescendente junto a Crianças de Escolas Públicas de Fortaleza: Construindo Novos Caminhos para Repensar o Ser Negro.
| Ano de defesa: | 2009 |
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Resumo: | Esta pesquisa teve como recurso metodológico a intervenção ante/ pós facto em uma escola pública de Fortaleza, Ceará. Fazendo uso de literatura africana e afrodescendente, busquei verificar até que ponto esse referencial literário, enquanto recurso pedagógico, contribuiria para que um grupo de crianças produzisse novos conceitos sobre o ser negro. Estudo que tem como intenção contribuir com a Lei no. 11.645/08, que instituiu o Ensino da História e Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena na educação básica. Aliando pesquisa e intervenção, fiz desse momento espaço de contribuição para o processo de formação de professores/as, permitindo assim a fomentação de metodologias que propiciem a inclusão no currículo escolar desse referencial cultural de base africana. Na primeira etapa da pesquisa (fase ante facto), fiz uma observação participante, a partir da qual foi possível diagnosticar as visões e práticas que estudantes e docentes manifestavam em relação à questão racial, momento em que percebi, primeiro, o silenciamento por parte da escola em torno dos conflitos étnico-raciais, levando crianças vítimas de preconceito racial a promoverem agressões físicas e verbais na tentativa de solucionar tais conflitos. Por outro lado, os/as docentes reconhecem que têm dificuldades para diferenciar manifestações racistas de simples brincadeiras infantis e tão pouco sabem lidar com os embates étnico-raciais presentes no cotidiano escolar. Na fase facto, as professoras foram convidadas a aproximarem-se da literatura africana e afrodescendente na expectativa de que, coletivamente, professoras e pesquisadora, elaborassem metodologias capazes de promover a inserção desse referencial literário em sala de aula. Uma vez em contato com essa literatura, as professoras perceberam muitas fragilidades conceituais em sua formação, o que as levou a resistirem em participar dos momentos de intervenção junto às crianças, temendo passar informações preconceituosas e erradas sobre os povos africanos e seus descendentes. Por outro lado, os/as alunos/as também evidenciaram grande desconhecimento sobre a temática, mas mostraram-se interessados/as em aproximar-se desses conteúdos, sempre buscando questionar aquilo que não entendiam e participar das atividades propostas. Por fim, foi possível verificar que o uso de literatura africana e afrodescendente contribuiu para que alunos e professoras produzissem novos conceitos – resignificados positivamente – sobre o ser negro. |
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