Estudo da imunoexpressão de proteínas relacionadas ao ponto de checagem mitótico (CDC20 e MAD2) e ao fuso mitótico (Aurora A e Aurora B) em pacientes portadores de síndrome mielodisplásica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Genga, Kelly Roveran
Orientador(a): Pinheiro , Ronald Feitosa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10358
Resumo: Síndrome mielodisplásica (SMD) representa um grupo de doenças hematopoéticas heterogêneas, que se caracterizam por alterações morfológicas de dispoese, medula óssea hiperproliferativa, citopenias no sangue periférico e risco aumentado de evolução para leucemia mieloide aguda. A patogênese da SMD envolve múltiplas etapas, com destaque para alterações citogenéticas, porém ainda não está claramente definido como a doença progride. Nesse contexto, o estudo da imunoexpressão de proteínas relacionadas ao ponto de checagem mitótico (CDC20 e MAD2) e ao fuso mitótico (AURORA A e AURORA B) mostra-se promissor. Essas proteínas foram associadas à instabilidade cromossômica, aneuploidia e progressão tumoral em tumores sólidos e neoplasias hematológicas, contribuindo para o surgimento de anormalidades citogenéticas. Na literatura, existem poucos artigos publicados avaliando o impacto da expressão dessas proteínas na evolução de pacientes com SMD. O presente estudo, de caráter retrospectivo, teve como objetivo avaliar a imunoexpressão de CDC20, MAD2, AURORA A e AURORA B em pacientes com SMD e investigar sua relação com variáveis clínicas e laboratoriais. O estudo da expressão proteica foi realizado por imunoistoquímica (microscopia óptica), em 40 biópsias de medula óssea de pacientes portadores de SMD e 10 controles (biópsias de medula óssea para estadiamento de linfoma sem infiltração pela doença). A expressão proteica foi interpretada de forma qualitativa (expressão positiva versus negativa) e quantitativa (% de células positivas após análise de 10 campos em aumento de 400x, assim como pela categorização das amostras positivas em grupos de expressão leve - < 10%, moderada – 10 a 49% e alta - ≥ 50%). Identificou-se, de forma significativa, maior expressão das proteínas CDC20, MAD2 e AURORA B nos pacientes portadores de SMD, quando comparados com os controles (p < 0,05). A análise qualitativa mostrou os seguintes resultados (p < 0,05): 1) maior frequência de expressão negativa de MAD2 em pacientes com duas a três citopenias; 2) maior frequência de expressão negativa de CDC20 em pacientes com plaquetopenias mais graves (<50.000/mm3); 3) maior frequência de expressão positiva de AURORA B entre os pacientes que evoluíram para óbito; 4) menor sobrevida global entre os pacientes com expressão positiva de AURORA B; 5) maior frequência de expressão positiva de AURORA A entre os pacientes com dependência transfusional, citogenética aneuploide, cariótipo complexo e/ou anormal. A análise quantitativa (média ± DP, em %) mostrou os seguintes resultados (p < 0,05): 1) maior expressão de MAD2 e CDC20 em pacientes com plaquetopenias mais graves (<50.000/mm3); 2) maior expressão de MAD2 e CDC20 entre os pacientes que evoluíram para óbito; 3) maior expressão de CDC20 entre os pacientes com três displasias e cariótipo complexo; 4) maior expressão de AURORA B nos pacientes com citogenética alterada. A análise quantitativa por grupos revelou (p < 0,05): 1) maior frequência de alta expressão de CDC20 e MAD2 em pacientes com contagens plaquetárias < 50.000/mm3 e entre os pacientes que evoluíram para óbito durante o período do estudo; 2) menor sobrevida global no grupo de pacientes com expressão ≥ 50% de MAD2 e CDC20 e ≥ 10% de AURORA B. em comparação aos pacientes com expressão negativa e/ou expressão positiva < 50% e < 10%, respectivamente. Tais dados sugerem que expressões alteradas dessas proteínas (hipo ou hiperexpresssão) podem estar relacionadas ao processo de tumorigênese e à progressão da SMD, contribuindo, desse modo, para melhor estratificação de risco e abordagem terapêutica.
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Essas proteínas foram associadas à instabilidade cromossômica, aneuploidia e progressão tumoral em tumores sólidos e neoplasias hematológicas, contribuindo para o surgimento de anormalidades citogenéticas. Na literatura, existem poucos artigos publicados avaliando o impacto da expressão dessas proteínas na evolução de pacientes com SMD. O presente estudo, de caráter retrospectivo, teve como objetivo avaliar a imunoexpressão de CDC20, MAD2, AURORA A e AURORA B em pacientes com SMD e investigar sua relação com variáveis clínicas e laboratoriais. O estudo da expressão proteica foi realizado por imunoistoquímica (microscopia óptica), em 40 biópsias de medula óssea de pacientes portadores de SMD e 10 controles (biópsias de medula óssea para estadiamento de linfoma sem infiltração pela doença). 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