Quando a escrita desvaria: o fazer liberdade da escrita leminskiana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Silva, Keyla Freires da
Orientador(a): Kunz, Martine Suzanne
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/52222
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar o fazer literário na escrita de Paulo Leminski como temática recorrente tanto na poesia quanto na prosa. Para isso, pretendemos caracterizar a escrita literária do autor partindo do princípio de que aquilo que o poeta chama de liberdade de sua linguagem constitui a base de sua concepção de criação poética, além de ser o elemento que move todo o seu fazer artístico em vários aspectos. Sendo assim, torna-se primordial para nossa leitura da obra leminskiana considerar questões como a função da literatura atrelada à noção de “inutensílio”, além de demonstrar como os traços da escrita leminskiana contribuem para essa concepção de literatura. Nesse viés, estruturamos nosso estudo da seguinte maneira: primeiro, traçaremos o percurso biobibliográfico do autor; depois, teceremos um breve panorama a respeito das questões teóricas a partir das ideias críticas do próprio Leminski sobre a literatura, como sua função e o belo na linguagem poética, culminando na noção leminskiana de arte como “inutensílio”, e síntese da linguagem como beleza e inovação poética. No capítulo seguinte, analisaremos os aspectos que compõem a escrita poética de Leminski, tais como, o fazer literário, a linguagem poética, a relação som e silêncio na poesia e a síntese poética do haicai; Finalmente, analisaremos a escrita-laboratório de Catatau (1975), bem como o fazer literário no romance-ideia, atentando para os traços peculiares da escrita de tal obra. Ao longo de todo o trabalho, relacionaremos nossas inquietações a respeito da escrita leminskiana às ideias de teóricos e filósofos como Maurice Blanchot, Gilles Deleuze, Jacques Derrida, dentre outros.
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Sendo assim, torna-se primordial para nossa leitura da obra leminskiana considerar questões como a função da literatura atrelada à noção de “inutensílio”, além de demonstrar como os traços da escrita leminskiana contribuem para essa concepção de literatura. Nesse viés, estruturamos nosso estudo da seguinte maneira: primeiro, traçaremos o percurso biobibliográfico do autor; depois, teceremos um breve panorama a respeito das questões teóricas a partir das ideias críticas do próprio Leminski sobre a literatura, como sua função e o belo na linguagem poética, culminando na noção leminskiana de arte como “inutensílio”, e síntese da linguagem como beleza e inovação poética. No capítulo seguinte, analisaremos os aspectos que compõem a escrita poética de Leminski, tais como, o fazer literário, a linguagem poética, a relação som e silêncio na poesia e a síntese poética do haicai; Finalmente, analisaremos a escrita-laboratório de Catatau (1975), bem como o fazer literário no romance-ideia, atentando para os traços peculiares da escrita de tal obra. Ao longo de todo o trabalho, relacionaremos nossas inquietações a respeito da escrita leminskiana às ideias de teóricos e filósofos como Maurice Blanchot, Gilles Deleuze, Jacques Derrida, dentre outros.Ce travail vise à analyser le faire littéraire dans l'écriture de Paulo Leminski comme un thème récurrent à la fois en poésie et en prose. À cette fin, nous allons caractériser l'écriture littéraire de l'auteur à partir de ce que le poète appelle « la liberté de son langage, principe de base non seulement de sa création poétique, mais de l'ensemble de son oeuvre artistique sous plusieurs aspects. De cette façon, il est essentiel pour notre lecture de l'ouvrage leminskien de considérer des questions fondamentales telles que la fonction de la littérature liée à la notion «d'inutilité», en plus de démontrer comment les caractéristiques de l'écriture léminskienne contribuent à cette conception de la littérature. Dans cette perspective, nous avons structuré notre étude de la façon suivante: dans un premier moment, dans un premier moment, nous tracerons le parcours bio-bibliographique de l'auteur, nous dresserons ensuite un bref panorama de questions théoriques en partant des idées critiques de Leminsķi lui-même, concernant la littérature - sa fonction et le beau dans le langage poétique, la notion léminskienne de l'art comme "inutensílio" "in-utile" et la synthèse du langage comme beauté et innovation poétique. Dans le chapitre suivant, nous analyserons les aspects qui composent l'écriture poétique de Leminski, tels que l’acte de l’écriture littéraire, le langage poétique, la relation entre le son et le silence dans la poésie et la synthèse poétique du haïku; enfin, nous analyserons le laboratoire d'écriture de Catatau (1975), ainsi que le travail littéraire dans le roman-idée, en prêtant attention aux traits particuliers de l’écriture de cette oeuvre. Tout au long de ce travail, nos questions et nos inquiétudes concernant l'écriture léminskienne dialogueront avec les idées des théoriciens et des philosophes comme Maurice Blanchot, Gilles Deleuze et Jacques Derrida et d’autres à propos de l’écriture littéraire.porreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL2020_tese_kfsilva.pdf2020_tese_kfsilva.pdfapplication/pdf10737193http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/52222/1/2020_tese_kfsilva.pdf6df13633dfbb65d4a87a341d63ab2ee7MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/52222/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52riufc/522222020-06-09 08:32:27.667oai:repositorio.ufc.br:riufc/52222Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2020-06-09T11:32:27Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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