O espaço a serviço do tempo: a estrada de ferro de Baturité e a invenção do Ceará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Reis, Ana Isabel Ribeiro Parente Cortez
Orientador(a): Rios, Kênia Sousa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/25274
Resumo: A edificação da Estrada de Ferro de Baturité provocou a alteração das paisagens em seu entorno, o que contribuiu para a construção de outro Ceará, no final do século XIX e início do XX. Essa construção fazia parte do projeto de integração nacional do país, através da formação de um Estado Territorial, que articulou a centralização administrativa do território, tendo as vias de comunicação como caminho para as tarefas políticas do Estado, e contribuiu para a invenção da própria nação brasileira. De outro lado, a Estrada de Ferro de Baturité foi apresentada como parte de um processo mais amplo de expansão do capitalismo, como instrumento para inversão e expansão do capital estrangeiro. Nesse sentido, a ferrovia foi considerada uma das portas de entrada do capitalismo no Ceará. Essa compreensão norteou este estudo sobre a progressiva alteração das paisagens em seu entorno, processo que significou o aparelhamento do espaço cearense em função do tempo moderno e ideia de progresso nos moldes europeu ocidentais. Desse modo, as alterações da paisagem – percebidas nos desmatamentos, destocamentos, produção de dormentes, presença massiva de trabalhadores com suas famílias ao longo dos trilhos, sistematizações de novos horários de trabalho, na pauperização dos operários e na disseminação de doenças nos abarracamentos da EFB – significaram neste estudo um estabelecimento de relações com o ambiente, profundamente influenciado pela introdução de relações e concepções capitalistas de mundo.
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Essa construção fazia parte do projeto de integração nacional do país, através da formação de um Estado Territorial, que articulou a centralização administrativa do território, tendo as vias de comunicação como caminho para as tarefas políticas do Estado, e contribuiu para a invenção da própria nação brasileira. De outro lado, a Estrada de Ferro de Baturité foi apresentada como parte de um processo mais amplo de expansão do capitalismo, como instrumento para inversão e expansão do capital estrangeiro. Nesse sentido, a ferrovia foi considerada uma das portas de entrada do capitalismo no Ceará. Essa compreensão norteou este estudo sobre a progressiva alteração das paisagens em seu entorno, processo que significou o aparelhamento do espaço cearense em função do tempo moderno e ideia de progresso nos moldes europeu ocidentais. Desse modo, as alterações da paisagem – percebidas nos desmatamentos, destocamentos, produção de dormentes, presença massiva de trabalhadores com suas famílias ao longo dos trilhos, sistematizações de novos horários de trabalho, na pauperização dos operários e na disseminação de doenças nos abarracamentos da EFB – significaram neste estudo um estabelecimento de relações com o ambiente, profundamente influenciado pela introdução de relações e concepções capitalistas de mundo.porreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL2015_tese_airpcreis.pdf2015_tese_airpcreis.pdfapplication/pdf5757890http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/25274/1/2015_tese_airpcreis.pdfc534c98347ac1610bf118097c0d950b9MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/25274/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52riufc/252742019-05-09 12:21:22.061oai:repositorio.ufc.br:riufc/25274Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2019-05-09T15:21:22Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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