Resistência bordada: as arpilleras das mulheres atingidas por barragens.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: SILVA, Jéssica Modinne de Souza e. lattes
Orientador(a): LEMOS, Flávia Cristina Silveira. lattes, GALINDO, Dolores Cristina Gomes. lattes
Banca de defesa: REIS JÚNIOR, Leandro Passarinho. lattes, BORGES, Claudia Andréa Mayorga. lattes, CASTELAR, Marilda. lattes, BICALHO, Pedro Paulo Gastalho de. lattes, FERLA, Alcindo Antônio. lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
Departamento: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42295
Resumo: Falar sobre as mulheres que não residem em áreas urbanas parece se equiparar a um pedido de silêncio em alguns espaços. O apagamento trazido por esta práticas homogeneizantes coaduna com o não dito, com o que deve ser calado. Em vista dessas problematizações, questiona-se: os saberes das mulheres, que não são parte de lutas feministas de características urbanas, não possuem valor para as lutas feministas que se constituem na Amazônia e para além dela? É possível pensar em um feminismo à brasileira? E em um feminismo amazônico que privilegie o nosso território como centro dos debates? Para quais corpos esses feminismos se dobram nas dinâmicas de reconhecimento da heterogeneidade? Para pensar nestas questões, proponho como foco as atividades artesanais das mulheres atingidas por barragens devido ao teor profundamente territorial e comunitário de seus trabalhos com as arpilleras. Esta pesquisa buscará construir uma analítica sobre a(s) violência(s) contra a mulher(es) narrada(s) pelas integrantes do Movimento de Atingidos por Barragens através dos bordados que compõem a exposição <Arpilleras 3 Bordando a Resistência=. Para tanto, aponto como objetivos específicos: 1) esquadrinhar a história da construção do Movimento de Atingidas(os) por Barragens 3 MAB, sobretudo em sua ala formada por mulheres; 2) esquadrinhar a história que compreende a confecção de Arpilleras na América Latina; 3) problematizar a relação entre a colonialidade, corpo-território e a produção de violência narrada pelas mulheres do MAB. Para subsidiar tais objetivos, farei uso das perspectivas metodológicas da Arqueogenealogia foucaultiana e da Cartografia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, mirando, paralelamente, na História Cultural e na sua relação com pesquisa documental. O Brasil é o país da América Latina com maior extensão e com uma das maiores pretensões de se achar em condições de aplicar estratégias econômicas de outros contextos sócio-históricos. As vivências que atravessam as narrativas das arpilleras se constroem no bem-viver e na militância política. As violências que sofrem são frutos de políticas neoliberais e de colonialidade de seus corpos-territórios, portanto, de relações capitalistas que fragmentam e enquadram suas vidas em uma série de precariedades.
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Em vista dessas problematizações, questiona-se: os saberes das mulheres, que não são parte de lutas feministas de características urbanas, não possuem valor para as lutas feministas que se constituem na Amazônia e para além dela? É possível pensar em um feminismo à brasileira? E em um feminismo amazônico que privilegie o nosso território como centro dos debates? Para quais corpos esses feminismos se dobram nas dinâmicas de reconhecimento da heterogeneidade? Para pensar nestas questões, proponho como foco as atividades artesanais das mulheres atingidas por barragens devido ao teor profundamente territorial e comunitário de seus trabalhos com as arpilleras. Esta pesquisa buscará construir uma analítica sobre a(s) violência(s) contra a mulher(es) narrada(s) pelas integrantes do Movimento de Atingidos por Barragens através dos bordados que compõem a exposição <Arpilleras 3 Bordando a Resistência=. Para tanto, aponto como objetivos específicos: 1) esquadrinhar a história da construção do Movimento de Atingidas(os) por Barragens 3 MAB, sobretudo em sua ala formada por mulheres; 2) esquadrinhar a história que compreende a confecção de Arpilleras na América Latina; 3) problematizar a relação entre a colonialidade, corpo-território e a produção de violência narrada pelas mulheres do MAB. Para subsidiar tais objetivos, farei uso das perspectivas metodológicas da Arqueogenealogia foucaultiana e da Cartografia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, mirando, paralelamente, na História Cultural e na sua relação com pesquisa documental. O Brasil é o país da América Latina com maior extensão e com uma das maiores pretensões de se achar em condições de aplicar estratégias econômicas de outros contextos sócio-históricos. As vivências que atravessam as narrativas das arpilleras se constroem no bem-viver e na militância política. As violências que sofrem são frutos de políticas neoliberais e de colonialidade de seus corpos-territórios, portanto, de relações capitalistas que fragmentam e enquadram suas vidas em uma série de precariedades.Talking about women who do not live in urban areas seems to equate to a request for silence in some spaces. The erasure brought about by these homogenizing practices is consistent with the unsaid, with what must be silenced. In view of these problematizations, the question is: does women's knowledge, which are not part of feminist struggles with urban characteristics, have no value for the feminist struggles that are constituted in the Amazon and beyond? Is it possible to think of Brazilian-style feminism? And in an Amazonian feminism that favors our territory as the center of debates? To which bodies do these feminisms bend in the dynamics of recognition of heterogeneity? To think about these issues, I propose as a focus the craft activities of women affected by dams due to the deeply territorial and community content of their work with arpilleras. This research will seek to build an analysis of the violence(s) against women narrated by the members of the Movement of People Affected by Dams through the embroideries that make up the exhibition <Arpilleras 3 Embroidering Resistance=. For that, I point out as specific objectives: 1) to investigate the history of the construction of the Moivmento de Atingidos por Barragens 3 MAB, especially in its wing formed by women; 2) explore the history that comprises the making of Arpilleras in Latin America; 3) problematize the relationship between coloniality, body-territory and the production of violence narrated by the women of MAB. To support these objectives, I will make use of the methodological perspectives of Foucault's Archaeogenealogy and of Gilles Deleuze and Félix Guattari's Cartography, looking, in parallel, at Cultural History and its relationship with documentary research. Brazil is the country in Latin America with the greatest extent and also one of the greatest pretensions of finding itself in a position to apply economic strategies from other sociohistorical contexts. The experiences that cross the arpilleras' narratives are built on wellliving and political militancy. The violence they suffer is the result of neoliberal policies and the coloniality of their territorial bodies, therefore, of capitalist relations that fragment and frame their lives in a series of precariousness.Submitted by Renata Cardoso (renaatachaves97@hotmail.com) on 2025-06-27T13:51:25Z No. of bitstreams: 1 JÉSSICA MODINNE DE SOUZA E SILVA - TESE NORTE UFPA 1 PPG PSICOLOGIA 2021.pdf: 1076334 bytes, checksum: d315729de21d9eaa95fccfd919b301c8 (MD5)Made available in DSpace on 2025-06-27T13:51:25Z (GMT). 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description Falar sobre as mulheres que não residem em áreas urbanas parece se equiparar a um pedido de silêncio em alguns espaços. O apagamento trazido por esta práticas homogeneizantes coaduna com o não dito, com o que deve ser calado. Em vista dessas problematizações, questiona-se: os saberes das mulheres, que não são parte de lutas feministas de características urbanas, não possuem valor para as lutas feministas que se constituem na Amazônia e para além dela? É possível pensar em um feminismo à brasileira? E em um feminismo amazônico que privilegie o nosso território como centro dos debates? Para quais corpos esses feminismos se dobram nas dinâmicas de reconhecimento da heterogeneidade? Para pensar nestas questões, proponho como foco as atividades artesanais das mulheres atingidas por barragens devido ao teor profundamente territorial e comunitário de seus trabalhos com as arpilleras. Esta pesquisa buscará construir uma analítica sobre a(s) violência(s) contra a mulher(es) narrada(s) pelas integrantes do Movimento de Atingidos por Barragens através dos bordados que compõem a exposição <Arpilleras 3 Bordando a Resistência=. Para tanto, aponto como objetivos específicos: 1) esquadrinhar a história da construção do Movimento de Atingidas(os) por Barragens 3 MAB, sobretudo em sua ala formada por mulheres; 2) esquadrinhar a história que compreende a confecção de Arpilleras na América Latina; 3) problematizar a relação entre a colonialidade, corpo-território e a produção de violência narrada pelas mulheres do MAB. Para subsidiar tais objetivos, farei uso das perspectivas metodológicas da Arqueogenealogia foucaultiana e da Cartografia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, mirando, paralelamente, na História Cultural e na sua relação com pesquisa documental. O Brasil é o país da América Latina com maior extensão e com uma das maiores pretensões de se achar em condições de aplicar estratégias econômicas de outros contextos sócio-históricos. As vivências que atravessam as narrativas das arpilleras se constroem no bem-viver e na militância política. As violências que sofrem são frutos de políticas neoliberais e de colonialidade de seus corpos-territórios, portanto, de relações capitalistas que fragmentam e enquadram suas vidas em uma série de precariedades.
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