Anestesia total intravenosa com midazolam ou detomidina associada à cetamina e remifentanil, em cadelas.
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL UFCG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/37726 |
Resumo: | Objetivou-se com esta tese comparar os efeitos das associações de detomidina ou midazolam ao remifentanil para indução anestésica, como também avaliar as associações desses mesmos fármacos à cetamina para administração total intravenosa em cadelas. No capítulo I foi avaliada a indução anestésica, a partir do bolus de detomidina ou midazolam associado a diferentes doses do remifentanil, em cadelas. No capítulo II avaliou-se a manutenção anestésica, associando detomidina ou midazolam ao remifentanil e à cetamina, sob forma de infusão intravenosa contínua, em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eltiva. No capítulo III, durante a infusão contínua dos animais do capítulo II, avaliaram-se o perfil hemogasométrico, bioquímico e eletrolítico. No primeiro estudo, utilizou-se 24 cadelas pré-medicadas com acepromazina e submetidas a quatro protocolos intravenosos: G1 e G2 midazolam 0,3 mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G1) ou 6µg/kg (G2); G3 e G4 – detomidina 0,005mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G3) ou 6µg/kg (G4). Registraram-se frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação periférica de oxihemoglobina, temperatura corporal e eletrocardiografia, antes da administração da acepromazina (T-30) e 15 minutos após esta (T-15) e imediatamente após a indução anestésica (T1). Avaliaram-se também os reflexos protetores e os períodos de anestesia. Observaram-se bradicardia, bradipneia e hipotensão nos grupos G3 e G4, após a indução anestésica. Foram registrados onda T gigante em todos os grupos, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarrtmia no G3 e G4. Com exceção do corneal, os demais reflexos estiveram ausentes ou diminuídos na maioria dos animais. Os períodos anestésicos foram semelhantes entre os grupos. A recuperação anestésica foi excelente ou boa em todos os animais. Concluiu- se que os protocolos utilizados permitem a intubação dos animais sendo recomendados apenas para indução anestésica. Nos capítulos II e III, 14 cadelas foram submetidas a dois protocolos de anestesia total intravenosa: sedação com detomidina (0,005mg/kg, GD) ou midazolam (0,3mg/kg, GM), indução com cetamina 4mg/kg (IV) e manutenção com cetamina (5mg/kg/h) e remifentanil (10µg/kg/h) associados à detomidina (0,005mg/kg/h, GD) ou ao midazolam (0,6mg/kg/h, GM). Os parâmetros foram avaliados nos seguintes momentos: antes e 15 minutos após a administração do sedativo (M0 e M1); dois minutos após a indução anestésica (M2); a cada 10 minutos até o final do procedimento cirúrgico (M3, M4, M5, M6, M7, M8); e 30 minutos após o final da infusão (M9). No capítulo II avaliaram-se, além dos parâmetros clínicos mensurados no capítulo I, o miorrelaxamento, a qualidade e a duração da recuperação anestésica, o relaxamento dos pedículos ovarianos e a analgesia. No GD ocorreu bradicardia, hipotensão, bradipneia, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarritmia. No GM observaram- se poucas alterações clínicas, ocorrendo taquicardia apenas no M2. Demais variáveis estiveram quase sempre dentro dos limites de normalidade. O miorrelaxamento, relaxamento dos pedículos e a qualidade da recuperação anestésica foi excelente ou boa em quase todos os animais de ambos os grupos. Conclui-se a associação utilizada no GM é inadequada para uma boa manutenção anestésica devido a má contenção química dos pacientes, já os fármacos do GD permitem a manutenção anestésica apenas em pacientes hígidos, uma vez que causam importantes alterações cardiorrespiratórias e eletrocardiográficas, sendo recomendados oxigenioterapia e monitoração eletrocardiográfica constante. No capítulo III analisaram-se as variáveis hemogasométricas: pH, PaO2, PaCO2, HCO3- e EB e o perfil eletrolítico: Na+, K+, Cl- , iCa++ e AG. No GD o pH sanguíneo manteve-se normal, porém a PaCO2 e o HCO3- aumentaram, sugerindo acidose respiratória, principalmente nos momentos M5 e M8. Pouquíssimas alterações hemogasométricas foram observadas no GM, não tendo relevância clínica. O perfil eletrolítico e bioquímico manteve-se normal em quase todas as variáveis, não revelando alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na função renal/hepática. Conclui-se que a detomidina pode ser administrada em cães saudáveis, porém exige monitoramento constante e fornecimento de oxigenioterapia devido às alterações cardiorrespiratórias eeletrocardiográficas, não sendo recomendada em pacientes não hígidos. Nesse sentido é possível concluir com essa tese que a utilização da detomidina em associação com os demais fármacos dessa pesquisa requer máxima cautela e só deve ser feita em pacientes hígidos, devido às alterações cardiorrespiratórias, eletrocardiográficas e hemogasométricas importantes observadas nesse estudo. Conclui-se ainda que o midazolam em protocolo de indução anestésica pode ser administrado, mas para manutenção anestésica, na dose utilizada não demonstrou bons resultados, sendo inconveniente, devido à necessidade de aumento nas doses dos demais fármacos. |
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Anestesia total intravenosa com midazolam ou detomidina associada à cetamina e remifentanil, em cadelas.Total intravenous anesthesia with midazolam or detomidine associated with ketamine and remifentanil, in bitches.agonista α2-adrenérgicoanestesia dissociativabenzodiapínicocaninofármaco indutorinfusão contínuaopioideα2-adrenergic agonistdissociative anesthesiabenzodiapinecanineinducing drugcontinuous infusionopioidMedicina Veterinária e Preventiva,Objetivou-se com esta tese comparar os efeitos das associações de detomidina ou midazolam ao remifentanil para indução anestésica, como também avaliar as associações desses mesmos fármacos à cetamina para administração total intravenosa em cadelas. No capítulo I foi avaliada a indução anestésica, a partir do bolus de detomidina ou midazolam associado a diferentes doses do remifentanil, em cadelas. No capítulo II avaliou-se a manutenção anestésica, associando detomidina ou midazolam ao remifentanil e à cetamina, sob forma de infusão intravenosa contínua, em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eltiva. No capítulo III, durante a infusão contínua dos animais do capítulo II, avaliaram-se o perfil hemogasométrico, bioquímico e eletrolítico. No primeiro estudo, utilizou-se 24 cadelas pré-medicadas com acepromazina e submetidas a quatro protocolos intravenosos: G1 e G2 midazolam 0,3 mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G1) ou 6µg/kg (G2); G3 e G4 – detomidina 0,005mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G3) ou 6µg/kg (G4). Registraram-se frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação periférica de oxihemoglobina, temperatura corporal e eletrocardiografia, antes da administração da acepromazina (T-30) e 15 minutos após esta (T-15) e imediatamente após a indução anestésica (T1). Avaliaram-se também os reflexos protetores e os períodos de anestesia. Observaram-se bradicardia, bradipneia e hipotensão nos grupos G3 e G4, após a indução anestésica. Foram registrados onda T gigante em todos os grupos, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarrtmia no G3 e G4. Com exceção do corneal, os demais reflexos estiveram ausentes ou diminuídos na maioria dos animais. Os períodos anestésicos foram semelhantes entre os grupos. A recuperação anestésica foi excelente ou boa em todos os animais. Concluiu- se que os protocolos utilizados permitem a intubação dos animais sendo recomendados apenas para indução anestésica. Nos capítulos II e III, 14 cadelas foram submetidas a dois protocolos de anestesia total intravenosa: sedação com detomidina (0,005mg/kg, GD) ou midazolam (0,3mg/kg, GM), indução com cetamina 4mg/kg (IV) e manutenção com cetamina (5mg/kg/h) e remifentanil (10µg/kg/h) associados à detomidina (0,005mg/kg/h, GD) ou ao midazolam (0,6mg/kg/h, GM). Os parâmetros foram avaliados nos seguintes momentos: antes e 15 minutos após a administração do sedativo (M0 e M1); dois minutos após a indução anestésica (M2); a cada 10 minutos até o final do procedimento cirúrgico (M3, M4, M5, M6, M7, M8); e 30 minutos após o final da infusão (M9). No capítulo II avaliaram-se, além dos parâmetros clínicos mensurados no capítulo I, o miorrelaxamento, a qualidade e a duração da recuperação anestésica, o relaxamento dos pedículos ovarianos e a analgesia. No GD ocorreu bradicardia, hipotensão, bradipneia, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarritmia. No GM observaram- se poucas alterações clínicas, ocorrendo taquicardia apenas no M2. Demais variáveis estiveram quase sempre dentro dos limites de normalidade. O miorrelaxamento, relaxamento dos pedículos e a qualidade da recuperação anestésica foi excelente ou boa em quase todos os animais de ambos os grupos. Conclui-se a associação utilizada no GM é inadequada para uma boa manutenção anestésica devido a má contenção química dos pacientes, já os fármacos do GD permitem a manutenção anestésica apenas em pacientes hígidos, uma vez que causam importantes alterações cardiorrespiratórias e eletrocardiográficas, sendo recomendados oxigenioterapia e monitoração eletrocardiográfica constante. No capítulo III analisaram-se as variáveis hemogasométricas: pH, PaO2, PaCO2, HCO3- e EB e o perfil eletrolítico: Na+, K+, Cl- , iCa++ e AG. No GD o pH sanguíneo manteve-se normal, porém a PaCO2 e o HCO3- aumentaram, sugerindo acidose respiratória, principalmente nos momentos M5 e M8. Pouquíssimas alterações hemogasométricas foram observadas no GM, não tendo relevância clínica. O perfil eletrolítico e bioquímico manteve-se normal em quase todas as variáveis, não revelando alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na função renal/hepática. Conclui-se que a detomidina pode ser administrada em cães saudáveis, porém exige monitoramento constante e fornecimento de oxigenioterapia devido às alterações cardiorrespiratórias eeletrocardiográficas, não sendo recomendada em pacientes não hígidos. Nesse sentido é possível concluir com essa tese que a utilização da detomidina em associação com os demais fármacos dessa pesquisa requer máxima cautela e só deve ser feita em pacientes hígidos, devido às alterações cardiorrespiratórias, eletrocardiográficas e hemogasométricas importantes observadas nesse estudo. Conclui-se ainda que o midazolam em protocolo de indução anestésica pode ser administrado, mas para manutenção anestésica, na dose utilizada não demonstrou bons resultados, sendo inconveniente, devido à necessidade de aumento nas doses dos demais fármacos.Universidade Federal de Campina GrandeBrasilCentro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTRPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMALUFCGNÓBREGA NETO, Pedro Izidro da.FELIPE, Gracineide da Costa.20222024-09-11T17:30:04Z2024-09-112024-09-11T17:30:04Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/37726porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCG2025-11-18T07:03:22Zoai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/37726Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T07:03:22Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Objetivou-se com esta tese comparar os efeitos das associações de detomidina ou midazolam ao remifentanil para indução anestésica, como também avaliar as associações desses mesmos fármacos à cetamina para administração total intravenosa em cadelas. No capítulo I foi avaliada a indução anestésica, a partir do bolus de detomidina ou midazolam associado a diferentes doses do remifentanil, em cadelas. No capítulo II avaliou-se a manutenção anestésica, associando detomidina ou midazolam ao remifentanil e à cetamina, sob forma de infusão intravenosa contínua, em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eltiva. No capítulo III, durante a infusão contínua dos animais do capítulo II, avaliaram-se o perfil hemogasométrico, bioquímico e eletrolítico. No primeiro estudo, utilizou-se 24 cadelas pré-medicadas com acepromazina e submetidas a quatro protocolos intravenosos: G1 e G2 midazolam 0,3 mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G1) ou 6µg/kg (G2); G3 e G4 – detomidina 0,005mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G3) ou 6µg/kg (G4). Registraram-se frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação periférica de oxihemoglobina, temperatura corporal e eletrocardiografia, antes da administração da acepromazina (T-30) e 15 minutos após esta (T-15) e imediatamente após a indução anestésica (T1). Avaliaram-se também os reflexos protetores e os períodos de anestesia. Observaram-se bradicardia, bradipneia e hipotensão nos grupos G3 e G4, após a indução anestésica. Foram registrados onda T gigante em todos os grupos, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarrtmia no G3 e G4. Com exceção do corneal, os demais reflexos estiveram ausentes ou diminuídos na maioria dos animais. Os períodos anestésicos foram semelhantes entre os grupos. A recuperação anestésica foi excelente ou boa em todos os animais. Concluiu- se que os protocolos utilizados permitem a intubação dos animais sendo recomendados apenas para indução anestésica. Nos capítulos II e III, 14 cadelas foram submetidas a dois protocolos de anestesia total intravenosa: sedação com detomidina (0,005mg/kg, GD) ou midazolam (0,3mg/kg, GM), indução com cetamina 4mg/kg (IV) e manutenção com cetamina (5mg/kg/h) e remifentanil (10µg/kg/h) associados à detomidina (0,005mg/kg/h, GD) ou ao midazolam (0,6mg/kg/h, GM). Os parâmetros foram avaliados nos seguintes momentos: antes e 15 minutos após a administração do sedativo (M0 e M1); dois minutos após a indução anestésica (M2); a cada 10 minutos até o final do procedimento cirúrgico (M3, M4, M5, M6, M7, M8); e 30 minutos após o final da infusão (M9). No capítulo II avaliaram-se, além dos parâmetros clínicos mensurados no capítulo I, o miorrelaxamento, a qualidade e a duração da recuperação anestésica, o relaxamento dos pedículos ovarianos e a analgesia. No GD ocorreu bradicardia, hipotensão, bradipneia, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarritmia. No GM observaram- se poucas alterações clínicas, ocorrendo taquicardia apenas no M2. Demais variáveis estiveram quase sempre dentro dos limites de normalidade. O miorrelaxamento, relaxamento dos pedículos e a qualidade da recuperação anestésica foi excelente ou boa em quase todos os animais de ambos os grupos. Conclui-se a associação utilizada no GM é inadequada para uma boa manutenção anestésica devido a má contenção química dos pacientes, já os fármacos do GD permitem a manutenção anestésica apenas em pacientes hígidos, uma vez que causam importantes alterações cardiorrespiratórias e eletrocardiográficas, sendo recomendados oxigenioterapia e monitoração eletrocardiográfica constante. No capítulo III analisaram-se as variáveis hemogasométricas: pH, PaO2, PaCO2, HCO3- e EB e o perfil eletrolítico: Na+, K+, Cl- , iCa++ e AG. No GD o pH sanguíneo manteve-se normal, porém a PaCO2 e o HCO3- aumentaram, sugerindo acidose respiratória, principalmente nos momentos M5 e M8. Pouquíssimas alterações hemogasométricas foram observadas no GM, não tendo relevância clínica. O perfil eletrolítico e bioquímico manteve-se normal em quase todas as variáveis, não revelando alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na função renal/hepática. Conclui-se que a detomidina pode ser administrada em cães saudáveis, porém exige monitoramento constante e fornecimento de oxigenioterapia devido às alterações cardiorrespiratórias eeletrocardiográficas, não sendo recomendada em pacientes não hígidos. Nesse sentido é possível concluir com essa tese que a utilização da detomidina em associação com os demais fármacos dessa pesquisa requer máxima cautela e só deve ser feita em pacientes hígidos, devido às alterações cardiorrespiratórias, eletrocardiográficas e hemogasométricas importantes observadas nesse estudo. Conclui-se ainda que o midazolam em protocolo de indução anestésica pode ser administrado, mas para manutenção anestésica, na dose utilizada não demonstrou bons resultados, sendo inconveniente, devido à necessidade de aumento nas doses dos demais fármacos. |
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