Anestesia total intravenosa com midazolam ou detomidina associada à cetamina e remifentanil, em cadelas.
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
|
| Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL
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| Departamento: |
Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR
|
| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/37726 |
Resumo: | Objetivou-se com esta tese comparar os efeitos das associações de detomidina ou midazolam ao remifentanil para indução anestésica, como também avaliar as associações desses mesmos fármacos à cetamina para administração total intravenosa em cadelas. No capítulo I foi avaliada a indução anestésica, a partir do bolus de detomidina ou midazolam associado a diferentes doses do remifentanil, em cadelas. No capítulo II avaliou-se a manutenção anestésica, associando detomidina ou midazolam ao remifentanil e à cetamina, sob forma de infusão intravenosa contínua, em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eltiva. No capítulo III, durante a infusão contínua dos animais do capítulo II, avaliaram-se o perfil hemogasométrico, bioquímico e eletrolítico. No primeiro estudo, utilizou-se 24 cadelas pré-medicadas com acepromazina e submetidas a quatro protocolos intravenosos: G1 e G2 midazolam 0,3 mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G1) ou 6µg/kg (G2); G3 e G4 – detomidina 0,005mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G3) ou 6µg/kg (G4). Registraram-se frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação periférica de oxihemoglobina, temperatura corporal e eletrocardiografia, antes da administração da acepromazina (T-30) e 15 minutos após esta (T-15) e imediatamente após a indução anestésica (T1). Avaliaram-se também os reflexos protetores e os períodos de anestesia. Observaram-se bradicardia, bradipneia e hipotensão nos grupos G3 e G4, após a indução anestésica. Foram registrados onda T gigante em todos os grupos, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarrtmia no G3 e G4. Com exceção do corneal, os demais reflexos estiveram ausentes ou diminuídos na maioria dos animais. Os períodos anestésicos foram semelhantes entre os grupos. A recuperação anestésica foi excelente ou boa em todos os animais. Concluiu- se que os protocolos utilizados permitem a intubação dos animais sendo recomendados apenas para indução anestésica. Nos capítulos II e III, 14 cadelas foram submetidas a dois protocolos de anestesia total intravenosa: sedação com detomidina (0,005mg/kg, GD) ou midazolam (0,3mg/kg, GM), indução com cetamina 4mg/kg (IV) e manutenção com cetamina (5mg/kg/h) e remifentanil (10µg/kg/h) associados à detomidina (0,005mg/kg/h, GD) ou ao midazolam (0,6mg/kg/h, GM). Os parâmetros foram avaliados nos seguintes momentos: antes e 15 minutos após a administração do sedativo (M0 e M1); dois minutos após a indução anestésica (M2); a cada 10 minutos até o final do procedimento cirúrgico (M3, M4, M5, M6, M7, M8); e 30 minutos após o final da infusão (M9). No capítulo II avaliaram-se, além dos parâmetros clínicos mensurados no capítulo I, o miorrelaxamento, a qualidade e a duração da recuperação anestésica, o relaxamento dos pedículos ovarianos e a analgesia. No GD ocorreu bradicardia, hipotensão, bradipneia, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarritmia. No GM observaram- se poucas alterações clínicas, ocorrendo taquicardia apenas no M2. Demais variáveis estiveram quase sempre dentro dos limites de normalidade. O miorrelaxamento, relaxamento dos pedículos e a qualidade da recuperação anestésica foi excelente ou boa em quase todos os animais de ambos os grupos. Conclui-se a associação utilizada no GM é inadequada para uma boa manutenção anestésica devido a má contenção química dos pacientes, já os fármacos do GD permitem a manutenção anestésica apenas em pacientes hígidos, uma vez que causam importantes alterações cardiorrespiratórias e eletrocardiográficas, sendo recomendados oxigenioterapia e monitoração eletrocardiográfica constante. No capítulo III analisaram-se as variáveis hemogasométricas: pH, PaO2, PaCO2, HCO3- e EB e o perfil eletrolítico: Na+, K+, Cl- , iCa++ e AG. No GD o pH sanguíneo manteve-se normal, porém a PaCO2 e o HCO3- aumentaram, sugerindo acidose respiratória, principalmente nos momentos M5 e M8. Pouquíssimas alterações hemogasométricas foram observadas no GM, não tendo relevância clínica. O perfil eletrolítico e bioquímico manteve-se normal em quase todas as variáveis, não revelando alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na função renal/hepática. Conclui-se que a detomidina pode ser administrada em cães saudáveis, porém exige monitoramento constante e fornecimento de oxigenioterapia devido às alterações cardiorrespiratórias eeletrocardiográficas, não sendo recomendada em pacientes não hígidos. Nesse sentido é possível concluir com essa tese que a utilização da detomidina em associação com os demais fármacos dessa pesquisa requer máxima cautela e só deve ser feita em pacientes hígidos, devido às alterações cardiorrespiratórias, eletrocardiográficas e hemogasométricas importantes observadas nesse estudo. Conclui-se ainda que o midazolam em protocolo de indução anestésica pode ser administrado, mas para manutenção anestésica, na dose utilizada não demonstrou bons resultados, sendo inconveniente, devido à necessidade de aumento nas doses dos demais fármacos. |
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NÓBREGA NETO, Pedro Izidro da.FELIPE, Gracineide da Costa.Submitted by Alexandre Galdino da Nóbrega (alexandre.galdino@tecnico.ufcg.edu.br) on 2024-09-11T17:30:04Z No. of bitstreams: 1 GRACINEIDE DA COSTA FELIPE - TESE - PPGCSA - 2022.pdf: 820389 bytes, checksum: 6938e323d46c0863addd5f97bdcfa38d (MD5)Made available in DSpace on 2024-09-11T17:30:04Z (GMT). No. of bitstreams: 1 GRACINEIDE DA COSTA FELIPE - TESE - PPGCSA - 2022.pdf: 820389 bytes, checksum: 6938e323d46c0863addd5f97bdcfa38d (MD5) Previous issue date: 2022Objetivou-se com esta tese comparar os efeitos das associações de detomidina ou midazolam ao remifentanil para indução anestésica, como também avaliar as associações desses mesmos fármacos à cetamina para administração total intravenosa em cadelas. No capítulo I foi avaliada a indução anestésica, a partir do bolus de detomidina ou midazolam associado a diferentes doses do remifentanil, em cadelas. No capítulo II avaliou-se a manutenção anestésica, associando detomidina ou midazolam ao remifentanil e à cetamina, sob forma de infusão intravenosa contínua, em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eltiva. No capítulo III, durante a infusão contínua dos animais do capítulo II, avaliaram-se o perfil hemogasométrico, bioquímico e eletrolítico. No primeiro estudo, utilizou-se 24 cadelas pré-medicadas com acepromazina e submetidas a quatro protocolos intravenosos: G1 e G2 midazolam 0,3 mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G1) ou 6µg/kg (G2); G3 e G4 – detomidina 0,005mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G3) ou 6µg/kg (G4). Registraram-se frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação periférica de oxihemoglobina, temperatura corporal e eletrocardiografia, antes da administração da acepromazina (T-30) e 15 minutos após esta (T-15) e imediatamente após a indução anestésica (T1). Avaliaram-se também os reflexos protetores e os períodos de anestesia. Observaram-se bradicardia, bradipneia e hipotensão nos grupos G3 e G4, após a indução anestésica. Foram registrados onda T gigante em todos os grupos, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarrtmia no G3 e G4. Com exceção do corneal, os demais reflexos estiveram ausentes ou diminuídos na maioria dos animais. Os períodos anestésicos foram semelhantes entre os grupos. A recuperação anestésica foi excelente ou boa em todos os animais. Concluiu- se que os protocolos utilizados permitem a intubação dos animais sendo recomendados apenas para indução anestésica. Nos capítulos II e III, 14 cadelas foram submetidas a dois protocolos de anestesia total intravenosa: sedação com detomidina (0,005mg/kg, GD) ou midazolam (0,3mg/kg, GM), indução com cetamina 4mg/kg (IV) e manutenção com cetamina (5mg/kg/h) e remifentanil (10µg/kg/h) associados à detomidina (0,005mg/kg/h, GD) ou ao midazolam (0,6mg/kg/h, GM). Os parâmetros foram avaliados nos seguintes momentos: antes e 15 minutos após a administração do sedativo (M0 e M1); dois minutos após a indução anestésica (M2); a cada 10 minutos até o final do procedimento cirúrgico (M3, M4, M5, M6, M7, M8); e 30 minutos após o final da infusão (M9). No capítulo II avaliaram-se, além dos parâmetros clínicos mensurados no capítulo I, o miorrelaxamento, a qualidade e a duração da recuperação anestésica, o relaxamento dos pedículos ovarianos e a analgesia. No GD ocorreu bradicardia, hipotensão, bradipneia, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarritmia. No GM observaram- se poucas alterações clínicas, ocorrendo taquicardia apenas no M2. Demais variáveis estiveram quase sempre dentro dos limites de normalidade. O miorrelaxamento, relaxamento dos pedículos e a qualidade da recuperação anestésica foi excelente ou boa em quase todos os animais de ambos os grupos. 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Conclui-se que a detomidina pode ser administrada em cães saudáveis, porém exige monitoramento constante e fornecimento de oxigenioterapia devido às alterações cardiorrespiratórias eeletrocardiográficas, não sendo recomendada em pacientes não hígidos. Nesse sentido é possível concluir com essa tese que a utilização da detomidina em associação com os demais fármacos dessa pesquisa requer máxima cautela e só deve ser feita em pacientes hígidos, devido às alterações cardiorrespiratórias, eletrocardiográficas e hemogasométricas importantes observadas nesse estudo. Conclui-se ainda que o midazolam em protocolo de indução anestésica pode ser administrado, mas para manutenção anestésica, na dose utilizada não demonstrou bons resultados, sendo inconveniente, devido à necessidade de aumento nas doses dos demais fármacos.Universidade Federal de Campina GrandePROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMALUFCGBrasilCentro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTRMedicina Veterinária e Preventiva,agonista α2-adrenérgicoanestesia dissociativabenzodiapínicocaninofármaco indutorinfusão contínuaopioideα2-adrenergic agonistdissociative anesthesiabenzodiapinecanineinducing drugcontinuous infusionopioidAnestesia total intravenosa com midazolam ou detomidina associada à cetamina e remifentanil, em cadelas.Total intravenous anesthesia with midazolam or detomidine associated with ketamine and remifentanil, in bitches.20222024-09-11T17:30:04Z2024-09-112024-09-11T17:30:04Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/37726info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTGRACINEIDE DA COSTA FELIPE - TESE - PPGCSA - 2022.pdf.txtGRACINEIDE DA COSTA FELIPE - TESE - PPGCSA - 2022.pdf.txttext/plain183264https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/37726/3/GRACINEIDE+DA+COSTA+FELIPE+-+TESE+-+PPGCSA+-+2022.pdf.txt7c170a70dad4df91b2c2ccc89df150cfMD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/37726/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALGRACINEIDE DA COSTA FELIPE - TESE - PPGCSA - 2022.pdfGRACINEIDE DA COSTA FELIPE - TESE - PPGCSA - 2022.pdfapplication/pdf820389https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/37726/1/GRACINEIDE+DA+COSTA+FELIPE+-+TESE+-+PPGCSA+-+2022.pdf6938e323d46c0863addd5f97bdcfa38dMD51riufcg/377262025-11-18 04:03:22.931oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/37726Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T07:03:22Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Anestesia total intravenosa com midazolam ou detomidina associada à cetamina e remifentanil, em cadelas. FELIPE, Gracineide da Costa. Medicina Veterinária e Preventiva, agonista α2-adrenérgico anestesia dissociativa benzodiapínico canino fármaco indutor infusão contínua opioide α2-adrenergic agonist dissociative anesthesia benzodiapine canine inducing drug continuous infusion opioid |
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Objetivou-se com esta tese comparar os efeitos das associações de detomidina ou midazolam ao remifentanil para indução anestésica, como também avaliar as associações desses mesmos fármacos à cetamina para administração total intravenosa em cadelas. No capítulo I foi avaliada a indução anestésica, a partir do bolus de detomidina ou midazolam associado a diferentes doses do remifentanil, em cadelas. No capítulo II avaliou-se a manutenção anestésica, associando detomidina ou midazolam ao remifentanil e à cetamina, sob forma de infusão intravenosa contínua, em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eltiva. No capítulo III, durante a infusão contínua dos animais do capítulo II, avaliaram-se o perfil hemogasométrico, bioquímico e eletrolítico. No primeiro estudo, utilizou-se 24 cadelas pré-medicadas com acepromazina e submetidas a quatro protocolos intravenosos: G1 e G2 midazolam 0,3 mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G1) ou 6µg/kg (G2); G3 e G4 – detomidina 0,005mg/kg e remifentanil 4µg/kg (G3) ou 6µg/kg (G4). Registraram-se frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação periférica de oxihemoglobina, temperatura corporal e eletrocardiografia, antes da administração da acepromazina (T-30) e 15 minutos após esta (T-15) e imediatamente após a indução anestésica (T1). Avaliaram-se também os reflexos protetores e os períodos de anestesia. Observaram-se bradicardia, bradipneia e hipotensão nos grupos G3 e G4, após a indução anestésica. Foram registrados onda T gigante em todos os grupos, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarrtmia no G3 e G4. Com exceção do corneal, os demais reflexos estiveram ausentes ou diminuídos na maioria dos animais. Os períodos anestésicos foram semelhantes entre os grupos. A recuperação anestésica foi excelente ou boa em todos os animais. Concluiu- se que os protocolos utilizados permitem a intubação dos animais sendo recomendados apenas para indução anestésica. Nos capítulos II e III, 14 cadelas foram submetidas a dois protocolos de anestesia total intravenosa: sedação com detomidina (0,005mg/kg, GD) ou midazolam (0,3mg/kg, GM), indução com cetamina 4mg/kg (IV) e manutenção com cetamina (5mg/kg/h) e remifentanil (10µg/kg/h) associados à detomidina (0,005mg/kg/h, GD) ou ao midazolam (0,6mg/kg/h, GM). Os parâmetros foram avaliados nos seguintes momentos: antes e 15 minutos após a administração do sedativo (M0 e M1); dois minutos após a indução anestésica (M2); a cada 10 minutos até o final do procedimento cirúrgico (M3, M4, M5, M6, M7, M8); e 30 minutos após o final da infusão (M9). No capítulo II avaliaram-se, além dos parâmetros clínicos mensurados no capítulo I, o miorrelaxamento, a qualidade e a duração da recuperação anestésica, o relaxamento dos pedículos ovarianos e a analgesia. No GD ocorreu bradicardia, hipotensão, bradipneia, bloqueio atrioventicular de 1º grau e bradiarritmia. No GM observaram- se poucas alterações clínicas, ocorrendo taquicardia apenas no M2. Demais variáveis estiveram quase sempre dentro dos limites de normalidade. O miorrelaxamento, relaxamento dos pedículos e a qualidade da recuperação anestésica foi excelente ou boa em quase todos os animais de ambos os grupos. Conclui-se a associação utilizada no GM é inadequada para uma boa manutenção anestésica devido a má contenção química dos pacientes, já os fármacos do GD permitem a manutenção anestésica apenas em pacientes hígidos, uma vez que causam importantes alterações cardiorrespiratórias e eletrocardiográficas, sendo recomendados oxigenioterapia e monitoração eletrocardiográfica constante. No capítulo III analisaram-se as variáveis hemogasométricas: pH, PaO2, PaCO2, HCO3- e EB e o perfil eletrolítico: Na+, K+, Cl- , iCa++ e AG. No GD o pH sanguíneo manteve-se normal, porém a PaCO2 e o HCO3- aumentaram, sugerindo acidose respiratória, principalmente nos momentos M5 e M8. Pouquíssimas alterações hemogasométricas foram observadas no GM, não tendo relevância clínica. O perfil eletrolítico e bioquímico manteve-se normal em quase todas as variáveis, não revelando alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na função renal/hepática. Conclui-se que a detomidina pode ser administrada em cães saudáveis, porém exige monitoramento constante e fornecimento de oxigenioterapia devido às alterações cardiorrespiratórias eeletrocardiográficas, não sendo recomendada em pacientes não hígidos. Nesse sentido é possível concluir com essa tese que a utilização da detomidina em associação com os demais fármacos dessa pesquisa requer máxima cautela e só deve ser feita em pacientes hígidos, devido às alterações cardiorrespiratórias, eletrocardiográficas e hemogasométricas importantes observadas nesse estudo. Conclui-se ainda que o midazolam em protocolo de indução anestésica pode ser administrado, mas para manutenção anestésica, na dose utilizada não demonstrou bons resultados, sendo inconveniente, devido à necessidade de aumento nas doses dos demais fármacos. |
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