Uma história cultural da epilepsia na Paraíba entre os séculos XX e XXI.
| Ano de defesa: | 2023 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Humanidades - CH PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA UFCG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/39357 |
Resumo: | Esta dissertação tem por objetivo analisar os discursos constituídos sobre a epilepsia e que foram colocados em circulação pelo saber médico e popular, bem como, pela imprensa paraibana ao longo do século XX e início do século XXI. A epilepsia é uma doença neurológica que geralmente é identificada na infância e que nem sempre se encontra a cura, mas uma forma de controle. Trata-se de uma enfermidade repleta de estigmas: a doença que faz tremer, que provoca convulsões, que promove a loucura. Assim esse “mal” passou a ser visto na sociedade brasileira. Essa pesquisa se localiza teoricamente no campo da História da Saúde e das Doenças por tratar-se de uma enfermidade analisada a partir de uma documentação sob os procedimentos da História, e, que também está repleta de sensibilidades, demarcando-a assim nos domínios da História Cultural. Metodologicamente utilizamos a análise documental como forma de extrair das fontes históricas os silêncios, os não ditos e aquilo que, por vezes, passa despercebido. Para tanto, me debrucei sobre notícias de jornais publicadas nas páginas de A União, do Diário da Borborema e de O Norte; sobre a literatura do tema, textos que foram publicados por médicos que trataram a epilepsia como um ramo da loucura, e sobre as entrevistas de história oral realizadas com mulheres paraibanas que convivem com a doença. Conclui-se que essa é uma história que muito ainda precisa ser dita, pois historicamente ela foi repleta de preconceitos e julgamentos estereotipados, e que, apesar dos avanços da medicina e das formas de lidar com os doentes de epilepsia, muito ainda precisa avançar. |
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Uma história cultural da epilepsia na Paraíba entre os séculos XX e XXI.A cultural history of epilepsy in Paraíba between the 20th and 21st centuries.Epilepsia – doença neurológicaEpilepsia – estigmasEpilepsia – aspectos históricosImprensa paraibana – notícias - séculos XX e XXIEpilepsy – neurological diseaseEpilepsy – stigmataEpilepsy – historical aspectsParaíba press – news - 20th and 21st centuriesHistória.Esta dissertação tem por objetivo analisar os discursos constituídos sobre a epilepsia e que foram colocados em circulação pelo saber médico e popular, bem como, pela imprensa paraibana ao longo do século XX e início do século XXI. A epilepsia é uma doença neurológica que geralmente é identificada na infância e que nem sempre se encontra a cura, mas uma forma de controle. Trata-se de uma enfermidade repleta de estigmas: a doença que faz tremer, que provoca convulsões, que promove a loucura. Assim esse “mal” passou a ser visto na sociedade brasileira. Essa pesquisa se localiza teoricamente no campo da História da Saúde e das Doenças por tratar-se de uma enfermidade analisada a partir de uma documentação sob os procedimentos da História, e, que também está repleta de sensibilidades, demarcando-a assim nos domínios da História Cultural. Metodologicamente utilizamos a análise documental como forma de extrair das fontes históricas os silêncios, os não ditos e aquilo que, por vezes, passa despercebido. Para tanto, me debrucei sobre notícias de jornais publicadas nas páginas de A União, do Diário da Borborema e de O Norte; sobre a literatura do tema, textos que foram publicados por médicos que trataram a epilepsia como um ramo da loucura, e sobre as entrevistas de história oral realizadas com mulheres paraibanas que convivem com a doença. Conclui-se que essa é uma história que muito ainda precisa ser dita, pois historicamente ela foi repleta de preconceitos e julgamentos estereotipados, e que, apesar dos avanços da medicina e das formas de lidar com os doentes de epilepsia, muito ainda precisa avançar.This dissertation aims to analyze the constituted discourses about epilepsy and which were put into circulation by medical and popular knowledge, as well as by the Paraíba press throughout the 20th century and the beginning of the 21st century. Epilepsy is a neurological disease that is usually identified in childhood and for which a cure is not always found, but a form of control. It is a disease full of stigmas: the disease that makes you tremble, that provokes convulsions, that promotes madness. Thus, this “evil” began to be seen in Brazilian society. This research is theoretically located in the field of the History of Health and Diseases, as it is an illness analyzed from documentation under the procedures of History, and which is also full of sensitivities, thus demarcating it in the domains of Cultural History. Methodologically, we use document analysis as a way to extract from historical sources the silences, the unsaid and what sometimes goes unnoticed. For that, I focused on newspaper news published in the pages of A União, Diário da Borborema and O Norte; about the literature on the subject, texts that were published by doctors who treated epilepsy as a branch of madness, and about the oral history interviews carried out with women from Paraiba who live with the disease. It concludes that this is a story that still needs to be told, because historically it has been full of stereotyped prejudices and judgments, and that, despite advances in medicine and ways of dealing with epilepsy patients, much still needs to advance.Universidade Federal de Campina GrandeBrasilCentro de Humanidades - CHPÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIAUFCGSOARES JÚNIOR, Azemar dos Santos.SOARES JÚNIOR, A. S.http://lattes.cnpq.br/5548182860228173GARCIA, Ana Karine Martins.MENESES, Joedna Reis de.SANTOS, Maria Gorete Olímpio dos.2023-03-312024-12-09T17:36:49Z2024-12-092024-12-09T17:36:49Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/39357SANTOS, Maria Gorete Olímpio dos. Uma história cultural da epilepsia na Paraíba entre os séculos XX e XXI. 2024. 100 f. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2023.porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCG2025-11-18T06:39:45Zoai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/39357Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T06:39:45Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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