De carona com os ubers nas greves dos motoristas por aplicativos em Volta Redonda: para onde vamos?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Oliveira, Bruno Cecilio de
Orientador(a): Castro, Carla Appollinario de lattes
Banca de defesa: Oliveira, Clarisse Ines de lattes, Artur, Karen lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/44641
Resumo: Nas últimas décadas, o mundo do trabalho tem passado por profundas mudanças com a inserção das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Mais recentemente, a uberização do trabalho tem nas agendas de pesquisa e nos debates que buscam compreender o processo de flexibilização, precarização e de informalização das relações de trabalho e emprego, bem como as identidades dos trabalhadores e trabalhadoras em empresas-plataformas e empresas-aplicativos. Por um lado, essa nova forma de organização e gerenciamento do trabalho, alicerçada na ideologia empreendedora, marginaliza as identidades tradicionais do trabalho e desarticula os trabalhadores e trabalhadoras, assim como os seus espaços de organização coletiva. Por outro, mesmo diante desse cenário, os trabalhadores e trabalhadoras de empresas-aplicativos protagonizaram diversas ações coletivas, como manifestações, protestos, paralisações, greves e breques – no Brasil e no mundo, evidenciando as contradições inerentes à relação de subordinação algorítmica. Em Volta Redonda – cidade historicamente conhecida por abrigar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e por ter sido palco das greves dos trabalhadores metalúrgicos realizadas durante a década de 1980, no contexto do “Novo Sindicalismo”, tem-se observado, ao longo dos anos, o crescimento do setor de serviços formal, bem como o aumento da organização dos trabalhadores e trabalhadoras informais vinculados às empresas-aplicativos. Enquanto as pesquisas realizadas na cidade têm se concentrado majoritariamente no setor industrial e no trabalho formal, esta pesquisa tem como objetivo entender as greves dos trabalhadores e trabalhadoras motoristas de empresas-aplicativos de transporte individual de passageiros realizadas em Volta Redonda entre 2015 e 2021. Para isso, realizamos a revisão bibliográfica de artigos científicos, dissertações de mestrado e teses de doutorado, coletamos e analisamos periódicos jornalísticos em circulação na região do sul fluminense, no estado do Rio de Janeiro, e captamos as percepções de trabalhadores e trabalhadora motoristas de empresas-aplicativos, identificados por meio do método “bola de neve”, sobre as greves da categoria em Volta Redonda por meio de entrevistas orais. Os trabalhadores e trabalhadoras motoristas de empresas-aplicativos informalizados e precarizados realizaram uma série de ações coletivas e greves na cidade, ocuparam os espaços públicos, institucionais, virtuais, lançaram mão de uma série de estratégias de organização e reivindicação. Essas greves revelam, entre outras coisas, a capacidade de organização e ação coletiva desse grupo informal de trabalhadores e trabalhadoras.
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Mais recentemente, a uberização do trabalho tem nas agendas de pesquisa e nos debates que buscam compreender o processo de flexibilização, precarização e de informalização das relações de trabalho e emprego, bem como as identidades dos trabalhadores e trabalhadoras em empresas-plataformas e empresas-aplicativos. Por um lado, essa nova forma de organização e gerenciamento do trabalho, alicerçada na ideologia empreendedora, marginaliza as identidades tradicionais do trabalho e desarticula os trabalhadores e trabalhadoras, assim como os seus espaços de organização coletiva. Por outro, mesmo diante desse cenário, os trabalhadores e trabalhadoras de empresas-aplicativos protagonizaram diversas ações coletivas, como manifestações, protestos, paralisações, greves e breques – no Brasil e no mundo, evidenciando as contradições inerentes à relação de subordinação algorítmica. Em Volta Redonda – cidade historicamente conhecida por abrigar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e por ter sido palco das greves dos trabalhadores metalúrgicos realizadas durante a década de 1980, no contexto do “Novo Sindicalismo”, tem-se observado, ao longo dos anos, o crescimento do setor de serviços formal, bem como o aumento da organização dos trabalhadores e trabalhadoras informais vinculados às empresas-aplicativos. Enquanto as pesquisas realizadas na cidade têm se concentrado majoritariamente no setor industrial e no trabalho formal, esta pesquisa tem como objetivo entender as greves dos trabalhadores e trabalhadoras motoristas de empresas-aplicativos de transporte individual de passageiros realizadas em Volta Redonda entre 2015 e 2021. Para isso, realizamos a revisão bibliográfica de artigos científicos, dissertações de mestrado e teses de doutorado, coletamos e analisamos periódicos jornalísticos em circulação na região do sul fluminense, no estado do Rio de Janeiro, e captamos as percepções de trabalhadores e trabalhadora motoristas de empresas-aplicativos, identificados por meio do método “bola de neve”, sobre as greves da categoria em Volta Redonda por meio de entrevistas orais. Os trabalhadores e trabalhadoras motoristas de empresas-aplicativos informalizados e precarizados realizaram uma série de ações coletivas e greves na cidade, ocuparam os espaços públicos, institucionais, virtuais, lançaram mão de uma série de estratégias de organização e reivindicação. Essas greves revelam, entre outras coisas, a capacidade de organização e ação coletiva desse grupo informal de trabalhadores e trabalhadoras.In recent decades, the world of work has undergone profound transformations with the incorporation of information and communication technologies. More recently, the phenomenon of labor “uberization” has gained prominence in research agendas and academic debates aimed at understanding the processes of labor flexibilization, precarization, and informalization, as well as the evolving identities of workers engaged with platform and app-based companies. On the one hand, this new mode of work organization and management, grounded in entrepreneurial ideology, marginalizes traditional labor identities and undermines the collective organization of workers. On the other hand, despite these trends, app-based workers have led a series of collective actions – such as demonstrations, protests, stoppages, strikes, and blockades – both in Brazil and globally, revealing the inherent contradictions of algorithmic subordination. In Volta Redonda – a city historically known for hosting the Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) and for being the stage of significant steelworker strikes during the 1980s in the context of the “New Unionism” – there has been, over the years, a notable expansion of the formal service sector, alongside increased organization among informal workers affiliated with app-based companies. While most research conducted in the city has remained focused on the industrial sector and formal employment, this study aims to investigate the strikes carried out by app-based ride-hailing drivers in Volta Redonda between 2015 and 2021. To this end, we conducted a literature review of scholarly articles, master’s theses, and doctoral dissertations; collected and analyzed journalistic sources circulating in the southern region of the state of Rio de Janeiro; and gathered the perceptions of ride-hailing drivers – identified using the “snowball sampling” method – through oral interviews regarding the strikes carried out by their category in Volta Redonda. These app-based drivers, operating in conditions of informality and precarity, organized and engaged in a series of collective actions and strikes in the city. They occupied public, institutional, and virtual spaces, deploying a variety of organizational and advocacy strategies. These strikes reveal, among other aspects, the organizational capacity and collective agency of this informal group of workers.224 p.CC-BY-NCinfo:eu-repo/semantics/openAccessDe carona com os ubers nas greves dos motoristas por aplicativos em Volta Redonda: para onde vamos?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisgrevesmotoristas de aplicativosuberização do trabalhoVolta RedondaPrecarização do trabalhostrikesapp-based driverslabor uberizationVolta RedondaMestrado acadêmicoUniversidade Federal FluminenseFaculdade de DireitoPrograma de Pós-Graduação em Sociologia e Direito2025Niterói, RJObjetivo 8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todosporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFFORIGINALDISSERTAÇÃO 2025_BRUNO CECILIO DE OLIVEIRA.pdfDISSERTAÇÃO 2025_BRUNO CECILIO DE OLIVEIRA.pdfapplication/pdf4381977https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/44641/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%202025_BRUNO%20CECILIO%20DE%20OLIVEIRA.pdfe69cc9d0dbe44dff3969a3c977b7993dMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/44641/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD521/446412026-10-05 17:17:56.871oai:app.uff.br:1/44641TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202026-10-05T20:17:56Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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