Sobre a experiência do excesso intensivo: implicações para o plano do inconsciente e da clínica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/37396 |
Resumo: | O presente trabalho propõe realizar uma cartografia da experiência do excesso intensivo, especificando essa como a mais radical experiência da dimensão quantitativa e econômica dos processos de subjetivação e da clínica, desde Sigmund Freud. Através da intensidade e seu excesso, consideramos uma via para incluir a experiência do limite e seu além, na direção de um refazimento dos limites da experiência. Nesse sentido, abordamos algumas implicações para a subjetivação e para a clínica: nossa hipótese é que, a partir de uma tal experiência, podemos tratar de um excesso do Inconsciente e um excesso da clínica. Buscamos mapear a experiência da intensidade e seu excesso por três caminhos, que constituem o plano conceitual desta pesquisa. Primeiro, através de Freud, procuramos mostrar algo do excesso intensivo presente desde as concepções quantitativas no início de sua obra, para então evidenciar sua importância com o conceito de pulsão de morte em 1920, o excesso irrepresentável e seu traumático. Segundo, através de Jacques Lacan, mostramos como no primeiro momento de seu ensino o excesso se encontraria vedado e negativado, retornando após 1970 através dos conceitos de gozo e lalíngua: abordamos alguns aspectos desses conceitos, sem a pretensão de esgotá-los, não sem antes destacar a importância do objeto a na década de 1960 como uma parte de excesso insignificantizável. Terceiro, através de Gilles Deleuze, apresentamos como desde 1968, na esteira do projeto kantiano, o filósofo destaca o conceito de intensidade propriamente dito nos termos de um empirismo transcendental, para em seguida mapear os destinos desse conceito em sua obra conjunta com o psicanalista Félix Guattari, diante da qual conferimos uma atenção especial ao conceito de corpo sem órgãos (CsO) como topos da experiência da intensidade e seu excesso por excelência. Por esses três caminhos, propomos elementos para uma superposição conceitual entre a pulsão — especialmente a pulsão de morte —, a intensidade e o gozo, a fim de pensar a experiência do excesso intensivo. Superposição pela qual exercitamos promover uma outra relação menos dualista e dicotômica entre os conceitos de Freud, Lacan, Deleuze e Guattari. |
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Primeiro, através de Freud, procuramos mostrar algo do excesso intensivo presente desde as concepções quantitativas no início de sua obra, para então evidenciar sua importância com o conceito de pulsão de morte em 1920, o excesso irrepresentável e seu traumático. Segundo, através de Jacques Lacan, mostramos como no primeiro momento de seu ensino o excesso se encontraria vedado e negativado, retornando após 1970 através dos conceitos de gozo e lalíngua: abordamos alguns aspectos desses conceitos, sem a pretensão de esgotá-los, não sem antes destacar a importância do objeto a na década de 1960 como uma parte de excesso insignificantizável. 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Superposição pela qual exercitamos promover uma outra relação menos dualista e dicotômica entre os conceitos de Freud, Lacan, Deleuze e Guattari.The present work sets out to conduct a mapping of the intensive excess experience, specifying this as the most radical experience of the quantitative and economic dimension of the subjectivation and clinical processes since Sigmund Freud. Through intensity and its excess, we consider a way to include the experience of the limit and its beyond, towards a remaking of the limits of experience. In this sense, we address some implications for subjectivation and the clinic: our hypothesis is that, from such an experience, we can deal with an excess of the Unconscious and an excess of the clinic. We seek to map the experience of intensity and its excess through three paths, which constitute the conceptual plan of this research. First, through Freud, we seek to exhibit a glimpse of the intensive excess present since the quantitative conceptions at the beginning of his work, to then highlight its importance with the concept of death drive in 1920, the unrepresentable excess and its traumatic nature. Second, through Jacques Lacan, we show how, in the first moment of his teachings, excess was sealed and negated, returning after 1970 through the concepts of jouissance and lalangue: we address some aspects of these concepts, without the intention of exhausting them, first highlighting the importance of object a in the 1960s as a part of insignificantisable excess. Third, through Gilles Deleuze, we present how, since 1968, in the wake of the Kantian project, the philosopher highlights the concept of intensity itself in terms of a transcendental empiricism, to then map the fates of this concept in his joint work with psychoanalyst Félix Guattari, in which we pay special attention to the concept of body without organs (BwO) as topos of the experience of intensity and its excess par excellence. Through these three paths, we propose elements for a conceptual superposition between the drive — especially the death drive —, intensity and jouissance, in order to think about the experience of intensive excess. Through this superposition, we seek to promote another less dualistic and dichotomous relationship between the concepts of Freud, Lacan, Deleuze and Guattari.496 f.Pereira, Eduardo Henrique Passoshttp://lattes.cnpq.br/8055904604783399Safatle, Vladimir PinheiroSchiavon, João PerciMurta, Claudia Pereira do CarmoMizoguchi, Danichi Hausenhttp://lattes.cnpq.br/0233186437014059Pinto, Fabrício Martins2025-03-24T13:03:11Z2025-03-24T13:03:11Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfPINTO, Fabrício Martins. Sobre a experiência do excesso intensivo: implicações para o plano do inconsciente e da clínica. 2024. 496 f. 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