Análise de associações de variáveis em crianças vacinadas ou não com PCV 10 internadas por pneumonia grave em Niterói-RJ em relação aos desfechos óbito e tempo de internação em UTI pediátrica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Roberta Gabriela de Mattos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40619
Resumo: INTRODUÇÃO: A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de mortalidade infecciosa infantil no mundo, com o Streptococcus pneumoniae sendo seu principal agente etiológico bacteriano. Após a introdução da vacina pneumocócica conjugada 10-Valente (PCV10) no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2010, observou-se uma redução na morbimortalidade relacionada a essa doença. Este estudo visa analisar o perfil clínico dos pacientes que evoluíram com formas graves da PAC, em relação à vacina PCV-10, em UTIs pediátricas. OBJETIVO: Estudar a evolução dos pacientes internados por pneumonia adquirida na comunidade (PAC) grave em UTI pediátrica e a relação da vacinação com PCV10 buscando as possíveis associações das variáveis com o desfecho de óbito, visando fornecer subsídios para a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências em Niterói. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, transversal e retrospectivo, utilizando dados de prontuários de pacientes internados entre janeiro de 2017 e outubro de 2022, em dois hospitais de Niterói, RJ. Foram incluídos pacientes com idade entre 29 dias e 12 anos incompletos, diagnosticados com PAC grave, conforme critérios da OMS. Foram excluídos prontuários sem dados vacinais e pacientes que tiveram alta com menos de 48 horas de internação. As variáveis estudadas incluíram sexo, idade, tipo de rede de atendimento (pública ou privada), tempo de doença antes da internação, tratamento prévio à internação, presença de sepse na admissão, vacinação com PCV10, presença de comorbidades, presença de complicações, uso de ventilação mecânica invasiva (VMI), tempo de internação na UTI e óbito. A análise dos dados foi realizada por meio de uma análise estatística descritiva, apresentando frequências absolutas e relativas das variáveis categóricas e medidas de tendência central (média) e de variabilidade (desvio padrão) das variáveis numéricas contínuas. Para a comparação de médias, utilizou-se o Teste U de Mann- Whitney e, para a comparação de proporções, o Teste do Qui-quadrado. Foi concebido também um modelo hierarquizado para avaliação das variáveis que mais influenciaram o desfecho óbito, realizado através de regressão logística. RESULTADOS: Foram analisados 478 prontuários, dos quais 397 (83%) eram de pacientes vacinados. Não houve predomínio significativo quanto ao sexo, e 281 (58,8%) dos pacientes eram lactentes. A maior parte dos pacientes, 285 (59,6%), era da rede pública. Dos pacientes, 97 (20,3%) estavam sépticos no momento da internação e 128 (26,8%) necessitaram de VMI. O tempo médio de permanência na UTI foi de 9,8 dias. Complicações durante a internação foram observadas em 44 (9,2%) dos pacientes, e 29 (6,1%) evoluíram a óbito. Não houve diferença estatisticamente significativa em relação ao óbito entre os grupos vacinados e não vacinados (p = 0,579). A média de dias entre a internação e o óbito foi de 10,07 dias. Entre os tipos de rede de atendimento, observou-se menos óbitos em hospitais privados (HPr) comparados aos hospitais públicos (HP) (p= 0,001). A maioria das hemoculturas, 407 (85,1%), foi negativa; o agente mais encontrado nas hemoculturas positivas foi o grupo do Staphylococcus coagulase negativo. CONCLUSÕES: Houve uma maior frequência de pacientes vacinados na rede privada em comparação à rede pública, possivelmente explicada pela facilidade de acesso ao imunizante. Além disso, não foi observada diferença estatisticamente significativa entre pacientes vacinados e não vacinados em relação ao desfecho óbito. Isso pode ter ocorrido devido à gravidade dos casos no momento da internação e ao caráter preventivo da vacina. No entanto, observou-se um menor tempo de permanência na UTI no grupo vacinado.
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OBJETIVO: Estudar a evolução dos pacientes internados por pneumonia adquirida na comunidade (PAC) grave em UTI pediátrica e a relação da vacinação com PCV10 buscando as possíveis associações das variáveis com o desfecho de óbito, visando fornecer subsídios para a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências em Niterói. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, transversal e retrospectivo, utilizando dados de prontuários de pacientes internados entre janeiro de 2017 e outubro de 2022, em dois hospitais de Niterói, RJ. Foram incluídos pacientes com idade entre 29 dias e 12 anos incompletos, diagnosticados com PAC grave, conforme critérios da OMS. Foram excluídos prontuários sem dados vacinais e pacientes que tiveram alta com menos de 48 horas de internação. As variáveis estudadas incluíram sexo, idade, tipo de rede de atendimento (pública ou privada), tempo de doença antes da internação, tratamento prévio à internação, presença de sepse na admissão, vacinação com PCV10, presença de comorbidades, presença de complicações, uso de ventilação mecânica invasiva (VMI), tempo de internação na UTI e óbito. A análise dos dados foi realizada por meio de uma análise estatística descritiva, apresentando frequências absolutas e relativas das variáveis categóricas e medidas de tendência central (média) e de variabilidade (desvio padrão) das variáveis numéricas contínuas. Para a comparação de médias, utilizou-se o Teste U de Mann- Whitney e, para a comparação de proporções, o Teste do Qui-quadrado. Foi concebido também um modelo hierarquizado para avaliação das variáveis que mais influenciaram o desfecho óbito, realizado através de regressão logística. RESULTADOS: Foram analisados 478 prontuários, dos quais 397 (83%) eram de pacientes vacinados. Não houve predomínio significativo quanto ao sexo, e 281 (58,8%) dos pacientes eram lactentes. A maior parte dos pacientes, 285 (59,6%), era da rede pública. Dos pacientes, 97 (20,3%) estavam sépticos no momento da internação e 128 (26,8%) necessitaram de VMI. O tempo médio de permanência na UTI foi de 9,8 dias. Complicações durante a internação foram observadas em 44 (9,2%) dos pacientes, e 29 (6,1%) evoluíram a óbito. Não houve diferença estatisticamente significativa em relação ao óbito entre os grupos vacinados e não vacinados (p = 0,579). A média de dias entre a internação e o óbito foi de 10,07 dias. Entre os tipos de rede de atendimento, observou-se menos óbitos em hospitais privados (HPr) comparados aos hospitais públicos (HP) (p= 0,001). A maioria das hemoculturas, 407 (85,1%), foi negativa; o agente mais encontrado nas hemoculturas positivas foi o grupo do Staphylococcus coagulase negativo. CONCLUSÕES: Houve uma maior frequência de pacientes vacinados na rede privada em comparação à rede pública, possivelmente explicada pela facilidade de acesso ao imunizante. Além disso, não foi observada diferença estatisticamente significativa entre pacientes vacinados e não vacinados em relação ao desfecho óbito. Isso pode ter ocorrido devido à gravidade dos casos no momento da internação e ao caráter preventivo da vacina. No entanto, observou-se um menor tempo de permanência na UTI no grupo vacinado.Community-acquired pneumonia (CAP) is a leading cause of infectious mortality among children worldwide, predominantly caused by Streptococcus pneumoniae. Following the introduction of the 10-Valent Pneumococcal Conjugate Vaccine (PCV10) into Brazil's National Immunization Program in 2010, a notable reduction in morbidity and mortality associated with this condition has been observed. This study examines the clinical profiles and outcomes of severe CAP in pediatric patients in intensive care, focusing on the impact of PCV10 vaccination. METHODS: This observational, cross-sectional, retrospective study analyzed medical records from January 2017 to October 2022 of patients aged 29 days to less than 12 years, diagnosed with severe CAP based on WHO criteria, in two hospitals in Niterói, RJ, Brazil. Data from patients lacking vaccination records or discharged within 48 hours of admission were excluded. Analyzed variables included sex, age, type of healthcare facility (public or private), duration of illness before admission, prior treatments, sepsis at admission, PCV10 vaccination status, comorbidities, complications, use of invasive mechanical ventilation (IMV), length of ICU stay, and mortality. Data were analyzed using descriptive statistics, Mann- Whitney U tests for continuous variables, and chi-square tests for categorical variables. A hierarchical model was also constructed for logistic regression to identify variables significantly affecting mortality outcomes. RESULTS: Out of 478 patient records analyzed, 397 (83%) were vaccinated. No significant sex predominance was observed, and 281 (58.8%) patients were infants. The majority, 285 (59.6%), were treated in public healthcare facilities. At admission, 97 (20.3%) patients were septic, and 128 (26.8%) required IMV. The average ICU stay was 9.8 days. Complications were noted in 44 (9.2%) patients, and 29 (6.1%) succumbed to their condition. There was no statistically significant difference in mortality between vaccinated and unvaccinated groups (p=0.579), although the average duration from admission to death was slightly shorter among vaccinated patients (10.07 days). Fewer deaths occurred in private hospitals compared to public ones (p=0.001). Most blood cultures (85.1%) were negative, with coagulase-negative Staphylococcus being the most common pathogen isolated. CONCLUSIONS: A higher frequency of vaccinated patients was noted in private versus public hospitals, likely reflecting easier access to the vaccine. Despite the severity of cases at admission and the preventive nature of the vaccine, no significant differences in mortality outcomes were observed between vaccinated and unvaccinated patients. However, vaccinated patients had a shorter average ICU stay.77 f.Sant’Anna, Maria de Fátima Bazhuni Pombohttp://lattes.cnpq.br/7938497978049316Sant’Anna, Clemax Coutohttp://lattes.cnpq.br/7085674308155467Schmidt, Christiane Mellohttp://lattes.cnpq.br/0408510078605789Cartaxo, Constantino Giovanni Bragahttp://lattes.cnpq.br/3608234302688315Aurilio, Rafaela Baronihttp://lattes.cnpq.br/7639750304809384http://lattes.cnpq.br/7031432701108072Silva, Roberta Gabriela de Mattos2025-10-23T11:53:05Z2025-10-23T11:53:05Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Roberta Gabriela de Mattos. 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