Avaliação do efeito antimicrobiano de óleos essenciais frente a estirpes patogênicas e aplicação em mexilhão (perna perna) cozido
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/39254 |
Resumo: | O pescado é um grupo de alimentos de grande importância, relevante como fonte de proteína animal devido ao alto valor nutricional. Os moluscos bivalves, destacando-se o mexilhão, são animais filtradores de grande importância, ligados diretamente a ocorrência de doenças de origem alimentar. A utilização de conservantes naturais, como os óleos essenciais de diferentes vegetais é uma maneira de promover a segurança dos alimentos, eliminando os microrganismos patogênicos e aumentando o prazo comercial de produtos alimentícios. Objetivou-se com o presente estudo avaliar o efeito antimicrobiano de óleos essenciais frente a estirpes patogênicas de interesse em alimentos, aplicando-se em mexilhão cozido e estocado durante 10 dias. Os óleos essenciais de alecrim, limão siciliano, manjericão e orégano foram testados in vitro por meio da técnica de difusão em poços e determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Na segunda fase, o óleo essencial de orégano (OEO) foi aplicado em mexilhões cozidos inoculados com Salmonella Enteritidis e Escherichia coli e armazenados por 10 dias, com realização de contagem de unidades formadoras de colônia (UFC) típicas para os microrganismos nos dias 0, 2, 4, 6, 8 e 10. Na análise in vitro, observou-se que os óleos essenciais de limão siciliano e alecrim não possuíram efeito inibitório frente as estirpes patogênicas estudadas. O óleo essencial de manjericão (OEM) apresentou efeito inibitório sobre E. coli, Staphylococcus aureus e Salmonella Enteritidis, obtendo CIM variando de 16% a 32%, assim como a CBM. O OEO apresentou o melhor resultado frente aos quatro microrganismos testados, com CIM de 1% e CBM variando entre 1% e 8%. Selecionou-se o OEO para a realização da segunda etapa. A inoculação do OEO em mexilhões cozidos inoculados com Salmonella Enteritidis e Escherichia coli demonstrou o potencial inibitório do óleo frente aos microrganismos durante 10 dias de armazenamento, tendo um efeito superior de inibição para Salmonella -2.252 log CFU/g em comparação ao grupo sem adição de OE. Os resultados da pesquisa sugerem que a aplicação de OE em alimentos com objetivo de aumentar o prazo comercial e inibir o desenvolvimento de microrganismos é uma estratégia promissora, sendo necessário, porém, se atentar as limitações impostas para determinar ao certo o potencial uso dessas substâncias como conservantes naturais em alimentos. |
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Avaliação do efeito antimicrobiano de óleos essenciais frente a estirpes patogênicas e aplicação em mexilhão (perna perna) cozidoAção inibitóriaMicrorganismos patogênicosMoluscos bivalvesÓleos essenciaisBivalvesMexilhãoÓleo volátilConservante de alimentosSegurança alimentarInhibitory actionPathogenic microorganismsBivalve molluscsEssential oilsO pescado é um grupo de alimentos de grande importância, relevante como fonte de proteína animal devido ao alto valor nutricional. Os moluscos bivalves, destacando-se o mexilhão, são animais filtradores de grande importância, ligados diretamente a ocorrência de doenças de origem alimentar. A utilização de conservantes naturais, como os óleos essenciais de diferentes vegetais é uma maneira de promover a segurança dos alimentos, eliminando os microrganismos patogênicos e aumentando o prazo comercial de produtos alimentícios. Objetivou-se com o presente estudo avaliar o efeito antimicrobiano de óleos essenciais frente a estirpes patogênicas de interesse em alimentos, aplicando-se em mexilhão cozido e estocado durante 10 dias. Os óleos essenciais de alecrim, limão siciliano, manjericão e orégano foram testados in vitro por meio da técnica de difusão em poços e determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Na segunda fase, o óleo essencial de orégano (OEO) foi aplicado em mexilhões cozidos inoculados com Salmonella Enteritidis e Escherichia coli e armazenados por 10 dias, com realização de contagem de unidades formadoras de colônia (UFC) típicas para os microrganismos nos dias 0, 2, 4, 6, 8 e 10. Na análise in vitro, observou-se que os óleos essenciais de limão siciliano e alecrim não possuíram efeito inibitório frente as estirpes patogênicas estudadas. O óleo essencial de manjericão (OEM) apresentou efeito inibitório sobre E. coli, Staphylococcus aureus e Salmonella Enteritidis, obtendo CIM variando de 16% a 32%, assim como a CBM. O OEO apresentou o melhor resultado frente aos quatro microrganismos testados, com CIM de 1% e CBM variando entre 1% e 8%. Selecionou-se o OEO para a realização da segunda etapa. A inoculação do OEO em mexilhões cozidos inoculados com Salmonella Enteritidis e Escherichia coli demonstrou o potencial inibitório do óleo frente aos microrganismos durante 10 dias de armazenamento, tendo um efeito superior de inibição para Salmonella -2.252 log CFU/g em comparação ao grupo sem adição de OE. Os resultados da pesquisa sugerem que a aplicação de OE em alimentos com objetivo de aumentar o prazo comercial e inibir o desenvolvimento de microrganismos é uma estratégia promissora, sendo necessário, porém, se atentar as limitações impostas para determinar ao certo o potencial uso dessas substâncias como conservantes naturais em alimentos.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorFundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de JaneiroSeafood is a highly important food group, distinguished as a source of animal protein due to its high nutritional value. Bivalve molluscs, particularly mussels, are filter-feeding animals of great significance, directly linked to the occurrence of foodborne diseases. The use of natural preservatives, such as essential oils from various plants, is a means of promoting food safety by eliminating pathogenic microorganisms and extending the shelf life of food products. This study aimed to evaluate the antimicrobial effect of essential oils against pathogenic strains of interest in food, applied to cooked mussels stored for 10 days. The essential oils of rosemary, Sicilian lemon, basil, and oregano were tested in vitro using the well diffusion technique and the determination of Minimum Inhibitory Concentration (MIC) and Minimum Bactericidal Concentration (MBC). In the second phase, oregano essential oil (OEO) was applied to cooked mussels inoculated with Salmonella Enteritidis and Escherichia coli, stored for 10 days, with colony-forming units (CFU) counts typical for the microorganisms conducted on days 0, 2, 4, 6, 8, and 10.In the in vitro analysis, it was observed that the essential oils of Sicilian lemon and rosemary did not exhibit inhibitory effects against the pathogenic strains studied. The essential oil of basil (BEO) showed inhibitory effects on E. coli, Staphylococcus aureus, and Salmonella Enteritidis, with MIC ranging from 16% to 32%, as well as MBC. The essential oil of oregano (OEO) presented the best results against the four microorganisms tested, with a MIC of 1% and MBC ranging between 1%-8%. The inoculation of OEO in cooked mussels inoculated with Salmonella Enteritidis and Escherichia coli demonstrated the oil's inhibitory potential against the microorganisms over 10 days of storage, showing a superior inhibitory effect for Salmonella Enteritidis, with a 2.252 log CFU/g difference compared to the group without EO addition. The research results suggest that the application of EO in foods to extend shelf life and inhibit the growth of microorganisms is a promising strategy. However, attention must be paid to the limitations imposed to accurately determine the potential use of these substances as natural preservatives in food.81 f.Duarte, Maria Carmela Kasnowski Holandahttp://lattes.cnpq.br/4784792242339859Mesquita, Eliana de Fátima Marques dehttp://lattes.cnpq.br/4109356329417202Calixto, Flávia Aline Andradehttp://lattes.cnpq.br/2979010455104197Pereira, Karen Signorihttp://lattes.cnpq.br/4822892758694707Souza, André Luiz Medeiros dehttp://lattes.cnpq.br/7650114667100077http://lattes.cnpq.br/3029800516381886Oliveira, Laura Ribeiro Cerqueira de2025-07-17T13:36:50Z2025-07-17T13:36:50Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfOLIVEIRA, Laura Ribeiro Cerqueira de. Avaliação do efeito antimicrobiano de óleos essenciais frente a estirpes patogênicas e aplicação em mexilhão (perna perna) cozido. 2024. 81 f. Dissertação (Mestrado em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal) - Faculdade de Veterinária, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.https://app.uff.br/riuff/handle/1/39254ark:/87559/001300001c6m4CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-07-17T13:36:50Zoai:app.uff.br:1/39254Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-07-17T13:36:50Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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O pescado é um grupo de alimentos de grande importância, relevante como fonte de proteína animal devido ao alto valor nutricional. Os moluscos bivalves, destacando-se o mexilhão, são animais filtradores de grande importância, ligados diretamente a ocorrência de doenças de origem alimentar. A utilização de conservantes naturais, como os óleos essenciais de diferentes vegetais é uma maneira de promover a segurança dos alimentos, eliminando os microrganismos patogênicos e aumentando o prazo comercial de produtos alimentícios. Objetivou-se com o presente estudo avaliar o efeito antimicrobiano de óleos essenciais frente a estirpes patogênicas de interesse em alimentos, aplicando-se em mexilhão cozido e estocado durante 10 dias. Os óleos essenciais de alecrim, limão siciliano, manjericão e orégano foram testados in vitro por meio da técnica de difusão em poços e determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Na segunda fase, o óleo essencial de orégano (OEO) foi aplicado em mexilhões cozidos inoculados com Salmonella Enteritidis e Escherichia coli e armazenados por 10 dias, com realização de contagem de unidades formadoras de colônia (UFC) típicas para os microrganismos nos dias 0, 2, 4, 6, 8 e 10. Na análise in vitro, observou-se que os óleos essenciais de limão siciliano e alecrim não possuíram efeito inibitório frente as estirpes patogênicas estudadas. O óleo essencial de manjericão (OEM) apresentou efeito inibitório sobre E. coli, Staphylococcus aureus e Salmonella Enteritidis, obtendo CIM variando de 16% a 32%, assim como a CBM. O OEO apresentou o melhor resultado frente aos quatro microrganismos testados, com CIM de 1% e CBM variando entre 1% e 8%. Selecionou-se o OEO para a realização da segunda etapa. A inoculação do OEO em mexilhões cozidos inoculados com Salmonella Enteritidis e Escherichia coli demonstrou o potencial inibitório do óleo frente aos microrganismos durante 10 dias de armazenamento, tendo um efeito superior de inibição para Salmonella -2.252 log CFU/g em comparação ao grupo sem adição de OE. Os resultados da pesquisa sugerem que a aplicação de OE em alimentos com objetivo de aumentar o prazo comercial e inibir o desenvolvimento de microrganismos é uma estratégia promissora, sendo necessário, porém, se atentar as limitações impostas para determinar ao certo o potencial uso dessas substâncias como conservantes naturais em alimentos. |
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