Arte, formação e docência na educação infantil: narrativas do sensível

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Corrêa, Carla Andréa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300000fxs4
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Art
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/15682
Resumo: Identificar e analisar sentidos da formação estética docente, no diálogo com a arte e a educação, é o objetivo geral dessa pesquisa, a qual procurou percorrer caminhos abertos por algumas questões: qual o lugar da sensibilidade na vida de professoras? Qual o lugar da sensibilidade na educação? Qual o lugar da arte na vida de professoras? Qual o lugar da arte na formação de professores? Seguir as indagações formuladas conduziu a pesquisa na direção de um traçado teórico-metodológico baseado nas abordagens (auto) biográficas para, então, (re)conhecer histórias de vida e formação de um grupo de professoras da infância, focando em aspectos que dizem respeito aos seus contatos, saberes e fazeres no campo da arte. Nesse sentido, o material biográfico trabalhado foi composto por um conjunto de narrativas de 24 professoras de Educação Infantil da Rede Municipal de Educação de Macaé/RJ, produzidas a partir da reflexão proposta às participantes: como a arte estava em suas vidas e como gostariam que estivesse. Para traçar um diálogo com as professoras-narradoras a partir da trama de suas memórias, o exercício de uma escuta sensível foi imprescindível e, portanto, mais do que interpretar suas vozes buscou-se identificar tempos, espaços, limites e possibilidades para as experiências constitutivas de suas histórias. Assim, tal como em uma roda de conversa ao pé da árvore, diferentes sujeitos tomam a palavra – a pesquisadora, as professoras-narradoras e os autores que norteiam a base teórica dessa pesquisa. Na força da palavra, as professoras dizem da família e da escola como mediadoras do contato com suas experiências sensíveis – que nomeiam como contato o artesanato, a fotografia, a dança, o teatro, o museu e a literatura. A família e a escola são apontadas como importantes incentivadores de experiências estéticas, embora esbarrem em limites, como pouco acesso a equipamentos culturais e à arte, seja pela falta de oferta na cidade ou, no caso da escola, pelo fato de restringir o contato com a arte às festividades e trabalhos manuais, com rara variedade de materiais. O contato com a natureza, seja no quintal da casa ou nas paisagens ao redor, aparece também como importante elemento de formação estética, como um espaço de inspiração, meio sensibilizador do olhar, incentivador da imaginação e da criação que chama à beleza. As narrativas docentes indicam que a sensibilidade estética é tocada e cultivada não apenas no encontro com a arte e produções artísticas, mas no encontro com tudo que nos rodeia, a natureza, a cultura, as relações sociais. Estética é o contrário da indiferença e, nesse caminho, arte e natureza podem ser oportunidades de ampliar conexões, na formação e na prática docentes. A importância da formação estética para a docência revela-se como um caminho que potencializa novas formas de pensar, sentir e agir no mundo
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Nesse sentido, o material biográfico trabalhado foi composto por um conjunto de narrativas de 24 professoras de Educação Infantil da Rede Municipal de Educação de Macaé/RJ, produzidas a partir da reflexão proposta às participantes: como a arte estava em suas vidas e como gostariam que estivesse. Para traçar um diálogo com as professoras-narradoras a partir da trama de suas memórias, o exercício de uma escuta sensível foi imprescindível e, portanto, mais do que interpretar suas vozes buscou-se identificar tempos, espaços, limites e possibilidades para as experiências constitutivas de suas histórias. Assim, tal como em uma roda de conversa ao pé da árvore, diferentes sujeitos tomam a palavra – a pesquisadora, as professoras-narradoras e os autores que norteiam a base teórica dessa pesquisa. Na força da palavra, as professoras dizem da família e da escola como mediadoras do contato com suas experiências sensíveis – que nomeiam como contato o artesanato, a fotografia, a dança, o teatro, o museu e a literatura. A família e a escola são apontadas como importantes incentivadores de experiências estéticas, embora esbarrem em limites, como pouco acesso a equipamentos culturais e à arte, seja pela falta de oferta na cidade ou, no caso da escola, pelo fato de restringir o contato com a arte às festividades e trabalhos manuais, com rara variedade de materiais. O contato com a natureza, seja no quintal da casa ou nas paisagens ao redor, aparece também como importante elemento de formação estética, como um espaço de inspiração, meio sensibilizador do olhar, incentivador da imaginação e da criação que chama à beleza. As narrativas docentes indicam que a sensibilidade estética é tocada e cultivada não apenas no encontro com a arte e produções artísticas, mas no encontro com tudo que nos rodeia, a natureza, a cultura, as relações sociais. Estética é o contrário da indiferença e, nesse caminho, arte e natureza podem ser oportunidades de ampliar conexões, na formação e na prática docentes. A importância da formação estética para a docência revela-se como um caminho que potencializa novas formas de pensar, sentir e agir no mundoIdentifying and analyzing senses of the aesthetic teacher training, in the dialogue with art and education, is the general objective of this research, which aimed to follow ways opened by some questions: what is the place of sensibility in teachers' lives? What is the place of sensibility in education? What is the place of art in teachers’ lives? What is the place of art in teachers’ training? Following the questions made led the research in the direction of a methodological and theoretical path based on the (auto) biographical approaches in order to know (recognize) life stories and training of a group of teachers for children, focusing in aspect related to their contacts, knowledge and practice in the art field. In this sense, the biographical material worked was made of a set of narratives from 24 teachers of Childhood Education in the City of Macaé, state of Rio de Janeiro, made from a reflection proposed to the participants: how art was in their lives and how they would like it to be. In order to hold a dialogue with the teachers-narrators from their memory plots, the exercise of a sensible hearing was indispensable, therefore, more than interpreting their voices it was necessary to identify times, spaces, limits and possibilities for their history constitutive experience. Therefore, as well as a round-table discussion by the tree, different subjects have the word - the researcher, the teachers-narrators and the authors who found this research theoretical framework. In the power of words, the teachers talk about family and school as mediators of the contact with their sensitive experiences - they name contact as handicraft, photography, dance, theater, museum and literature. Family and school are pointed as important motivator of aesthetic experiences, although they bump into limits, such as little access to cultural equipment and art, whether for lack of offer in the city or, in the case of school, with little contact with art when it is restrict to parties and handwork, with rare variety of material. Contact with nature, whether in the house backyard or in the surrounding landscape, also appears as an important element of aesthetic training, as a space of inspiration, view sensitizing way, motivator of imagination and creation that calls to beauty. Teachers’ narratives indicate that the aesthetic sensitiveness is touched and cultivated not only in the meeting with art and art productions, but in the meeting with everything that surrounds us, nature, culture, social relations. Aesthetics is the opposite of indifference and, this way, art and nature may be opportunities to broad connections, in teachers’ training and practice. The importance of aesthetic training for teacher reveals itself as a way that enhances new forms of thinking, feeling and acting in the world147 f.Ostetto, Luciana EsmeraldaOstetto, Luciana EsmeraldaSilva, Dagmar de Mello eBernardes,Rosvita KolbGuedes, ADRIANNE Ogêdahttp://lattes.cnpq.br/9443942701643596http://lattes.cnpq.br/7470127128501920http://lattes.cnpq.br/7470127128501920http://lattes.cnpq.br/4435613728839687http://lattes.cnpq.br/3599603278609656http://lattes.cnpq.br/4803819887549154Corrêa, Carla Andréa2020-10-30T19:39:37Z2020-10-30T19:39:37Z2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCORRÊA, Carla Andréa. Arte, formação e docência na educação infantil: narrativas do sensível. 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