Cor(poro)cidades: experimentando (re)existências
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/39926 |
Resumo: | Dos trajetos e encontros produzidos na superfície da cidade, cria-se um plano de pesquisa e experimentação, envolvendo o próprio corpo que pesquisa e vivencia a cidade cotidianamente. Nesse processo, corpo e cidade se embaralham, chegando ao ponto de ser impossível separá-los. Assim, reivindica-se o uso do termo corpocidade – inspirado na Plataforma Corpocidade – enquanto expressão desse modo de pesquisar num imbricamento total entre os termos da pesquisa, denotando ainda, a relação imanente entre o corpo que pesquisa e suas questões problemáticas: como pesquisar experimentando corpocidade? Como produzir modos de (re)existência ao corpocidade em meio aos controles cotidianos? O corpo pesquisadora que inquieta-se e produz seus questionamentos é convocado aqui em sua condição vibrátil, tal qual discute Suely Rolnik, guiando-se por seu próprio regime de afetabilidade no encontro citadino. Nesta pesquisa, os espaços construídos da cidade, assim como nossa subjetividade – os modos de ser, estar, produzir e desejar – serão pensados enquanto campos de externalidade por excelência, como desenvolve Félix Guattari, ambos constituídos por máquinas sociais, econômicas, políticas, ecológicas, históricas e desejantes. A partir desse campo de produção maquínica produz-se a vida, e também os modos possíveis desta pesquisa. Desta maneira, é através do movimento de percorrer a cidade, criar jogos inusitados com a mesma, dentre derivas urbanas e encontros com bandos que a pensam, que o corpo pesquisadora busca modos de pesquisar/experienciar suas questões. Refletir sobre a construção dessa pesquisa, leva a discussão dos dispositivos, das formas de fazer ver e fazer falar sobre as forças e formas que constituem esse campo problemático, e mais, diz das formas de produção de disjunções entre o ver e o falar, produzindo o pensar. Estando este, em constante atrelamento à experiência, como bem aponta Michel Foucault. Sendo assim, dentre os encontros com a cidade, nas experimentações de um modo de pesquisar, tendo o amparo de expressões das artes visuais (Matta-Clark, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Artur Barrio, dentre outros) e da literatura (Allan Poe, André Breton, Virgínia Woolf), a pesquisa vai se compondo. Nesse processo, são apontadas as forças que atravessam o corpo pesquisadora na cidade, colocando-o em movimentos inusitados. Para isso, apropria-se dos conceitos de devir e dobrar, a partir das discussões de Gilles Deleuze, Félix Guattari e Michel Foucault, a fim de apresentar a emergência de outros modos de pensar/experimentar as questões, puxando linhas de (re)existência desses caminhos. |
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O corpo pesquisadora que inquieta-se e produz seus questionamentos é convocado aqui em sua condição vibrátil, tal qual discute Suely Rolnik, guiando-se por seu próprio regime de afetabilidade no encontro citadino. Nesta pesquisa, os espaços construídos da cidade, assim como nossa subjetividade – os modos de ser, estar, produzir e desejar – serão pensados enquanto campos de externalidade por excelência, como desenvolve Félix Guattari, ambos constituídos por máquinas sociais, econômicas, políticas, ecológicas, históricas e desejantes. A partir desse campo de produção maquínica produz-se a vida, e também os modos possíveis desta pesquisa. Desta maneira, é através do movimento de percorrer a cidade, criar jogos inusitados com a mesma, dentre derivas urbanas e encontros com bandos que a pensam, que o corpo pesquisadora busca modos de pesquisar/experienciar suas questões. Refletir sobre a construção dessa pesquisa, leva a discussão dos dispositivos, das formas de fazer ver e fazer falar sobre as forças e formas que constituem esse campo problemático, e mais, diz das formas de produção de disjunções entre o ver e o falar, produzindo o pensar. Estando este, em constante atrelamento à experiência, como bem aponta Michel Foucault. Sendo assim, dentre os encontros com a cidade, nas experimentações de um modo de pesquisar, tendo o amparo de expressões das artes visuais (Matta-Clark, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Artur Barrio, dentre outros) e da literatura (Allan Poe, André Breton, Virgínia Woolf), a pesquisa vai se compondo. Nesse processo, são apontadas as forças que atravessam o corpo pesquisadora na cidade, colocando-o em movimentos inusitados. Para isso, apropria-se dos conceitos de devir e dobrar, a partir das discussões de Gilles Deleuze, Félix Guattari e Michel Foucault, a fim de apresentar a emergência de outros modos de pensar/experimentar as questões, puxando linhas de (re)existência desses caminhos.From paths and meetings produced on the surface of the city, it creates a plan of research and experimentation, involving the own body that researches and experiences the city daily. In this process, the body and the city is muddled to the point of being impossible to separate them. Thus, it reclaims the use of the term bodycity - inspired by Platform Bodycity - as an expression of this way of search in a total overlapping between the research terms, also denoting the immanent relation between the body that researches and his problematic issues: how to search experiencing bodycity? How to produce ways of (re)existence to bodycity among the daily controls? The research body that restless himself and create their questions is called here in his vibratile condition, such like Suely Rolnik discuss, walking through her own affectivity on the urban meeting. In this research, the builded spaces of the city, as well as our subjectivity - the ways of being, living, create and desire - will be thought of as fields of externality par excellence as Guattari develops, both consisting of social, economic, political, ecological, historical and desiring machines. In this field of machinic production it produces life, and also the possible ways of this research. Thus, it's through the movement of navigate in the city, creating weird games with the same among urban drifts and encounters with gangs who think her, that the body researcher seek ways to search / experience his questions. Thinking about the construction of this research leads to discussion of the devices, the ways to do see and do talk about the forces and forms that make up this problem area, and more, mentions the forms of production of disjunctions between seeing and speaking, producing the thinking. While this is in a constant relation with the experience, as well as Foucault points. Thus, among the meetings with the city, in the trials of a search mode, having the protection of expressions of visual arts (Matta-Clark, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Meireles, Artur Barrio, among others) and literature (Allan Poe, André Breton, Virginia Woolf), the research will be composing. In this process, it presents the forces that cross the body researcher in the city, putting it in unusual movement. For this, appropriates the concepts of becoming and folding, from the discussions of Deleuze, Guattari and Foucault, pretending to present the emergence of new ways of thinking / experiencing issues, drawing lines of (re) existence of these paths.108 f.Aguiar, Kátia Faria dehttp://lattes.cnpq.br/0285800384890131Ferreira, Marcelo SantanaLavrador, Cristina CampelloPimentel, Mariana Rodrigueshttp://lattes.cnpq.br/8927234000520365Craveiro, Camila Caires2025-08-26T14:42:15Z2025-08-26T14:42:15Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCRAVEIRO, Camila Caires. Cor(poro)cidades: experimentando (re)existências. 2014. 108 f. 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