Psicologia política do corpo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/37768 |
Resumo: | Esta pesquisa é fruto de anos de investigações transdisciplinares e contemporâneas da obra de Wilhelm Reich em diálogo com autores e pesquisas em diferentes áreas de saber, bem como de anos de prática clínica dentro da atuação como psicólogo e terapeuta pós-reichiano. Alguns conceitos da filosofia de Baruch Spinoza são utilizados como fio condutor das principais temáticas, como o conceito de conatus (esforço de perseverança) e de imperium (autodeterminação), que tanto permitem o desdobramento das ideias quanto indicam a necessidade de gerarmos clarezas no pensamento a respeito de nossas posturas políticas e micropolíticas. Algumas perguntas psicopolíticas nos servem de guia: o que geramos com nossos desejos? Qual é a clareza que temos das gerações que fazemos? E que tipo de práticas políticas constituímos a partir desses desejos? A diferenciação entre as ideias que construímos puramente verbais e as que construímos com a autopercepção do corpo constituirá a principal diferença entre os mundos virtuais transcendentes que geramos e aqueles com gradações maiores na imanência. O entendimento dos mecanismos de coengendramento constante dos processos de formação caracterial e de formação de contextos político-sociais baliza uma perspectiva clínico-política e uma psicologia política que inclui os processos autônomos do corpo, suas potencialidades e vicissitudes. A compreensão clínica de Reich a respeito do funcionamento do caráter e da couraça nos dá subsídios para explorar novos conceitos práticos à luz da teoria da informação, da física quântica, das pesquisas contemporâneas em bioeletricidade, da cosmologia do Universo Elétrico, bem como de elaborações gnósticas a respeito do estado de prisão em que as consciências vivem e a possibilidade de encontrarem liberdade. A filosofia de Bergson, em respeito à distinção que estabelece sobre realidade do espaço e do tempo, assim como sobre as dimensões do atual e do virtual, também fornece bases para revisitar os conceitos reichianos de caráter e couraça e produzir novas possibilidades e ferramentas de entendimento clínico. Por fim, este estudo busca desenvolver ferramentas conceituais que podem ser utilizadas para ampliar a compreensão do pensamento reichiano, da filosofia spinozista e bergsoniana, de práticas clínicas, de práticas psicológico-políticas e psicológico-sociais. Palavras-chaves: clínica psicologia política psicologia corporal wilhelm reich prisão cosmogonia energia |
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Qual é a clareza que temos das gerações que fazemos? E que tipo de práticas políticas constituímos a partir desses desejos? A diferenciação entre as ideias que construímos puramente verbais e as que construímos com a autopercepção do corpo constituirá a principal diferença entre os mundos virtuais transcendentes que geramos e aqueles com gradações maiores na imanência. O entendimento dos mecanismos de coengendramento constante dos processos de formação caracterial e de formação de contextos político-sociais baliza uma perspectiva clínico-política e uma psicologia política que inclui os processos autônomos do corpo, suas potencialidades e vicissitudes. A compreensão clínica de Reich a respeito do funcionamento do caráter e da couraça nos dá subsídios para explorar novos conceitos práticos à luz da teoria da informação, da física quântica, das pesquisas contemporâneas em bioeletricidade, da cosmologia do Universo Elétrico, bem como de elaborações gnósticas a respeito do estado de prisão em que as consciências vivem e a possibilidade de encontrarem liberdade. A filosofia de Bergson, em respeito à distinção que estabelece sobre realidade do espaço e do tempo, assim como sobre as dimensões do atual e do virtual, também fornece bases para revisitar os conceitos reichianos de caráter e couraça e produzir novas possibilidades e ferramentas de entendimento clínico. Por fim, este estudo busca desenvolver ferramentas conceituais que podem ser utilizadas para ampliar a compreensão do pensamento reichiano, da filosofia spinozista e bergsoniana, de práticas clínicas, de práticas psicológico-políticas e psicológico-sociais. Palavras-chaves: clínica psicologia política psicologia corporal wilhelm reich prisão cosmogonia energiaThis research is the result of years of transdisciplinary and contemporary investigations of Wilhelm Reich's work in dialogue with authors and research in different areas of knowledge, as well as years of clinical practice as a post-Reichian psychologist and therapist. Some concepts from Baruch Spinoza's philosophy are used as a guiding thread for the main themes, such as the concept of conatus (effort of perseverance) and imperium (self-determination), which both allow the unfolding of ideas and indicate the need to generate clarity in thought about our political and micropolitical stances. Some psychopolitical questions serve as a guide: what do we generate with our desires? What clarity do we have about the generations we make? And what kind of political practices do we constitute based on these desires? The differentiation between the ideas that we construct purely verbally and those that we construct with the body's self-perception will constitute the main difference between the transcendent virtual worlds that we generate and those with greater gradations in immanence. The understanding of the mechanisms of constant co-engendering of the processes of character formation and the formation of political-social contexts guides a clinical-political perspective and a political psychology that includes the autonomous processes of the body, its potentialities and vicissitudes. Reich's clinical understanding of the functioning of character and armor gives us support to explore new practical concepts in the light of information theory, quantum physics, contemporary research in bioelectricity, the cosmology of the Electric Universe, as well as gnostic elaborations in respect of the prison state in which consciences live and the possibility of finding freedom. Bergson's philosophy, with respect to the distinction he establishes about the reality of space and time, as well as the dimensions of the actual and the virtual, also provides bases for revisiting the Reichian concepts of character and armor and producing new possibilities and tools for clinical understanding. Finally, this study seeks to develop conceptual tools that can be used to expand the understanding of Reichian thought, Spinozist and Bergsonian philosophy, clinical practices, psychological-political and psychological-social practices.440 f.Rauter, Cristina Mair Barroshttp://lattes.cnpq.br/2792499600232177Ramalho, Simone AparecidaNeto, João da Mata CesseCarvalho, Nelson Job Vasconcelos deMaciel Junior, Auteriveshttp://lattes.cnpq.br/4413335453493719Carnero, José Vicente Pereira Justo2025-04-09T13:28:33Z2025-04-09T13:28:33Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfCARNERO, José Vicente Pereira Justo. Psicologia política do corpo. 2024. 440 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.https://app.uff.br/riuff/handle/1/37768ark:/87559/0013000018fr2CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-06-05T18:37:12Zoai:app.uff.br:1/37768Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-06-05T18:37:12Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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