Respostas cardiorrespiratórias e controle autonômico cardíaco durante exposição aguda à hipóxia normobárica em indivíduos pós-covid-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Mello, Elissa Silva de Farias
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/39022
Resumo: Introdução: A síndrome viral causada pelo SARS-CoV-2, denominada COVID-19, recebeu atenção mundial pelo seu elevado nível de transmissão e potencial mortalidade. Durante a pandemia da COVID-19, foram observados casos de um fenômeno denominado como “hipóxia silenciosa”, condição na qual o indivíduo apresenta saturação de oxigênio abaixo dos padrões de normalidade e com ausência de sintomas respiratórios, aumentando o risco de mortalidade e sequelas potenciais, podendo envolver diversos sistemas, incluindo o sistema nervoso autônomo. Tais efeitos podem permanecer em fases pós-covid, incluindo indivíduos assintomáticos, considerando que a hipóxia silenciosa, não apresenta sintomas. Hipótese: A hipótese do presente estudo é que indivíduos que não apresentaram sintomas tardios após a recuperação do período infecioso, poderiam apresentar resposta autonômica cardíaca atenuada, sobretudo quando expostos à hipóxia aguda. Essa, portanto, poderia estar dentre as adaptações autonômicas mediada pela COVID-19. Metodologia: 13 participantes (7 homens e 6 mulheres), foram submetidos a um protocolo de exposição a normóxia (FiO2 ~21%) e a hipóxia normobárica aguda (FIO2 ~11,5%) por 10 minutos cada na posição sentada. Foram registrados de forma contínua a saturação de oxigênio (SPO2), ventilação minuto (VE), frequência respiratória (FR), volume corrente (Vt), e frequência cardíaca (FC). O grupo controle pareado por idade e sexo foi obtido através de dados coletados em 2018 em nosso laboratório (i.e., período pré-pandemia). Para a análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), as oscilações dos intervalos R-R foram analisadas através do método espectral, nas bandas de baixa frequência (LF) e alta frequência (HF), e pela análise simbólica não linear, pelos índices 0V% (modulação simpática), 2UV% e 2V% (modulação vagal). Resultados: O grupo pós-COVID apresentou menor aumento da FC (p=0,04), maior resistência para dessaturação (p<0,01) e menor retirada vagal (índice HF da VFC, p=0,04), quando comparado ao grupo controle. Não foram observadas alteração de VE (p=0,76) e Vt (p=0,47) durante a hipóxia em ambos grupos. Os resultados demonstraram que indivíduos acometidos pela forma leve da doença, podem apresentar modificações no controle autonômico cardíaco mediante a exposição a hipóxia normobárica
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Tais efeitos podem permanecer em fases pós-covid, incluindo indivíduos assintomáticos, considerando que a hipóxia silenciosa, não apresenta sintomas. Hipótese: A hipótese do presente estudo é que indivíduos que não apresentaram sintomas tardios após a recuperação do período infecioso, poderiam apresentar resposta autonômica cardíaca atenuada, sobretudo quando expostos à hipóxia aguda. Essa, portanto, poderia estar dentre as adaptações autonômicas mediada pela COVID-19. Metodologia: 13 participantes (7 homens e 6 mulheres), foram submetidos a um protocolo de exposição a normóxia (FiO2 ~21%) e a hipóxia normobárica aguda (FIO2 ~11,5%) por 10 minutos cada na posição sentada. Foram registrados de forma contínua a saturação de oxigênio (SPO2), ventilação minuto (VE), frequência respiratória (FR), volume corrente (Vt), e frequência cardíaca (FC). O grupo controle pareado por idade e sexo foi obtido através de dados coletados em 2018 em nosso laboratório (i.e., período pré-pandemia). Para a análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), as oscilações dos intervalos R-R foram analisadas através do método espectral, nas bandas de baixa frequência (LF) e alta frequência (HF), e pela análise simbólica não linear, pelos índices 0V% (modulação simpática), 2UV% e 2V% (modulação vagal). Resultados: O grupo pós-COVID apresentou menor aumento da FC (p=0,04), maior resistência para dessaturação (p<0,01) e menor retirada vagal (índice HF da VFC, p=0,04), quando comparado ao grupo controle. Não foram observadas alteração de VE (p=0,76) e Vt (p=0,47) durante a hipóxia em ambos grupos. Os resultados demonstraram que indivíduos acometidos pela forma leve da doença, podem apresentar modificações no controle autonômico cardíaco mediante a exposição a hipóxia normobáricaIntroduction: The viral syndrome caused by SARS-CoV-2, named COVID-19, received worldwide attention due to its high transmission rate and potential mortality. During the COVID-19 pandemic, cases of a phenomenon called "silent hypoxia" were observed, a condition in which an individual presents oxygen saturation below normal levels without respiratory symptoms, increasing the risk of mortality and potential sequelae, which may involve various systems, including the autonomic nervous system. Such effects may persist in the post-COVID phases, even in asymptomatic individuals, considering that silent hypoxia does not present symptoms. Hypothesis: The hypothesis of the present study is that individuals who did not present late symptoms after recovering from the infectious period may exhibit attenuated cardiac autonomic response, particularly when exposed to acute hypoxia. This may, therefore, be one of the autonomic adaptations mediated by COVID-19. Methodology: Thirteen participants (7 men and 6 women) were subjected to a protocol of exposure to normoxia (FiO2 ~21%) and acute normobaric hypoxia (FiO2 ~11.5%) for 10 minutes each in a seated position. Oxygen saturation (SPO2), minute ventilation (VE), respiratory rate (RR), tidal volume (Vt), and heart rate (HR) were continuously recorded. The control group, matched by age and sex, was obtained from data collected in 2018 in our laboratory (i.e., pre-pandemic period). For heart rate variability (HRV) analysis, oscillations of the R-R intervals were analyzed using the spectral method, in low-frequency (LF) and high-frequency (HF) bands, and through nonlinear symbolic analysis, using the 0V% (sympathetic modulation), 2UV%, and 2V% (vagal modulation) indices. Results: The post-COVID group showed a lower increase in HR (p=0.04), greater resistance to desaturation (p<0.01), and lower vagal withdrawal (HF index of HRV, p=0.04) when compared to the control group. No changes were observed in VE (p=0.76) and Vt (p=0.47) during hypoxia in either group. The results showed that individuals affected by the mild form of the disease may present changes in cardiac autonomic control in the face of exposure to normobaric hypoxia58 f.Rodrigues, Gabriel Diashttp://lattes.cnpq.br/3780856484988484Soares, Pedro Paulo da Silvahttp://lattes.cnpq.br/8849008666380358Ribeiro, Marcelle de Paulahttp://lattes.cnpq.br/7001582128466985Oliveira, André Luiz Musmanno Brancohttp://lattes.cnpq.br/2569651180495777Mattos, João Dario Martins dehttp://lattes.cnpq.br/7136597912758844Rocha, Helena Naly Miguenshttp://lattes.cnpq.br/4348587545782981Mello, Elissa Silva de Farias2025-06-27T13:34:00Z2025-06-27T13:34:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMELLO, Elissa Silva de Farias. Respostas cardiorrespiratórias e controle autonômico cardíaco durante exposição aguda à hipóxia normobárica em indivíduos pós-covid-19. 2025. 58 f. 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