O itinerário formativo de agentes comunitários de saúde: por uma construção dialógica e de esperança
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | Considerações Iniciais: o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é o trabalhador que surgiu a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse profissional garante, no Brasil, a sustentabilidade do modelo de assistência público e universal. O seu itinerário formativo inclui a formação técnica e as ações de Educação Permanente em Saúde (EPS) a serem realizadas nos serviços. Sob os constructos teóricos de Paulo Freire, esta Tese tem como objeto: o itinerário formativo de ACS no contexto da saúde da família no município de Macaé (RJ). Questão de Pesquisa: como se efetiva o itinerário de formação (técnica e ações de EPS) vivenciado pelo ACS no município de Macaé, e qual o significado dele para estes Agentes? Objetivo Geral: conhecer os itinerários formativos (técnica e ações de EPS) do ACS do município de Macaé, e qual o significado que estes profissionais conferem a estas vivências formativas. Objetivos Específicos: identificar o perfil socioformativo-profissional de ACS que atuam em Unidades de ESF do município de Macaé; analisar como se efetiva o itinerário formativo destes profissionais e os significados dados a este processo; propor práticas pedagógicas que impactam socialmente e sejam inovadoras nos processos de formação de ACS. Metodologia: pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória com aproximação da abordagem da Pesquisa-ação Participativa em Saúde (PaPS). Os cenários foram quatro Unidades de ESF de Macaé, e os participantes, 23 ACS que atuam há mais de um ano neste cenário e que aceitaram participar livremente, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e o Termo de Autorização de Uso de Imagem e Depoimentos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Multidisciplinar UFRJ–Macaé (CEP/CM UFRJ-Macaé), sob o nº do CAAE: 65479522.9.0000.5699, e a coleta de dados se efetivou em três etapas: Entrevistas Semiestruturadas (ES); oficina World Café e narrativas produzidas em forma de Cartas Pedagógicas (CP). Utilizaram-se duas ferramentas para a organização dos dados, o software IRaMuTeQ® e o Word Clouds; a análise foi descritiva simples, compreensiva-interpretativa e narrativa. Resultados e Discussão: sobre o perfil socioformativo-profissional: predomínio do sexo feminino (82,61%), adultos jovens com 31–40 anos (47,83%), solteiros (47,83%), com um filho (43,48%), que residem com outras pessoas (86,96%), praticam lazer (82,61%), têm Ensino Médio completo (43,48%) e Ensino Superior incompleto (43,48%) e com uma única ocupação, ser ACS (86,96%). Atuam na ESF há 8–10 anos (56,52%) e são servidores públicos (78,26%). As ES geraram três categorias: “O itinerário de ingresso e os primeiros passos do ACS na ESF”; “O contentamento descontente do ACS: a educação permanente nos serviços minimiza as lacunas da formação técnica”; e “O enfrentamento da diversidade e da pluralidade do cotidiano de trabalho e o Curso Técnico em ACS”. Já o World Café originou três sínteses: “Narrativas em movimento: desvelando experiências formativas com os ACS”; “Polinizando significados e sentimentos com os ACS: o ‘esperançar’ de uma formação técnica”; e “Desenlaçando nós e revendo os hiatos: uma nuvem que aponta para uma educação permanente ainda utópica, mas em construção”. As CP foram analisadas em dois momentos denominados: “1 – Abrindo as Cartas… Memórias e afetividade”; e “2 – O enredo vivido… O mundo do trabalho e o ‘esperançar’ por mudanças”. Considerações Finais: os ACS apontam lacunas em seus processos de formação e de EPS que precisam ser reparadas. O aprender com a prática e com outros profissionais de saúde se faz presente. Valorizam as ações de EPS como ricos espaços de partilhas e de aprendizagens para a prestação de um cuidado integral e resolutivo. Sentem-se satisfeitos com a feitura do Curso Técnico em ACS. Evidenciamos que apresentam um leque de afetividades referente ao mundo do trabalho, que conectam à sua formação. Enumeram suas ações e desafios na práxis, destacando-se as Visitas Domiciliares (VDs), orientações em saúde, reuniões de equipe, acolhimento, “recepcionar”, violência urbana, sobrecarga de trabalho. Perpetua-se uma cultura de desinvestimento e subvalorização do ACS; EqSF com déficit de pessoal e infraestrutura precária. Dentre as propostas pedagógicas inovadoras para a formação do ACS, que os tornem protagonistas do cuidado (“Embaixadores do Significado”), considera-se, também, como relevantes e inovadoras: oficinas; grupos focais; World Café; passeios; aulas invertidas; fóruns comunitários e rodas de conversações (círculos de cultura). Faz-se necessário, por fim, resgatar o acesso e a garantia do direito da formação para todos os ACS a partir do diálogo e do “esperançar” freireano. |
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O itinerário formativo de agentes comunitários de saúde: por uma construção dialógica e de esperançaThe training itinerary of community health agents: towards a dialogic and hopeful constructionEl itinerario formativo de los agentes comunitarios de salud: hacia una construcción dialógica y de esperanzaAgente Comunitário de SaúdeEducação Profissional em Saúde PúblicaEstratégia de Saúde da FamíliaAtenção Primária à SaúdeSaúde ColetivaAgentes Comunitários de SaúdeEducação Profissional em Saúde PúblicaEstratégias de Saúde NacionaisAtenção Primária à SaúdeCommunity Health AgentProfessional Education in Public HealthFamily Health StrategyPrimary Health CareCollective HealthAgente Comunitario de SaludEducación Profesional en Salud PúblicaEstrategia de Salud de la FamiliaAtención Primaria a la SaludSalud ColectivaConsiderações Iniciais: o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é o trabalhador que surgiu a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse profissional garante, no Brasil, a sustentabilidade do modelo de assistência público e universal. O seu itinerário formativo inclui a formação técnica e as ações de Educação Permanente em Saúde (EPS) a serem realizadas nos serviços. Sob os constructos teóricos de Paulo Freire, esta Tese tem como objeto: o itinerário formativo de ACS no contexto da saúde da família no município de Macaé (RJ). Questão de Pesquisa: como se efetiva o itinerário de formação (técnica e ações de EPS) vivenciado pelo ACS no município de Macaé, e qual o significado dele para estes Agentes? Objetivo Geral: conhecer os itinerários formativos (técnica e ações de EPS) do ACS do município de Macaé, e qual o significado que estes profissionais conferem a estas vivências formativas. Objetivos Específicos: identificar o perfil socioformativo-profissional de ACS que atuam em Unidades de ESF do município de Macaé; analisar como se efetiva o itinerário formativo destes profissionais e os significados dados a este processo; propor práticas pedagógicas que impactam socialmente e sejam inovadoras nos processos de formação de ACS. Metodologia: pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória com aproximação da abordagem da Pesquisa-ação Participativa em Saúde (PaPS). Os cenários foram quatro Unidades de ESF de Macaé, e os participantes, 23 ACS que atuam há mais de um ano neste cenário e que aceitaram participar livremente, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e o Termo de Autorização de Uso de Imagem e Depoimentos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Multidisciplinar UFRJ–Macaé (CEP/CM UFRJ-Macaé), sob o nº do CAAE: 65479522.9.0000.5699, e a coleta de dados se efetivou em três etapas: Entrevistas Semiestruturadas (ES); oficina World Café e narrativas produzidas em forma de Cartas Pedagógicas (CP). Utilizaram-se duas ferramentas para a organização dos dados, o software IRaMuTeQ® e o Word Clouds; a análise foi descritiva simples, compreensiva-interpretativa e narrativa. Resultados e Discussão: sobre o perfil socioformativo-profissional: predomínio do sexo feminino (82,61%), adultos jovens com 31–40 anos (47,83%), solteiros (47,83%), com um filho (43,48%), que residem com outras pessoas (86,96%), praticam lazer (82,61%), têm Ensino Médio completo (43,48%) e Ensino Superior incompleto (43,48%) e com uma única ocupação, ser ACS (86,96%). Atuam na ESF há 8–10 anos (56,52%) e são servidores públicos (78,26%). As ES geraram três categorias: “O itinerário de ingresso e os primeiros passos do ACS na ESF”; “O contentamento descontente do ACS: a educação permanente nos serviços minimiza as lacunas da formação técnica”; e “O enfrentamento da diversidade e da pluralidade do cotidiano de trabalho e o Curso Técnico em ACS”. Já o World Café originou três sínteses: “Narrativas em movimento: desvelando experiências formativas com os ACS”; “Polinizando significados e sentimentos com os ACS: o ‘esperançar’ de uma formação técnica”; e “Desenlaçando nós e revendo os hiatos: uma nuvem que aponta para uma educação permanente ainda utópica, mas em construção”. As CP foram analisadas em dois momentos denominados: “1 – Abrindo as Cartas… Memórias e afetividade”; e “2 – O enredo vivido… O mundo do trabalho e o ‘esperançar’ por mudanças”. Considerações Finais: os ACS apontam lacunas em seus processos de formação e de EPS que precisam ser reparadas. O aprender com a prática e com outros profissionais de saúde se faz presente. Valorizam as ações de EPS como ricos espaços de partilhas e de aprendizagens para a prestação de um cuidado integral e resolutivo. Sentem-se satisfeitos com a feitura do Curso Técnico em ACS. Evidenciamos que apresentam um leque de afetividades referente ao mundo do trabalho, que conectam à sua formação. Enumeram suas ações e desafios na práxis, destacando-se as Visitas Domiciliares (VDs), orientações em saúde, reuniões de equipe, acolhimento, “recepcionar”, violência urbana, sobrecarga de trabalho. Perpetua-se uma cultura de desinvestimento e subvalorização do ACS; EqSF com déficit de pessoal e infraestrutura precária. Dentre as propostas pedagógicas inovadoras para a formação do ACS, que os tornem protagonistas do cuidado (“Embaixadores do Significado”), considera-se, também, como relevantes e inovadoras: oficinas; grupos focais; World Café; passeios; aulas invertidas; fóruns comunitários e rodas de conversações (círculos de cultura). Faz-se necessário, por fim, resgatar o acesso e a garantia do direito da formação para todos os ACS a partir do diálogo e do “esperançar” freireano.Initial Considerations: the Community Health Agent (CHA) is the worker who emerged from the creation of the Unified Health System (UHS). They ensure the sustainability of the public and universal healthcare model in Brazil. Their training itinerary includes technical training and Permanent Health Education (PHE) actions to be carried out in the services. Under the theoretical constructs of Paulo Freire, this Thesis aims to address the training itinerary of CHAs in the context of Family Health in the municipality of Macaé (RJ). Research Question: how is the training itinerary (technical training and PHE actions) experienced by CHAs in the municipality of Macaé (RJ) implemented, and what is its significance for these agents? General Objective: to understand the training itineraries (technical training and PHE actions) of CHAs in the municipality of Macaé (RJ), and the meaning these professionals attach to these training experiences. Specific Objectives: to identify the socio-formative-professional profile of CHAs working in Family Health Strategy Units (FHS) in the municipality of Macaé; to analyze how the training itinerary of these professionals is implemented and the meanings attributed to this process; to propose pedagogical practices that have a social impact and are innovative in CHA training processes. Methodology: this is a qualitative, descriptive and exploratory study using the Participatory Action Research (PAR) in Health approach. The settings were four FHS Units in Macaé (RJ), and the participants were 23 CHAs who have been working in these settings for more than a year and voluntarily agreed to participate by signing the Free and Informed Consent Term (FICT) and the Authorization Form for the Use of Images and Statements. The project was approved by the Research Ethics Committee of the UFRJ-Macaé Multidisciplinary Center (CEP/CM UFRJ-Macaé), under CAAE number: 65479522.9.0000.5699. Data collection occurred in three stages: Semi-structured Interviews (SI); World Café workshop; and narratives produced as Pedagogical Letters (PL). Two tools were used for data organization: the software IRaMuTeQ® and Word Clouds. The analysis was simple descriptive, comprehensive-interpretive, and narrative. Results and Discussion: on the socio-formative-professional profile: predominance of female gender (82.61%), young adults aged 31-40 (47.83%), single (47.83%), with one child (43.48%), living with other people (86.96%), engaging in leisure activities (82.61%), with completed high school (43.48%) and incomplete higher education (43.48%), with a single occupation, being a CHA (86.96%). They have worked in the FHS for 8-10 years (56.52%) and are civil servants (78.26%). SIs generated three categories: "The entry itinerary and the first steps of CHAs in the FHS"; "The dissatisfied contentment of CHAs: permanent education in services minimizes gaps in technical training"; and "Coping with the diversity and plurality of everyday work and the Technical Course for CHAs". The World Café produced three summaries: "Narratives in motion: unveiling training experiences with CHAs"; "Pollinating meanings and feelings with CHAs: the ‘hope’ of technical training"; and "Untangling knots and reviewing gaps: a cloud pointing towards a permanent education that is still utopian but under construction". The PLs were analyzed in two sections: "1 - Opening the Letters… Memories and affectivity"; and "2 - The storyline… The world of work and the ‘hope’ for change". Final Considerations: CHAs identify gaps in their training and PHE processes that need to be addressed. They also mention the importance of learning from practice and other healthcare professionals. They value PHE actions as rich spaces for sharing and learning to provide comprehensive and resolutive healthcare. They are glad to have taken the CHA Technical Course. We verified that they have a range of affectivities related to the world of work, which they connect to their training. They list their actions and challenges in praxis, highlighting Home Visits (HVs), healthcare guidance, team meetings, welcoming, "reception", urban violence, and work overload. A culture of disinvestment and undervaluation of CHAs persists; FH teams face staff shortages and precarious infrastructure. Among the innovative pedagogical proposals for the training of CHAs, to make them protagonists of care (“Ambassadors of Meaning”), the following are also considered relevant and innovative: workshops; focus groups; World Café; outings; flipped classes; community forums, and conversation circles (culture circles). Finally, it is necessary to restore access and ensure the right to training for all CHAs, based on dialog and the Freirean "hope".Consideraciones Iniciales: el Agente Comunitario de Salud (ACS) es el trabajador que surgió tras la creación del Sistema Único de Salud (SUS). Tiene el rol de garantizar la sostenibilidad del modelo de asistencia pública y universal en Brasil. Su itinerario formativo incluye la formación técnica y las acciones del Educación Permanente en Salud (EPS), que son aplicadas en los servicios. Bajo los ejes teóricos de Paulo Freire, esta Tesis tiene como objeto el itinerario formativo de ACS en el contexto de Salud de la Familia, en la ciudad de Macaé, Río de Janeiro. Pregunta de Investigación: ¿cómo se efectiva el itinerario de formación (técnica y de acciones de EPS) del ACS en la ciudad de Macaé, y cuál es el significado de dicho itinerario para estos agentes? Objetivo General: conocer los itinerarios formativos (técnica y acciones de EPS) de los ACS de Macaé, y los significados que estos profesionales agregan a sus trayectorias formativas. Objetivos Específicos: identificar el perfil social, formativo y profesional de los ACS que actúan en las Unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF) de Macaé; hacer un análisis de cómo se efectiva el itinerario formativo de estos profesionales y los significados que ellos agregan a dicho proceso; proponer prácticas pedagógicas que impactan socialmente y son innovadoras en los procesos de formación de los ACS. Metodología: investigación cualitativa, descriptiva y exploratoria, acercándose del método de Investigación-acción Participativa en Salud (PaPS). Los escenarios elegidos fueron cuatro Unidades de ESF de Macaé y los participantes, 23 ACS que actúan hace más de un año en este escenario, aceptaron participar voluntariamente, firmando el Formulario de Consentimiento Libre e Informado (FCLI) y el Formulario de Autorización del Uso de Imagen y Testimonios. El proyecto fue aprobado por el Comité de Ética em Investigación del Centro Multidisciplinar de la Universidad Federal del Río de Janeiro, Campus Macaé (CEP/CM UFRJ–Macaé), nº CAAE: 65479522.9.0000.5699, y la compilación de datos se dio en tres etapas: Entrevistas semiestructuradas (ES); taller World Café y narrativas producidas en forma de Cartas Pedagógicas (CP). Dos herramientas fueron utilizadas para la organización de los datos: el software IRaMuTeQ® y el Word Clouds. El análisis fue descriptivo simple, comprensivo-interpretativo y narrativo. Resultados y Discusión: perfil social, formativo y profesional tiene predominio del sexo femenino (82,61%), adultos jóvenes 31-40 años (47,83%), solteros (47,83%), con un hijo (43,48%), residen con otras personas (86,96%), practican actividades recreativas (82,61%), tienen educación secundaria completa (43,48%) y Graduación incompleta (43,48%) y tienen un solo empleo, precisamente el ACS (86,96%). Actúan en la ESF hace 8, 9 o 10 años (56,52%) y son empleados públicos (78,26%). Las ES generaron tres categorías: “El itinerario de ingreso y los primeros pasos del ACS en la ESF”; “El contentamiento descontento del ACS: la educación permanente de los servicios minimiza las grietas de la formación técnica”; y “El enfrentamiento de la diversidad y de la pluralidad en el cuotidiano del trabajo y el Curso Técnico en ACS”. El World Café generó tres síntesis: “Narrativas en movimiento: desvelando experiencias formativas con los ACS”; “Polinizando significados y sentimientos con los ACS: la esperanza de una formación técnica” y “Desenredar nudos y revisar los hiatos: una nube que apunta hacia una educación permanente que sigue utópica, pero está en construcción”. Las CP fueron analizadas en dos momentos denominados: “1- Abriendo las Cartas… Memorias y afectividad”; y “2- El enredo vivido… El mundo laboral y la esperanza por cambios”. Consideraciones Finales: los ACS identifican grietas en sus procesos de formación y de EPS, que necesitan de reparos. El aprendizaje con la práctica y con otros profesionales de la salud se hace presente. Los ACS valoran las acciones de EPS que, según ellos, son espacios prósperos en los que comparten sus aprendizajes en la prestación de cuidados integrales y resolutivos. Se sienten contentos con el Curso Técnico para la formación de ACS. Señalamos que ellos presentan muchas afectividades, referentes al mundo laboral, que conectan a su formación. Los ACS enumeran sus acciones y desafíos en la práctica y señalaron las Visitas Domiciliarias (VD), orientaciones sanitarias, reuniones de equipo, acogida, el proceso de recepción, la violencia urbana y sobrecarga de trabajo. Hay también la perpetuación de una cultura de desinversión y subvaluación del ACS, ESF con baja de personal e infraestructura precaria Entre las propuestas pedagógicas innovadoras para la formación del ACS, hacerlos protagonistas del cuidado (“Embajadores del Significado”), también se consideran relevantes e innovadoras: talleres; grupos focales; World Café; paseos; clases al revés/invertidas; foros comunitarios y rodas de conversaciones (círculos de cultura). Se hace necesario, por fin, rescatar el acceso y garantizar el derecho a la formación para todos los ACS basada en el diálogo y la “esperanza” freireana.205 f.Daher, Donizete Vagohttp://lattes.cnpq.br/6800822152435035Brito, Irma da Silvahttp://lattes.cnpq.br/4260250781663255Coelho, Karla Santa Cruzhttp://lattes.cnpq.br/6457731290874830Teixeira, Enéas Rangelhttp://lattes.cnpq.br/2282552925139090Pereira, Audrey Vidalhttp://lattes.cnpq.br/2510148795147954http://lattes.cnpq.br/6650389924789040Pinto, Andressa Ambrosino2025-10-07T17:27:43Z2025-10-07T17:27:43Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfPINTO, Andressa Ambrosino. O itinerário formativo de agentes comunitários de saúde: por uma construção dialógica e de esperança. 2023. 205 f. 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O itinerário formativo de agentes comunitários de saúde: por uma construção dialógica e de esperança Pinto, Andressa Ambrosino Agente Comunitário de Saúde Educação Profissional em Saúde Pública Estratégia de Saúde da Família Atenção Primária à Saúde Saúde Coletiva Agentes Comunitários de Saúde Educação Profissional em Saúde Pública Estratégias de Saúde Nacionais Atenção Primária à Saúde Community Health Agent Professional Education in Public Health Family Health Strategy Primary Health Care Collective Health Agente Comunitario de Salud Educación Profesional en Salud Pública Estrategia de Salud de la Familia Atención Primaria a la Salud Salud Colectiva |
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Considerações Iniciais: o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é o trabalhador que surgiu a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse profissional garante, no Brasil, a sustentabilidade do modelo de assistência público e universal. O seu itinerário formativo inclui a formação técnica e as ações de Educação Permanente em Saúde (EPS) a serem realizadas nos serviços. Sob os constructos teóricos de Paulo Freire, esta Tese tem como objeto: o itinerário formativo de ACS no contexto da saúde da família no município de Macaé (RJ). Questão de Pesquisa: como se efetiva o itinerário de formação (técnica e ações de EPS) vivenciado pelo ACS no município de Macaé, e qual o significado dele para estes Agentes? Objetivo Geral: conhecer os itinerários formativos (técnica e ações de EPS) do ACS do município de Macaé, e qual o significado que estes profissionais conferem a estas vivências formativas. Objetivos Específicos: identificar o perfil socioformativo-profissional de ACS que atuam em Unidades de ESF do município de Macaé; analisar como se efetiva o itinerário formativo destes profissionais e os significados dados a este processo; propor práticas pedagógicas que impactam socialmente e sejam inovadoras nos processos de formação de ACS. Metodologia: pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória com aproximação da abordagem da Pesquisa-ação Participativa em Saúde (PaPS). Os cenários foram quatro Unidades de ESF de Macaé, e os participantes, 23 ACS que atuam há mais de um ano neste cenário e que aceitaram participar livremente, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e o Termo de Autorização de Uso de Imagem e Depoimentos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Multidisciplinar UFRJ–Macaé (CEP/CM UFRJ-Macaé), sob o nº do CAAE: 65479522.9.0000.5699, e a coleta de dados se efetivou em três etapas: Entrevistas Semiestruturadas (ES); oficina World Café e narrativas produzidas em forma de Cartas Pedagógicas (CP). Utilizaram-se duas ferramentas para a organização dos dados, o software IRaMuTeQ® e o Word Clouds; a análise foi descritiva simples, compreensiva-interpretativa e narrativa. Resultados e Discussão: sobre o perfil socioformativo-profissional: predomínio do sexo feminino (82,61%), adultos jovens com 31–40 anos (47,83%), solteiros (47,83%), com um filho (43,48%), que residem com outras pessoas (86,96%), praticam lazer (82,61%), têm Ensino Médio completo (43,48%) e Ensino Superior incompleto (43,48%) e com uma única ocupação, ser ACS (86,96%). Atuam na ESF há 8–10 anos (56,52%) e são servidores públicos (78,26%). As ES geraram três categorias: “O itinerário de ingresso e os primeiros passos do ACS na ESF”; “O contentamento descontente do ACS: a educação permanente nos serviços minimiza as lacunas da formação técnica”; e “O enfrentamento da diversidade e da pluralidade do cotidiano de trabalho e o Curso Técnico em ACS”. Já o World Café originou três sínteses: “Narrativas em movimento: desvelando experiências formativas com os ACS”; “Polinizando significados e sentimentos com os ACS: o ‘esperançar’ de uma formação técnica”; e “Desenlaçando nós e revendo os hiatos: uma nuvem que aponta para uma educação permanente ainda utópica, mas em construção”. As CP foram analisadas em dois momentos denominados: “1 – Abrindo as Cartas… Memórias e afetividade”; e “2 – O enredo vivido… O mundo do trabalho e o ‘esperançar’ por mudanças”. Considerações Finais: os ACS apontam lacunas em seus processos de formação e de EPS que precisam ser reparadas. O aprender com a prática e com outros profissionais de saúde se faz presente. Valorizam as ações de EPS como ricos espaços de partilhas e de aprendizagens para a prestação de um cuidado integral e resolutivo. Sentem-se satisfeitos com a feitura do Curso Técnico em ACS. Evidenciamos que apresentam um leque de afetividades referente ao mundo do trabalho, que conectam à sua formação. Enumeram suas ações e desafios na práxis, destacando-se as Visitas Domiciliares (VDs), orientações em saúde, reuniões de equipe, acolhimento, “recepcionar”, violência urbana, sobrecarga de trabalho. Perpetua-se uma cultura de desinvestimento e subvalorização do ACS; EqSF com déficit de pessoal e infraestrutura precária. Dentre as propostas pedagógicas inovadoras para a formação do ACS, que os tornem protagonistas do cuidado (“Embaixadores do Significado”), considera-se, também, como relevantes e inovadoras: oficinas; grupos focais; World Café; passeios; aulas invertidas; fóruns comunitários e rodas de conversações (círculos de cultura). Faz-se necessário, por fim, resgatar o acesso e a garantia do direito da formação para todos os ACS a partir do diálogo e do “esperançar” freireano. |
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